quinta-feira, 7 de maio de 2026

EXODUS - BONDED BY BLOOD (1985)

 


Bonded by Blood é o álbum de estreia da banda norte-americana chamada Exodus. Seu lançamento oficial aconteceu em 25 de abril de 1985 através do selo Torrid. As gravações ocorreram em julho de 1984, no Prairie Sun Studios, em Cotati, nos Estados Unidos. A produção ficou a cargo de Mark Whitaker.

Origens

 

A formação inicial do Exodus surgiu no final dos anos 1970, através dos guitarristas Kirk Hammett e Tim Agnello, do baterista/vocalista Tom Hunting e do vocalista Keith Stewart, enquanto eles estudavam juntos no colégio.



A banda adicionou o baixista Carlton Melson em 1980, e o quinteto começou a se destacar tocando em festas de quintal e em vários eventos escolares. Eles tocavam principalmente covers na veia do hard rock dos anos 1970 e da nova onda do heavy metal britânico (NWOBHM), mas também desenvolveram algumas de suas próprias canções originais.

 

Stewart logo deixou a banda e Hunting se tornou o único vocalista por algum tempo. Carlton Melson foi substituído em 1981 pelo baixista Geoff Andrews. Tim Agnello também deixaria o grupo, mudando-se para Nova York e permanecendo envolvido na indústria da música como guitarrista, empresário e compositor.

 

Isso deixou o Exodus atuando como um power trio até que um substituto foi encontrado no amigo de Hammett (e roadie do Exodus), o guitarrista Gary Holt.

 

Encontrando Paul Baloff

 

Também em 1981, Hammett conheceu um morador de El Cerrito, Paul Baloff, em uma festa em North Berkeley, uma amizade que começou - de acordo com Hammett - por suas admirações compartilhadas pelo punk rock e pelo heavy metal dos anos 1970.

 

Baloff se tornou o vocalista principal da banda e o quinteto gravou uma fita demo de 3 faixas, em 1982, consistindo nas canções "Whipping Queen", "Death and Domination" e "Warlord", um lançamento que seria a única gravação de Hammett com o Exodus até 2014.

 

A música da banda começou a incorporar elementos do punk hardcore em suas raízes NWOBHM, e o Exodus foi considerado um pioneiro na cena thrash metal da Bay Area.


Paul Baloff

Em novembro de 1982, o Exodus abriu um show no Old Waldorf, em San Francisco, para o Metallica, uma banda então relativamente desconhecida (e sem gravadora) de Los Angeles. Conforme o Exodus começou a fazer mais shows em clubes da Bay Area, eles ganharam uma grande e fervorosa base de fãs, a qual ficou conhecida por seu comportamento violento nos shows.

 

Mais mudanças

 

No início de 1983, Hammett deixou o Exodus para se juntar ao Metallica, por recomendação do empresário/produtor Mark Whitaker, sobrando a Gary Holt efetivamente assumir o controle criativo da banda.

 

Hammett foi substituído por Mike Maung, seguido por Evan McCaskey, antes que o grupo finalmente encontrasse um substituto permanente no guitarrista Rick Hunolt.

 

Geoff Andrews também saiu para iniciar uma encarnação inicial da banda de death metal Possessed, e foi substituído pelo baixista Rob McKillop.

 

Seguindo em frente

 

No segundo trimestre de 1984, o Exodus entrou no Turk Street Studios com o produtor Doug Piercy para gravar demos de canções que mais tarde apareceriam em seu álbum de estreia.

 

A banda assinou contrato com a Torrid Records de Nova York e o Exodus preparou-se para entrar no Prairie Sun Recording Studios na metade daquele ano.

 

Bonded by Blood

 

Embora o álbum tenha sido concluído no meio de 1984, ele não foi lançado até 1985 devido a problemas entre o Exodus e sua gravadora. É considerado um dos álbuns de thrash metal mais influentes de todos os tempos.

 

É também o único disco de estúdio completo do Exodus a apresentar Paul Baloff nos vocais, embora ele também estivesse em sua Demo de 1982. Baloff voltou ao Exodus por cinco anos (de 1997 até sua morte em 2002), e apareceu em seu álbum ao vivo de 1997, Another Lesson in Violence.

 

Bonded by Blood foi originalmente intitulado de A Lesson in Violence, mas teve seu nome alterado quando uma ideia adequada para a capa não foi encontrada.

