sexta-feira, 17 de julho de 2026

Buddy Guy - Live The Real Deal (1996)

 Hoje, ele é o rei do blues de Chicago, reinando absoluto assim como seu ídolo e mentor, Muddy Waters, fez antes dele. Mas houve um tempo, não tão distante assim, em que Buddy Guy sequer conseguia negociar um contrato decente com uma gravadora. Os tempos certamente mudaram para melhor — os três primeiros álbuns de Guy pela Silvertone, na década de 90, ganharam Grammys. Eric Clapton declara abertamente que Buddy Guy é seu guitarrista de blues favorito, assim como muitos outros fãs ao redor do mundo.


A energia contagiante na guitarra e a energia ilimitada no palco sempre foram marcas registradas de Guy, juntamente com um estilo vocal sofrido, quase tão característico quanto seu trabalho incendiário e veloz na guitarra. Ele percorreu um longo caminho desde seus primórdios na cena blues de Baton Rouge na década de 1950 — em seus primeiros shows com o líder da banda "Big Poppa" John Tilley, o jovem guitarrista teve que tomar uma mistura nauseante de antisséptico Dr. Tichenor e vinho para afastar um caso grave de pânico de palco. Mas, quando se juntou à banda do gaitista Raful Neal, Guy já havia superado seu nervosismo.


Guy viajou para Chicago em 1957, pronto para conquistar a cidade. Mas os tempos foram difíceis inicialmente, até que ele se destacou como artista (assim como outro de seus ídolos da infância, Guitar Slim, havia feito em sua cidade natal). Não demorou muito para que o novato se estabelecesse. Ele se relacionava com a elite do blues da cidade: Freddy King, Muddy Waters, Otis Rush e Magic Sam, que apresentou Buddy Guy ao chefe da Cobra Records, Eli Toscano. O resultado foram dois singles impactantes de 1958 para a subsidiária Artistic da Cobra: "This Is the End" e "Try to Quit You Baby" exibiam uma forte influência de B.B. King, enquanto "You Sure Can't Do" era uma homenagem descarada a Guitar Slim. Willie Dixon produziu as faixas.

Quando a Cobra faliu, Guy sabiamente seguiu Rush para a Chess. Com o lançamento de seu primeiro single pela Chess em 1960, Guy não devia mais influência musical a ninguém. "First Time I Met the Blues" e sua sequência, "Broken Hearted Blues", eram blues lentos, intensos e torturados, que exibiam brilhantemente a guitarra de Guy, rica em efeitos de alavanca, e seus vocais estridentes e ferozes.

Embora ele tenha reclamado frequentemente que Leonard Chess não o deixava aumentar o volume da guitarra o suficiente, a alegação não se sustenta: o catálogo de Guy pela Chess entre 1960 e 1967 continua sendo seu trabalho mais satisfatório. A cadenciada "Let Me Love You Baby", as apaixonadas e melancólicas "Ten Years Ago", "Stone Crazy", "My Time After Awhile" e "Leave My Girl Alone", e a vibrante "No Lie" figuram entre os melhores discos de blues dos anos 60. Durante sua passagem pela Chess, Guy trabalhou arduamente como guitarrista de estúdio, contribuindo com solos para gravações de artistas como Waters, Howlin' Wolf, Little Walter, Sonny Boy Williamson e Koko Taylor (em seu sucesso "Wang Dang Doodle").

Ao deixar a Chess em 1967, Guy foi para a Vanguard. Seu primeiro LP pela gravadora, A Man and the Blues, seguiu a mesma linha impecável de seu trabalho na Chess e continha a vibrante "Mary Had a Little Lamb", mas This Is Buddy Guy e Hold That Plane! se mostraram um pouco menos consistentes. Guy e o gaitista Junior Wells eram amigos de longa data e tocavam juntos em Chicago (Guy gravou a guitarra no seminal álbum de Wells de 1965, Hoodoo Man Blues, lançado pela Delmark e inicialmente creditado como "Friendly Chap" devido ao seu contrato com a Chess). Eles gravaram juntos para a Blue Thumb em 1969 como Buddy and the Juniors (o pianista Junior Mance sendo o outro Junior) e para a Atlantic em 1970 (sessões coproduzidas por Eric Clapton e Tom Dowd), e em 1972 para o excelente álbum Buddy Guy & Junior Wells Play the Blues. Buddy e Junior fizeram turnês juntos durante os anos 70, e suas brincadeiras espirituosas foram imortalizadas em Drinkin' TNT 'n' Smokin' Dynamite, uma gravação ao vivo feita no Festival de Jazz de Montreux de 1974.

