quinta-feira, 14 de maio de 2026

Choque (EMI-Odeon, 1985), Kiko Zambianchi

 



Em meados dos anos 1980, o rock brasileiro parecia ter finalmente conquistado seu passaporte para a modernidade. O Rock in Rio de 1985, marco histórico da juventude urbana, colocou a cena nacional diante das câmeras do mundo e convenceu as gravadoras de que havia mercado para guitarras e sintetizadores cantando rock em português. Mas a vitrine do festival era, sobretudo, carioca. Barão Vermelho, Blitz, Paralamas do Sucesso, Lulu Santos: todos vinham da capital fluminense. O protesto dos próprios Paralamas pela ausência do Ultraje a Rigor na escalação já mostrava que o próximo capítulo do rock nacional precisaria abrir espaço para outras geografias. E é nesse ponto que São Paulo entra em cena — com Titãs, Ira!, Ultraje e, entre eles, um artista improvável, de timbre delicado e rosto de “bom rapaz”: Francisco José Zambianchi, ou simplesmente Kiko Zambianchi. 

Oriundo de Ribeirão Preto, no interior paulista, Kiko trazia uma trajetória distinta da dos roqueiros urbanos. Adolescente apaixonado pelo violão, tocava em festivais estudantis, peças de teatro e até celebrações religiosas. Ainda em sua cidade natal, montou a banda Vida de Rua, que não decolou, mas lhe deu a experiência de palco necessária para ousar dar o passo seguinte: mudar-se para São Paulo em 1981. Na capital, percorreu o circuito de bares e pequenos teatros, lapidando um repertório autoral. A persistência foi recompensada em 1984, quando assinou com a EMI. Pouco depois, sua música começaria a rodar nas rádios paulistas, prenunciando uma estreia que se tornaria emblemática. 

Ainda em 1984, a EMI lançou como single “Rolam as Pedras”, uma canção que tinha a leveza das madrugadas de rádio e, ao mesmo tempo, a tensão elétrica das guitarras pop. De repente, aquele jovem interiorano estava em todas as programações FM de São Paulo. A canção avançou rápido para outras praças do país, ganhando uma popularidade que surpreendeu até a própria gravadora. Para Kiko, era a prova de que havia espaço para um rock menos agressivo, mais melódico, mas ainda assim capaz de dialogar com a rebeldia dos novos tempos. 

O sucesso de “Rolam as Pedras” abriu caminho para algo maior: o primeiro álbum. Assim nascia Choque, lançado em 1985 — um disco que não apenas consolidaria seu nome, mas também traria canções destinadas a atravessar décadas. 

Capa do primeiro single de Kiko Zambianchi que trazia as
canções "Rolam As Pedras" e "Fascínio".

Produzido por Mayrton Bahia, Choque refletia o momento histórico de um país em redemocratização, de uma juventude sedenta por novas vozes e de uma indústria fonográfica finalmente disposta a apostar no rock nacional. Sua sonoridade combinava guitarras cristalinas, refrões pegajosos e letras que falavam de solidão, amor, angústia e desejo de transformação — sentimentos universais, mas filtrados pelo olhar de um jovem deslocado, recém-chegado à selva de concreto paulistana. 

A faixa-título "Choque" abre o disco e ganhou projeção improvável ao se tornar o tema de abertura do programa Shock, da Rede Manchete. Na ocasião, a atração era comandada por Carolina Ferraz — futura estrela de novelas e, então, namorada de Kiko Zambianchi. De repente, a canção ecoava diariamente na TV, multiplicando a visibilidade do disco. Kiko surgia para o grande público como figura pop, mas sua música carregava uma densidade emocional que o distanciava do estereótipo do “astro de plástico”. Nesta faixa, o destaque fica para os solos de saxofone de Zé Luis Segneri. 

Principal faixa do disco, “Primeiros Erros (Chove)” traz a chuva como espelho do tormento, metáfora para crises de pânico e solidão que marcaram a chegada de Kiko a São Paulo. É o hino de quem caminha no fio da angústia, mas encontra na música o sopro de sobrevivência e autoconhecimento. 

Em “Jony”, Kiko canta sobre um personagem rejeitado pela sociedade, cuja redenção só vem com o dinheiro. O rock’n’roll serve de combustível para a crítica social, expondo a hipocrisia que molda valores e relações. 

Apesar do título, “Tempo Perdido”, de Kiko, nada tem a ver com a famosa canção homônima da Legião Urbana. Sua versão é um pop rock que aborda o desgaste de uma relação marcada pela dor, refletindo sobre a dificuldade do desapego, a perda de tempo e o peso emocional acumulado. 

