sábado, 28 de março de 2026

Grandes álbuns do Prog-Rock: Corte Dei Miracoli - "Corte Dei Miracoli" (1976)

A banda "Corte Dei Miracoli" foi fundada em 1973 em Savona, Itália (cidadezinha litorânea na Ligúria, próximo da França). Todos os integrantes vinham de bandas anteriores: Graziano Zippo (vocais), Alessio Feltri (teclados), Michele Carlone (teclados), Gabriele Siri (baixo) e Flavio Scogna (bateria e percussões). Note a formação com dois tecladistas e nenhum guitarrista. Eles conseguiram gravar apenas um álbum pelo pequeno selo Grog Records (distribuído pela Fonit Cetra) com ajuda de Vittorio De Scalzi (guitarrista do New Trolls, que estava envolvido na gestão da gravadora). Claro que com dois tecladistas a música da banda era bem sinfônica, ora mais pesada, ora mais leve, geralmente lírica, moderadamente complexa, num todo criado por bons instrumentistas. Era uma mistura de elementos do Rock Progressivo (pense GenesisVan der Graaf GeneratorPremiata Forneria Marconi, etc.), mas era um Prog sinfônico diferente, muito melódico, que contrastava com outros grupos italianos da época. Michele Carlone, um dos tecladistas, deixou o grupo pouco antes das gravações do álbum, em 1975, e foi substituído pelo experiente pianista de Jazz Riccardo Zegna. Vittorio De Scalzi fez algumas guitarras (principalmente na faixa de abertura) e mixou o álbum.
Apenas cinco faixas: "...E Verrà L'Uomo" (7:00), "Verso Il sole" (6:34), "Una Storia Fiabesca" (6:52) no lado 1, "Il Rituale Notturno" (7:12) e "I Due Amanti" (13:40) no lado 2. Música emotiva, bonita, melodiosa, com excelente entrosamento instrumental, teclados duplos, momentos memoráveis e absolutamente lindos (lembrando Locanda Delle Fate e Banco em alguns aspectos), enfim, outra joia dos anos 70 produzida na Itália. Moog, sintetizadores emulando cordas, pianos acústico e elétrico, órgão Hammond, clavintete, são os teclados vintage que protagonizam este trabalho com orquestrações, camadas e efeitos de adorno. Boa qualidade de produção, sonoridade setentista, teclados clássicos, elementos jazzísticos, inspirações eruditas, romantismo sombrio, vocais apaixonados e intensos em italiano, grande profundidade emocional, tudo muito sinfônico, e a joia do álbum, a suíte final "I Due Amanti" (baseada na história do corcunda de Notre-Dame), épica e multifacetada. Alma, orgulho, emoção italianos palpáveis do início ao fim. Há semelhanças com o som de outras bandas, mas o resultado é distinto e único. Em 1976, o guitarrista Valerio Piccioli se juntou à banda, mas a Corte Dei Miracoli existiu até o verão de 1976, quando se desfez. Alessio Feltri, Gabriele Siri e Valerio Piccioli estiveram envolvidos numa segunda encarnação malsucedida do "Il Giro Strano", banda anterior deles, enquanto Zegna continuou no campo do Jazz formando o trio "Gialma 3".
Em 92, o selo Mellow lançou o CD "Dimensione Onirica" contendo gravações demo feitas entre 73-74 pela primeira formação da banda (contendo Michele Carlone nos teclados). Em 94, a Mellow soltou "Live At Lux", contendo gravação de um show em 76, já com a mesma formação do álbum autointitulado


Grandes canções: Buddy Guy — Damn Right, I've Got The Blues (1991)

 