 

Uma cópia em fita cassete do álbum (com o título original) foi amplamente distribuída pela rede de troca de fitas após a conclusão do disco no final do verão americano de 1984, criando um imenso burburinho underground antes do lançamento oficial do LP. O lançamento foi adiado, no entanto, devido a problemas com a arte.

 

A música "Impaler" seria originalmente apresentada em Bonded by Blood, mas foi abandonada quando Kirk Hammett levou o riff principal com ele para o Metallica (foi usado em "Trapped Under Ice").

 

A arte da capa do álbum original era uma ilustração de bebês gêmeos siameses do bem e do mal. Na reedição de 1989, essa capa foi substituída pelo logotipo da banda em uma imagem em vermelho e preto de uma multidão.


Gary Holt

O disco foi remasterizado e relançado pela Century Media em 1999 apenas na Europa, com duas faixas ao vivo de seu relançamento do Combat em 1989, com Steve Souza nos vocais. Esta reedição da Century Media restaurou a arte da capa original.

 

Vamos às faixas:

 

BONDED BY BLOOD

 

O disco é aberto com a faixa-título, uma canção poderosa com guitarras furiosas e bateria frenética, no melhor estilo thrash metal.

 

A letra exalta a fúria do Heavy Metal:

 

Black Magic Rites On This Black Evil Night

Begin With The Slice Of The Blade

Metal And Blood Come Together As One

Onlookers They Gasp In Dismay

Taste The Sweet Blood Of One Another

Sharing Without Any Greed

Bang You Head As If Up From The Dead

Intense Metal Is All That You Need

 

EXODUS

 

“Exodus” continua em um ritmo intenso e furioso, o qual contagia o ouvinte pela intensidade insana – e ótimos vocais de Baloff.

 

A violência é a tônica da letra:

 

Get in our way and we're going to take your life

Kick in your face and rape and murder your wife

Plunder your town your homes they'll burn to the ground

You won't hear a sound until my knife's in your back

The exodus attack

 

AND THEN THERE WERE NONE

 

O riff inicial de “And Then There Were None” é muito bom e a música segue em um andamento mais cadenciado, sem abrir mão do peso.

 

A letra fala sobre um fim de mundo:

 

and then there were none

the world starts to burn

the world powers learn

tha satans work is done

 

A LESSON IN VIOLENCE

 

“A Lesson in Violence” continua com uma trilha Thrash feroz e um refrão matador, em um ponto alto do disco.

 

A letra apresenta um poder maligno e opressor:

 

I love to stab my victims

Until they're dead

A knife to the throat

Or a smashing blow to the head

I'm judge and jury

My sentence has just been passed

Step into the circle of hell

If you think you can last

 

METAL COMMAND

 

A excelente “Metal Command” encontra ecos do Motörhead em seu riff inicial e segue um tanto quanto mais contida, mas é outra faixa incrível.

 

A letra é uma ode ao Metal e aos seus fãs:

 

Fists are in the air, banging everywhere

Thrashing to the sound, faces melting down

It's time to fight for metal tonight

Bangers take your stand and obey

Our metal command

 

PIRANHA

 

“Piranha” é uma verdadeira porrada, uma composição insana a qual conta com guitarras afiadíssimas e vocais aguçados de Baloff.

 

A letra sugere um ataque do famoso peixe chamado piranha:

 

Piranha kill in a pack, you'll run

Piranha start to attack, you'll done

If you think you can beat, deadly shoal

If you think you can live, you're a fool

 

NO LOVE

 

“No Love” é mais lenta, mas pesadíssima, e Baloff tem mais uma atuação inspirada nos vocais.

 

A letra fala sobre magia e escuridão:

 

The darkness is my lover

She makes he feel strong

Take what I want, when I want

At night I do no wrong

When I walk the streets

Got loki on my side

Slit your throat, drink your blood

Who cares when others die

 

DELIVER US TO EVIL

 

“Deliver Us to Evil” é a canção mais longa do álbum, superando os sete minutos, oscilando entre passagens rápidas e outras cadenciadas.

 

A letra possui um toque sombrio:

 

my prayers have now been heard

by my lord, my god. master lucifer

there is no life or birth

when the undead walk the earth

unholy blaspheme and torment

are now set free

 

STRIKE OF THE BEAST

 

“Strike of the Beast” encerra o trabalho em altíssimo nível trazendo uma música que sintetiza bem a intensidade agressiva do Thrash Metal.

