segunda-feira, 3 de agosto de 2026

BIOGRAFIA DE Sérgio e Madi

 

Sérgio e Madi

Sérgio e Madi foi um duo composto pelos cantores Sérgio Wonder (nascido em Porto Amélia) e por Madi Nelson (nascido em Pretória). Ambos tiveram carreiras de sucesso a solo.

Percurso

Fernando Manuel (Sérgio Wonder) começou a cantar em Moçambique. Participa num concurso da Rádio Clube de Moçambique onde canta como amador até aos 18 anos. Profissionaliza-se na África do Sul.[1] Era conhecido como o Gene Rockwell moçambicano, alusão a um conhecido cantor Sul Africano.

No final de 1969 regressa a Moçambique e com Madi Nelson são convidados para vários espectáculos em separado e em conjunto. Fernando Manuel muda o seu nome para Sérgio Wonder por insistência do empresário que os queria trazer para Lisboa e já existia um cantor com esse nome. 

Madi Nelson nasceu na África do Sul onde se destacou como artista de teatro e cançonetista (baterista e cantor)[1].

Entram em contacto com Mário Aguiar que ajudou na carreira do duo Sérgio & Madi na Metrópole. Gravam para a editora Riso e Ritmo um single com versões de "Reconsider Me" e de "Look What You´ve Down To My Heart". Depois na Phonogram gravaram vários singles com temas como "A Não Ser Que" (uma letra de Rosa Lobato Faria para uma música de José Cid), "Espadas Nuas" ou "My Only One".

Foram também produtores da companhia discográfica Imavox em 1976. Nessa sua etapa profissional, escutaram e contrataram diversas bandas musicais, tais como a conhecida banda Perspectiva.

Mudaram depois para a editora Rossil. O maior sucesso desta fase é o single "Cry To Me" que obteve um grande sucesso tendo mesmo sido editado no Brasil. Mais tarde o tema teve uma versão em português por Sérgio Wonder ("Chora Por Mim").

Participaram num concerto junto da comunidade portuguesa, na Alemanha, na cidade de Gelsenkirchen, no conhecido Centro Português Unidos a Gelsenkirchen.

A solo também gravaram para a Rossil. Sérgio Wonder gravou várias versões de sucessos alemães, alguns com adaptação e produção de António Sala. Madi participou em 1980 no Festival RTP da Canção onde ficou em 3º lugar com "Lição de Português".

O álbum "Um Disco de Ouro", editado ainda pela Rossil, contém alguns dos seus principais sucessos como "Cry To Me", "Já Nada Existe", "Forever Loving You", "Alegria Alegria", "Solta O Rock", "O Nosso Entardecer", "I Love", "Lição de português", "Oh My My", "Razão Perdida", "Toma Lá Rock" e "Em Vez De Um Beijo".

Em 1987, Sérgio Wonder lança a solo o álbum "Ai Se Os Meus Olhos Falassem" que inclui o tema "Mãe)" e versões de canções de Alves Coelho Filho, da dupla Nóbrega e Sousa e Jerónimo Bragança e Carlos Canelhas .

Em 1990 gravam juntos o álbum "África" para a editora Disconorte.

Sérgio lança o álbum "Chora Por Mim" em 1991. Madi participa numa das semi-finais do Festival RTP da Canção de 1993 e lança o álbum "Tu Eu E o Mar" em 1994.

Sérgio Wonder integrou postumamente o álbum "Amor verdadeiro", de 2004, no qual aparece o tema "Mãe" de Oliveira Muge, gravado por ele em 1986. Era coxo, facto que não tentava ocultar, durante as suas inúmeras aparições em palco.

O irmão de Sérgio (Frank Gaspar) procurava, em 2014, algumas das primeiras canções (da autoria do compositor Artur Fonseca gravadas para a RCM) de forma a completar um trabalho que estava a preparar para colocar no mercado.

Sérgio faleceu prematuramente em Abril 1994 aos 46 anos de idade.

Madi faleceu no dia 22 de Outubro de 2015, com uma Leucemia, na África do Sul.

