segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
Banco Del Mutuo Soccorso - Live in Rimini, L'Altro Mondo, 5 agosto 1975
Tony Iommi & Glenn Hughes – Fused [2005]
Em épocas de Black Country Communion - supergrupo pra lá e supergrupo pra cá – todos lembram que Glenn Hughes participou de duas das maiores bandas do metal dos anos 70 (apesar de que, no Black Sabbath, foi nos anos 80 e o grupo era praticamente um projeto solo de Tony Iommi). Hughes só não participou do Zeppelin, na santíssima trindade, mas está atualmente tocando com o filho de Bonzo.
Como precursor do hard rock, Hughes também participou do Trapeze, que teve Mel Galley nas guitarras, que depois se uniria a David Coverdale do Deep Purple (da fase Hughes) para tocar no Whitesnake. O batera era Dave Holland, que depois veio a integrar o Judas Priest. Ô povinho que gosta de trocar figurinhas esse!
O post de hoje reflete uma fase um pouco cruel da carreira da “voz do rock”. Quando integrou o Black Sabbath e gravou o disco Seventh Star (1986), Glenn Hughes estava simplesmente afundado nas drogas. Seu rendimento ao vivo era menos que uma sombra do seu passado glorioso, e no estúdio suas contribuições eram pequenas, se pararmos para lembrar que foram suas influências de funk e soul nas composições do Deep Purple que fizeram com que Ritchie Blackmore pedisse as contas. Ele nunca foi um homem de ficar atrás das cortinas, nos bastidores.

A dupla era obviamente fantástica, e o arquivo legado aos fãs (com uma reedição de sobras em 2004 das sessões da época) não fazia por merecer. Tony Iommi é o riff man do metal, e essa qualidade, somada à voz de Hughes, sempre restou promissora. Pois bem. A reunião finalmente ocorreu e, dela, saiu Fused. Um disco de inéditas com o peso que se espera de Iommi e a grandiloquência de Hughes. Tudo o que você quiser está aqui.
Para a empreitada recrutaram o session man Kenny Aronoff, que gravara sua bateria com os Rolling Stones, Bob Dylan, Rod Stewart, Alice Cooper, Bob Seger, Lynyrd Skynyrd, John Mellencamp e muitos outros. Bob Marlette trabalhou nos teclados e contrabaixo (em algumas canções), e foi produtor junto com a dupla famosa. Um petit comitè fazendo uma sonzeira pra lá de infernal.
Dopamine abre o play com um riff quase industrial. A coisa muda quando a bateria zeppeliniana entra em cena e detona tudo. Iommi está com um timbre cheio, mas não como de costume. Parece que deixou de lado aquele fuzz abelhudo e resolveu simplesmente lacrar seu amp e gravar várias guitarras em camadas. Um som para assistir à final da UFC no dia dos namorados, tamanha candura. Iommi sola com um wah wah violento, lembrando... Zakk Wylde, e me fazendo esquecer que ele simplesmente não tem a ponta de alguns dedos. Como ele consegue? Coisa de gênio.
Wasted Again parece ser uma paródia dos tempos em que os traficantes impediram a turnê de 86 do Sabbath, quando cobravam certas contas do então vocalista. Glenn Hughes simplesmente dá as tintas de forma magistral. Saviour of the real mostra que Bob Marlette foi o responsável pelo resultado final, com teclados discretamente encaixados na cortina sonora de Iommi. Tudo perfeito, como se tivéssemos Led na bateria, Sabbath nas guitarras e Purple nos vocais. Uma combinação especial.
Pulo diretamente para o final. I go insane abre como um blues lento e se desenvolve em partes conexas, num crescendo que culmina no êxtase sonoro que dá fim ao disco. Nada que Iommi tenha feito antes ou depois se compara a isso. Não digo que seja melhor ou pior, mas sim único.
A Combe do Iommi precisava desse play para fazer ainda mais jus ao seu nome. Não é apenas uma reunião ou um supergrupo. Fused é um disco que resultou de uma união de músicos geniais que resolveram botar suas energias para fora de forma conjunta.
E, meu amigo, o bicho pegou valendo.
