sexta-feira, 3 de abril de 2026

Syzygy ~ USA ~ Cleveland, Ohio

 

The Allegory of Light (2003)

Ao batizar sua banda de Syzygy, você já declara que não se importa se alguém sabe quem vocês são, ou mesmo se conseguem se lembrar do nome. Quase impossível de soletrar de imediato, eu o salvei com Ctrl+V durante toda a audição. Syzygy nasceu do Witsend, uma banda de Cleveland, Ohio, que lançou um álbum encantador, quase uma demo, em 1993, chamado Cosmos and Chaos (que eu vendi desde então). Dez anos depois, e após uma decisão judicial exigindo a mudança de nome, Syzygy estreia com The Allegory of Light. 

Consideravelmente mais profissional que seu primeiro trabalho, o álbum exala a essência da região de onde eles vêm. Olá, Meio-Oeste! Como já documentei inúmeras vezes, entre meados e o final da década de 1970, centenas de bandas da região saíram de seus estúdios de garagem para competir com as principais bandas de rock progressivo do Reino Unido que todos nós conhecíamos por aqui através das rádios FM: sim, Genesis, ELP e Gentle Giant, entre outras. Sendo o Kansas o grande campeão local da época, é natural que uma banda moderna misturasse todas essas influências. Adicione a isso outras influências que surgiram nos anos 90, como Dream Theater, Porcupine Tree, Marillion e outras. Nos anos 2000, parecia que muitos músicos estavam determinados a superar até mesmo os mais progressivos. 

O que diferencia o Syzygy dos demais é o uso refinado do contraponto, bem como a atenção à música. A melodia importa, como se vê. Essas últimas qualidades são o que tornaram o prog dos anos 70 tão cativante, especialmente a versão americana. Quanto mais amador, melhor. Bem, esses caras são profissionais, mas a música é extremamente agradável de ouvir, e não temos a sensação de estarmos sendo tratados com condescendência como meros fãs. E, felizmente, eles deixaram o componente metal de lado. Já havia muitos grupos nesse estilo.

Syzygy é uma entidade de microgênero. Se você gosta do som prog do Meio-Oeste tanto quanto eu, então este álbum vai te cativar mais do que outros que ainda não têm esse som enraizado em seu DNA. Caso contrário, pode parecer um pouco complexo demais. 



Atoll ~ France

 


Tertio (1977)

Tertio foi o primeiro álbum de rock progressivo francês que eu tive (ou seja, não eletrônico). Ou pelo menos o primeiro com letras em francês, em vez de kobaiano. Eu ainda estava na faculdade e tinha começado a explorar outros países, como Itália, Espanha e Suécia. Com isso, veio a compreensão de que, se você quer seguir em frente na busca internacional pelo rock progressivo, é melhor dominar outros idiomas além do inglês. Honestamente, isso não foi muito difícil para mim, já que eu nunca fui muito de prestar atenção nas letras (e ainda não sou). E além disso, quem consegue entender metade dos álbuns de metal? Eles poderiam estar cantando em búlgaro e eu não saberia. Embora o idioma não fosse uma barreira, ainda levaria alguns anos até que eu realmente apreciasse a linguagem nas músicas. O som e a interpretação. Esse é um conceito diferente de entender a letra. Esse conceito, por assim dizer, é sem dúvida um dos grandes segredos da cena italiana. E o mesmo pode ser dito da França e de qualquer outro país. Aos 21 anos, eu ainda tinha um longo caminho a percorrer para compreender essas nuances. Tertio é um daqueles álbuns que teria sido melhor eu ter descoberto nos anos 90 ou depois, pois exige uma compreensão da linguagem, da cultura e do contexto de 1977. Não é o rock progressivo puro e simples que eu esperava, mas sim uma versão mais sutil. Embora haja aspirações comerciais, este não é um álbum de AOR. É sofisticado, mas não estridente ou dissonante. Mesmo assim, guardei tudo naquela época e me esforcei para entender o que havia comprado. Embora Tertio nunca tenha me conquistado de verdade naquela época, eventualmente passei a apreciar o conteúdo. E aqui estamos, quase 40 anos depois, e o álbum nunca saiu da minha coleção. Hoje, ele me conquista de verdade. Inicialmente, fui atraído pela faixa final em duas partes, "Tunnel", que é a música mais explicitamente progressiva do álbum. Agora, ouço as outras canções de forma semelhante. Imagino que minha trajetória pelo cenário do rock progressivo francês será bem diferente da maioria. Foi uma verdadeira exploração ao nível da rua, encontrando álbuns em lojas de discos aleatórias sem nenhum conhecimento além do instinto. Sinto-me afortunado por minha jornada ter se desenrolado dessa maneira. Um pouco de luta é necessária para apreciar plenamente o que se tem.