"Choque" foi tema de abertura do programa Shock,
da TV Manchete, apresentado pela
atriz Carolina Ferraz,  namorada de Kiko.

Lançada antes do disco como single, “Rolam as Pedras” traz metáforas de movimento que falam da vida na metrópole, de quem se sente deslocado diante da massificação, mas insiste em procurar identidade. A canção é fluxo e deslocamento, resistência ao caos urbano. 

“No Meio da Rua” acelera o passo. O pop rock frenético descreve uma relação conjugal tóxica, sufocada por vícios e desespero. É a crônica da autodestruição íntima em meio ao barulho da cidade. 

Em “Nossa Energia”, Lulu Santos faz participação especial com sua guitarra, criando um encontro luminoso. Aqui, o amor é força vital, desejo que se renova na ausência, cumplicidade que não se deixa abalar pelo tempo. Um momento de respiro, quase celebração. 

“Quem Sofre Sou Eu” traz Marina Lima em dueto com Kiko. A faixa pulsa em ritmo acelerado, mas a letra carrega o peso de um amor que se desfaz — desencontros inevitáveis, dor sem remédio. “Guerra Fria” expande a crítica para o campo social, onde Kiko conecta relações pessoais à alienação política, refletindo um Brasil dos anos 1980 submisso a decisões distantes, como se as vidas fossem peças num jogo invisível. 

“Júlia” encerra o disco com leveza melódica, mas não sem inquietação. Entre ansiedade, espera e o medo nuclear que rondava o mundo, Kiko traduz o amor em estado de urgência por meio versos simples, repetitivos, mas sinceros. 

Se “Rolam as Pedras” foi o cartão de visitas e “Choque” a confirmação, o grande hino ainda estava escondido. Depois do sucesso dos dois singles, a gravadora queria que Kiko já se dedicasse a um novo disco. Mas o cantor acreditava no potencial de “Primeiros Erros” como próximo single. A EMI discordava: não via futuro na faixa e considerava insistir em mais uma canção do álbum Choque um desperdício de tempo. 

Kiko não se conformou. Com o disco debaixo do braço, começou a visitar pessoalmente rádios do ABC e da Grande São Paulo, pedindo que tocassem sua música. Aos poucos, as inserções multiplicaram-se. Quando uma emissora líder de audiência abraçou a faixa, as demais não resistiram: “Primeiros Erros” virou febre, alcançando o topo das paradas e ganhando videoclipe exibido no Fantástico, da TV Globo. 

Lulu Santos em apresentação na primeira edição do festival Rock in Rio, em janeiro de 1985.
No mesmo ano, o artista fez participação especial do álbum de estreia de Kiko Zambianchi
na faixa "Nossa Energia" tocando guitarra
.

Além de “Rolam as Pedras”, “Choque” e “Primeiros Erros”, outras músicas também alcançaram espaço na grande mídia, como “Júlia”, que teve alguma execução nas rádios, e “No Meio da Rua”, incluída na trilha sonora de Armação Ilimitada, seriado da TV Globo que sintetizava o espírito jovem e ousado daquela década. Estar na TV significava não apenas vender discos, mas marcar presença na memória coletiva de uma geração. 

O álbum Choque colocou Kiko nas paradas e o fez circular por rádios, televisões e trilhas sonoras. Em 1986, ele lançaria seu segundo álbum de estúdio, Quadro Vivo, confirmando a habilidade de criar canções populares e sofisticadas, como “Alguém”, incluída na trilha da novela Roda de Fogo, da TV Globo. Mas nada rivalizaria com a intensidade da estreia. 

Com o passar dos anos, “Primeiros Erros” mostrou não ser apenas um hit passageiro. A música voltou com toda força às paradas através da regravação do Capital Inicial para o Acústico MTV: Capital Inicial, em 2000, um dos álbuns mais vendidos da discografia da banda brasiliense. 

Ao revisitar Choque, percebe-se que é um disco que transcende seu contexto imediato. É um típico álbum de pop rock dos anos 1980 — com guitarras limpas, baterias programadas, sintetizadores, refrões pop e laços com a televisão. Mas também é testemunho da capacidade de um artista outsider conquistar espaço pelo talento e pela obstinação.

 

Faixas

Todas as letras escritas por Kiko Zambianchi, todas as músicas compostas por Kiko Zambianchi.