A reputação de Guy entre deuses da guitarra rock como Eric Clapton, Jimi Hendrix e Stevie Ray Vaughan era insuperável, mas antes de seu álbum vencedor do Grammy em 1991, Damn Right, I've Got the Blues, lançado pela Silvertone, ele surpreendentemente não havia lançado um álbum nos Estados Unidos em uma década. Foi então que a popularidade de Buddy Guy realmente decolou – ele começou a lotar auditórios e a aparecer na televisão aberta (David Letterman, Jay Leno, etc.). Feels Like Rain, seu segundo álbum, lançado em 1993, foi uma grande decepção artística, a menos que se aprecie a ideia bizarra de um dos maiores bluesmen do mundo fazendo duetos com o cantor country Travis Tritt e o cantor de rock exageradamente dramático Paul Rodgers. Em comparação, Slippin' In, de 1994, produzido por Eddie Kramer, foi um grande passo na direção certa, sem duetos horríveis e com uma predominância de incursões genuínas no blues. Last Time Around: Live at Legends, um trabalho acústico com seu parceiro de longa data, Junior Wells, foi lançado em 1998. Em 2001, Guy mudou de rumo e foi para o Mississippi gravar o tipo de blues modal de juke-joint apreciado por Junior Kimbrough, RL Burnside e a turma da Fat Possum. O resultado foi Sweet Tea: indiscutivelmente um de seus melhores álbuns e, ainda assim, uma completa anomalia em seu catálogo. Curiosamente, ele optou por lançar Blues Singer em 2003, outro trabalho totalmente acústico que ganhou um Grammy. Para Bring 'Em In, de 2005, ele voltou ao mesmo formato de seus primeiros álbuns pela Silvertone, com produção refinada e alguns artistas convidados. Skin Deep foi lançado em 2008 e contou com participações especiais de Susan Tedeschi, Derek Trucks, Eric Clapton e Robert Randolph. Snakebite foi lançado em 2009.

Um show de Buddy Guy às vezes pode ser uma experiência frustrante. Ele pode estar no meio de algo absolutamente arrepiante, para então interromper abruptamente no meio da música, ou ignorar seu próprio repertório vasto para oferecer imitações de Clapton, Vaughan e Hendrix. Mas Guy, cujo clube continua sendo o mais bem-sucedido ponto de encontro para fãs de blues em Chicago (você provavelmente o encontrará sentado no bar sempre que ele estiver na cidade), é sem dúvida o artista de blues reinante da Cidade dos Ventos — e ele reina com benevolência.


o mais perto que Buddy Guy provavelmente chegará de recapturar o som há muito perdido da Chess Records. Gravado ao vivo em sua popular casa noturna em Chicago, Buddy Guy's Legends, com a banda Saturday Night Live Band, do guitarrista GE Smith, e o pianista Johnnie Johnson dando um suporte exuberante, Guy revisita suas raízes em interpretações suntuosas de "I've Got My Eyes on You", "Ain't That Lovin' You", "My Time After Awhile" e "First Time I Met the Blues". Nada de solos extravagantes baseados no rock ou homenagens a Cream/Hendrix/Stevie Ray; este é o álbum de Buddy Guy que os puristas anseiam há cerca de um quarto de século.

