sexta-feira, 24 de julho de 2026

Lançado em 7 de setembro de 1987, ** Crest of a Knave ** marcou o retorno do Jethro Tull após um período de incertezas


Lançado em 7 de setembro de 1987, ** Crest of a Knave ** marcou o retorno do Jethro Tull após um período de incertezas. O álbum sucedeu Under Wraps (1984), cuja turnê foi interrompida devido aos graves problemas nas cordas vocais de Ian Anderson. Durante a recuperação, o vocalista precisou adaptar sua forma de cantar, o que acabou influenciando diretamente a sonoridade do disco. O resultado foi um trabalho mais pesado e direto, mas ainda repleto das características que tornaram a banda uma referência do rock progressivo.
Musicalmente, o álbum representa uma mudança em relação aos clássicos da década de 1970. A flauta de Ian Anderson continua presente, porém divide espaço com as guitarras de Martin Barre, que assumem papel central nas composições. O som mistura hard rock, rock progressivo e folk, com uma produção moderna para os padrões da época, aproximando-se em alguns momentos do rock de arena que dominava o final dos anos 1980.
Entre os destaques está "Steel Monkey", primeiro single do álbum, impulsionado por um videoclipe exibido pela MTV e vencedor do Grammy de Melhor Performance de Hard Rock/Metal. Outra faixa marcante é "Farm on the Freeway", que combina riffs vigorosos com uma letra sobre a vida nas estradas e a modernização do campo. Já "Budapest", com mais de dez minutos de duração, é considerada uma das obras-primas do disco, reunindo passagens acústicas, momentos de rock pesado e a narrativa refinada de Ian Anderson. Completam os destaques "Jump Start", "Mountain Men" e "Raising Steam", que reforçam a energia do álbum.
Embora inicialmente tenha dividido opiniões entre os fãs mais tradicionais, Crest of a Knave tornou-se um dos maiores sucessos da fase mais recente do Jethro Tull. O disco alcançou boas posições nas paradas internacionais e recolocou a banda em evidência, provando que ela ainda era capaz de se reinventar quase vinte anos após sua estreia.



Lançado em 11 de janeiro de 1971, Pearl é o último álbum de estúdio de Janis Joplin e um dos discos mais importantes da história do rock


Lançado em 11 de janeiro de 1971, Pearl é o último álbum de estúdio de Janis Joplin e um dos discos mais importantes da história do rock. O LP foi lançado cerca de três meses após a morte da cantora, ocorrida em outubro de 1970, tornando-se seu testamento musical. Gravado com a Full Tilt Boogie Band e produzido por Paul A. Rothchild, o álbum mostra uma artista no auge da maturidade artística, conciliando blues, rock, soul e country com interpretações intensas e emocionantes.
Em comparação com seus trabalhos anteriores, Pearl apresenta uma produção mais refinada, sem perder a força visceral que transformou Janis Joplin em um dos maiores ícones do rock. Sua voz rouca e carregada de emoção conduz faixas que alternam explosões de energia e momentos de delicadeza, revelando uma cantora em plena evolução artística.
Entre os destaques está "Me and Bobby McGee", composição de Kris Kristofferson e Fred Foster, que se tornou o único single de Janis a alcançar o primeiro lugar na parada norte-americana. Também brilham "Cry Baby", uma poderosa interpretação de soul e blues; "Move Over", escrita pela própria Janis; "Mercedes Benz", gravada apenas com sua voz em uma performance a cappella repleta de ironia; e "Get It While You Can", que encerra o álbum de forma emocionante.
Uma das faixas mais marcantes é "Buried Alive in the Blues", apresentada apenas como instrumental. Janis morreu antes de gravar os vocais, e a decisão de manter a música inacabada tornou-se uma homenagem silenciosa à artista, lembrando ao ouvinte que sua carreira foi interrompida no momento em que atingia um novo patamar criativo.