Discografia

Sérgio & Madi

Singles e EPs

  • What A Wonderful World / Look What You Have Down To My Heart (Single, Riso e Ritmo)
  • Reconsider Me / Look What You´ve Down To My Heart (Single, Riso e Ritmo)
  • A Não Ser Que / Woman (Single, Philips, 1974?) 6031023
  • Espadas Nuas / Rua da Prata, Rua do Ouro (Single, Philips, 1975) 6031029
  • My Only One / Click Song (Single, Philips/Phonogram, 1975) 6031032
  • Já Te Esqueci / Sonhei (Single, Polygram, 1977) 2063019 - músicas de Tozé Brito
  • Cry To Me / I Can't Help Myself (Single, Rossil, 1978) ROSS 7012
  • Oh My Face / Razão Perdida (Single, Rossil, 1978) ROSS 7017
  • I Love / Carta Para O Meu Amor (Single, Rossil, 1978) ROSS 7026
  • Forever Loving You / Já Nada Existe (Single, Rossil, 1979)
  • A New Tomorrow / Tell It Like It Is (Single, Rossil, 1981) ROSS 7083
  • Solta O Rock (Que Ele Não Te Morde) / Toma Lá Rock (Single, Rossil, 1982) ROSS 7089/7069?
  • Quando Te Encontrar / A New Tomorrow (Single, Rossil, 1982) ROSS 7099
  • Volta / Era Aquele Romance (Single, Videofono, 1983) VSN 1001
  • Um Verso para Dizer / Tell It Like It Is (Single, Videofono, 1984) VSN 1003
  • Scratch My Name / Scratch My Name (Instrumental) (Single, Materfonis, 1986) DMSG023
SÉRGIO WONDER - a solo
  • Polka Pour Natalie
  • Lisboa No Chiado (Rossil, 1980)
  • O Nosso Entardecer / And I Love You So (Single, Rossil, 1981) ROSS 7086
  • Tu Só Tu / Razão Perdida (Single, Rossil, 1981) ROSS 7096
  • Eu Amo / Só Porque Te Amo (Single, Vadeca, 1980) VN-2009 ES
  • Canção Para Um Novo Amor / Quem És Tu (Single, Vadeca, 1981) VN-2013 ES
  • Canção da Nossa Rua / No Teu Olhar (Single, Rossil, 1982) Rossil 7104
  • Quero / Já Nada Existe (Single, Vidiofono, 1983) VSN 1002
  • Aníbal Restaurante (1983)
  • The World Keep Still Alive / Cantar de Ausência (Single, Materfonis, 1985) DMSG-012
  • Ciumento/Ma Cherie d' Amour (Single, Materfonis/Discossete, 1985) DMSG-014
  • Ai Se Os Meus Olhos Falassem (LP, Ovação, 1987) - inclui Mãe (1986)
  • Chora Por Mim (LP, Ovação, 1991)
  • Amor Verdadeiro (2004) - inclui Mãe (1986)
MADI NELSON - a solo
  • To Be Loved / When We Made Love (Single, Philips, 1977)- [como Madi Nelson] 6031055
  • Lição de Português / The Love Of My Life (Single, Rossil, 1980) ROSS 7058
  • Alegria, Alegria / I Feel Like A Lier (Single, Rossil) ROSS 7064
  • Em Vez de Um Beijo / Oh My My (Single, Rossil, 1981) ROSS 7089
  • Só Para Te Ver / (Paranóia dos ) Flipers (Single, Rossil, 1982) ROSS 7106
  • Kalimba / Kalimba (Orquestral) (Single, Discossete, 1987) DSG 471
  • Amor Proibido / Se Deus Quiser (Single, Discossete, 1988) DSG 520 []
  • Tu Eu E o Mar (CD, Horizonte, 1994)





CAPAS DE DISCOS - 1970 Tea For The Tillerman - Cat Stevens

 

L.P U.S.A • A&M Records • SP-4280.


Contracapa

Interior.

Interior.

Disco, lado 1.

Disco, lado 2.

Etiquetas lados 1 e 2.




CAPAS DE DISCOS - 1970 The Best of - Eric Clapton

 

L.P • Polydor Records • 2482 143.


Contracapa.

Disco, lado 1.

Disco, lado 2.

Etiquetas lados 1 e 2.




DE Under Review Copy (ANTÓNIO GARCÊS, FILIPE MENDES E TRANSATLÂNTICO)


ANTÓNIO GARCÊS, FILIPE MENDES E TRANSATLÂNTICO



Projecto de curtíssima duração existencial, juntava Leonor Seixas (voz), Rui Azul (saxofone tenor), Luís Monteiro (bateria) e Eduardo Silva (baixo), bem como as rock'n'roll stars desempregadas António Garcez (Pentágono, Psico, Arte & Ofício, Roxigénio, Stick) e Filipe Mendes (Chinchilas, Heavy Band, Psico, Roxigénio, Ena Pá 2000, Irmãos Catita). Numa fase em que toda a gente editava e todo o tipo de mediocridade era consentida, o efémero grupo editou um único single sem qualquer interesse onde, para além da curiosidade no nome completo do grupo, surgia na capa um desenho de Luís Filipe Barros, vedeta da rádio que também teve oportunidade de lançar uma rodela de vinil.