 
Musiciens-Magiciens (1974)

Quando comecei a colecionar rock progressivo francês há mais de 30 anos, o Atoll era uma banda frequentemente associada a bandas como Ange, Mona Lisa e seus seguidores. Mas, para mim, o Atoll vem de um ramo lírico diferente da árvore do rock progressivo britânico. Enquanto Ange e seus contemporâneos se inspiraram no Genesis e adicionaram uma enorme dose de teatralidade francesa, o Atoll foi muito mais influenciado pelo Yes, porém sem o teatralismo. Não consigo entender a acusação sutil, e em alguns casos direta, de que Musiciens-Magiciens nem sequer é rock progressivo. Estamos ouvindo o mesmo álbum? Como alguém pode ouvir "Au-delà des écrans de Cristal" e chegar a uma conclusão diferente? Ou qualquer outra faixa do Lado B, aliás? Se há um trecho do LP que pode ser um pouco difícil de ouvir, é o início e o fim da obra "Le Baladin du Temps", onde os vocais podem ficar um pouco chorosos. Sinceramente, qualquer veterano do rock progressivo italiano reconhecerá o vocal característico de SSW logo de cara. Era típico da época. De resto, o que se ouve é a pura definição de rock progressivo: métricas complexas, baixo encorpado, ótimo trabalho de guitarra e órgão, e bateria enérgica. Este é realmente o único álbum assim na discografia do Atoll, já que seu próximo LP, L'Araignee Mal, assume uma postura mais sinistra, com elementos de fusion, e é indiscutivelmente sua obra-prima. Nesse ponto, todos concordamos. A partir daí, a banda seguiu por caminhos mais acessíveis, com Tertio encerrando em grande estilo antes de a banda se perder completamente. Mas mantenho minha opinião de que Musiciens-Magiciens é rock progressivo essencial da França.



Amelinha – Caminho do Sol 1985

 

capa

Colaboração do Arlindo

contracapa

Pra quem não sabe, o nome completo da Amelinha é Amélia Cláudia G. Collares Bucaretchi, nascida em 21/07/1950, em Fortaleza – CE.

Amelinha – Caminho do Sol
1985 – CBS

01. Um Dia de Amor (Francisco Casaverde / Fausto Nilo)
02. Chuva e Sol (Luiz Carlos Sá / Guarabyra)
03. Cantiga do Pantanal (Petrúcio Maia)
04. Solidão de Amigos (Mário Maranhão / Eunice Barbosa)
05. Samba Enredo Para Um Grande Amor (Luiz Carlos da Vila)
06. Caminho do Sol (Peninha / Luiz Sérgio)
07. Águas de Outro Mar (Caio Silvio)
08. Capricho (Sueli Costa / Abel Silva)
09. Pressentimento (Beto Fae / Fausto Nilo)
10. Vida Boa (Armandinho Macedo / Fausto Nilo)

MUSICA&SOM ☝



Dejinha de Monteiro – Coisa do coração 1995

 

Djinha - capa p

Colaboração do Lourenço Molla, de João Pessoa -PB.

Selo A pSelo B p

Produção e arranjos de Dejinha de Monteiro.

Djinha - Verso p

Participação de Ledjane Tomé na faixa “Nada fez por mim” de Dejinha de Monteiro.

Dejinha de Monteiro – Coisa do coração
1995

01. Caboclo sofredor (Bira Marculino – Dejinha de Monteiro)
02. Tou ficando velho (Dejinha de Monteiro)
03. Ficar com você (Raimundo Fernandes – Afonso Andrade)
04. Coisa do coração (Dejinha de Monteiro)
05. Forró no Chamegão (Dejinha de Monteiro)
06. Pedindo carona (Dejinha de Monteiro)
07. Pé no chão (Dejinha de Monteiro)
08. O que é o que é (Dejinha de Monteiro)
09. Nada fez por mim (Dejinha de Monteiro)
10. Solidão (Dany)

MUSICA&SOM ☝



Raimundinho – No forró do Raymundinho 1962

capa p

 

Colaboração do Rômulo Nóbrega, de Campina Grande – PB, o disco faz parte do acervo do colecionador Francisco Lima da Costa, de Fortaleza – CE.

No Forró do Raymundinhoselo

Um raríssimo disco.

verso2 p

foi lançado pelo selo Audiola, que era um dos selos da Musidisc.