Buddy Guy é o guitarristas de Blues mais célebre de sua geração, possuindo um som e um estilo que incorporam as tradições do Blues clássico de Chicago, ao mesmo tempo que abraça o fogo e o brilho do Rock & Roll. Guy começou sua carreira musical em 1959 e marcou seu primeiro sucesso em 1960 com "First Time I Met the Blues". Ele passou grande parte da década seguinte como um conceituado músico, elogiado por colegas e fãs de Blues, porém sem atingir um público maior (seu melhor álbum dos anos 60 originalmente nem tinha seu nome, "Junior Wells' Hoodoo Man Blues"). No entanto, ele encontrou público na Europa nos anos 70 e os fãs de Rock começaram a descobrir seu trabalho através do apoio de fãs notáveis (Eric Clapton, Jimi Hendrix, Jeff Beck, Keith Richards, Stevie Ray Vaughan e Mark Knopfler). Guy lançou pouco material nos anos 80 (seu álbum mais conhecido da década foi "Stone Crazy", de 1981, um dos poucos que foi lançado nos EUA), pois se concentrava no trabalho ao vivo. Mas em 1991, Guy finalmente teve um grande salto comercial com "Damn Right, I've Got the Blues", e desde então ele tem sido um dos maiores nomes do Blues contemporâneo, fazendo turnês com frequência e lançando novo material regularmente (no século 21, entrou para o Rock & Roll Hall of Fame, continuou gravando - "Sweet Tea", de 2001, "Skin Deep", de 2008, e "Living Proof" de 2010 são pontos altos deste período). Ele está hoje com 87 anos e em 2022 fez uma turnê de despedida. Voltando ao álbum "Damn Right, I've Got The Blues", de 1991, vencedor do Grammy, que trouxe Guy aos holofotes após um longo hiato em estúdios (seu álbum anterior havia sido "DJ Play My Blues", de 1982). Apesar de resenhas apontando muitos covers-clichês (de canções de Eddie Boyd / John Lee Hooker, Sir Mack Rice, Jessie Mae Robinson, Big Jay McNeely e Willie Dixon), o álbum era uma pedrada com Guy abrindo sua caixa de ferramentas e disparando todo seu arsenal histriônico e frenético de diabruras na guitarra elétrica. Contando com amigos superestrelas (Eric Clapton, Jeff Beck e Mark Knopfler) em várias faixas, o álbum era catapultado por sua faixa-título, estrondosa e arrebatadora. 
Damn Right, I've Got The Blues / Pode Crer Eu Tenho o Blues
You damn right, I've got the Blues / Pode crer, eu tenho o Blues
From my head down to my shoes / Da minha cabeça aos meus sapatos
You damn right, I've got the Blues / Pode crer, eu tenho o Blues
From my head down to my shoes / Da minha cabeça aos meus sapatos

I can't win, cause I don't have a thing to lose / Não posso ganhar, pois não tenho nada a perder

I stopped by my daughters house / Eu parei na casa da minha filha
You know I just want to use the phone / Você sabe, eu só quero usar o telefone
I stopped by my daughters house / Eu parei na casa da minha filha
You know I just want to use the phone / Você sabe, eu só quero usar o telefone

You know my new grand baby came to the door / Você sabe meu netinho veio até a porta e disse
And said, granddaddy you know ain't no one at home / Vovô, você sabe que não há ninguém em casa

I said now look out / Eu disse, agora tome cuidado

You damn right, I've got the Blues / Pode crer, eu tenho o Blues
From my head down to my shoes / Da minha cabeça aos meus sapatos
You damn right, I've got the Blues / Pode crer, eu tenho o Blues
From my head down to my shoes / Da minha cabeça aos meus sapatos

You know I can't win, now people, cause I don't have a thing to lose / Vocês sabem que eu não posso ganhar, agora pessoal pois não tenho nada a perder

Alright / Tá certo

You damn right, I've got the Blues / Pode crer, eu tenho o Blues (4x)
Yeah



sexta-feira, 27 de março de 2026

Em 23/03/1973: Roxy Music lança o álbum For Your Pleasure.