 

A letra tem um toque de terror:

 

Time to run or fight

Off the strike of the beast

If you fail you'll be

The hellish demon's feast

 

Considerações Finais

 

Em termos de paradas de sucesso, Bonded by Blood não fez qualquer barulho, porém, isto não revela seu real valor.

 

Bernard Doe, da Metal Forces, em 1985, definiu como "um álbum clássico no sentido do thrash metal que certamente será desprezado pela mídia não convertida e mainstream".

 

Eduardo Rivadavia, do AllMusic, afirma: "Se tivesse sido lançado imediatamente após ter sido gravado em 1984, Bonded by Blood poderia ser considerado hoje ao lado de Kill ‘Em All do Metallica como um dos álbuns marcantes responsáveis por lançar a onda do thrash metal" e acrescenta que "o Exodus ficou pensando que tipo de impacto eles poderiam ter sem esses contratempos”.

 

Rivadavia também descreveu Bonded by Blood como "um álbum cuja influência excede em muito sua notoriedade real, e continua sendo uma peça crucial do quebra-cabeça do thrash metal".

 

Em 2013, Bonded by Blood foi classificado em 80º lugar no 'Top 100 Heavy Metal Albums' do site Metalrules.com.

 

Em agosto de 2014, a revista Revolver colocou o álbum em sua lista "14 Thrash Albums You Need to Own". O álbum foi classificado em primeiro lugar na lista dos dez primeiros "Álbuns Thrash NÃO Lançados pelos Big 4" do site Loudwire.

 

Em 2017, a revista Rolling Stone classificou Bonded by Blood como o 45º lugar em sua lista dos "100 melhores álbuns de metal de todos os tempos".

 

Exodus promoveu o álbum saindo em turnê com Venom e Slayer. Quatro canções de sua apresentação em 5 de abril de 1985, no Studio 54 em Nova York, foram filmadas e lançadas em vídeo caseiro como Combat Tour Live: The Ultimate Revenge.

 

A banda posteriormente fez turnês ou tocou em shows com bandas como ExciterMegadethAnthraxKing DiamondPossessedD.R.I.Nuclear Assault e Hirax.

 

Pouco depois de terminar a turnê de Bonded by Blood, Paul Baloff foi demitido da banda, supostamente devido ao seu comportamento relacionado ao álcool e às drogas. Ele foi substituído por Steve "Zetro" Souza, que anteriormente havia sido o vocalista do Legacy, uma encarnação inicial dos colegas thrashers da Bay Area, o Testament. Baloff formou a banda Piranha em 1987.

 

Um segundo álbum de estúdio do Exodus sairia também em 1987, com Pleasures of the Flesh.



Formação:

Paul Baloff - Vocais

Gary Holt - Guitarra

Rick Hunolt - Guitarra

Rob McKillop - Baixo

Tom Hunting - Bateria

 

Faixas:

1. Bonded by Blood (Baloff/Holt) - 3:43

2. Exodus (Baloff/Holt) - 4:05

3. And Then There Were None (Holt/Hunting) - 4:40

4. A Lesson in Violence (Holt/Hunolt) - 3:49

5. Metal Command (Baloff/Holt/Whitaker) - 4:13

6. Piranha (Baloff) - 3:45

7. No Love (Baloff) - 5:08

8. Deliver Us to Evil (Holt/Whitaker/Hunolt) - 7:07

9. Strike of the Beast (Baloff/Holt) - 3:57

 

Letras:

Para o conteúdo completo das letras, recomenda-se o acesso a: https://www.letras.mus.br/exodus/

 

Opinião do Blog:

Dentro da vertente metálica do Thrash Metal, o Exodus é, na minha opinião, a banda mais subestimada entre as norte-americanas. A qualidade incontestável de sua discografia não me deixa mentir.

 

A sua estreia, Bonded by Blood, peca por ter sido lançada alguns anos depois do estilo ter surgido, mas este fato não impede de se atestar que se trata de um dos mais importantes álbuns dentro do estilo.

 

Com intensidade e agressividade insanas, o disco desfila um conjunto de faixas de valor inegável, onde o peso está sempre presente e os riffs cortam todas as composições com maestria.