Track List
1. "Dopamine"
2. "Wasted Again"
3. "Saviour of the Real"
4. "Resolution Song"
5. "Grace"
6. "Deep Inside a Shell"
7. "What You're Living For"
8. "Face Your Fear"
9. "The Spell"
10. "I Go Insane"
Tony Iommi (guitarras)
Glenn Hughes (baixo e que voz)
Kenny Aronoff (bateria)
Bob Marlette (baixo e teclados)
Como precursor do hard rock, Hughes também participou do Trapeze, que teve Mel Galley nas guitarras, que depois se uniria a David Coverdale do Deep Purple (da fase Hughes) para tocar no Whitesnake. O batera era Dave Holland, que depois veio a integrar o Judas Priest. Ô povinho que gosta de trocar figurinhas esse!
O post de hoje reflete uma fase um pouco cruel da carreira da “voz do rock”. Quando integrou o Black Sabbath e gravou o disco Seventh Star (1986), Glenn Hughes estava simplesmente afundado nas drogas. Seu rendimento ao vivo era menos que uma sombra do seu passado glorioso, e no estúdio suas contribuições eram pequenas, se pararmos para lembrar que foram suas influências de funk e soul nas composições do Deep Purple que fizeram com que Ritchie Blackmore pedisse as contas. Ele nunca foi um homem de ficar atrás das cortinas, nos bastidores.

Dopamine abre o play com um riff quase industrial. A coisa muda quando a bateria zeppeliniana entra em cena e detona tudo. Iommi está com um timbre cheio, mas não como de costume. Parece que deixou de lado aquele fuzz abelhudo e resolveu simplesmente lacrar seu amp e gravar várias guitarras em camadas. Um som para assistir à final da UFC no dia dos namorados, tamanha candura. Iommi sola com um wah wah violento, lembrando... Zakk Wylde, e me fazendo esquecer que ele simplesmente não tem a ponta de alguns dedos. Como ele consegue? Coisa de gênio.
Pulo diretamente para o final. I go insane abre como um blues lento e se desenvolve em partes conexas, num crescendo que culmina no êxtase sonoro que dá fim ao disco. Nada que Iommi tenha feito antes ou depois se compara a isso. Não digo que seja melhor ou pior, mas sim único.
E, meu amigo, o bicho pegou valendo.
MUSICA&SOM ☝
Gianna Nannini – Una Radura (1977)
O segundo álbum de Gianna Nannini, uma colaboração com a Premiata Forneria Marconi com três faixas (Basta, Frenesia e Riprendo la mia faccia), é musicalmente mais expansivo que sua estreia, embora compartilhe semelhanças temáticas. A própria Giannini afirmou: "Coloquei tudo nele: meus problemas, minha solidão, a dificuldade de me comunicar com os outros". Um
álbum verdadeiramente excelente; não perca.
***
Lista de faixas:
01. Diálogo
02. Rebecca
03. Basta
04. Frenesia
05. Se
06. Maria Paola
07. Siamo Vivi
08. Sono Stanco
09. Riprendo La Mia Faccia
10. Una Radura
Gianluca Grignani – Natura Umana (2011)
“Natura Umana” é o álbum de Gianluca Grignani , e mais uma vez ele surpreende com um disco absolutamente energético, rico em sonoridade e apresentando um contraste marcante entre a música e as letras que retratam os dilemas da vida com um realismo romântico. É um sucessor à altura de “Romantico Rock Show ”. A combinação não é fácil, mas Grignani se vale de sua vasta experiência e sensibilidade como cantor e compositor para mostrar o contraste entre força e fraqueza, miséria e esplendor, o finito e o infinito — um contraste que se reflete até mesmo na arte da capa —, realizando uma jornada pela complexidade da natureza humana.
George Michael – Live in London (2009)
George Michael (Londres, 25 de junho de 1963) é um cantor pop, compositor e produtor britânico. Ele é um dos músicos mais populares das últimas décadas, tanto por seu talento e sucessos quanto por sua imagem pública controversa.
Atualmente , está sendo lançado o DVD Live in London , que registra o último dos dois shows que o cantor e compositor britânico realizou nos dias 24 e 25 de agosto de 2008 na Earls Court Arena, em Londres, culminando a triunfante turnê 25 Live. O que apresentamos aqui é o áudio do DVD dessa apresentação (em excelente qualidade, aliás).