Em 23/03/1973: Roxy Music lança o álbum
For Your Pleasure.
For Your Pleasure é o segundo álbum de estúdio da banda de rock inglesa Roxy Music, lançado em 23 de março de 1973 pela Island Records. Foi o último álbum a apresentar o sintetizador e especialista em som Brian Eno, que mais tarde seria aclamado como artista solo e produtor. Em 2000, Q colocou For Your Pleasure em 33 na lista dos "100 maiores álbuns britânicos de todos os tempos". Ficou em 87º lugar na lista do Pitchfork de 2004 dos 100 melhores álbuns da década de 1970. Em 2003, For Your Pleasure foi classificado em 394º lugar na lista dos 500 melhores álbuns
de todos os tempos da Rolling Stone, com a classificação do álbum caindo para o número 396 na atualização de 2012 da lista, e subindo para número 351 na atualização de 2020.
A NME classificou For Your Pleasure em 88º lugar em sua lista de 500 melhores álbuns de todos os tempos de 2013 e o chamou de "o auge do art rock inglês ".
Classic Rock nomeou-o como um dos 10 álbuns de glam rock "essenciais". Happy Mag incluiu o álbum em sua lista de "10 discos para apresentá-lo ao mundo do art-rock" e chamou de "uma obra-prima do art-pop e glam-rock".
Lista de faixas:
Todas as faixas foram escritas por Bryan Ferry.
Lado um:
1. "Do the Strand" : 4:04 ,
2. "Beauty Queen" : 4:41
3. "Strictly Confidential" : 3:48
4. "Editions of You" : 3:51
5. "In Every Dream Home a Heartache" : 5:29
Lado dois:
1. "The Bogus Man" : 9:20
2. "Grey Lagoons" : 4:13
3. "For Your Pleasure" : 6:51.
Pessoal Roxy Music:
Bryan Ferry - vocal, piano, Hohner Pianet, Mellotron , gaita , guitarra base em
"In Every Dream Home A Heartache" ,
Brian Eno - sintetizador VCS3 , backing
vocals,
Andy Mackay - oboé , saxofone, órgão
eletrônico Farfisa,
Phil Manzanera - guitarra elétrica
Paul Thompson - bateria
Pessoal adicional:
John Porter - baixo.


 

Em 24/03/1972: Slade lança o álbum Slade Alive!

Em 24/03/1972: Slade lança o álbum
Slade Alive!
Slade Alive! é o primeiro álbum ao vivo da banda britânica de rock Slade. foi lançado em 24 de março de 1972 e alcançou o segundo lugar na UK Albums Chart, permanecendo na parada por 58 semanas. Foi o primeiro álbum de Slade a entrar nas paradas do Reino Unido
e também o primeiro a entrar na Billboard 200 nos Estados Unidos, onde alcançou a posição 158. O álbum foi produzido por Chas Chandler. Slade Alive! contém três canções originais e versões cover de canções de Ten Years After, The Lovin 'Spoonful, Bobby Marchan e Steppenwolf. Foi gravado ao vivo no Command Theatre Studio e mixado no Olympic Studios. Hoje, o álbum é considerado um dos maiores álbuns ao vivo de todos os tempos.
O Kiss, que foi fortemente influenciado pelo Slade, iria intitular seu álbum ao vivo de 1975, Alive! como uma homenagem a Slade Alive!.
Em 1978, foi lançado na Alemanha como um LP duplo com capa dobrável, emparelhado com Slade Alive, Vol. 2.
Recebeu seu primeiro lançamento em CD em 1991, que foi remasterizado digitalmente por Lea. Em 2006, foi incluído como parte da compilação ao vivo de dois discos, Slade Alive! – The Live Anthology. Live relançou-o em vinil em 2009 e em CD em 2011. Em 2017, a BMG lançou uma edição de luxo para comemorar seu 45º aniversário. Foi lançado em vinil com encarte de 6 páginas e cartão de arte, e em CD com livreto de 28 páginas. Em dezembro de 2021, a BMG relançou o álbum em vinil respingado.
Lista de faixas:
Lado um:
1. "Hear Me Calling" : 5:46
2. "In Like a Shot From My Gun" : 3:33
3. "Darling Be Home Soon" : 5:43
4. "Know Who You Are" : 3:37
Lado dois:
5. "Keep on Rocking" : 6:29
6. "Get Down and Get With It" : 5:33
7. "Born To Be Wild" : 8:12.
Pessoal Slade:
Noddy Holder - vocal principal, guitarra base
Dave Hill - guitarra principal, vocais de apoio
Jim Lea - baixo, vocais de apoio
Don Powell - bateria
Pessoal adicional
Chas Chandler - produtor
Barry Ainsworth - engenheiro de gravação
Alan O'Duffy - engenheiro de mixagem
Derek Robinson - arte,
Chris Walter - fotografia (frente)
M. Webb - arte (interior da manga)!



