sexta-feira, 3 de abril de 2026

HOBO ● Hobo ● 1975

 

Artista: HOBO
País: Croácia
Ano: 1975
Gênero: Eclectic Prog
Álbum: Hobo
Duração: 32:00

Músicos:
● Mato Dosen: piano, moog, sintetizador, piano elétrico, guitarras
● Josip Belamaric: violino elétrico e vocais
● Sasa Cavric: baixo e vocais
● Boris Trubic: percussão e vocais
● Mladen Garasic: bateria e vocais

HOBO foi formada em 1972, pelo tecladista Mato Dosen em Zagreb., que recrutou para acompanhá-lo Sasa Cavric no baixo, Josip Belamaric-el no violino, Boris Trubic na percussão e vocal e Mladen Garasic na bateria. A banda participou do Ljubljana BOOM Festival 1974 e tocou como grupo de apoio no show do DEEP PURPLE em Zagreb em 1975. No mesmo foi lançado seu único álbum homônimo, e devido à falta de sucesso comercial, Dosen logo dissolveu o grupo e se tornou um produtor e compositor de sucesso dentro da musica Pop.

Esse único álbum do HOBO é um exemplo interessante de Rock Progressivo iugoslavo de meados dos anos 70. Possívelmente, é um música de difícil comparação com o Progressivo europeu/americano realizado no mesmo período. O Yugo-Rock, é uma música Rock melódica com forte elemento Pop-Folk dos Balcãs e algumas influências da música Pop alemã, era muito popular nos países da ex-Iugoslávia nos anos 70 e 80.

HOBO toca essa música, mas com sotaque sério em Rhythm and Blues e Jazz-Rock. O som não é muito complexo, mas possui alguns arranjos bem feitos com bastante violino e percussão incomuns e poucas composições têm estrutura realmente Progressiva. Possivelmente, tal música, gravada no final dos anos 60 na Europa ou nos Estados Unidos, poderia ser marcada como Proto-Prog. Mas, como em todo o Leste Europeu, na Croácia ela veio alguns anos depois. Portanto, aqui encontra-se um Pop-Rock melódico do início dos anos 70 com alguns elementos progressivos, não canções complexas, mas agradáveis, um leve perfume de Fusion, violino e uma atmosfera específica do Yugo-Rock.

Enfim, um ãlbum interessante para pesquisadores e colecionadores do Rock do leste europeu.

Faixas:
01. Druzenje 3 (1:50)
02. Prijatelju... (3:25)
03. Dijete (5:35)
04. Sretan Kraj (2:50)
05. Raskrsce (2:40)
06. Postajem Lud (2:45)
07. Srebro (6:50)
08. Ha-De-Ho (3:20)
09. Cuj Me (2:00) 

HOELDERLIN ● Hoelderlin ● 1975

 

Artista: HOELDERLIN
País: Alemanha
Gêneros: Folk-Rock, Symphonic Prog
Álbum: Hoelderlin
Ano: 1975
Duração: 57:22

Músicos:
● Michael Bruchmann: bateria e percussão
● Christian Grumbkow: guitarras (acústica e elétrica)
● Joachim Grumbkow: teclados, flauta, cordas, clavinete, Mellotron e vocais principais (faixas 4-5)
● Peter Käseberg: baixo
● Joachim Käseberg: guitarras
● Christoph Noppeney: viola, guitarra acústica e vocais principais (faixas 2-3-5)
● Zeus B. Held: saxofone alto (faixa 2)
● Norbert Jacobson: clarinete (faixa 3)
● Conny Planck: vocais e sintetizadores (faixa 5)

No final de 1973 a vocalista Nanny de Ruig deixa o HOLDERLIN, mas a banda já estava com um grande sucesso, ao final de mais de 80 concertos na Alemanha, e isso continuou no ano seguinte com mais 50 datas da turnê ao longo do país, com a banda aparecendo em algumas ocasiões em programas de TV.  Em finais de 1974 assinaram um novo contrato com Spiegelei. O guitarista Joachim Käseberg (irmão de Peter Käseberg) junta-se à banda, que começa a trabalhar em textos de Bertolt BrechtErich Fried, e HC Artmann. O novo álbum, intitulado simplesmente "Hoelderlin" (note que agora o nome da banda está com a letra "o" desmembrada, sem o trema, indicando um novo começo), foi gravado no estúdio de Conny Planck no início de 1975, com participações de Zeus B. Held no sax, Conny Planck nos vocais adicionais e sintetizadores e Norbert Jacobsen da RELEASE MUSIC ORCHESTRA, famoso no uso do clarinet. O álbum foi realizado durante a primavera do mesmo ano.