O álbum Live in London apresenta os maiores sucessos da carreira de George Michael e, como prova disso, os ingressos para esses shows esgotaram em minutos, dando continuidade ao sucesso das 79 apresentações da Live Arena Tour e da Live Stadium Tour, que reuniram mais de dois milhões de pessoas.
Los Villanos Blues Band - Blues (Mexico)
Stephane Grappelli & Toots Thielemans - Jazz (Violin and Harmonica)
Julian Fauth - Blues Harmonica (USA)
Highway Robbery - For Love or Money (1972)
"Formada em 1972 por John Livingston (baixo e vocal), Michael Stevens (guitarra e vocal) e Don Francisco (bateria e vocal principal), o Highway Robbery entrou para a história por criar um dos grandes álbuns de hard de rock do início dos anos 70.
O álbum em questão, For Love or Money, está no mesmo nível que os melhores discos de bandas como Grand Funk, Mountain, Bloodrock ou qualquer outra deste nobre escalão. Lançado em 1972 pela RCA Vitor, For Love or Money compila em seus exatos 33:50 minutos, oito faixas em que a perfeição instrumental do trio remete, em alguns momentos, outro trio com igual característica, o Rush.
O disco abre com Mystery Rider (3:03) , um hard rock clássico, em que o vocal cantado em coro pelo trio faz a cama para a voz do baterista - e vocalista - Don Francisco (coisa rara no rock and roll), se encaixando perfeitamente ao estilo agressivo e pesado da guitarra e do baixo.
Fifteen (2:58), na seqüência, é uma verdadeira paulada no estilo Black Sabbath, e se destaca pela qualidade instrumental, alternando momentos de grande pegada com outros extremamente sutis. Um clássico absoluto...
A terceira faixa é a grande balada do disco. All I Need (To Have is You) (4:19), prima pela beleza. Don Franscisco pôde expor seus talentos vocais de forma mais clara, enquanto as passagens instrumentais lembram coisas dos Beatles, como Dear Prudence. Outra música que poderia figurar em qualquer álbum das grandes bandas da época. Lazy Woman (5:41), também de rara beleza, destaca os solos de Michael Stevens , grande destaque de uma das melhoras músicas do disco.
O disco segue. Bells (3:25), a próxima, é a música mais pop do álbum. Bem típica da época, traz vocais em coro (no melhor estilo Crosby, Stills e Nash) e refrão agradável, com destaque para os vocais de Francisco, que imediatamente remete a Mark Farner (Grand Funk Railroad). Ain't Goona Take no More (3:57), lembra algo dos anos 80, como o The Cult, e também o velho e excelente Grand Funk, novamente.
Chegamos a parte final do álbum. I'll Do It Again (4:16), a penúltima música, destaca as linhas de baixo em uma levada meio blues, estilo Janis Joplin ou Stone the Crows. For Love or Money termina, brilhantemente, com Promotion Man (6:04). A melhor música do disco tinha que ficar para o final. Um típico rock pesado dos anos 70, com passagens que lembram o Buffalo, outra grande banda da mesma época.
Infelizmente, For Love or Money não obteve o sucesso esperado na época e a banda acabou se desfazendo já em 1973. O disco, que conta com uma capa não tão convidativa, trazendo o guitarrista Stevens em uma pose que lembra muito o famoso baixista Geddy Lee (Rush), é atualmente uma raridade para os colecionadores, tendo sido reeditado em CD em 2000.
Para os amantes do rock setentista, o Highway Robbery é uma grande pedida, sendo outra daquelas bandas que nos fazem questionar o motivo de que tantas bandas de enorme qualidade não conseguiram seu lugar ao sol em um dos períodos mais férteis do rock and roll. Apesar de lembrar alguns momentos de bandas da mesma época, o Highway Robbery conseguiu imprimir seu próprio estilo com dignidade e competência."