Em 22/03/1982: Beatles lança o álbum Reel Music

Em 22/03/1982: Beatles lança o álbum
Reel Music é um álbum de compilação com uma seleção de canções dos Beatles que foram apresentadas em seus filmes. Lançado em 22 de março de 1982 nos Estados Unidos
e no dia seguinte no Reino Unido quase que simultaneamente com o relançamento teatral do filme A Hard Day's Night, que havia sido "limpo" e reeditado em estéreo Som Dolby.
Nos EUA, Reel Music alcançou a posição 19 na parada de álbuns da Billboard. Foi lançado pela Capitol Records nos Estados Unidos (número de catálogo SV 12199) e Parlophone no Reino
Unido (PCS 7218).
Nos Estados Unidos e no Canadá, o álbum foi lançado simultaneamente em prensagens de vinil de ouro de edição limitada.
Na Nova Zelândia, o LP foi lançado pelo selo Parlophone (PCS 7218), e a capa interna e o livreto foram importados dos Estados Unidos.
Além das coleções de box, foi o primeiro dos Beatles lançado após a morte de John Lennon. Reel Music foi certificado ouro pela Recording Industry Association of America.
As ilustrações da capa do álbum são pinturas de David McMacken.
Lista de faixas:
Todas as músicas escritas por
John Lennon e Paul McCartney.
Lado um:
1. "A Hard Day's Night" : 2:32
2. "I Should Have Known Better" : 2:45
3. "Can't Buy Me Love" : 2:15
4. "And I Love Her" : 2:31 ,
5. "Help!" : 2:21
6. "You've Got to Hide Your Love Away" : 2:11
7. "Ticket To Ride" : 3:13
Lado dois:
9. "I Am the Walrus" : 4:37
10. "Yellow Submarine" : 2:43
11. "All You Need Is Love" : 3:53
12. "Let It Be" : 4:03 ,
13. "Get Back" : 3:07
14. "The Long and Winding Road" : 3:38.



Em 26/03/1965: John Mayall & the Bluesbreakers lança o álbum John Mayall Plays John Mayall


Em 26/03/1965: John Mayall & the Bluesbreakers lança o álbum John Mayall Plays John Mayall.
John Mayall Plays John Mayall é o álbum de estreia de John Mayall & the Bluesbreakers, lançado em março de 1965 pela gravadora Decca. O álbum foi gravado ao vivo no clube Klooks Kleek em West Hampstead, Londres, em 7 de dezembro de 1964.
Roger Dean afirmou em uma entrevista que foi gravado passando cabos por 100 metros da janela do clube para Decca Studios, que ficava a dois edifícios de distância.
Lista de faixas:
Lado um:
1. "Crawling Up a Hill" - 2:21
2. "I Wanna Teach You Everything" - 3:05
3. "When I'm Gone" - 3:08
4. "I Need Your Love" - 4:08
5. "The Hoot Owl" - 2:35
6. "R&B Time" - Consisting of "Night Train"- 2:15.
Lado dois:
7. "Crocodile Walk" - 2:26
8. "What's the Matter with You" - 2:34
9. "Doreen" - 2:46
10. "Runaway" - 2:25
11. "Heartache" - 2:57
12. "Chicago Line" - 4:10.
2006, Decca, edição remasterizada -
faixas bônus:
13. "Crawling Up A Hill" - 2:15
14. "Mr. James" - 2:49
15. "Crocodile Walk"- 2:14
16. "Blues City Shakedown" - 2:22
17. "My Baby Is Sweeter" - 2:59.
Pessoal:
John Mayall - vocal, gaita , "cembalett"
( Cembalet piano elétrico), órgão , 9 corda
da guitarra,
Roger Dean - guitarra,
John McVie - baixo
Hughie Flint - bateria,
Nigel Stanger - saxofone
tenor, saxofone slide.