Lançado em 18 de agosto de 1986, Kicking Against the Pricks é o terceiro álbum de estúdio do Nick Cave & The Bad Seeds


Lançado em 18 de agosto de 1986, Kicking Against the Pricks é o terceiro álbum de estúdio do Nick Cave & The Bad Seeds e ocupa um lugar singular em sua discografia. Diferentemente dos discos anteriores, o trabalho é composto quase inteiramente por releituras de canções que influenciaram a formação musical de Nick Cave, abrangendo blues, country, folk, gospel e rock. O título faz referência a uma expressão de origem bíblica, encontrada no livro de Atos dos Apóstolos, que significa, em sentido figurado, "lutar contra o inevitável".
Embora seja um álbum de versões, Kicking Against the Pricks está longe de ser apenas uma coleção de covers. Nick Cave e os Bad Seeds transformam cada música em algo profundamente pessoal, imprimindo interpretações sombrias, intensas e carregadas de emoção. A atmosfera combina pós-punk, blues e rock alternativo, consolidando a identidade sonora que faria da banda uma das mais influentes das décadas seguintes.
Entre os destaques está "The Singer", adaptação de uma canção originalmente gravada por Johnny Cash, lançada como single e acompanhada por um videoclipe marcante. Outra interpretação memorável é "Hey Joe", clássico popularizado por Jimi Hendrix, aqui transformado em uma narrativa ainda mais obscura. Também chamam a atenção "All Tomorrow's Parties", do The Velvet Underground, "Long Black Veil", tradicional balada country, e "By the Time I Get to Phoenix", de Jimmy Webb, reinterpretada com um clima melancólico característico de Cave.
O álbum marcou ainda a estreia do baterista Thomas Wydler nos Bad Seeds, formação que também contava com Mick Harvey, Blixa Bargeld e Barry Adamson. A química entre os músicos ampliou a paleta sonora da banda e abriu caminho para obras fundamentais como Your Funeral... My Trial (1986) e Tender Prey (1988). O próprio Nick Cave afirmou mais tarde que esse projeto ajudou o grupo a descobrir novas possibilidades musicais, apesar de inicialmente minimizar sua importância.

 

PAUL McCARTNEY - GOOD EVENING NEW YORK CITY

 


Good Evening New York City é um álbum duplo em CD/DVD ao vivo de Paul McCartney que consiste em material apresentado em três noites com os shows inaugurais no Citi Field de Nova York, em 17, 18 e 21 de julho de 2009, como parte de seus shows da Summer Live '09. Mais de 180.000 ingressos foram vendidos poucas horas após o anúncio dos shows. O álbum é o terceiro lançamento de McCartney para a Hear Music, após o álbum Memory Almost Full de 2007 e o EP ao vivo Amoeba's Secret. No 53º Grammy Awards, a gravação de "Helter Skelter" do álbum venceu na categoria de Melhor Performance Vocal de Rock Solo.


Os shows em Nova York tiveram um significado especial para McCartney e seus fãs. O Citi Field fica ao lado do local do antigo Shea Stadium, onde The Beatles, estabeleceu recordes de público em 1965. Em 2008, McCartney se juntou a Billy Joel no palco para o último show de rock no Shea Stadium antes de sua demolição. Joel retribuiu o favor para a primeira das apresentações de McCartney em julho, os primeiros shows a serem realizados no Citi Field. Das 20 canções dos Beatles tocadas no álbum, 17 delas foram lançadas após a apresentação original dos Beatles, sendo "I'm Down" a única canção comum.

Paul McCartney faz uma repassada na carreira com clássicos dos Beatles como "Day Tripper", "I've Got a Feeling","Let It Be" e tantas outras como "I Saw Her Standing There". Como não poderia faltar ele passeou pelos hits da época do Wings como "My Love", "Jet", "Let Me Roll It", "Band on the Run" e a eletrizante "Live and Let Die". Ele também não deixou de registrar a sua fase bem solo, incluindo ótimas canções recentes como "Highway", "Only Mama Knows" e "Sing the Changes". Como baixista, McCartney continua adotando aquele jeito contido, quase econômico como falam alguns músicos, mas fazendo aquelas linhas mélódicas simples e precisas que deixam até hoje virtuoses do instrumento de boca aberta. É um belo registro que vale a pena ser guardado para sempre na estante, na memória e no coração. Agora, Sir Paul McCartney: GOOD EVENING EVERYBODY! Baby, you can drive my car!

THE BEATLES - LIKE DREAMERS DO - SENSACIONAL!