 

Entre as favoritas deste blogueiro estão as fabulosas “And Then There Were None” e “Metal Command”.

 

Enfim, Bonded by Blood é um disco seminal dentro do Thrash Metal, sendo composto por vários clássicos, não apenas do Exodus, mas do próprio estilo em geral. Um álbum que ditou os moldes de como o Thrash seguiria no futuro, além de ser o registro definitivo do lendário Paul Baloff.



As 20 melhores músicas de Chicago de todos os tempos

 

Em 1967, nasceu o Chicago. Originalmente formado por Peter Cetera, Terry Kath, Robert Lamm, Lee Loughnane, James Pankow, Walter Parazaider e Danny Seraphine, o grupo era um conjunto de rock and roll com uma inclinação para metais, jazz e experimentação. Seu álbum de estreia, Chicago Transit Authority, rendeu-lhes uma indicação ao Grammy, mas não emplacou nenhum sucesso nas paradas. Esse foi o último álbum da banda que não fez sucesso. A partir daí, o Chicago dominou, primeiro como roqueiros e, posteriormente, como mestres das baladas de fácil audição. Décadas e inúmeras mudanças na formação depois, eles continuam lotando estádios, vendendo discos e mostrando ao mundo o poder de uma boa seção de metais. Todo mundo tem sua música favorita, mas aqui está a nossa seleção das 20 melhores músicas do Chicago de todos os tempos.

20. Poem 58

Abrindo nossa lista das 20 melhores músicas do Chicago de todos os tempos está "Poem 58". Ao contrário do que o título sugere, a música não tem nada de poética... a menos que você considere poético Terry Kath detonando na guitarra com um dos grooves ácidos mais profundos já gravados (e você teria razão se considerasse). Nos primeiros cinco minutos, é uma explosão instrumental. Robert Lamm eventualmente entra com a letra, mas mesmo assim, o foco permanece nas guitarras estridentes. Santana ficaria orgulhoso.

19. Old Days




Após uma abertura com uma explosão de guitarras ferozes, "Old Days" se acalma em uma viagem nostálgica à la Carpenter, com metais vibrantes, cordas exuberantes e letras melancólicas. Não se trata, porém, de uma balada açucarada completa; a guitarra distorcida e o órgão estrondoso fornecem a dose certa de substância para manter o ritmo.

18. Colour My World


Em "Colour My World", o trombonista James Pankow usa a criatividade com metáforas e cores para representar o amor em sua vida. A letra é bonita e Kath a interpreta com maestria, com sua voz suave. O destaque, no entanto, é o solo de flauta envolvente de Walter Parazaider, que adiciona o toque perfeito de fantasia à música. O piano melancólico de Lamm também não é nada desagradável. Segundo o site somethingelsereviews.com , Frank Sinatra ficou tão impressionado com a canção que quis gravar uma versão, mas apenas com a condição de que Pankow escrevesse mais um verso. Pankow achava que um verso era mais do que suficiente e, gentilmente, recusou a oferta. "Por mais que eu estivesse extremamente feliz com o convite do Sr. Sinatra para fazer isso, porque ele queria interpretar a música, senti que estaria violando a pureza, a essência da canção, que representa um momento muito, muito íntimo e especial para mim em termos de composição", explicou Pankow.

17. You’re the Inspiration


Sim, é piegas, e sim, é muito um produto da sua época, mas deixando de lado os valores de produção dos anos 80, "You're the Inspiration" é uma música incrivelmente boa, com um refrão grandioso e irresistível. Dominou as rádios nos anos 80, garantindo à banda o 3º lugar na Hot 100 e ajudando a vender milhões de cópias do álbum "Chicago 17".

16.Free


Em 1969, o Chicago lançou "Chicago Transit Authority", um álbum de estreia grandioso e maravilhoso, repleto de canções de rock experimental , mas sem nenhum hit. Seu segundo álbum, "Chicago II", também era experimental, mas desta vez conseguiu emplacar dois singles no Top 10. Depois disso, só havia um caminho a seguir. Quando o Chicago lançou seu terceiro álbum, eles já sabiam exatamente o que era um hit e como criá-lo. Daí surgiu "Free", uma faixa funky de jazz-rock com energia suficiente para chegar ao 20º lugar na Billboard Hot 100.