 Faixas;
01 - I've Got My Eyes On You
02 - Sweet Black Angel (Black Angel Blues)
03 - Talk To Me Baby
04 - My Time After Awhile
05 - I've Got News For You
06 - Damn Right I've Got The Blues
07 - First Time I Met The Blues
08 - Ain't That Lovin' You
09 - Let Me Love You Baby




BIOGRAFIA DOS Sigur Rós

 

Sigur Rós

Sigur Rós (pronúncia em islandês: [ˈsɪːɣʏrous]) é uma banda islandesa de post-rock,[3] com elementos melódicos, clássicos e minimalistas.[4] O nome, em islandês, significa "rosa da vitória". A banda é conhecida pelo seu som etéreo e pelo falsete do vocalista, Jónsi.[5] Alguns de seus contempôrâneos são Múm e Amiina, ambas surgidas da mesma cena criativa e vibrante do post rock da Islândia.[6]

As atividades da banda se iniciaram no dia 4 de janeiro de 1994. De lá até os dias atuais, a banda lançou sete álbuns de estúdio, sendo o mais recente trabalho lançado em 2018, "Route One"

Início

Jón Þór (Jónsi) Birgisson, Georg Hólm e Ágúst Ævar Gunnarsson formaram a banda em Reykjavík em janeiro de 1994. O nome da banda é o nome da irmã de Jónsi, Sigurrós, que nasceu no mesmo dia em que a banda foi formada.[7]

Com o tempo, as primeiras gravações da banda chamaram a atenção da gravadora Smekkleysa / Bad Tast Records, que foi criada pelos membros da banda Sugarcubes.[8]

Von (1997) e Von brigði (1998)

Em 1997,[2] o primeiro CD, Von (em português: "esperança") foi lançado comercialmente apenas na Islândia, graças ao trabalho nos estúdios na Bad Taste.[8] O álbum foi relançado em 2004 sob o selo da One Little Indian.[1][9]

No ano seguinte, foi lançada uma coletânea remixada, chamada de Von brigði. O nome é, na verdade, uma brincadeira com as palavras em islandês: Vonbrigði significa "decepção", mas Von brigði significa "variações do Von".[7][10] O álbum é também conhecido por um nome alternativo em inglês, Recycle Bin.[11]

O baixista, Georg Hólm

Ágætis byrjun (1999)

O reconhecimento veio com o segundo álbum, Ágætis byrjun (Um Bom Começo), de 1999, lançado internacionalmente e no qual se juntou à banda Kjartan Sveinsson. A boa reputação do disco foi se espalhando pelo mundo nos dois anos seguintes. A crítica aclamou-o como um dos melhores álbuns de todos os tempos, comparando a banda com gigantes da música, como o Radiohead. Três músicas, Ágætis Byrjun, a música-título, o primeiro single, Svefn-g-englar e a então inédita Njósnavélin (que se tornaria sem título n°4) foram trilha do filme Vanilla Sky, de Cameron Crowe. Suas músicas também apareceram na série 24 Horas e no filme The Life Aquatic with Steve Zissou, e ainda em um filme da BBC, The Girl in the Café, onde se ouve Starálfur.

Após o lançamento de Ágætis byrjun, a banda ficou mais conhecida pela maneira singular com que Birgisson toca sua guitarra: com um arco de violoncelo, acentuado por um reverb, criando um efeito flutuante, único.

Em 2001, Sigur Rós comemoraram a fundação de seu estúdio com a gravação de um EP apresentando um pescador islandês chamado Steindór Andersen. O EP contém seis músicas, todas contendo Steindór Andersen recitando rímur, um estilo de métrica da poesia tradicional islandesa, com acompanhamento musical de Sigur Rós em três músicas. A última música do EP, "Lækurinn", é um dueto com Sigurður Sigurðarson. Mil cópias do EP foram lançadas e vendidas durante a turnê do primeiro semestre de 2001.

( ) (2002)