John Livingston - baixo e vocal
Michael Stevens - guitarra e vocal
Don Francisco - bateria e vocal principal
O álbum em questão, For Love or Money, está no mesmo nível que os melhores discos de bandas como Grand Funk, Mountain, Bloodrock ou qualquer outra deste nobre escalão. Lançado em 1972 pela RCA Vitor, For Love or Money compila em seus exatos 33:50 minutos, oito faixas em que a perfeição instrumental do trio remete, em alguns momentos, outro trio com igual característica, o Rush.
O disco abre com Mystery Rider (3:03) , um hard rock clássico, em que o vocal cantado em coro pelo trio faz a cama para a voz do baterista - e vocalista - Don Francisco (coisa rara no rock and roll), se encaixando perfeitamente ao estilo agressivo e pesado da guitarra e do baixo.
Fifteen (2:58), na seqüência, é uma verdadeira paulada no estilo Black Sabbath, e se destaca pela qualidade instrumental, alternando momentos de grande pegada com outros extremamente sutis. Um clássico absoluto...
A terceira faixa é a grande balada do disco. All I Need (To Have is You) (4:19), prima pela beleza. Don Franscisco pôde expor seus talentos vocais de forma mais clara, enquanto as passagens instrumentais lembram coisas dos Beatles, como Dear Prudence. Outra música que poderia figurar em qualquer álbum das grandes bandas da época. Lazy Woman (5:41), também de rara beleza, destaca os solos de Michael Stevens , grande destaque de uma das melhoras músicas do disco.
O disco segue. Bells (3:25), a próxima, é a música mais pop do álbum. Bem típica da época, traz vocais em coro (no melhor estilo Crosby, Stills e Nash) e refrão agradável, com destaque para os vocais de Francisco, que imediatamente remete a Mark Farner (Grand Funk Railroad). Ain't Goona Take no More (3:57), lembra algo dos anos 80, como o The Cult, e também o velho e excelente Grand Funk, novamente.
Chegamos a parte final do álbum. I'll Do It Again (4:16), a penúltima música, destaca as linhas de baixo em uma levada meio blues, estilo Janis Joplin ou Stone the Crows. For Love or Money termina, brilhantemente, com Promotion Man (6:04). A melhor música do disco tinha que ficar para o final. Um típico rock pesado dos anos 70, com passagens que lembram o Buffalo, outra grande banda da mesma época.
Infelizmente, For Love or Money não obteve o sucesso esperado na época e a banda acabou se desfazendo já em 1973. O disco, que conta com uma capa não tão convidativa, trazendo o guitarrista Stevens em uma pose que lembra muito o famoso baixista Geddy Lee (Rush), é atualmente uma raridade para os colecionadores, tendo sido reeditado em CD em 2000.
Para os amantes do rock setentista, o Highway Robbery é uma grande pedida, sendo outra daquelas bandas que nos fazem questionar o motivo de que tantas bandas de enorme qualidade não conseguiram seu lugar ao sol em um dos períodos mais férteis do rock and roll. Apesar de lembrar alguns momentos de bandas da mesma época, o Highway Robbery conseguiu imprimir seu próprio estilo com dignidade e competência."
John Livingston - baixo e vocal
Michael Stevens - guitarra e vocal
Don Francisco - bateria e vocal principal
Blackwater Park - Dirt Box (1971)
"Para hoje selecionamos uma daquelas bandas que nos surpreendem pela qualidade e atualidade de suas canções. Difícil imaginar o motivo de uma banda como esta gravar apenas um único álbum que, embora fantástico, não tenha alcançado a popularidade que poderia obter pelo brilho de seu trabalho. Trata-se da banda alemã Blackwater Park.
O disco em questão é o excepcional "Dirt Box". Lançado pela Basf em 1972, possui uma energia e qualidade muito acima da média das bandas da época. A banda era formada pelo inglês Ritchie Routledge (vocal) e pelos alemães Michael Fechner (guitarra), Andreas "Scholli" Scholz (baixo e teclados), Norbert Kagelmann (bateria) e Wolfgang Rumler (guitarra).
"Dirt Box" começa inspirado com a ótima "Mental Block" (3:18), cuja introdução de teclados e guitarra lembra um pouco a excelente banda inglesa Atomic Rooster, do tecladista Vicent Craine, em seus melhores momentos, como nos álbuns "Death Walks Behind you" ou "In Hearing of".