Em 27/03/1986: Bob Seger lança o álbum Like a Rock

Em 27/03/1986: Bob Seger lança o álbum
Like a Rock.
Like a Rock é o décimo terceiro álbum de estúdio do cantor americano Bob Seger.
Foi lançado em 27 de março e 14 de abril de 1986. A faixa-título é mais conhecida por ser apresentada em comerciais de caminhões da Chevrolet ao longo dos anos 1990 e início dos anos 2000. " Fortunate Son " é um cover ao vivo do hit do Creedence Clearwater Revival
de 1969, gravado em 31 de março de 1983 no Cobo Hall em Detroit. Estava originalmente disponível apenas como lado B do single
" American Storm " e foi adicionada como uma faixa bônus ao lançamento do álbum em CD.
O vinil versão termina com "Somewhere Tonight". A música "Miami" é apresentada em um episódio da série de TV Miami Vice.
Este é o primeiro álbum de estúdio creditado
a "Bob Seger & the Silver Bullet Band" que não apresenta a seção de ritmo Muscle Shoals
substituindo a Silver Bullet Band em nenhuma faixa. Apesar de ter vendido mais de três milhões de cópias nos Estados Unidos, nunca foi certificado acima do status de Platina.
O álbum originalmente se chamaria American Storm em homenagem à primeira faixa e seria lançado em dezembro de 1985, mas foi adiado e o nome foi alterado.
Lista de faixas:
Todas as faixas são escritas por
Bob Seger.
1. "American Storm" : 4:17
2. "Like a Rock" : 5:56
3. "Miami" : 4:40
4. "The Ring" : 5:35
5. "Tightrope" : 4:31
6. "The Aftermath" : 3:30
7. "Sometimes" : 3:31
8. "It's You" : 4:03
9. "Somewhere Tonight" : 4:25
10. "Fortunate Son" : 3:20.
Pessoal Silver Bullet Band:
Bob Seger - violão, violão, piano, voz
Craig Frost - órgão, sintetizador, piano,
teclado
Chris Campbell - baixo
Alto Reed - saxofone barítono, saxofone tenor
Músicos adicionais:
Guitarras
Dawayne Bailey - violão, guitarra, guitarra elétrica em "Like a Rock"
Pete Carr - guitarra em "American Storm"
Dann Huff - guitarra em "Às vezes"
Fred Tackett - violão, violão em "The Ring"
"Às vezes" "Somewhere Tonight"
Rick Vito - violão, guitarra, guitarra elétrica, guitarra deslizante em "Like a Rock" "Miami" "The Ring" "Tightrope" "The Aftermath" "Somewhere Tonight"
Bateria e Percussão
John Robinson - bateria em todas as faixas.
Russ Kunkel - bateria em "American Storm" "Like a Rock"
Gary Mallaber - bateria em "The Ring"
Paulinho da Costa - percussão em "Miami" "The Aftermath" "It's You"
Teclados
Bill Payne - sintetizador, piano, teclado em todas as faixas, exceto "corda bamba"
David Cole - sintetizador em "It's You".



Em 06/04/1973: Beck, Bogert & Appice

Em 06/04/1973: Beck, Bogert & Appice
lança no Reino Unido o álbum Beck, Bogert & Appice.
Beck, Bogert & Appice é o álbum de estreia do power trio de hard Beck, Bogert & Appice.
Lançado em março de 1973.
O grupo era um power trio com o guitarrista Jeff Beck (que já havia sido membro do The Yardbirds), o baixista Tim Bogert e o baterista Carmine Appice (ambos anteriormente com Vanilla Fudge e Cactus). O álbum contém a versão de Beck da canção " Superstition ", que foi escrita por Stevie Wonder. Beck apareceu na gravação original de Wonder da música em 1972. Beck, Bogert & Appice foi lançado em ambas as versões estéreo convencional de 2
canais e quadrifônica de 4 canais.
Este foi o único álbum de estúdio da banda, já que a saída de Beck forçou uma dissolução repentina em 1974.
Lista de faixas:
Lado um:
1. "Black Cat Moan" : 3:44 ,
2. "Lady" : 5:33 ,
3. "Oh to Love You" : 4:04
4. "Superstition" : 4:15
Lado dois;
5. "Sweet Sweet Surrender" : 3:59
6. "Why Should I Care" : 3:31
7. "Lose Myself with You" : 3:16
8. "Livin' Alone" : 4:11 ,
9. "I'm So Proud" : 4:12
Comprimento total : 36:57.
Pessoal:
Jeff Beck - guitarra , voz ;
vocais principais (faixa 1) ,
Tim Bogert - baixo , vocais; vocais
principais (faixas 4, 6 e 7) ,
Carmine Appice - bateria , voz; vocais principais (faixas 2, 3, 5, 8 e 9)
com:Jimmy Greenspoon - piano
Duane Hitchings - piano, Mellotron
Danny Hutton - vocais de fundo.



