segunda-feira, 20 de julho de 2026
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Em 20/07/1973: Mott the Hoople lança o álbum Mott.
Tesla – The Great Radio Controversy [1989]
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The Great Radio Controversy é o segundo álbum de estúdio da banda norte-americana Tesla, lançado originalmente em 1° de fevereiro de 1989, através do selo Geffen Records. Mechanical Resonance, álbum de estreia da banda, foi lançado em dezembro de 1986, vendendo mais de 1 milhão de cópias nos Estados Unidos, muito graças às canções “Modern Day Cowboy” e “Little Suzi”, as quais tiveram boa circulação nas rádios especializadas em Rock e ajudaram na divulgação do trabalho. Há que se lembrar também que no ano de seu lançamento, 1986, o Glam Metal estava no auge nos Estados Unidos, fato que ajudou na popularização de Mechanical Resonance, embora este não se enquadre exatamente no estilo.
O sucesso do disco permitiu ao Tesla entrar em turnê como show de abertura para o Def Leppard, grupo que era um dos grandes nomes do Hard Rock nos anos oitenta. Nos primeiros dias de sua carreira, o Tesla tocou com gente como David Lee Roth, Alice Cooper e Poison, o que resultou na banda sendo categorizada como pertencente à cena de glam metal. Entretanto, os membros do Tesla se ressentiram dessa rotulação naquela época. Atualmente, a banda, de acordo com Troy Luccketta, não se importa em ser rotulado como parte daquela cena.

O título do disco foi retirado da controvérsia sobre a identidade do inventor do rádio. É postulado que o engenheiro sérvio Nikola Tesla (que dá nome à banda) é o verdadeiro inventor do rádio, enquanto o italiano Guglielmo Marconi levou o crédito e é amplamente considerado como tendo inventado o equipamento. O encarte do disco original conta essa história.A produção ficou a cargo do produtor Steve Thompson (Guns N’ Roses e Madonna, entre outros) e de Michael Barbiero, que foi o produtor do primeiro trabalho da banda. O Tesla era composto por Jeff Keith nos vocais, Tommy Skeoch e Frank Hannon nas guitarras, Brian Wheat no baixo e Troy Luccketta na bateria.
“Hang Tough” abre o disco com potência e com peso. “Lady Luck” é mais convencional, bem na linha do Glam Metal oitentista. “Heaven’s Trail (No Way Out)” é mais cadenciada e com toque bluesy. “Be a Man” é um Hard oitentista padrão, com bons vocais de Keith. “Lazy Days, Crazy Nights” tem uma pegada mais Mötley Crüe, o que é um ótimo sinal. “Did It for the Money” é também uma canção mais padrão, seguindo o mesmo ritmo do álbum.“Yesterdaze Gone” é bem mais rápida e mais acelerada, sendo uma das melhores do disco.

“Makin’ Magic” possui um bom refrão e uma curiosa alternância de momentos. “The Way It Is” é uma balada eficiente, com a roupagem daquela época. “Flight to Nowhere” segue o Glam Metal oitentista. “Love Song” é uma canção assinatura da banda, uma balada com classe. “Paradise” é mais uma balada, mas penso que esta é mais pálida. “Party’s Over” encerra o álbum com mais peso e mais agressividade. Embora a banda rejeitasse o rótulo Glam Metal, reflito que é impossível de se fugir dele para se definir a sonoridade do disco. Claro, o Tesla não faz o Glam Metal suave padrão de bandas como o Poison, mas traz uma musicalidade que não é tão diferente assim de bandas como o Cinderella, por exemplo. E nisto há ótimas canções como “Heaven’s Trail (No Way Out)” ou “Lazy Days, Crazy Nights”. Claro, a música de maior sucesso do disco é mesmo “Love Song”, uma balada de bom gosto que oscila entre leveza e mais intensidade. Um problema de The Great Radio Controversy é o excesso de canções e sua longa duração, que trazem uma certa saturação.