 

Lado A

  1. “Choque”
  2. “Primeiros Erros (Chove)”
  3. “Jony”
  4. “Tempo Perdido”
  5. “Rolam as Pedras”

 

Lado B

  1. “No Meio da Rua”
  2. “Nossa Energia”
  3. “Quem Sofre Sou Eu”
  4. “Guerra Fria”
  5. “Júlia”


“Choque” (videoclipe oficial)

“Primeiros Erros (Chove)”

“Jony”

“Tempo Perdido”

“Rolam as Pedras”

“No Meio da Rua”

“Nossa Energia”

“Quem Sofre Sou Eu”

“Guerra Fria”

“Júlia”

O LP Vai Acontecer, de Agepê, é mais uma peça envolvente do quebra-cabeça romântico que o cantor construiu ao longo de sua carreira. Lançado no início dos anos 1980


O LP Vai Acontecer, de Agepê, é mais uma peça envolvente do quebra-cabeça romântico que o cantor construiu ao longo de sua carreira. Lançado no início dos anos 1980, o disco mergulha fundo no samba-canção com aquela assinatura inconfundível: arranjos elegantes, clima noturno e letras que parecem sussurrar histórias de amor ao pé do ouvido.
Agepê conduz o álbum com sua voz macia e ao mesmo tempo intensa, como quem conhece cada curva da emoção que canta. As faixas giram em torno de paixão, saudade e esperança, equilibrando momentos de dor com aquele fio de otimismo que já está sugerido no próprio título Vai Acontecer. É como se cada música fosse uma promessa feita em forma de melodia.
Os arranjos valorizam instrumentos típicos do samba, mas com uma roupagem sofisticada, aproximando o disco de uma estética mais urbana e radiofônica, algo muito presente na produção da época. O resultado é um trabalho coeso, perfeito tanto para ouvir com atenção quanto para deixar tocando enquanto a noite avança lentamente.
Uma curiosidade interessante é que Agepê foi um dos grandes responsáveis por popularizar o chamado “samba romântico” nas rádios brasileiras, abrindo caminho para muitos artistas que viriam depois. Vai Acontecer se encaixa exatamente nesse movimento, ajudando a consolidar esse estilo que mistura sentimento direto com melodias acessíveis.
No fim das contas, é um LP que funciona como uma carta de amor em vinil, daquelas que você pode revisitar várias vezes e sempre encontrar um verso que parece ter sido escrito sob medida para o momento.




O LP Breakaway, de Art Garfunkel, lançado em 1975, é como uma viagem suave de trem ao entardecer

 


O LP Breakaway, de Art Garfunkel, lançado em 1975, é como uma viagem suave de trem ao entardecer: elegante, melancólica e cheia de paisagens sonoras que passam devagar pela janela. Depois do fim da dupla Simon & Garfunkel, Garfunkel seguiu em carreira solo apostando em interpretações delicadas e arranjos refinados, e este disco é um dos pontos altos dessa fase.
O álbum mistura pop sofisticado com pitadas de soft rock e folk, sempre com a marca registrada de sua voz cristalina, que parece flutuar acima dos instrumentos. Um dos grandes destaques é “I Only Have Eyes for You”, releitura de um clássico que ganhou nova vida com uma atmosfera etérea e romântica. Já “Breakaway” traz a participação de Paul Simon, uma espécie de reencontro sutil que adiciona um tempero especial para os fãs da antiga parceria.
Outro momento marcante é “My Little Town”, faixa em que Paul Simon também divide os vocais, criando uma narrativa agridoce sobre crescer e deixar para trás as raízes. A produção é rica, com arranjos orquestrais que envolvem o ouvinte como um cobertor sonoro, sem nunca sufocar a interpretação.
Como curiosidade, Breakaway teve participações de músicos de peso da cena da época, incluindo integrantes da banda Toto antes mesmo da formação oficial do grupo, o que dá ao disco um sabor histórico interessante.
No fim das contas, Breakaway é um álbum que não grita para ser ouvido. Ele convida. E quando você aceita o convite, encontra um refúgio musical cheio de sutileza, nostalgia e beleza cuidadosamente lapidada.



“Hot Number” de Foxy



A banda Foxy, de Hialeah, Flórida, deu sequência ao sucesso dançante "Get Off" com o explosivo hit "Hot Number", lançado em 1979. O grupo traz sua poderosa mistura de funk, música latina e disco para essa contagiante música de festa. A faixa apresenta um arranjo de metais impecável, uma batida eletrizante, riffs de guitarra incríveis e uma linha de baixo poderosa. Ish Ledesma entrega uma performance vocal empolgante e manda ver no funk com sua guitarra talkbox. A música também conta com um refrão maravilhoso, reforçado pelos vocais cheios de alma do trio vocal Rhodes, Chalmers e Rhodes. 