Este segundo trabalho mostra a banda mudando para um estilo de Prog bem britânico e uma mistura muito atraente com o  instrumental do Krautrock. A instrumental "Schwebebahn" abre o disco, e mostra claras influências de KING CRIMSON, liderados pelos exercícios dramáticos de violino de Christoph Noppeney as enormes lavadas de Mellotron de Grumbcow, juntamente com percussões étnicas e um groove semi-improvisado. "I Love My Dog" mostra toques do GENESIS em seus primórdios,  exibindo violões e flautas bem evidentes. As letras são agora exclusivamente em Inglês, enquanto o faixa termina de uma forma Space/Fusion com um grande solo de sax por Zeus B. Held e poderosos, sintetizadores espaciais. Em seguida, "Honeypot" soa como uma mistura da faixa de abertura com violões, improvisando passagens rítmicas, influências clássicas no piano, violinos e movimentos de Mellotron leves, uma boa composição. Com uma quase imitação do GENESIS, a curta, mas bonita "Nürnberg", tem base nos vocais de Peter Gabriel, encantadores temas de piano e o crescente acústico de seu Christian Grumbkow.  Os 17 minutos do opus "Deathwatchbeetle' não é apenas a mais longa, mas também a melhor composição da álbum. Peça feita margeando entre o clássico Prog britânico e o teutônico Prog Folk. Assim como, o  compatriota EDEN, oferece ao ouvinte belos momentos, texturas de violino junto a grande dupla de piano/órgão. Esta peça segue arranjos sinfônicos delicados com Grumbcow cantando novamente com uma "pele" de Peter Gabriel e alternando entre música obscura Kraut, temas Groovy com crescentes violinos, sintetizadores melódicos, interlúdios clássicos com evidente uso nas bandas GENESIS RENAISSANCE, cheias de melodias acústicas e elegante piano, mellotron e texturas variadas. O órgão poderoso de encerramento com o clima orquestral grandioso é simplesmente incrível. Essa foi uma Jogada inteligente dos germânicos. Conseguindo um som mais rico, incorporando Música clássica, Folk e inspirações psicodélicas. 

Faixas:
01. Schwebebahn (07:22)
02. I Love My Dog (05:39)
03. Honeypot (08:52)
04. Nürnberg (03:07)
05. Deathwatchbeetle (17:37)
Bonus Track:
06. Deathwatchbeetle (Live 1974) (14:45)




STRONGBOW ● Strongbow ● 1975 ● Estados Unidos [Symphonic Prog]

 

Segundo o site rateyourmusic, o grupo foi formado em Columbus, Ohio, em 1970. De acordo com o site discogs, foi em 1972. Ao que parece, a história deles toda se passou nessa cidade. Foi lá que lançaram dois singles, em 1973, bem como seu álbum, de 1975. No meu encarte consta que uma filial desse selo no Canadá lançou o trabalho no mesmo ano.

Por muitos anos essa obra só esteve disponível em LP. Passou a integrar alguns streamings, até que esse ano saiu em CD, com algumas faixas bônus. Meu CD é pirata, de um “selo” russo, denominado SWS. Lançado em 2021.

Segundo o site discogs, se desmembraram em 1978. No Facebook deles, criado em 2020, há muitas fotos deles nos anos 70. E a informação de que realizaram dois shows em agosto de 2021, na mesma cidade. Também há fotos desses shows, mas nenhuma informação posterior.

Agora sigamos à resenha.

Começa com um sintetizador grave, podendo vir a fazer o ouvinte pensar que é um disco de música eletrônica. O próximo instrumento a entrar são a bateria e a guitarra, um pouco repetitivos. Quando começam as viradas de bateria, as marcações firmes e progressivas do baixo, o fraseado cheio de groove do piano, a proposta muda totalmente. Entrando no progressivo sinfônico, estilo que prevalece até o fim do álbum.

Há uma presença acentuada da guitarra. Muito longe do modelo fusion e e/ou do estilo melódico.