THE ARBORIST Crossover Prog • United States

 

THE ARBORIST

Crossover Prog • United States

Biografia do Arborista:
Originário de Corbett, Oregon, o projeto The Arborist começou como um projeto solo fundado pelo produtor musical e multi-instrumentista Carson Schnackenberg. Ele escreveu, tocou, produziu, mixou e masterizou todo o material, e lançou seu álbum de estreia, "Acrylic Road", em 2016.









Acrylic Road
The Arborist Crossover Prog

Abrindo com um belo piano e vocais com um eco encantador, o álbum começa forte já na primeira faixa. A música apresenta várias camadas, com diferentes linhas vocais flutuando, tudo impulsionado por uma bateria vibrante. Na minha opinião, é uma ótima canção, uma excelente faixa de abertura.

A faixa 2 começa com um piano mais minimalista e, mesmo quando outros instrumentos entram/cantam, outro sai, mantendo a música com uma atmosfera mais tranquila do que a anterior.

A faixa 3 mistura sons ambientes e um erhu (instrumento chinês semelhante a um violino) que eventualmente é acompanhado por um violino. Um acompanhamento cinematográfico surge por um instante, e então a música é encerrada por uma harpa. A música cresce novamente e explode em um zumbido muito profundo.

A quarta faixa começa onde a terceira terminou, com mais zumbidos, formando uma única música. A canção torna-se mais bombástica, mas mantém uma suavidade, retornando então a um piano em primeiro plano enquanto outros instrumentos flutuam por cima. Eventualmente, guitarras tocam sobre uma batida suave de baixo e bateria, levando a música ao seu final. Retornando à abertura da terceira faixa, o ruído ambiente volta enquanto o piano toca a conclusão. (Estática e sintetizador coral por alguns segundos são os sons finais da música). Essa música foi boa, mas não muito a minha praia, com uma vibe de trilha sonora de filme demais.

A faixa 5 é uma balada de rock alternativo (?) com piano e voz em destaque, com uma estrutura mais ousada. O piano e a guitarra preenchem os sete minutos da música com uma sonoridade agradável. Mais uma ótima faixa.

A sexta faixa começa com uma progressão de cinco/2/1: vocais, piano e bateria (há baixo, mas não é muito audível ao longo do álbum). Os vocais aqui são mais suaves, alguns dos vocais de apoio em falsete, e outro vocalista aparece contribuindo com vocais de POP MODERNO de verdade, e eles são realmente bons. A música explode em um solo de guitarra legal, mais energético, menos como parte da música e mais como um elemento central. Uma seção vocal vem com uma pausa bem feita, seguida por um piano suave que retorna abruptamente de onde a música parou. A guitarra assume a liderança mais uma vez até que a banda dê destaque ao piano. Isso praticamente encerra o álbum com alguns sons de animais preenchendo os últimos trinta segundos. Acho que esse foi um encerramento fraco para a música/álbum. A tensão criada pela guitarra poderia ter levado a uma seção realmente incrível; em vez disso, o piano solo de fundo, que já teve bastante tempo tanto no álbum quanto na música, recebeu ainda mais tempo para divagar.

No geral, se você gosta de música atmosférica com vocais discretos e bem executados, boa produção (na minha opinião) e instrumentais delicados, este álbum merece três estrelas. Apesar disso, peca um pouco na falta de contraste e impacto, as melodias vocais poderiam ser mais definidas e memoráveis, e o som lembra muito uma trilha sonora. Além disso, a sonoridade do álbum é bem atual, sem nenhuma pegada retrô sinfônica.