Escrita por Ledesma, "Hot Number" fala sobre atração sexual, autoconfiança e a busca por um parceiro romântico disposto a um encontro apaixonado. É um single do terceiro álbum de estúdio de Foxy, Hot Numbers , lançado em 1979 pela Dash Records, uma subsidiária da TK Productions, de Miami. A canção alcançou o 21º lugar na Billboard Hot 100 e o 4º lugar na parada de singles de R&B da Billboard. Também chegou ao 26º lugar na parada dance da Billboard. Além disso, a música faz parte da trilha sonora do filme Spettters, de 1980 .

Eis a formação completa de “Hot Number”: Ish Ledesma (vocal principal e de apoio, guitarra, sintetizador), Arnold Paseiro (baixo), Joe Galdo (bateria, percussão, vocal de apoio), Charlie Murciano (teclados, vocal de apoio) e Richie Puente (percussão); o trio vocal Rhodes, Chalmers e Rhodes (Donna Rhodes, Charlie Chalmers e Sandra Rhodes) forneceu os vocais de apoio; os metais foram fornecidos pelos irmãos Brecker – Randy Brecker (trompete) e Michael Brecker (saxofone).

"Hot Number" foi o último grande sucesso do Foxy antes da banda se separar em 1980. 


Foxy interpretando "Hot Number" no programa de variedades musicais da TV The Midnight Special em 1979.


ROCK ART

 



JOHN LENNON - LOVE - 1970

 


A lindíssima "Love" foi composta e gravada por John Lennon originalmente para seu primeiro álbum solo - John Lennon / Plastic Ono Band (1970). O tema da música é mais otimista do que a maioria das músicas de Lennon na época.


Lennon pensou em lançá-la como single, mas preferiu "Mother". No entanto, "Love" recebeu uma atenção considerável na época de estações de rádios que hesitaram em tocar "Mother". "Love" apareceu mais tarde na coletânea The John Lennon Collection (1982), e foi lançada como um single promocional para a coleção. A versão é um remix da faixa original, que difere mais notavelmente por ter a introdução do piano e outro (tocado por Phil Spector) mixado no mesmo volume do resto da música; na versão original do álbum, essas partes começam muito mais silenciosas e vão aumentando de volume. O lado B era "Gimme Some Truth", mas rotulado como "Give Me Some Truth". Uma versão alternativa de "Love" aparece na box John Lennon Anthology (1998), bem como no álbum Acoustic (2004)

.

Quando "Love" foi lançada como single em 1982, a foto na capa foi da mesma sessão de The John Lennon Collection que a fotógrafa Annie Leibovitz fez no dia 8 de dezembro de 1980.


PAUL McCARTNEY - HERE TODAY - 1982

 


"Here Today" é uma canção de Paul McCartney de seu álbum de 1982, Tug of War. McCartney escreveu a música sobre seu relacionamento com e seu amor por John Lennon, que tinha sido assassinado dois anos antes. Ele afirmou que a música foi composta sob a forma de uma conversa imaginária que poderia ter tido com o parceiro do tempo dos Beatles. A canção foi produzida por George Martin e, embora não lançada como single, alcançou # 46 na Billboard Mainstream Rock Charts. Em uma entrevista de 2004, no The Guardian, McCartney disse que, devido à natureza honesta e emocional da música, para ele era "um choro, um desabafo" quando a escreveu. A estrutura da música em si é escrita como um diálogo entre Lennon e McCartney. McCartney diz que Lennon costumava "meter-se" em McCartney, mas muitas vezes não queria dizer isso, e isso é emulado na conversa hipotética onde os dois discutem sobre se eles realmente se conhecem ou não. A canção é sobre McCartney estar realmente tentando falar com John, mas percebendo ser inútil, agora que ele se foi. A gravação começou no verão de 1981 no sótão do moinho na casa de Sussex de McCartney. Ele e George Martin ficaram discutindo se usariam ou não o mesmo quarterto de cordas de "Yesterday". Concordaram que sim. George Martin, produziu e forneceu o acompanhamento orquestral, executado por um quarteto de cordas no AIR Studios em Londres em 30 de novembro de 1981. A mixagem foi feita no Odyssey Studios em Londres em 9 de dezembro de 1981.