Na segunda faixa mais uma vez não começam tão bem. Engrenam quando deixam a guitarra liderar a composição, e quando os outros músicos buscam mais espaços na composição. Em dado momento mudam consideravelmente o compasso, depois voltam ao anterior, fazendo alternâncias e combinações inventivas.

A cadência menos acelerada, quase lenta, da terceira faixa, combina com o fato dela ser a mais longa do disco, chegando a quase 10min. Harmonias vocais incríveis, como aliás em praticamente todo o disco, mas que aqui estão particularmente inspiradas. Os vocais levemente agudos e ao mesmo tempo discretamente, muito sutilmente anasalados, são ótimos. Há uns solos interessantes do trombone elétrico. No meio da canção, um looping interessante vai crescendo, e em dado momento acelerando e se enriquecendo, com uma excelente cozinha instrumental. Há um slide guitar no finalzinho, que pode passar despercebido.

A harmonia que abre a faixa seguinte, envolvendo sintetizador low-profile, umas marcações comedidas da bateria, o trombone e saxofone densos, é espetacular! A guitarra apresenta um fraseado estupendo, mas em ocasiões posteriores apresenta uns efeitos psicodélicos sutis e marcantes. Vão construindo magnificamente o caminho para o estilo próprio deles, um rock grooveado, na companhia de harmonias vocais novamente magníficas.

Notas envolventes no baixo assumem boa parte da composição no início da 5ª faixa. “How can I be loving you, when I know you won’t be around. And how can I be loving you today? How can I be loving you when my feet are on the ground, how can I be loving you this way”. Quando termina um conjunto de refrões, entra uma flauta maviosa. Ela sai para dar mais espaço a novos refrões: “How can you be telling me I know how to rock and roll? How can you be telling me tonight?”, entre outros refrões sensuais e poéticos. Ao fim deles, a cadência dá uma leve acelerada, a guitarra apresenta uns solos um pouco mais incisivos.

Na música seguinte, que é bem curtinha, uma abordagem levemente funky se apresenta. O uso dos instrumentos de sopro mostra clara influência de James Brown.

Os tons são um pouco mais graves e sinfônicos na última faixa, sobretudo nos sintetizadores e baixo; sobretudo em boa parte da segunda metade da canção. A guitarra tem um papel significativo.

Essa banda me lembra algo do FOCUS; especificamente algo do primeiro disco e do Focus com Proby. Ou seja, não se assemelham a meu ver nem um pouco com obras como Moving Waves, 3 ou Hamburguer Concerto. Pois esses discos do FOCUS foram os que mais dialogaram com a música erudita. STRONGBOW tem bastante groove, como muitas músicas do Focus, mas dialogam pouco com o erudito. Têm, sim, proximidade com o rock, blues-rock e um pouco do hard-rock, e particularmente com bandas como BAD COMPANY e as primeiras coisas do FOREIGNER. Entretanto, devido à complexidade tanto das harmonias e arranjos, são inegavelmente (para mim) integrantes do estilo rock progressivo. Outro diferencial significativo com relação ao Focus é que todos os cinco músicos são vocalistas. Acho fantástico quando isso acontece e é explorado na obra.

racks:
01. One Armed Bandit.
02. Sister Sea
03. The Only One Around
04. Move Over Gloom
05. How Can I Be Loving You
06. Wine Eyes
07. Hazy May

Musicians:
• Bill Bendler: vocals, pianos, electric trombone
• Michael Shortland: guitar and vocals
• John Stelzer: organ, synthesizer, mellotron, alto and tenor sax, flute and vocals
• John Durzo: fender bass and vocals
• David Smith: drums and vocals



Rosa Púrpura - Rosa Púrpura (1988)

 

Artista: Rosa Púrpura
Disco: Rosa Púrpura
Ano: 1988
Esta edição: 1988 (Rip do vinil, nunca lançado em CD)
Gravadora: Epic (Edição original)
Estilo: Pop Rock
Tempo total: 44:59

Faixas:
01. No Final - 5:23
02. Chuva De Mel - 4:40
03. O Rosto Do Anjo - 3:36
04. Brim E Quepe - 3:11
05. O Amor Nos Tempos Da Cólera - 4:53
06. Rosa Dos Ventos - 5:32
07. A Menina E A Chuva - 4:53
08. Mais Gás - 4:54
09. Poucos Querem Mais - 3:40
10. Geração Popular - 4:12