 


“Like Dreamers Do”  foi composta em 1959 por um jovem Paul McCartney de 17 anos e foi uma das primeiras músicas creditadas a Lennon e McCartney. Foi a primeira música gravada pelos Beatles durante sua audição para a Decca Records em 1 de janeiro de 1962. Esta performance, que aconteceu antes de Ringo Starr se juntar à banda e apresentou Pete Best na bateria, gravada pela Decca só foi finalmente lançada no Anthology 1 dos Beatles em 1995. Paul McCartney disse no livro "Many Years From Now": “Like Dreamers Do foi uma das primeiras que escrevi. Nós fizemos um arranjo fraco, mas algumas das meninas gostaram porque era única, nenhum dos outros grupos fazia isso. Era um exercício para tentar suas próprias músicas... escrever ainda era um pouco complicado, e as músicas, obviamente, não eram ótimas, mas senti que precisávamos atravessar essa barreira porque se nós nunca tentamos nossas próprias músicas, nunca teríamos a confiança para continuar escrevendo”. “Like Dreamers Do” foi uma das três canções originais de Lennon e McCartney que os Beatles tocaram na audição para para a Decca. As outras duas foram Love Of The Loved e Hello Little Girl. “Isso é Paul. Essa era outra que ele havia escrito como adolescente e ressuscitado e polido para mais tarde”. John Lennon, 1980.


No momento em que assinaram com a EMI mais tarde, em 1962, os Beatles já haviam esquecido “Like Dreamers Do”. No entanto, foi dada ao grupo de Birmingham “The Applejacks” e chegou ao número 20 na tabela de singles do Reino Unido em junho de 1964 - num momento em que qualquer coisa escrita por Lennon e McCartney provavelmente se tornaria um sucesso. Os Applejacks trabalharam com Mike Leander da Decca como diretor musical. A banda australiana de tributo aos Beatles, The Beatnix, gravou um arranjo acústico de “Like Dreamers Do” para seu álbum de 1998, It's Four You, e que a gente confere logo abaixo nesse 1º vídeo da tela preta com a logo dos Beatles e escrito ANTHOLOGY. O 2º é a gravação dos Beatles que aparece no Anthology 1, e o 3º é um raro vídeo promo de “Like Dreamers Do”.


THE BEATLES - ONE AFTER 909 - 1969

 


A animada “One After 909”, lançada pelos Beatles como segunda faixa do lado 2 de Let It Be, 1970, na verdade, foi uma das primeiras composições de Lennon & McCartney. Talvez seja a canção mais antiga de Lennon e McCartney gravada pelos Beatles. Ela era uma das “mais de cem músicas” que eles sempre diziam ter escrito antes de gravar “Love Me Do” e data dos tempos que John e Paul passavam tardes e tardes compondo em Forthlin Road. Estavam tentando fazer um Skiffle igual aos mais populares daquela época, como "Rock Island Line" de Lonnie Donnegan, "Cumberland Gap" ou “Last Train To San Fernando”.

Em 5 de março de 1963, os Beatles estavam em Abbey Road para gravar seu terceiro single da EMI, 'From Me To You'. Depois de completar a música e seu lado B, ‘Thank You Girl’, eles queriam gravar mais dois originais de Lennon & McCartney. Eram “One After 909” e ‘What Goes On’, mas só havia tempo suficiente para uma. Gravaram 5 takes de “One After 909” mas nem eles e nem George Martin ficaram felizes com o que conseguiram, por isso a música foi arquivada. No entanto, havia duas versões piratas - uma do The Quarrymen em 1960 e outra de um ensaio do Cavern Club em 1962. Seis anos depois, em janeiro de 1969, com o prazo apertado e precisando preencher o novo álbum, eles a resgataram. O que se mostrou um grande acerto. Os Beatles gravaram várias versões em janeiro de 1969. O álbum e filme Let It Be contaram com a performance do telhado da Apple, no dia 30 de janeiro. Os Beatles claramente gostaram de tocar a música - e desta vez os solos de George Harrison foram de primeira linha. Duas versões do álbum Get Back foram preparadas pelo produtor / engenheiro Glyn Johns em 1969 e 1970. Embora nenhuma fosse adequada para o lançamento, ambas abriram com a performance do telhado de “One After 909”. A música foi mixada por Phil Spector, sem grandes mudanças, em 23 de março de 1970, e foi lançada em maio no álbum Let It Be. “One After 909” foi remasterizada em 2003 a partir das fitas da sessão original de Let It Be ... Naked