Paul McCartney frequentemente canta a música ao vivo, e ela aparece nos álbuns ao vivo Back in the World, Back in the US, Amoeba Gig e Good Evening New York City. Enquanto canta a música, McCartney tende a ficar emocionado: "Pelo menos uma vez em turnê, essa música simplesmente me pega. Estou cantando e acho que estou bem, e de repente percebo que é muito emocionante, e John era um grande amigo e um homem muito importante na minha vida, e sinto falta dele, sabe?". Paul McCartney – vocal e violão; Jack Rothstein – violino; Bernard Partridge – violino; Ian Jewel – viola; e Keith Harvey – violoncelo.


THE BEATLES - 1 HORA DE 'IN MY LIFE' - É POUCO!

 


Para muitos, a melhor de Rubber Soul, para outros tantos, uma das mais bonitas dos Beatles, para o próprio John Lennon, a melhor que já tinha escrito até aquele ponto.

Lançada como a quarta música do lado 2 do fantástico Rubber Soul em 3 de dezembro de 1965, "In My Life" inspirou dezenas de produtores de música Pop a usar o cravo em seus arranjos. A revista Rolling Stone a classificou em número 23 na sua lista "As 500 Melhores Canções deTodos os Tempos", assim como em quinta na sua lista de "As 100 Melhores Canções dos Beatles". "In My Life" ficou em segundo lugar nas 50 faixas da CBC. A revista Mojo, a nomeou "Melhor Música de Todos os Tempos". De acordo com a Acclaimed Music, esta é a 160ª mais celebrada canção na história da música popular. É uma das canções sobre nostalgia e sentimentos mais conhecidas dos Beatles.


CARLY SIMON - YOU'RE SO VAIN - 1972

 


No Secrets foi o terceiro álbum de estúdio da cantora e compositora americana Carly Simon, lançado pela Elektra Records em 28 de novembro de 1972. Passou cinco semanas em primeiro lugar na Billboard 200 dos EUA e rapidamente alcançou o ouro, assim como seu primeiro single, "You're So Vain", que permaneceu em primeiro lugar na Billboard Hot 100 por três semanas.


"You're So Vain" foi escrita pela própria Carly Simon e lançada como single no início de novembro de 1972, vinte dias antes do álbum. É uma das canções com a qual Simon mais se identifica, e no início de 1973 alcançou o primeiro lugar nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia. "You're So Vain" foi o grande sucesso de Carly Simon no Reino Unido, alcançando a posição Nº 3 em seu lançamento original em 1973. Em 1994, ficou em 72º lugar na parada de todos os tempos do 50º aniversário da revista Billboard. "You're So Vain" foi eleita a 216ª posição no Songs of the Century da RIAA e, em agosto de 2014, a Official Charts Company do Reino Unido a coroou como a melhor música da década de 1970. A música é um perfil crítico de um amante egocêntrico sobre quem Carly afirma: "Você é tão vaidoso que provavelmente pensa que essa música é sobre você". A distinta introdução do baixo é do nosso velho conhecido Klaus Voormann. As cordas foram arranjadas por Carly Simon e orquestradas por Paul Buckmaster, e Carly toca piano. Jimmy Ryan toca guitarra, Jim Gordon, bateria e Richard Perry, percussão.


GEORGE HARRISON - IT'S WHAT YOU VALUE - 1976

 


"It's What You Value" é uma canção de George Harrison, lançada em seu álbum Thirty Three & 1/3, em 19 de novembro de 1976. É a primeira faixa do lado 2 do LP e 6º do CD, lançado em 1991 pela Dark Horse Records. Também foi lançada como single no Reino Unido, em maio de 1977, tendo "Woman Don't You Cry For Me" no lado B. A letra da música surgiu depois que o baterista Jim Keltner recusou o pagamento para tocar na banda da turnê de Harrison em 1974, em vez disso solicitou um novo carro esportivo Mercedes 450 SL. Também reflete o interesse do cantor pela Fórmula 1, com uma referência ao Tyrrell P34 de seis rodas. George Harrison - vocais, guitarras, cowbell, pandeiro e backing vocals; Tom Scott – saxofones; Richard Tee – pianos; Willie Weeks – baixo; Alvin Taylor – bateria; e Emil Richards – marimba.

Destaque

We All Together - We All Together 2 (1974)

  Continuamos com o rock peruano e todas as suas joias escondidas, agora em um estilo à la Beatles, algo que você já pode perceber pela capa...