Muito graças ao enorme sucesso de “Love Song”, o disco acabou indo muito bem, atingindo a 18ª colocação da principal parada norte-americana, a Billboard 200. Ainda beliscou o 34º lugar da parada britânica. Em 1990, o Tesla lançou Five Man Acoustical Jam, um álbum ao vivo com versões acústicas de sucessos como “Comin’ Atcha Live”, “Gettin’ Better”, “Modern Day Cowboy” e “Love Song”. O álbum também apresentou uma série de covers, mais notavelmente uma versão de “Signs”, um sucesso da Five Man Electrical Band. Em 1991, a banda lançou seu terceiro álbum de estúdio, Psychotic Supper.
A revista Rolling Stone coloca o disco na 11ª posição da sua lista 50 Greatest Hair Metal Albums of All Time, em 2015. O L.A. Weekly coloca o álbum na 18ª posição da lista de Chuck Klosterman, Favorite Hair Metal Albums, de 2011. O crítico Martin Popoff põe o trabalho no 415º lugar do seu The Top 500 Heavy Metal Albums of All Time. Segundo algumas estimativas, The Great Radio Controversy ultrapassa a casa de 2 milhões de cópias vendidas apenas nos Estados Unidos.

Faixas
01. Hang Tough
02. Lady Luck
03. Heaven’s Trail (No Way Out)
04. Be a Man
05. Lazy Days, Crazy Nights
06. Did It for the Money
07. Yesterdaze Gone
08. Makin’ Magic
09. The Way It Is
10. Flight to Nowhere
11. Love Song
12. Paradise
13. Party’s Over
The Jimi Hendrix Experience – Los Angeles Forum – April 26, 1969 [2022]
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A família e o legado de Jimi Hendrix não param de “desencavar” tesouros do (aparentemente inesgotável) arquivo musical deixado pelo guitarrista. Quase todo ano sai um disco novo com o nome do músico, sendo que um dos mais recentes é o registro de um show do Experience original (com Jimi nas guitarras e vocais, Noel Redding no baixo e backing vocals, e Mitch Mitchell na bateria) em Los Angeles, a 26 de abril de 1969, que saiu (lá fora, não há edição nacional disponível, pelo menos enquanto escrevo) em vinil duplo e CD simples no final de 2022, além de disponibilizado nas plataformas digitais. Introduzidos ao palco por Jimmy Rabbitt (popular DJ da rádio AM local KRLA, que transmitiu o concerto), a apresentação inicia com Hendrix se dirigindo ao público (como faria várias vezes ao longo da noite, pelo que se ouve no disco) e “comunicando” a todos que estavam “em um igreja agora… finjam que há um céu acima de nós”, e que o público esquecesse “sobre tudo o que ocorreu ontem, noite passada ou esta manhã… esqueça sobre tudo o que está ocorrendo lá fora, e vamos juntar nossos sentimentos agora”, numa introdução que Billy Gibbons, guitarrista do ZZ Top que assina um dos textos do encarte na condição de testemunha “ocular e auditiva” daquela noite, como se descreve (Gibbons estava na plateia como um “simples” espectador, apesar de sua banda de então, o The Moving Sidewalks, já ter dividido o palco com o Experience anteriormente), chamou de “muito oportuna e psicodélica”.
Hendrix então anuncia que irão iniciar “com uma pequena jam escrita por uma dupla de caras suecos, (Bo) Hannson e (Janne) Karlsson, chamada ‘Tax Free’, mas acho que vamos chamá-la apenas de ‘jam'”. O início calmo da faixa, até então inédita na discografia do guitarrista (uma versão de estúdio só iria aparecer em 1972, no álbum póstumo War Heroes) pode até confundir aos mais desavisados, mas não demora muito para o maior guitarrista que já passou pela Terra começar a mostrar seus truques. Ao longo dos mais de quinze minutos de duração da jam, o trio alterna entre variações do riff principal da canção com momentos de improviso que só o talento e a genialidade de Hendrix poderiam proporcionar, com Redding segurando bem a base para (o frequentemente subestimado) Mitchell também “voar baixo” com suas viradas e conduções (o baterista também tem direito a um longo momento “solo” em parte da música).

