terça-feira, 28 de julho de 2026
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O Divã Intergaláctico – Psicossomático Ou Do Que As Aves São Capazes [2014]
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Ao ouvir os primeiros minutos de “Ela Sabe”, faixa que “abre” o disco Psicossomático – Ou Do Que As Aves São Capazes da banda de Niterói O Divã Intergaláctico, fica difícil não se lembrar d’Os Mutantes. O riff básico de rock n roll, os vocais masculinos e femininos alternados, as melodias divertidas, efeitos sonoros e intervenções de guitarra lisérgica mostram que esses caras (e garota), bebem fortemente na fonte da banda paulista. Na sequência temos a bonita “A Freira e A Planta”, que traz influências de acid folk. A próxima faixa, “Cat & The Hatter” tem fortes ecos do rock britânico sessentista e remete bastante a bandas como The Kinks e a fase mais psicodélica dos Beatles, com presença de metais.
A faixa 5, “You’ve Got Some Explaining To Do”, é o grande destaque do disco, que traz uma introdução com pedal wah-wah e órgão, versos acústicos e refrão grudento. Uma canção que resume tudo que foi feito de bom no rock dos anos 60. O álbum é bastante variado e mescla baladas, rocks mais agitados, temas instrumentais e até bossa nova (“Untitled 7″). As próprias faixas tem mudanças de andamento, e interlúdios que em um primeiro momento parecem uma composição diferente.
Psicossomático … é uma grata surpresa e um disco bastante agradável de se ouvir. Muito bem tocado, cheio de belos arranjos, boas composições e uma produção impecável, que evidencia a grande variedade de instrumentos usados na gravação. Apesar da influência forte de Mutantes (ainda mais evidente em “Essência das Coisas”), o álbum traz inúmeros elementos de rock psicodélico, folk, progressivo e MPB, principalmente das décadas de 60 e 70. Fãs de bandas como Jethro Tull, The Kinks, Santana, Spirit, Donovan, Fairport Convention e a boa fase da música brasileira, vão gostar bastante do trabalho d’O Divã Intergaláctico.
Uma pena que a banda encerrou as atividades em 2018, e somente com este álbum, mas ao mesmo tempo, é um belo disco para saber que no Brasil temos grupos que saem da mesmice do Rock mainstream manjado e da bicho-grilice pseudo intelectual de Los Hermanos e afins, e conseguem criar um trabalho ao mesmo tempo cheio de boas referências, mas com uma identidade própria e muita qualidade na execução.
Faixas:
1. Psicossomático
2. Ela Sabe
3. A Freira e a Planta
4. Cat & The Hatter
5. You’ve Got Some Explaining To Do
6. Essência das Coisas
7. Untitled 7
8. Hey Spaceboy
9. Neat Bug (An Ode To A Grasshopper)
10. Do que As Aves São Capazes
11. Psicodrama
12. Little Miss June C.
13. A Última Embarcação
1914 – Where Fear And Weapons Meet [2021]
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Em qualquer definição para o estilo black metal os termos relacionados ao satanismo e sentimento anticristão são bastante presentes. A definição do estilo surgiu com o álbum de mesmo nome do Venom em 1982 e desde então se tornou um importante subgênero dentro do metal. Portanto é estranho quando relacionamos o termo black metal à uma banda que tem como temática algo muito mais mundano, terreno, de certa forma um diferente tipo de inferno: os horrores de uma guerra. E no caso do 1914, a Primeira Guerra Mundial, a Grande Guerra ou mesmo a ‘Guerra para acabar com todas as guerras’.
Assim como o Ex Deo que tem temática única, no caso o Império Romano, o 1914 tem seus três discos dedicados apenas à primeira guerra. E é incrível como tudo o que eles incorporam a sua música cabe perfeitamente com essa temática. Como falei o estilo musical principal do 1914 é mesmo o Black Metal, com seus riffs alternados, velocidade, vocal agressivo e todos os outras características do gênero, mas é simplista dizer que apenas black metal está presente em suas músicas, Death, Thrash, Doom e até música tradicional, não-metal, aparece eventualmente.