O baterista Ágúst deixou a banda após a gravação de Ágætis byrjun e foi substituído por Orri Páll Dýrason. Em 2002, o antecipado terceiro álbum () foi lançado. Nem o álbum, nem canções possuíam título, sendo a denominação do álbum "Untitled" (Sem título) e cada uma das músicas: "untitled no. 1" (sem título número 1), "untitled no. 2" (sem título número 2) etc. A banda acabou batizando-as depois em seu website com os nomes utilizados cotidianamente no trabalho da banda: Sem título 1 - vaka (o nome da filha de Orri), Sem título 2 - fyrsta (a primeira), Sem título 3 - samskeyti (anexo), Sem título 4 - njósnavélin (a máquina de espionagem), Sem título 5 - álafoss (o local do estúdio da banda), Sem título 6 - e-bow (Georg usa um e-bow em seu baixo nessa canção), Sem título 7 - dauðalagið (a música da morte), Sem título 8 - popplagið (a música pop). Todas as canções do álbum foram escritas em vonlenska (algo como esperancês), uma língua inventada por Jónsi, sem significado semântico algum, mas foneticamente parecida com o islandês. Tecnicamente uma glossolalia. Supôs-se que o ouvinte é quem deveria criar um significado particular para as letras e escrevê-lo nas páginas em branco do encarte do disco. O álbum possui um caráter minimalista tanto em sua concepção, com o fato de não ter título, nem letras, nem material artístico no encarte, como em sua composição e foi muitas vezes descrito como "atmosférico". O álbum é dividido em dois, com uma pausa de 30 segundos entre as primeiras e as últimas quatro músicas.

O vocalista, Jón Þór Birgisson

Em outubro de 2003, Sigur Rós se juntou ao Radiohead para compor a trilha da espetáculo Split Sides, de Merce Cunningham. As três músicas do Sigur Rós foram reunidas no EP chamado Ba Ba Ti Ki Di Do, e lançadas em março de 2004. O disco de estreia da banda, Von (1997), foi finalmente lançado nos Estados Unidos e no Reino Unido, em outubro de 2004.

Takk... (2005)

O quarto álbum, Takk..., foi lançado em 13 de setembro de 2005 e apresenta canções com um estilo intermediário entre o segundo e terceiro discos. Em entrevista para um curto documentário sobre o filme, disponível em seu website oficial, a banda disse que este poderia ser considerado o seu "álbum feliz", depois da atmosfera profunda e melancólica dos últimos álbuns. A banda explorou mais a sonoridade e a estrutura do rock do segundo disco, com uso mais amplo de guitarra, assim como o uso extensivo de pianos, teclados, celesta (emprestado da cantora islandesa Björk) e o retorno da parceria com o quarteto islandês de cordas Amiina, composto de amigas da banda. As músicas são cantadas tanto em islandês, quanto em vonlenska. A banda dispôs, em seu site, o download de Glósóli, no dia 15 de agosto. Hoppípolla, o segundo single oficial, foi lançado em 28 de novembro, junto com um remake de Hafsól (Sol do Oceano), canção do primeiro álbum Von. Ambos os singles tiveram videoclipes lançados. Hoppípolla foi amplamente usada pela BBC, tanto em alguns de seus programas, como a propaganda da série documental de natrureza, Planet Earth (Planeta Terra), quanto na cobertura dos jogos da seleção inglesa de futebol, durante a Copa do Mundo de 2006. Também apareceu no trailer do filme Children of Men. Consequentemente, a demanda pelo single cresceu, e a EMI fez aumentar a produção. O nome do álbum é a palavra islandesa para "obrigado" e foi batizado assim depois da calorosa recepção que a banda teve em sua terra natal, a que ela retribuiu com uma extensiva turnê pelo interior do país.

Um novo EP, Sæglópur, foi lançado em 10 de julho de 2006, em alguns países, e em 8 de agosto nos Estados Unidos. A previsão de lançamento do EP era 8 de maio, mas com o repentino sucesso de Hoppípolla, foi adiado. O compacto contava com três novas canções: Refur, Ó Fridur e Kafan.

Em julho de 2006, Sigur Rós terminou uma turnê mundial que passou pela Europa, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Hong Kong e Japão, e seguiu fazendo shows pela Islândia em julho, em diversas cidades e também em vilarejos e locais pouco habitados, gravando-os para a futura coletânea de filme, DVD e álbum ao vivo, Heima, lançado em 2007. O filme foi apresentado em diversos festivais pelo mundo em 2007 e 2008.

Með suð í eyrum við spilum endalaust (2008)

Em 2008, a banda lançou Með Suð Í Eyrum Við Spilum Endalaust. Foi o 5.º álbum de estúdio, e o primeiro a trazer uma letra em inglês, “All Alright”. O trabalho não é tão obscuro e ambiente quanto os anteriores, dando lugar a melodias mais alegres e determinadas influências do folk. Foi o terceiro disco a contar com a participação do quarteto Amiina nas cordas.