15. Love Me Tomorrow

"Hard to Say I'm Sorry" foi um sucesso estrondoso, permanecendo duas semanas em 1º lugar na Billboard Hot 100 e garantindo à banda seu primeiro hit no Top 50 desde "No Tell Lover" em 1978. O que é ótimo, sem dúvida, mas com um sucesso tão grande surge um problema: como dar sequência a ele? Se você é o Chicago, você lança uma música de soft rock enxuta e impactante como "Love Me Tomorrow". Ela não replicou exatamente o sucesso de "Hard to Say I'm Sorry", mas ainda assim alcançou uma respeitável 22ª posição na parada Billboard Hot 100 dos EUA e a 8ª posição na parada Adult Contemporary.

14. I’m a Man

O álbum de estreia do Chicago, Chicago Transit Authority, não produziu nenhum single de sucesso, mas isso não significa que tenha sido um fracasso. Pelo contrário, foi um sucesso estrondoso, rendendo à banda uma indicação ao Grammy de Melhor Artista Revelação do Ano em 1969 e permanecendo na Billboard Hot 200 por um recorde de 171 semanas. Eventualmente, o álbum recebeu certificação de platina dupla e, em 2014, foi incluído no Hall da Fama do Grammy. Portanto, definitivamente não foi um fracasso. O que também não é um fracasso é a faixa "I'm a Man", um cover de hard rock do sucesso do Spencer Davis Group, que apresenta uma interação vocal cativante entre Kath, Cetera e Lamm e solos de guitarra alucinantes de Kath.

13. Feelin’ Stronger Every Day

Em 1973, o Chicago estava prestes a transitar do hard rock experimental de seus primeiros trabalhos para um som mais voltado para o pop. "Feelin' Stronger Every Day" os captura nesse momento de transição. A música ainda transborda energia rock and roll, mas apresenta uma nova qualidade radiofônica em seu som geral. Independentemente de você aprovar ou não a mudança, é inegável o brilhantismo das batidas de bateria de Danny Seraphine.

12. Just You N’ Me


Como afirma o billboard.com , "Just You N' Me" é inquestionavelmente a maior canção de amor de Chicago. Segundo Pankow, ele escreveu a música após uma discussão com sua namorada. "Tivemos um desentendimento e, em vez de socar a parede, perder a cabeça ou explodir, fui até o piano e essa música simplesmente surgiu", relembrou ele posteriormente. Simples, concisa e totalmente apaixonada, alcançou o 4º lugar na Hot 100, tornando-se o single de maior sucesso do excelente álbum "Chicago VI".

11. A Hit by Varese


Após consolidar sua reputação com seus extensos álbuns duplos (ou, como no caso do quarto álbum, álbuns quádruplos), o Chicago optou por uma sonoridade mais intimista em seu quinto álbum. O LP único, Chicago V, é um álbum conciso e direto que, apesar de sua relativa simplicidade, ainda consegue incorporar muita experimentação, incluindo esta excelente faixa de abertura com influências de jazz-rock.

10. Questions 67 and 68



Quando o Chicago surgiu no cenário musical com seu single de estreia, "Questions 67 and 68", o silêncio foi ensurdecedor. Ninguém o tocou, ninguém o comprou, e se o álbum que o acompanhou não tivesse se provado um sucesso estrondoso, teria desaparecido sem deixar rastro. O que teria sido uma pena imperdoável. Lamm oferece uma performance de piano surpreendentemente segura, habilmente acompanhada por metais estridentes e vocais cheios de atitude de Cetera.

9. Something in This City Changes People

"Something in This City Changes People" nunca foi lançada como single, mas ainda se destaca como uma das músicas mais populares da banda. Uma ode melancólica à vida urbana, apresenta uma interação vocal excepcional entre Lamm, Kath e Loughnane, além de uma performance igualmente memorável de Lamm ao piano.

8. Dialogue Parts 1 & 2



O álbum único "Chicago V" pode ter sido mais modesto em comparação com os trabalhos anteriores da banda, mas ainda assim consegue apresentar uma enorme variedade de estilos musicais. "Dialogue Parts 1 & 2" é intrigante, com Peter Cetera e Terry Kath trocando versos e vocais como se estivessem em uma conversa real. A mensagem de salvação do mundo presente na letra é um pouco ingênua, pelo menos para quem a ouve com ouvidos do século XXI, mas as nuances gospel e os vocais suaves de Cetera são deslumbrantes.