DISCOGRAFIA

 
ONDE ESTÁ O CAPITAL? [7"Single, Vadeca, 1982]




DE Under Review Copy (FILIPA PAIS)



Filipa Pais iniciou a sua carreira artística na dança em 1976 com Margarida de Abreu, ingressado em 1981 nos cursos de formação profissional do Ballet Gulbenkian e aí se mantendo até 1984. Nos três anos seguintes ruma a Nova Iorque, onde frequenta desenvolve técnicas de dança moderna, étnicas e ballet clássico. De regresso a Lisboa, participou como bailarina em diversos espectáculos como "Anatol", com encenação de Ricardo Pais, "Cabaret das Virgens" de Miguel Abreu, entre outros trabalhos com coreógrafos como Paula Massano, Margarida Bettencourt, Paulo Ribeiro, Joana Providência, Francisco Camacho e Rui Horta. Paralelamente, Filipa Pais desenvolve intensa actividade como cantora, colaborando com inúmeros artistas como Sérgio Godinho, Vitorino, José Mário Branco, Jorge Palma, Zeca Medeiros, Úxia, Tito Paris, Chico César, Júlio Pereira, João Bosco, Maria Bethânia, Michael Nyman, Francisco Ribeiro, entre muitos outros. Depois de múltiplas colaborações com Vitorino e Janita Salomé, em espectáculos e discos, é convidada no final dos anos oitenta, para participar no projecto Lua Extravagante onde assume um grande protagonismo ao lado dos irmãos Salomé (Vitorino, Janita e Carlos). Em 1991 gravam um disco para a EMI – Valentim de Carvalho com arranjos despojados, acústicos e vocalizações surpreendentes, especialmente de Filipa Pais que acaba por ser a revelação deste projecto. Em 1994, grava o seu disco de estreia a solo “l’amar”, editado pela Strauss. O disco abre com um tema tradicional do Alentejo “Vos Omnes” recolhido por Michel Giacometti e a interpretação de Filipa Pais é sublime e encantatória, lembrando Agnès Buen Garnas. Segue-se um tema baseado num poema de Luiz Camões, cheio de lirismo e gravidade, com o piano de João Paulo Esteves da Silva como companhia principal. Seguem-se dois temas da autoria do pianista, dos quais se destaca “Danças da Maré”, belíssimo e a explorar todas as cambiantes da voz de Filipa. Na “Canção do Coração” Filipa trilha os mesmos caminhos dos Madredeus do início, mas sem se exceder nos maneirismos vocais. Há mais dois temas tradicionais, um recolhido no Algarve e outro na Beira Baixa, ambos com excelente desempenho de Filipa e com arranjos que lhe dão um toque subtil de modernidade. Vitorino e Janita assinam vários temas, que Filipa Pais aproveita para arrancar excelentes interpretações, acompanhada a maior parte do tempo pelo piano, ora vibrante ora discreto, de João Paulo. O tema “Janelinha” da autoria de Pedro Ayres Magalhães, remete para a sonoridade inicial dos Madredeus. Segue-se um tema de Sérgio Godinho “Bom Prazer”, mais solto e festivo que o registo geral do disco, mas sem destoar. A produção de Paulo Pulido Valente e Vitorino, bem como os arranjos de João Paulo Esteves da Silva, muito contribuem para o elevado nível deste registo ancorado na tradição, mas aberto à modernidade. Por outro lado, a partir de 1997 Filipa Pais enceta uma colaboração regular com António Chainho, incluindo a participação no disco “A Guitarra e Outras Mulheres” e em diversos concertos em Portugal e no estrangeiro. Em 1998, Filipa Pais apresenta o espectáculo “Afinidades” baseado em recolhas de Michel Giacometti, no qual participa a galega Úxia. No mesmo ano, participa na ópera “Ciclo de Canções sobre Fernando Pessoa” da autoria de Michael Nyman, que encerra o Festival dos 100 Dias, inserido na Expo 98 em Lisboa. Ainda em 1998, participa na orquestra multicultural em tons de jazz e fusão “Sons da Lusofonia”. No início de 2000, reúne-se o grupo que acompanhará a cantora nos concertos realizados em Portugal e Espanha: João Paulo Esteves da Silva (direcção musical e piano), Ricardo Dias (acordeão), Manuel Rocha (Violino), Joaquim Teles (percussões) e Yuri Daniel (contrabaixo e baixo). O ano de 2001 é preenchido com múltiplos projectos como a participação