Raimundinho – No forró do Raymundinho
1962 – Audiola

01. Reboliço (Jackson do Pandeiro)
02. Arapiraca (Raimundinho – Gerson Filho)
03. De Norte a Sul (Raimundinho)
04. Sabidinho (Jackson do Pandeiro – Nivaldo Lima)
05. Dobrado do R A N (Raimundinho)
06. Castiga o Baixo (Jackson do Pandeiro – Rosil Cavalcante)
07. Abrindo o Forró (Raimundinho)
08. De Dó a Ré (Jackson do Pandeiro – Raimundinho)
09. Siridó (Jackson do Pandeiro – Narcisinho)
10. Ricaom (Moacyr dos Santos)
11. A Dona da Casa (Jackson do Pandeiro – Rodolfo B.)
12. É Pra Mexê (Jackson do Pandeiro – Athaide P.)

MUSICA&SOM ☝


Luiz Gonzaga – Disco De Ouro – Vol. 3 – Linha 3 1981

 

Capa

Colaboração do William de Paiva Vital, de Recife – PE

Contra-Capa

Esse disco é uma coletânea com vários sucessos do rei do baião.

Luiz Gonzaga – Disco De Ouro – Vol. 3 – Linha 3
1981 – RCA

01 – Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores (Caminhando) (Geraldo Vandré)
02 – Chá Cutuba (Humberto Teixeira)
03 – Súplica Cearense (Gordurinha e Nelinho)
04 – Estrada de Canindé (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira)
05 – Alegria de Pé de Serra (Anastácia e Dominguinhos)
06 – No Ceará Não Tem Disso Não (Guio de Moraes)
07 – Riacho do Navio (Luiz Gonzaga e Zé Dantas)
08 – Forró do Mané Vito (Zé Dantas e Luiz Gonzaga)
09 – A Vida do Viajante (Luiz Gonzaga e Hervê Cordovil)
10 – Siri Jogando Bola (Luiz Gonzaga e Zé Dantas)
11 – Forró Fungado (Dominguinhos e Anastácia)
12 – O Cantador (Dori Caymmi e Nelson Motta)
13 – A Volta da Asa Branca (Zé Dantas e Luiz Gonzaga)
14 – Cortando Pano (L. Gonzaga e M. Lima)
15 – Lorota Boa (Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga)
16 – A Dança da Moda (Luiz Gonzaga e Zé Dantas)

MUSICA&SOM ☝



ROCK ART


 

U2 – Easter Lily EP (2026)

U2 – Easter Lily EP (2026)

Tracklist:
01 – Song For Hal
02 – In A Life
03 – Scars
04 – Resurrection Song
05 – Easter Parade
06 – COEXIST (I Will Bless The Lord At All Times?)



Stefanie Joyce – Violent Delights (2026)

Stefanie Joyce – Violent Delights (2026)

Tracklist:
01 – Violent Delights
02 – Cheap Cocaine
03 – Pink Anymore
04 – Steeple
05 – Hunger Pangs
06 – Blindfold
07 – Dying To Fit In
08 – Mother
09 – SSRI’s
10 – Friend In The Dark

The Beatles – Oldies (60th Anniversary Edition) (2026)

The Beatles – Oldies (60th Anniversary Edition) (2026)

Tracklist:
01 – She Loves You (UK mono)
02 – From Me To You (UK mono)
03 – We Can Work It Out (UK mono)
04 – Help! (UK mono)
05 – Michelle (UK mono)
06 – Yesterday (UK mono)
07 – I Feel Fine (UK mono)
08 – Yellow Submarine (UK mono)
09 – Can’t Buy Me Love (UK mono)
10 – Bad Boy (UK mono)
11 – Day Tripper (UK mono)
12 – A Hard Day’s Night (UK mono)
13 – Ticket To Ride (UK mono)
14 – Paperback Writer (UK mono)
15 – Eleanor Rigby (UK mono)
16 – I Want To Hold Your Hand (UK mono)
17 – She Loves You (UK stereo)
18 – From Me To You (UK stereo)
19 – We Can Work It Out (UK stereo)
20 – Help! (UK stereo)
21 – Michelle (UK stereo)
22 – Yesterday (UK stereo)
23 – I Feel Fine (UK stereo)
24 – Yellow Submarine (UK stereo)
25 – Can’t Buy Me Love (UK stereo)
26 – Bad Boy (UK stereo)
27 – Day Tripper (UK stereo)
28 – A Hard Day’s Night (UK stereo)
29 – Ticket To Ride (UK stereo)
30 – Paperback Writer (UK stereo)
31 – Eleanor Rigby (UK stereo)
32 – I Want To Hold Your Hand (UK stereo)



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