Where Fear And Weapons Meet é o terceiro álbum dos ucranianos, recém-lançado no Brasil, que dá sequência ao ótimo The Blind Leading the Blind (2018), altamente recomendável também. Somente seu disco de estreia Eschatology of War de 2015 é um pouco abaixo da qualidade dos dois álbuns seguintes.
O trabalho gráfico já nos coloca no clima de tudo com a foto dos integrantes na melhor maneira daquelas fichas cadastrais de soldados. Os nomes dos integrantes, ucranianos, quase impronunciáveis, traz patente militar, número do pelotão e até a função que cada um teria dentro da hipotética “tropa”. Mas quando o disco começa que temos a real dimensão de tudo isso. A faixa inicial, “War In”, traz uma música de época, como certamente tocava nos rádios dos quartéis ou nas próprias trincheiras. Se você estiver ouvindo com atenção e com o encarte nas mãos você vai ser imediatamente transportado para aquele evento histórico.
A primeira faixa de fato trata dos assassinatos de Franz Ferdinand, arquiduque da Áustria, e sua esposa que foi o estopim para o início dessa guerra, realizado em Sarajevo, capital da província austro-húngara da Bósnia e Herzegovina. O nome da faixa, “FN .380 ACP#19074” remete ao tipo de arma utilizado no assassinato do arquiduque, uma pistola belga FN Model 1910, calibre .380. A letra é do ponto de vista do assassino. As orquestrações dão grandiosidade para a faixa que é tudo aquilo que o black metal se propõe em sua melhor forma. A segunda faixa é também bastante especial. “Vimy Ridge (In Memory of Filip Konowal)” é uma carta ou relatório feito por um soldado canadense que conta os acontecimentos durante uma missão de conquista de uma localidade (Vimy Ridge). O objetivo era controlar o armamento do local, porém, como se deve imaginar, a base de muitas perdas.
As faixas seguintes também seguem a mesma maneira das anteriores sendo relatos pessoais de indivíduos sobre eventos singulares dentro da guerra toda. “Pillars of Fire (The Battle of Messines)” desenvolve a narrativa de uma batalha específica onde dez mil pessoas morreram, enquanto “Don’t Tread On Me (Harlem Hellfighters)” traz a história de soldados que saíram de guetos do Harlem e foram enviados para a França. A trecho ‘do Harlem para a França, do gueto para as trincheiras, e honestamente, aqui é não muito diferente’ é bastante significativo.
Em “Coward” a primeira participação especial do álbum. E que participação! O músico ucraniano Sasha Boole, parceiro de Adam Darski, mais famoso sob o nome de Nergal, no Me and That Man. Nessa faixa Boole toma conta sozinho apresentando com voz e banjo uma canção no estilo da música tradicional trazida por imigrantes do norte da Inglaterra para os EUA que se estabeleceram na região dos Apalaches. Essa quebra completa de estilos musicais no meio do álbum pode parecer apenas uma excentricidade, mas faz o ouvinte entrar ainda mais no clima que os músicos querem apresentar.
Na questão lírica a música “…And A Cross Now Marks His Place” é a que mais chama atenção, já que é uma daquelas cartas que o governo enviava para os pais informando da morte do filho. Apesar de tentar ser condescendente ela mais justifica a operação, querendo mostrar o quanto aquela missão era importante do que lamentar a morte da pessoa. A carta também é real, como todas as que foram usadas no disco, e tem nome e todas as informações do soldado. Nessa faixa mais uma participação especial, dessa vez de Nick Holmes do Paradise Lost.
Em “Corps D’Autos-Canons-Mitrailleuses (A.C.M.)” um grupo de soldados belgas que foram “doados” pelo Rei Albert da Inglaterra para o czar Nicolau. Eles combatem ao lado dos russos por dois anos até a revolução bolchevique em que eles são abandonados pelos até então companheiros. Conseguem chegar aos Estados Unidos onde são tratados como heróis até conseguiram volta para a casa. Indo para o outro lado da guerra “Mit Gott Für König Und Vaterland” (ou Com Deus como Rei e Pátria) descreve a tomada do forte Douaumont por um destacamento de explosivos alemão.