no espectáculo de Úxia nas comemorações do 25 de Abril “Um Grande Porto do Sul”, dirigido por Carlos Martins e concebido para o Porto - Capital da Cultura. Participa igualmente no colectivo “Músicos do Sul e Lua” juntamente com Janita Salomé, Rao Kyao, Sérgio Godinho e Vitorino, e também em “Vozes do Sul” espectáculo e disco dedicado ao cante alentejano, dinamizado por Janita Salomé. Simultaneamente, participa a convite de João Brites no espectáculo de O Bando “Alma Grande”, baseado num conto de Miguel Torga. Finalmente em 2003, edita o seu segundo registo em nome próprio “A Porta do Mundo” com produção de Ricardo Dias e de João Paulo Esteves da Silva. Neste novo trabalho, Filipa Pais desenvolve o percurso iniciado no trabalho anterior, mantendo uma sonoridade predominantemente acústica, sendo acompanhada pelo piano de João Paulo, Ricardo Dias (acordeão, gaita-de-foles), Manuel Rocha (violino), Eduardo Miranda (bandolim), Yuri Daniel (contrabaixo), Quiné (percussões) e Mário Delgado (guitarra). Este disco marca também a estreia de Filipa Pais como compositora no tema “Em Todas as Ruas Te Encontro” baseado num poema de Mário Cesariny. Alguns dos colaboradores habituais de Filipa Pais contribuem novamente com letras para este disco como Hélia Correia, Vitorino ou João Afonso. A porta do mundo abre-se e de lá surge o Principezinho de Exupèry e Corto Maltese para nos guiarem numa viagem aventurosa para um universo imaginário, com paragens e revisitações da tradição como nos temas “Não Se Me Dá Que Vindimem”, “Altinho” e “José Embala o Menino” ou a medieval “Cantiga de Amigo” de D. Sancho I. Os subtis e elegantes arranjos de Ricardo Dias e de João Paulo potenciam a voz aquática e cristalina de Filipa Pais, que consegue novamente registar um excelente disco, mesclando a tradição com a contemporaneidade. Premiando a qualidade do disco, Filipa Pias vence o Prémio José Afonso em 2003, um dos mais importantes galardões da música portuguesa. Em 2004, Filipa Pais e José Peixoto apresentam "Estrela", acompanhados por Mário Delgado (guitarra), Yuri Daniel (contrabaixo) e Quiné (percussão) e a produção de Mário Barreiros. "Estrela", resulta de um conjunto de canções que José Peixoto idealizou para serem cantadas por Filipa Pais, tendo convidado João Monge para a escrita das letras. Em 2007, participa no disco “Terra do Zeca” do projecto Terra D’Água em homenagem a Zeca Afonso interpretando dois temas: “Eu Dizia” e “Papuça”. Em 2010, Filipa Pais integra “Vozes de Trabalho”, uma peça de Tiago Torres da Silva apresentada no Teatro da Trindade e que dará origem à gravação de um disco, num trabalho musical onde também participam Cecília Guimarães, Lurdes Norberto, Tonicha e Carlos Mendes. A peça evoca os cantos de trabalho que faziam parte do quotidiano de ceifeiras, pescadores e vindimeiros. Ainda em 2010, Filipa Pais participa em “Muxima” um projecto de homenagem ao Duo Ouro Negro, a partir de uma ideia de Manuel d’Oliveira e David Benasulin, onde também participam Janita Salomé, Yami, Rita Lobo, Quiné, e Filipe Raposo. Ao longo do tempo, Filipa Pais tem-se revelado uma intérprete de enorme versatilidade e coerência, com um cuidado especial na selecção do seu repertório e dos músicos que a acompanham, bem como dos arranjos dos seus discos. Cruzando linguagens de áreas tão dispares como a música tradicional, étnica, o jazz e até o fado, Filipa Pais é, indubitavelmente, uma das melhores e mais sólidas intérpretes nacionais.

DISCOGRAFIA

 
L'AMAR [CD, Strauss, 1994]

 
A PORTA DO MUNDO [CD, Vachier & Associados, 2003]

 
A PORTA DO MUNDO [CD Single, Vachier & Associados, 2003]

 
ESTRELA [c/José Peixoto] [CD, Zona Música, 2004]

COMPILAÇÕES

 
VOZ & GUITARRA [2xCD, Farol Música, 1997]

O MAR: A MÚSICA DOS POVOS DE LÍNGUA PORTUGUESA [CD, Oboré, 1997]

 
ONDA SONORA: RED HOT+LISBON [CD, Movieplay, 1998]

LOVELY BABY & MOMMY [CD, Atxilipu, 2005]

 
LISBOA@COM.FUSION [CD, EMI, 2006]