Dedicada “à namorada de alguém… não sabemos quem ela é neste momento, mas iremos descobrir depois do show, agora não sabemos sequer o seu nome…“, “Foxey Lady” vem na sequência (com direito a alguns solos improvisados ali pelo meio), seguida de uma marcante redenção para “Red House” (que nunca foi uma das minhas favoritas pessoais na carreira do guitarrista, e que aqui aparece com partes um pouco mais rápidas do que em outras versões que conheço, além de diversos improvisos ao longo de seus mais de onze minutos de duração). A sequência do concerto se dá com uma surpreendente versão de quase doze minutos para “Spanish Castle Magic”, também recheada de improvisos em sua porção central, a qual é seguida pela interpretação de Hendrix para “Star Spangled Banner”, o hino dos Estados Unidos, isto quatro meses antes da “famosa” versão apresentada em Woodstock (e, talvez por isto, não tão marcante quanto aquela, afinal Jimi ainda vinha aprimorando sua “versão manifesto” desta música naquela noite), a qual é “emendada” a uma versão de quase sete minutos para “Purple Haze” (outra faixa que aparece cheia de improvisos ao longo de sua duração).
Uma correta redenção de “I Don’t Live Today” (uma das minhas favoritas pessoais na discografia do guitarrista, e que já havia aparecido, com uma mixagem diferente, no box set The Jimi Hendrix Experience, de 2015) vem na sequência, naquela que é a faixa mais próxima de sua “versão de estúdio” apresentada ao longo da noite, que se encerra com uma interpretação de quase dezessete minutos para “Voodoo Child (Slight Return)”, a qual é intercalada por uma versão instrumental de “Sunshine Of Your Love”, do Cream, também recheada de improvisos, em uma apresentação que, nas palavras de Gibbons, “acendeu a casa inteira, para arrasá-la totalmente na sequência“, em tradução livre (a frase original é “lit the house up and tore it right down“, conforme presente no encarte).

Aquela seria uma das últimas performances do Experience original (o trio se separaria efetivamente em junho daquele ano), e, como escrito acima, foi transmitida ao vivo por uma rádio local, embora as gravações deste disco (que apresentam uma qualidade excelente para a idade que possuem e por terem ficado “armazenadas” tanto tempo) tenham vindo, alegadamente, das fitas originais em oito canais feitas por uma unidade móvel posicionada no local naquela noite, e mixadas especialmente para este lançamento por Eddie Kramer, histórico produtor ligado à carreira de Hendrix desde a década de 1960. Los Angeles Forum – April 26, 1969 é um belo acréscimo à (ainda crescente) discografia de Jimi Hendrix, sendo extremamente recomendável a seus inúmeros fãs ainda existentes! Confira!
Track List:
1. Introduction
2. Tax Free
3. Foxey Lady
4. Red House
5. Spanish Castle Magic
6. Star Spangled Banner
7. Purple Haze
8. I Don’t Live Today
9. Voodoo Child (Slight Return) (first part)
10. Sunshine of Your Love
11. Voodoo Child (Slight Return) (second part)
Heavier Things (Aware / Columbia, 2003), John Mayer
É possível uma cena de filme influenciar o futuro de uma pessoa? Para o cantor e compositor John Mayer, foi exatamente isso o que aconteceu. Aos 13 anos, ao ver Michael J. Fox encenar o solo de “Johnny B. Goode” no filme De Volta para o Futuro, Mayer decidiu o que queria ser profissionalmente: guitarrista.
Filho de um diretor escolar e de uma professora de inglês, John Mayer nasceu em 16 de outubro de 1977, em Bridgeport, Connecticut, mas cresceu na vizinha Fairfield. Até aquela cena do filme, a guitarra elétrica era um mistério para o garoto; a partir dali, tornou-se obsessão. Não demorou para que seu pai alugasse uma guitarra, e Mayer passou a dedicar horas aprendendo acordes e dedilhados. O presente de um vizinho — uma fita de Stevie Ray Vaughan — fez o jovem mergulhar no blues, iniciando uma “caçada genealógica” que o levou a Buddy Guy, B.B. King, Freddie King, Albert King e Jimi Hendrix.