Na longa faixa final “The Green Fields of France” um soldado sentado ao lado de uma lápide conversa com o “morador” do local sobre a morte e as circunstâncias em que ela veio. Comenta sobre o andamento e a finalidade da guerra, praticamente um resumo de tudo o que foi narrado ao longo do álbum todo. Para finalizar “War Out” traz um trecho do poema cantado “The Last Long Mile” de Charles Hart, num estilo musical britânico do começo do século 20. Tanto “War In” quanto “War Out” fazem abertura e fechamento dos outros discos do 1914.
Esse foi o último disco lançado pelos ucranianos. Não dá para saber se essa longa ausência tem a ver também com a guerra, dessa vez contra seu próprio país, invadido pela Rússia do autocrata Vladimir Putin em 2022. É esperar que o álbum anterior também seja lançado aqui no Brasil, quem sabe até o primeiro. Na busca por informações da banda apareceram para mim outros dois grupos que praticam o mesmo tipo de som com o mesmo tipo de enfoque. São eles o Minenwerfer (ouça Nihilistischen de 2012) e o Kanonenfieber (Die Urkatastrophe é o álbum lançado ano passado).
Duran Duran (EMI, 1981), Duran Duran
No início da década de 1980, a paisagem musical britânica encontrava-se em ebulição. A ressaca do punk, a sofisticação do art-rock e os primeiros lampejos da revolução eletrônica geraram um caldeirão de possibilidades estéticas. Foi nesse ambiente que cinco jovens de Birmingham – Nick Rhodes, John Taylor, Roger Taylor, Andy Taylor e Simon Le Bon – lançaram, em 15 de junho de 1981, seu álbum de estreia. Intitulado simplesmente Duran Duran, o disco não apenas revelou uma nova banda, mas marcou o surgimento de uma linguagem visual e sonora que viria a definir uma geração.
A história do Duran Duran começa em Birmingham, Inglaterra, em 1978, quando os amigos de infância John Taylor e Nick Rhodes, juntamente com Stephen Duffy, formaram a banda inspirados por artistas como David Bowie, Roxy Music, Chic e Kraftwerk. Rhodes assumiu o sintetizador, Duffy o baixo e John Taylor assumia a guitarra. Pouco depois, entrou Simon Colley revezando no baixo e clarinete.
Em 1979, Duffy e Colley deixaram a banda. Com a chegada do guitarrista Andy Taylor em 1980, John Taylor passa a ser baixista. A partir daquele ano o grupo decide ter um baterista com a contratação de Roger Taylor (sem parentesco com os demais membros) para o posto. Finalmente, a formação do Duran Duran se consolida com o vocalista Simon Le Bon, ainda em 1980. Le Bon trouxe consigo um caderno de poesias, que se tornaria fonte de inspiração para várias letras, incluindo "Sound of Thunder", composta durante sua audição.
O Rum Runner, um clube noturno em Birmingham, serviu como quartel-general da banda. Lá, eles não apenas ensaiavam, mas também trabalhavam em diversas funções, como DJ (Rhodes) e segurança (John Taylor), enquanto desenvolviam seu som e estilo visual. A influência de estilos como o glam rock, o punk e a música eletrônica moldou a identidade sonora do grupo.
Em 1980, o Duran Duran começou a ganhar notoriedade ao abrir shows para artistas como Hazel O'Connor. Sua presença de palco e estética visual chamaram a atenção da imprensa musical, especialmente da jornalista Betty Page, que os associou ao movimento New Romantic. Essa exposição resultou em uma disputa entre gravadoras, culminando na assinatura de um contrato com a EMI em dezembro daquele ano.
A escolha da EMI não foi apenas estratégica, mas também simbólica, considerando que a gravadora era a casa dos Beatles. Com o apoio da EMI, a banda iniciou as gravações de seu álbum de estreia, sob a produção de Colin Thurston, conhecido por seu trabalho com David Bowie e Iggy Pop.
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| Duran Duran na sua estreia para o público na casa noturna Rum Runner, em Birmingham, Inglaterra, em julho de 1980. |
A produção do álbum incorporou elementos inovadores, como o uso de sons ambientes e experimentações sonoras. Por exemplo, "Girls on Film" inicia com o som de uma câmera Nikon, enquanto "Night Boat" apresenta efeitos que evocam uma atmosfera marítima. Além disso, a faixa instrumental "Tel Aviv" contou com arranjos de cordas conduzidos por Richard Myhill, adicionando uma dimensão orquestral ao trabalho.