Na seqüência temos a também excelente "Roundabout" (5:45”). – Nada a ver com o Yes, é claro ...
A melhor faixa do álbum é a fantástica "Rock Song". Com o tempo de 8:45, a faixa é uma obra-prima, com solos de guitarra de tirar o fôlego dos apaixonados pelo bom hard rock dos anos 70. Nesta música, a banda passeia por vários estilos e ritmos, lembrando coisas do heavy metal iniciado nos anos 80, passagens que lembram o melhor de Black Sabbath e o psicodelismo do final dos anos 60. O trabalho das guitarras é também um dos pontos altos da música – um clássico !!!!
Para o leitor ter uma idéia dos vocais, a interpretação de Ritchie Routledge lembra um pouco a forma de cantar do famoso David Coverdale (Deep Purple e Whitesnake). O disco termina com uma das melhores versões dos Beatles que já ouvi. Trata-se da faixa "For no One" (3:25). A música, originária do clássico álbum "Revolver" (1966), foi totalmente adaptada ao som do Blackwater Park, em uma versão mais pesada e densa do que a original. Apesar de muitas bandas gravarem músicas dos Beatles nesta época, a versão do Blackwater Park é das mais inspiradas e alcançou um resultado surpreendente. É realmente um cover que vale a pena pela originalidade.
Ao todo, o disco contém 7 faixas, todas de altíssima qualidade, apesar do destaque para "Rock Song".
O álbum foi relançado em 1996, em formato digipack pela Spalax Music e é a chance dos amantes do bom e velho rock and roll obterem esta verdadeira obra de arte."
Richard Routledge - vocals, guitar
Michael Fechner - guitar
Andreas Scholz - bass
Norbert Kagelmann - drums
MUSICA&SOM ☝
O disco em questão é o excepcional "Dirt Box". Lançado pela Basf em 1972, possui uma energia e qualidade muito acima da média das bandas da época. A banda era formada pelo inglês Ritchie Routledge (vocal) e pelos alemães Michael Fechner (guitarra), Andreas "Scholli" Scholz (baixo e teclados), Norbert Kagelmann (bateria) e Wolfgang Rumler (guitarra).
"Dirt Box" começa inspirado com a ótima "Mental Block" (3:18), cuja introdução de teclados e guitarra lembra um pouco a excelente banda inglesa Atomic Rooster, do tecladista Vicent Craine, em seus melhores momentos, como nos álbuns "Death Walks Behind you" ou "In Hearing of".
Na seqüência temos a também excelente "Roundabout" (5:45”). – Nada a ver com o Yes, é claro ...
A melhor faixa do álbum é a fantástica "Rock Song". Com o tempo de 8:45, a faixa é uma obra-prima, com solos de guitarra de tirar o fôlego dos apaixonados pelo bom hard rock dos anos 70. Nesta música, a banda passeia por vários estilos e ritmos, lembrando coisas do heavy metal iniciado nos anos 80, passagens que lembram o melhor de Black Sabbath e o psicodelismo do final dos anos 60. O trabalho das guitarras é também um dos pontos altos da música – um clássico !!!!
Para o leitor ter uma idéia dos vocais, a interpretação de Ritchie Routledge lembra um pouco a forma de cantar do famoso David Coverdale (Deep Purple e Whitesnake). O disco termina com uma das melhores versões dos Beatles que já ouvi. Trata-se da faixa "For no One" (3:25). A música, originária do clássico álbum "Revolver" (1966), foi totalmente adaptada ao som do Blackwater Park, em uma versão mais pesada e densa do que a original. Apesar de muitas bandas gravarem músicas dos Beatles nesta época, a versão do Blackwater Park é das mais inspiradas e alcançou um resultado surpreendente. É realmente um cover que vale a pena pela originalidade.
Ao todo, o disco contém 7 faixas, todas de altíssima qualidade, apesar do destaque para "Rock Song".
O álbum foi relançado em 1996, em formato digipack pela Spalax Music e é a chance dos amantes do bom e velho rock and roll obterem esta verdadeira obra de arte."
Richard Routledge - vocals, guitar
Michael Fechner - guitar
Andreas Scholz - bass
Norbert Kagelmann - drums
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