DAN ARBORISE Prog Folk • United Kingdom

 

DAN ARBORISE

Prog Folk • United Kingdom

Biografia de Dan Arborise:
Apesar de residir na Grã-Bretanha há muito tempo, Dan Arborise é de ascendência polonesa, nasceu na Indonésia e viveu na Nigéria antes de se estabelecer em Edimburgo e, posteriormente, no norte de Devon. Ele estuda guitarra desde jovem e gravou dois álbuns, além de vários singles, EPs e trabalhos promocionais desde meados dos anos 2000. Também se apresentou ao vivo por todo o Reino Unido, tanto em turnês quanto em festivais como o Edinburgh Fringe.













Of Tide & Trail
Dan Arborise Prog Folk

 Dos dois álbuns do poliglota musical DAN ARBORISE, este segundo trabalho seria de maior importância para os fãs de rock progressivo, pois é aqui que ele consegue inserir suas ambições ambientais em meio a um folk contemporâneo acústico e astuto. Mesmo as faixas mais convencionais, no estilo cantor-compositor, expressam suas ideias de forma mais sucinta, contrastando significativamente com as longas jams atmosféricas com guitarras processadas e não processadas. Um exemplo disso é a assertividade sincera de "I Live", seguida pela épica "Cries", com sua tese de que o choro de um bebê não é muito diferente do choro de um adulto sensato. O início enganosamente alegre de "Under Your Spell" eventualmente dá lugar a correntes etéreas, quase meditativas, à medida que os efeitos de fundo aumentam gradualmente, tudo impulsionado pelos vocais aveludados de Arborise. "Days Even Years" é uma canção folk mais simples, mas não menos gratificante, com um efeito semelhante aos primeiros trabalhos despojados de CAT STEVENS, à la "Mona Bone Jakon", mas com vocais mais suaves. A faixa final, um verdadeiro colosso, mergulha com total altruísmo no universo primordial de FRIPP-ENO e só introduz letras no desfecho para relembrar aos ouvintes a mensagem que, por direito, eles podem ter esquecido. O melhor material aqui brilha com lições duramente aprendidas, mesmo que possam se dissipar ritmicamente como a maré ou o rastro de uma linha capilar na meia-idade. Este segundo trabalho merece sua reflexão e é bastante hábil em provocá-la.



Around in Circles
Dan Arborise Prog Folk

 Guitarrista virtuoso com voz aveludada, DAN ARBORISE se estabeleceu no Reino Unido e, segundo ele próprio, se deixou influenciar pela aura de vários grandes nomes britânicos, notadamente JOHN MARTYN e NICK DRAKE, felizmente sem sucumbir à idolatria ou ao plágio. Não posso fingir qualquer familiaridade com Martyn, mas Arborise certamente não é tão sombrio quanto Drake, embora ainda preencha com um aceno de cabeça os requisitos obrigatórios de "socialmente responsável" e "introspectivo". A maioria das faixas deste álbum de estreia trilha o caminho de canções folk enganosamente simples, com poucos floreios além de sua própria técnica substancial. Infelizmente, às vezes seu talento na execução deixa sua composição para trás, como em "Everything You've Been Taught to Love is a Lie", e a faixa-título encerra o disco sem entusiasmo. Mas a soberba "To the Sea", com sua onda de crescendos dedilhados exuberantes, e a simples, porém pungente, "Let me Be" contrabalançam essa tendência. Em suma, um sucesso misto e uma estreia promissora por excelência, "Around in Circles" mantém o ouvinte ansioso pelo próximo álbum, ainda que talvez um pouco à custa de viver o momento presente. 2,5 estrelas.



Destaque

Paul Kantner: importante guitarrista/vocalista fundador do Jefferson Airplane/Starship e tantos outros projetos

  Paul Lorin Kantner foi cofundador, guitarra-base e vocal de apoio no grande  Jefferson Airplane , uma das bandas mais importantes do  Rock...