O álbum começa com “Girls On Film”, um pop irresistível cuja leveza rítmica contrasta com a acidez do conteúdo. A introdução com o som de uma câmera fotográfica não é mero adereço, mas chave simbólica para a ironia que perpassa a faixa. John Taylor, no baixo, dita o compasso de uma crítica à objetificação feminina na indústria da moda, enquanto os sintetizadores de Nick Rhodes revestem o discurso de um brilho deliberadamente ambíguo. O videoclipe, alvo de censura, não apenas amplificou o alcance da crítica, como catapultou a imagem provocadora da banda.
Na sequência, “Planet Earth” surge como autoafirmação. Primeiro single da carreira, a canção inscreve o Duran Duran no movimento New Romantic, sem disfarces. Há uma celebração da estética futurista, mas também uma construção identitária que revela consciência histórica: o grupo sabe onde pisa. O diálogo entre atmosferas etéreas e batidas dançantes projeta uma sensibilidade sonora que ecoaria ao longo da década.
“Anyone Out There”, embora menos imediata, introduz uma ambivalência temática que enriquecerá o disco. À superfície, um relato de solidão e busca por conexão. Mas nos detalhes — especialmente no desenho rítmico de Roger Taylor e na pulsação melódica que remete ao Chic e ao Roxy Music — se esconde uma sofisticação que desafia a lógica radiofônica.
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| O baterista Roger Taylor na cena do videoclipe de "Planet Earth". |
Na volta à eletricidade emocional, “Careless Memories” canaliza frustração amorosa em riffs incisivos e vocais cortantes. A canção pode não ter conquistado as paradas, mas consolida a capacidade da banda de trafegar entre a introspecção e a fúria juvenil sem perder coerência estilística.
“Night Boat” introduz outra inflexão: uma atmosfera densa e noturna, próxima ao darkwave, em que a voz de Le Bon assume tons melancólicos. O clima cinematográfico sugere um uso da música como paisagem emocional — uma antecipação de recursos que o grupo aprofundaria em discos posteriores.
Em “Sound Of Thunder”, baseada em um poema de Le Bon, o Duran Duran investe na justaposição de caos e lirismo. É uma síntese bem acabada da sensação de desorientação que marcou o início dos anos 1980, diante de um mundo em transição.
Mais explícita em seu teor político, “Friends Of Mine” invoca o caso George Davis para discutir manipulações judiciais e midiáticas. Guitarras agressivas e ritmo frenético traduzem um momento de fúria lúcida, onde o pop se permite ser veículo de crítica social.
Por fim, “Tel Aviv’ encerra o álbum com uma surpresa: uma faixa inteiramente instrumental que combina cordas e sintetizadores em um exercício de evocação geográfica e ficcional. Ao abdicar da palavra, a banda afirma que sua ambição estética vai além da canção pop — é um projeto artístico.
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| Duran Duran em 1981. Ao fundo: Nick Rhodes, John Taylor e Roger Taylor. À frente: Andy Raylor e Simon Le Bon. |
Combinando música cativante, estética visual arrojada e videoclipes impactantes, o Duran Duran estabeleceu um novo padrão para bandas pop. Seu álbum de estreia não apenas lançou sua carreira internacional, mas também influenciou gerações subsequentes de artistas e moldou a cultura pop dos anos 1980.
O primeiro e autointitulado álbum do Duran Duran teve um ótimo desempenho comercial. Com mais de 1,5 milhão de cópias vendidas ao redor do mundo, Duran Duran, o álbum, foi certificado com platina nos Estados Unidos (1 milhão de cópias), platina dupla no Canadá (200 mil cópias), platina no Reino Unido (300 mil cópias), platina na Austrália (50 mil cópias) e platina na Nova Zelândia (15 mil cópias). Além disso, permaneceu por 118 semanas nas paradas britânicas, algo raro para um álbum de estreia em sua época.