Inni (2011)

No dia 11 de agosto de 2011, o site oficial de Sigur Rós publicou um trailer do projeto chamado Inni, um DVD e um CD duplo das apresentações ao vivo em Londres, dirigido por Vincent Morisset. O filme foi apresentado no 68.º Festival Internacional de Cinema de Veneza e teve lançamento oficial em novembro de 2011.

Valtari (2012)

Valtari é o sexto álbum de estúdio da banda e foi lançado no dia 23 de maio de 2012 pelo selo Parlophone. Em uma sessão de perguntas e respostas proporcionada pela banda no Reddit, revelou-se a saída de Kjartan Sveinsson do grupo.

Kveikur (2013)

Kveikur é o sétimo álbum de estúdio do Sigur Rós, lançado em 17 de junho de 2013 pelos selos XL Recordings e Krunk. Foi o primeiro trabalho do grupo como trio, após a saída do tecladista Kjartan Sveinsson, apresentando uma sonoridade mais pesada e industrial em comparação aos álbuns anteriores.[12]

Átta (2023)

Átta é o oitavo álbum de estúdio do Sigur Rós, lançado em 16 de junho de 2023 pelos selos BMG e Krunk. O disco marcou o retorno do tecladista Kjartan Sveinsson à banda após quase uma década afastado. Gravado ao longo de vários anos, o álbum combina arranjos orquestrais com a sonoridade atmosférica característica do grupo.[13]

Membros da banda

Actualmente

Ex-integrantes

Discografia

Vonlenska

Vonlenska é um termo usado para definir a língua ininteligível usada pela banda. Em Inglês, Vonlenska é chamada de Hopelandic, o que seria algo como esperancês. Diferentemente de outras línguas construídas, que podem ser usadas para comunicação, Vonlenska serve somente para dar ritmo e melodia às músicas, sem uma gramática específica. Todas as músicas do álbum () são em Vonlenska.

Letras em Vonlenska

Do Álbum Von:

  • "Von"

Do Álbum Ágætis byrjun:

  • "Olsen Olsen"
  • "Ágætis byrjun" (final)

Do ÁlbumTakk...:

  • "Hoppípolla" (Seguindo a linha "En ég stend alltaf upp")
  • "Sé lest"
  • "Sæglópur"
  • "Mílanó"
  • "Gong"
  • "Andvari"

Do Álbum Hvarf:

  • "Salka"
  • "Hljómalind"
  • "Í Gær"
  • "Von"
  • "Hafsól" (Da metade até o final)

Do Álbum Heim:

  • "Vaka"
  • "Ágætis byrjun"
  • "Von"

Do Álbum Með suð í eyrum við spilum endalaust:

  • "Festival"
  • "Ára bátur"
  • "Fljótavik" (final)
  • "All Alright" (final)

Do álbum Kveikur:

  • "Bláþráður"

Outros:

  • "Fönklagið"
  • "Gítardjamm"
  • "Nýja lagið"
  • "Heima" [DVD Version]

Trilhas sonoras

Outros trabalhos

  • Ondine (2009) - Trilha sonora do filme de Neil Jodan com Colin Ferrell.
  • Sense8 (2015) - Trilha sonora da série de Andy Wachowski, Lana Wachowski, J. Michael Straczynski.

Videografia

Videoclipes

  • "Svefn-g-englar" (1999)
  • "Viðrar vel til loftárása" (2000)
  • "Untitled #1 (a.k.a. "Vaka")" (2003)
  • "Glósóli" (2005)
  • "Hoppípolla" (2005)
  • "Sæglópur" (2006)
  • "Gobbledigook" (2008)
  • "Inní mér syngur vitleysingur" (2008)
  • "Við spilum endalaust" (2008)
  • "Ekki múkk" (2012)
  • "Ég anda" (2012)
  • "Varúð" (2012)
  • "Fjögur píanó" (2012)
    • Vídeos disponíveis para download no site oficial

DVD / Vídeo


Destaque

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