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A letra de “One After 909” se baseia em um mal-entendido sobre a numeração de um certo trem a ser pego por dois ex-amantes. O "One After Nine O Nine do título pode ser entendido como O Seguinte ao 909, ou seja, o trem nº 910, ou pode ser "O que parte em seguida às 9:09". Na entrevista para a Playboy de 1980, John Lennon disse: “Isso foi algo que escrevi quando tinha cerca de dezessete anos. Eu morava em 9 Newcastle Road. Eu nasci no dia nove de outubro. É apenas um número que me segue, mas, numerológicamente, aparentemente sou um número seis ou três ou algo assim, mas é tudo parte de nove”. Paul McCartney disse: “Não é uma ótima música, mas é uma das minhas favoritas, porque me traz ótimas lembranças de John e eu tentando escrever uma música de blues sobre um trem. Havia muitas dessas músicas na época, como "Midnight Special", "Freight Train", "Rock Island Line", então essa era a nossa "One After 909". Ela não pegou o 909, pegou o que vinha depois”. Esse tipo de pegadinha linguística é típico do linguajar 'scouse' de Liverpool, muito usado em algumas das primeiras composições de John e Paul. Na gravação oficial de Let It Be, participaram os quatro Beatles em seus instrumentos habituais e mais Billy Preston nos teclados.


Orlandivo – Orlanndivo (1962)

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Segundo álbum de  Orlandivo, lançado em 1962 pelo selo Musidisc, com arranjos e acompanhamento do renomado  músico Ed Lincoln. 

Faixas do álbum:
01. Samba no Japão
02. Zézinho
03. Vai Devagarinho
04. Felicidade Virá
05. Faz de Conta
06. Brincando de Samba
07. Amor Quadradinho
08. Afim de Você
09. Vira Lata
10. Saudade, Solidão Prá Mim
11. Somos Três
12. Saudade em Seu Lugar





Orlandivo – A Chave Do Sucesso (1962)

 

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Primeiro LP do cantor, intitulado “A chave do sucesso”, cuja faixa título remete à sua personalíssima maneira de se utilizar de um chaveiro como instrumento de percussão. Nesse disco apareceram músicas como “Chavinha”, “Jura-Sinho”, “Samba Toff”, que fez bastante sucesso e foi lançada com exclusividade na Rádio JB e “Onde anda o meu amor” e “Dias de verão”, todas parcerias com Roberto Jorge.

Faixas do álbum:
01. Onde Anda o Meu Amor
02. Não Faz Isso Não
03. Jura
04. Samba Toff
05. Chavinha
06. Vem Pro Samba
07. Saudades Dói Demais
08. Sambadinho
09. E a Tristeza Vai Sorrir
10. Amor Vai e Vem
11. Frajola e Piu-Piu
12. Dias de Verão




Kleiton & Kledir – Kleiton & Kledir (1983)

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O álbum homônimo de 1983 da dupla gaúcha Kleiton & Kledir, lançado pela Barclay/PolyGram, foi o quarto trabalho de estúdio da dupla, consolidando seu sucesso na MPB. O disco inclui sucessos como "Nem Pensar", "O Analista de Bagé" e a releitura de "Bridge Over Troubled Water". A obra conta com 10 faixas compostas pelos irmãos

Faixas do álbum:
01. Nem Pensar
02. O Analista De Bagé
03. Águas De Dezembro
04. Tão Bonito (Salsinha)
05. Tô Que Tô
06. Viva
07. Louco De Luz
08. Saiçú (Segredo Do Meu Coração)
09. 433
10. Corpo E Alma




Kleiton & Kledir – Kleiton & Kledir (1981)

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O álbum "Kleiton & Kledir" de 1981 é o segundo disco da dupla gaúcha, lançado pela Ariola. Consagrou a carreira dos irmãos com sucessos como "Estrela, Estrela", "Deu pra Ti" e "Paixão". O álbum, produzido por Wellington Luiz e com direção artística de Mazola, mistura pop, MPB e temas regionais, com arranjos próprios e participações especiais como MPB4 e Vitor Ramil.

Faixas do álbum:
01. Deu Pra Ti
02. Lagoa Dos Patos
03. Vinheta Uni Duni Tê
04. Estrela, Estrela
05. Vinheta Lagoa Dos Patos
06. Semeadura
07. Couvert Artístico
08. Paixão
09. Vinheta N'Heco N'Heco
10. Trova
11. Noite De São João
12. Vinheta Do Sivuca
13. Navega Coração




Destaque

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Em 24/07/1970: Yes lança o álbum Time and a Word. Time and a Word é o segundo álbum de estúdio da banda de rock progressivo inglesa Yes. Lan...