Se em 1981 o grupo ainda era acusado de ser apenas mais uma face bonita da cena New Romantic, o tempo tratou de provar que havia substância por trás do estilo. O primeiro álbum do Duran Duran não foi apenas o ponto de partida de uma das bandas mais icônicas dos anos 1980 — foi também uma declaração artística ambiciosa, que capturou como poucas o espírito de um tempo em que o som, a imagem e a atitude estavam prestes a ser redefinidos por uma nova geração pop.
Faixas
Todas as faixas foram escritas por Simon Le Bon , Andy Taylor , John Taylor , Roger Taylor e Nick Rhodes.
Lado 1
1."Girls on Film"
2."Planet Earth"
3."Anyone Out There"
4."To the Shore"
5."Careless Memories"
Lado 2
6."Night Boat"
7."Sound of Thunder"
8."Friends of Mine"
9."Tel Aviv"
Duran Duran:
Simon Le Bon – vocais
Andy Taylor – guitarra, vocais
John Taylor – baixo, vocal
Roger Taylor – bateria
Nick Rhodes – teclados, sintetizadores
Lançado em 1982 pela RCA Camden, Os Grandes Sucessos é uma coletânea que reúne algumas das gravações mais importantes de João Bosco durante a década de 1970 e o início dos anos 1980
Lançado em 7 de novembro de 1983, Undercover é o décimo sétimo álbum de estúdio britânico dos The Rolling Stones
Lançado em 25 de outubro de 1969, Ummagumma é um dos álbuns mais experimentais dos Pink Floyd
THE BEATLES - HALLELUJAH I LOVE HER SO - 1962

"Hallelujah I Love Her So" é uma música de rhythm and blues composta e lançada por Ray Charles em 1956 pelo selo Atlantic, e em 1957 foi incluída em seu LP de estreia autointitulado, também lançado pela Atlantic. The Beatles (primeiro como Quarrymen) cantavam regularmente a música, de pelo menos 1960 a 1962 com Paul McCartney no vocal principal. Um ensaio de gravação caseira muito antigo (datado provisoriamente de maio de 1960) foi incluído no Anthology 1, bem como em lançamentos anteriores não autorizados. Eles continuaram tocando "Hallelujah I Love Her So" regularmente, inclusive no Star-Club em Hamburgo até o final de 1962, onde uma gravação ao vivo foi feita lá, incluída no álbum The Beatles Live! at the Star-Club in Hamburg, Germany; 1962.
RAY CHARLES - I GOT A WOMAN - DEZ, NOTA DEZ!

"I Got a Woman" (originalmente intitulada "I've Got a Woman") é uma música co-escrita e gravada por Ray Charles, lançada pela Atlantic Records como single em dezembro de 1954, com "Come Back Baby" do lado B. Ambas as músicas apareceram mais tarde no álbum de 1957, Ray Charles (posteriormente relançado como Hallelujah I Love Her So). "I Got a Woman" se baseia em "It Must Be Jesus", de Southern Tones, que Ray Charles ouvia na estrada com sua banda no verão de 1954. Ele e o trompetista Renald Richard, escreveram a música construída em um ritmo frenético do evangelho, com letras seculares e um fundo de rhythm and blues inspirado no jazz. "I Got a Woman" seria um dos protótipos do que mais tarde foi denominado "soul music" depois que Charles lançou "What'd I Say" quase cinco anos depois.
Em 1956, "I Got a Woman" foi gravada por Elvis Presley para seu primeiro álbum “Elvis Presley”, lançado no Reino Unido como Elvis Presley Rock n 'Roll. Esse discãozaço foi lançado pela RCA Victor em março de 1956. E foi com uma cópia do disco de Elvis, que o jovem John Lennon aprendeu a música.

Os Beatles gravaram duas versões de "I Got a Woman" para as sessões de rádio da BBC. A primeira versão foi gravada em 16 de julho de 1963 no BBC Paris Theatre em Londres para o programa de rádio Pop Go The Beatles. Esta versão foi lançada em 1994 no álbum Live at the BBC. A segunda versão foi gravada em 31 de março de 1964 no Playhouse Theatre em Londres para o programa de rádio do Saturday Club. Esta versão foi lançada em 2013 para o álbum On Air - Live na BBC Volume 2 e é mais curta que a versão do outro álbum.
Destaque
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