7. Make Me Smile


A deslumbrante suíte em sete partes de Chicago II, "Ballet For a Girl in Buchannon", é simplesmente extraordinária e certamente uma das maiores conquistas de composição de Pankow. O ideal é ouvi-la na íntegra, mas considerando a força do material, não se pode culpar a gravadora por extrair a seção "Make Me Smile" e lançá-la como single. Uma música de rock vibrante e impactante, com vocais soberbos e apaixonados de Kath, que rendeu à banda seu primeiro hit no Top 10 da Hot 100.

6. If You Leave Me Now

Como diz o smoothradio.com , "If You Leave Me Now" foi a música que levou o Chicago a um público verdadeiramente mainstream, alcançando o topo das paradas no Reino Unido e nos Estados Unidos em 1976. Foi nesse ponto que a banda abandonou qualquer pretensão de ainda serem roqueiros e se estabeleceu no easy listening. Daí em diante, foi pop radiofônico do começo ao fim. Ainda assim, é uma música incrivelmente boa, com um solo de trompa, uma letra sincera e mais emoção do que até mesmo Cetera consegue expressar com seu "ooh-ooh".

5. Hard to Say I’m Sorry

O Chicago pode ter dominado os anos 70, mas os anos 80 foram uma década totalmente nova, com sensibilidades completamente novas. Ainda havia espaço para um bando de roqueiros envelhecendo rapidamente? Aparentemente, sim. A música "Hard to Say I'm Sorry", com seu piano marcante, os catapultou de volta ao topo da Hot 100, dando à banda seu primeiro hit no Top 50 desde "No Tell Lover" em 1978. Mais tarde naquele ano, a canção rendeu ao seu compositor, Cetera, um prêmio ASCAP de Música Pop na categoria de Canção Mais Executada.

4. Does Anybody Really Know What Time It Is?


Segundo o All Music , "Does Anybody Really Know What Time It Is?" foi a primeira vez que a banda gravou junta. "Tentamos gravar como uma banda, ao vivo, todos nós no estúdio ao mesmo tempo", relembrou Parazaider. "Eu só me lembro de estar parado no meio daquela sala. Eu não queria olhar para ninguém com medo de atrapalhar a mim mesmo e a todos. Foi assim que ficou a loucura." Qualquer nervosismo que a banda estivesse sentindo na estreia não transparece na música. Após o sucesso do segundo álbum da banda, a Columbia Records revisitou a faixa e a lançou como single. Ela alcançou o 7º lugar nos EUA, tornando-se o terceiro single consecutivo do Chicago a entrar no Top 10.

3. Saturday in the Park


Se houve uma música que definiu o verão de 1972 mais do que qualquer outra, foi "Saturday in the Park". Por um tempo, era impossível ligar o rádio sem ouvi-la. Felizmente, é o tipo de música que resiste a várias audições. Pura, alegre e fabulosamente festiva, é uma joia brilhante do sunshine pop. Alcançou o 3º lugar nas paradas, tornando-se o single mais vendido da banda até então. Curiosidade: de acordo com o Song Facts , Robert Lamm admitiu abertamente ter se inspirado na melodia de "You Won't See Me", dos Beatles, para compor essa música.

2. Beginnings


O site Ultimateclassicrock.com descreve a faixa de encerramento do lado A do primeiro LP da banda como uma obra-prima de oito minutos. E eles não estão errados. Tampouco estão errados ao descrever a versão editada como um dos melhores singles de todos os tempos do Chicago. A música não entrou nas paradas na época do lançamento, mas quando a Columbia Records decidiu resgatar um hit do álbum de estreia da banda dois anos depois e relançou a canção, ela rendeu um satisfatório 7º lugar na Hot 100.

1. 25 or 6 to 4

Antes de se tornarem mais conhecidos como mestres da música easy listening e baladas pop , o Chicago sabia tocar rock com mais intensidade e velocidade do que qualquer outra banda. Terry Kath não pode levar todo o crédito por isso, mas em ".25 or 6 to 4", são seus riffs alucinantes que elevam a música a um patamar estratosférico. Desde seu lançamento em 1970, a banda encerra quase todos os seus shows com essa música, e por um ótimo motivo: não há nada que a supere.

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