Após breve passagem pela Berklee College of Music, em Boston, Mayer percebeu que a sala de aula não era suficiente. Em 1998, mudou-se para Atlanta, formou o duo LoFi Masters com Clay Cook e logo depois iniciou carreira solo. O EP Inside Wants Out chamou atenção, mas foi em 2001, com o lançamento de Room For Squares, que Mayer explodiu no mainstream. O disco vendeu pouco mais de 5 milhões de cópias, rendeu um Grammy por “Your Body Is a Wonderland” e o alçou ao posto de astro pop. Mas o sucesso trouxe um dilema: Mayer queria ser levado a sério como compositor e guitarrista, não apenas como galã de rádio.
Dois anos depois, em setembro de 2003, surgia Heavier Things. Como o título sugere, o álbum buscava profundidade maior, mesmo sem perder a leveza melódica que já era sua marca. Um passo adiante para provar que Mayer não seria uma moda passageira, mas um artista disposto a amadurecer diante das câmeras, dos microfones e, sobretudo, da própria consciência.
Produzido por Jack Joseph Puig, conhecido pelo polimento técnico e pelo equilíbrio entre clareza e emoção, Heavier Things trouxe uma sonoridade mais elaborada do que o trabalho anterior. Mayer gravou partes do disco em seu apartamento em Nova York, o que lhe deu liberdade criativa, mas contou também com sessões no prestigiado Avatar Studios. A Columbia Records, ciente do risco de saturar o público, optou por uma campanha de marketing discreta. Nada de exagero: Mayer seria apresentado como cantor e compositor legítimo, mais preocupado com a música do que com a fama.
Em termos de arranjo, o álbum incorporou metais, loops e camadas discretas de estúdio que enriqueceram o pop acústico de Mayer sem descaracterizá-lo. O próprio título, Heavier Things, foi escolhido pelo artista por sua ambiguidade: “coisas pesadas”, mas também algo sem definição fixa, um termo que, segundo ele, poderia soar ao mesmo tempo profundo e banal.
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| Capa do primeiro álbum de John Mayer, Room for Squares. |
Enquanto Room for Squares falava em tons juvenis sobre amores e descobertas, Heavier Things caminha em direção à introspecção, à busca por clareza e ao confronto com a incompletude. Mayer equilibra canções leves com faixas que questionam sua própria identidade, sua espiritualidade e o sentido da vida. É um disco de contradições: ambicioso e minimalista, pop e filosófico, romântico e irônico.
“Clarity” abre o álbum como quem ergue a cortina e deixa a luz entrar lentamente. O trompete de Roy Hargrove, músico convidado, colore a melodia em tons dourados, enquanto a bateria de Questlove (do The Roots), fluida e meio jazzística, estabelece um ritmo que parece respirar. John Mayer canta como se tentasse segurar o instante entre os dedos, sabendo que ele inevitavelmente escapa. É uma introdução contemplativa, um convite a parar o tempo por alguns minutos.
Em seguida, “Bigger Than My Body” rompe essa serenidade com energia elétrica, transformando a inquietação em música. Inspirada por um show do Coldplay, a faixa é movida pelo desejo de ultrapassar limites. O uso do pedal AdrenaLinn cria uma textura cintilante, que amplifica o sentimento de urgência. Mayer soa impaciente e ao mesmo tempo confiante, como quem escreve um manifesto pessoal de crescimento. É pop carregado de esperança, feito para soar grande.
“Something’s Missing” mergulha no oposto: o vazio inexplicável. O arranjo é discreto, a voz melancólica, a letra repleta de imagens triviais que escondem angústia. O refrão não explode — apenas se arrasta como quem se questiona sem encontrar resposta. Mayer fala do incômodo de se ter tudo e ainda assim sentir falta de algo, tocando na ferida da insatisfação contemporânea.
Esse clima se desdobra em “New Deep”, mas agora temperado com sarcasmo. John Mayer ironiza a busca por profundidade espiritual, chegando à conclusão de que talvez a apatia seja o novo sentido das coisas. “Numb is the new deep” (“Ser insensível é a nova profundidade”), canta Mayer, rindo de si mesmo. O instrumental é contido, quase minimalista, reforçando o caráter de comentário existencial feito com uma sobrancelha levantada.