Senha: br320


Fafá De Belém - Fafá De Belém (1983)

 

Artista: Fafá De Belém
Disco: Fafá De Belém
Ano: 1983
Esta edição: 1999 (Re-Edição em CD Remasterizado)
Gravadora: Som Livre (Edição original) / Gala (Esta Re-Edição)
Estilo: MPB, Brega
Tempo total: 39:52

Faixas:
01. Menestrel Das Alagoas - 3:26
02. Você Em Minha Vida - 4:38
03. Aconteceu Você - 3:44
04. Menino Grande - 4:09
05. Cio (Baby-Doll) - 3:43
06. Peixinho - 4:13
07. Gosto Do Prazer (Absinto) - 4:03
08. Carta A Maceió - 4:05
09. Duas - 4:07
10. Promessas - 3:39





Senha: br320


Sá, Rodrix & Guarabyra - Passado, Presente, Futuro (1972)

 

Artista: Sá, Rodrix & Guarabyra
Disco: Passado, Presente, Futuro
Ano: 1972
Esta edição: 2003 (Re-Edição em CD na série "2 Em 1")
Gravadora: Odeon (Edição original) / EMI (Esta re-edição)
Estilo: Folk Rock
Tempo total: 31:05

Faixas:
01. Zepelin - 2:47
02. Ama Teu Vizinho Como A Ti Mesmo - 2:26
03. Juriti Butterfly - 2:38
04. Me Faça Um Favor - 3:10
05. Bôa Noite - 2:59
06. Hoje Ainda É Dia De Rock - 2:19
07. Primeira Canção Da Estrada - 2:50
08. Cumpadre Meu - 3:39
09. Crianças Perdidas - 2:01
10. Azular - 3:10
11. Ouvi Contar - 2:13
12. Cigarro De Palha - 0:46



Senha: br320


Dip in the Pool - Silence (1986)

 


Track listing:
1. Rabo del sol
2. Facing the Sea
3. はすのえにし
4. Sur le pois
5. Silence
6. ひなまり
7. View
8. Again
9. Spring from the Surface
10. Dormir




Belzebuth - Belzebuth (2007)

 

Black metal atmosférico/depressivo australiano. Guitarras dissonantes, bateria fúnebre, teclados monótonos e um goblin uivante te guiam pela floresta de espíritos torturados até seu descanso eterno.

7 faixas sem título




Deadbeat - Primordia (2001)

 


Dub techno envolvente e narcotizado do produtor franco-canadense Scott Monteith. Atmosferas granuladas e ecoantes, loops melódicos minimalistas e pulsações sombrias e subterrâneas.

[EDITADO: Acabei de perceber que criei a estrutura deste post antes da atualização do Blogger, que tornou impossível (pelo menos para as minhas habilidades) incorporar e alinhar imagens como estão abaixo. Veja como ficou muito melhor! Que pena.]

Track listing:
1. Public Inspiration
2. Jaffa Dub (Queen B)
3. Peripheral Artifacts
4. Elder Drum
5. Minus Forty Madness
6. As We Conquer
7. Sunday Morning




BIOGRAFIA DOS Shivaree

 

Shivaree

Shivaree foi uma banda norte americana de rock formada em 1997 por Ambrosia Parsley (voz), Danny McGough (teclado) e Duke McVinnie (guitarra). Shivaree é mais conhecida pela música "Goodnight Moon", lançada em 1999 que fez parte de Dawson's CreekKill Bill: Volume 2, e O Lado Bom da Vida. A banda se separou em 2007 depois de uma rápida turnê promocional de seu último álbum Tainted Love.

Discografia

Álbuns

  • I Oughtta Give You a Shot in the Head for Making Me Live in This Dump (1999)
  • Rough Dreams (2002)
  • Who's Got Trouble? (2005)
  • Tainted Love: Mating Calls And Fight Songs (2007)

EPs

  • Breach (EP - 2004)

Singles

  • Goodnight Moon (1999)
  • Bossa Nova (2002)
  • John 2/14 (2002)





Destaque

PAUL McCARTNEY - TOO MUCH RAIN

  “Too Much Rain” é a sétima faixa do álbum de Chaos and Creation in the Backyard , lançado por Paul McCartney em 2005. Foi gravada no Geo...