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| Detalhe da arte de duas das páginas do encarte do álbum Heavier Things. |
Na contramão do glamour, “Home Life” apresenta Mayer fantasiando com a vida doméstica. O desejo por rotina, estabilidade e aconchego surge em contraste com a fama global que ele experimentava. É quase paradoxal ouvir um artista em ascensão cantar sobre o sonho de simplicidade, mas é justamente nessa contradição que a música encontra sua força.
“Split Screen Sadness” chega carregada de melancolia cinematográfica. A metáfora da tela dividida traduz a distância entre duas pessoas que já não se encontram mais, vivendo cada uma em seu próprio enquadramento. As camadas instrumentais crescem e recuam, como ondas emocionais. Mayer canta com honestidade brutal, confessando que teria preferido uma luta até o fim a uma despedida silenciosa.
Com “Daughters”, tudo se reduz ao essencial. Apenas violão, voz e um toque de percussão discreta. É simples, direta, quase um sussurro que acabou ecoando pelo mundo inteiro. A letra, voltada para os pais e mães, se transformou em mensagem universal. Não por acaso, essa faixa lhe rendeu o Grammy de “Canção do Ano” em 2005. Uma balada pequena em arranjo, mas imensa em alcance.
“Only Heart” devolve a leveza ao álbum. As guitarras ganham brilho retrô, o ritmo se solta e Mayer parece brincar em estúdio. É pop com atitude, menos preocupado em soar profundo e mais interessado em liberar energia. Uma pausa ensolarada depois da intensidade emocional que veio antes.
Por fim, “Wheel” fecha o disco como reflexão serena. A metáfora da roda — ciclos que começam, terminam e retornam — serve de base para uma despedida tranquila. John Mayer canta sobre o amor que dá e que, acredita, um dia voltará. A faixa termina em voz quase solitária, deixando o ouvinte suspenso, como se a roda ainda girasse sem destino final.
A crítica, porém, foi dividida. A Billboard afirmou que John Mayer se consolidava como cantor e compositor legítimo, enquanto a Rolling Stone o chamou de “mais sofisticado” que em Room for Squares. A Spin, por outro lado, considerou o álbum excessivamente polido. O Entertainment Weekly ironizou a pretensão do título do disco, mas reconheceu canções de impacto como “Bigger Than My Body”.
O Grammy para “Daughters” elevou o status do disco. Mayer dedicou o prêmio à avó falecida, mas confessou, anos depois, achar que Alicia Keys merecia mais. De toda forma, Heavier Things lhe deu reconhecimento não apenas como pop star, mas como compositor capaz de dialogar com temas universais.
Heavier Things foi a ponte entre o Mayer romântico de Room for Squares e o artista maduro de Continuum, lançado em 2006. Aqui, ele experimentou arranjos mais ricos, ousou no lirismo e mostrou que sua música poderia abarcar tanto o pop radiofônico quanto reflexões existenciais.
O disco provou que Mayer não era apenas o autor de um hit adolescente, mas alguém disposto a dialogar com o blues, o soul e, ao mesmo tempo, com as inquietações de sua geração. Foi nesse equilíbrio entre leveza e peso, ironia e sinceridade, que Heavier Things se tornou essencial.
Todas as faixas escritas e compostas por John Mayer, exceto onde indicado.
1."Clarity"
2."Bigger Than My Body"
3."Something's Missing"
4."New Deep"
5."Come Back to Bed"
6."Home Life" (Mayer; David LaBruyere)
7."Split Screen Sadness"
8."Daughters"
9."Only Heart"
10."Wheel"
John Mayer — vocal em todas as faixas, guitarras em todas as faixas
David LaBruyere — baixo em todas as faixas, exceto a 8
Jamie Muhoberac — teclado em todas as faixas, exceto a 9
Lenny Castro — percussão em todas as faixas, exceto 6, 9 e 10
Matanza lançou o compacto em vinil "Assim Começa a Bebedeira" em 2016,
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