terça-feira, 11 de agosto de 2026

“In a Silent Way” – Miles Davis

 

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Miles Davis já havia introduzido eletricidade à sua música nos álbuns “Miles in the Sky” e “Filles de Kilimanjaro”, ambos de 1968, mas é com “In a Silent Way” (1969) que se pode considerar o início de sua ‘fase elétrica’, bem como seu primeiro álbum de fusion, no caso a fusão do jazz com o rock.

Dois acontecimentos contribuíram para esse novo direcionamento musical de Miles: a reformulação de seu grupo, com a chegada de novos e jovens integrantes, e sua recém-estabelecida amizade com Jimi Hendrix.

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A renovação do grupo se deu com a vinda do guitarrista inglês John McLaughlin, do baixista Dave Holland, também inglês, e do tecladista austríaco Joe Zawinul, além da efetivação do tecladista estadunidense Chick Corea. Dos antigos membros estavam Wayne Shorter (saxofone), Herbie Hancock (teclados) e Tony Williams (bateria).

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Herbie Hancock, Dave Holland, Chick Corea e Miles Davis.

Foi com este time de talentosos músicos que Miles entrou no estúdio para gravar mais um álbum. Já que não tinha nenhuma ideia pronta, Miles pediu ao seu produtor, Teo Macero, para gravar tudo que eles tocassem no estúdio. Um dia de gravação e cerca de 3 horas de fitas gravadas.

Miles instigava os músicos a romperem seus limites, com frases que pareciam confusas e conflitantes: “Toque como se fosse um aprendiz” para McLaughlin, “Toque diferente do que seus dedos pedem” para Holland.

 

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John McLaughlin

O título do álbum se deve a uma música de Zawinul levada para o estúdio e reformulada por Miles para torna-la com mais cara de rock.

O trabalho de edição de Macero e Miles reduziu o extenso material gravado a cerca de 40 minutos de uma música revolucionária e fruto de um trabalho nada convencional ao que normalmente se associa, ou se associava, ao jazz. São duas faixas de cada lado do LP, estruturadas em forma sonata: exposição – desenvolvimento – recapitulação (do tema musical).

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Joe Zawinul

O sublime resultado final surpreendeu aos músicos e se refletiu no sucesso do álbum. A crítica musical foi colocada em cheque: “Isso não é jazz, mas também não é rock”. Hoje “In a Silent Way” é considerado como um dos trabalhos mais importantes da longa carreira de Miles Davis. Ele evoluiria sua fusão para outro patamar com o álbum seguinte “Bitches Brew”, de 1970, mas o meu favorito de sua ‘fase elétrica’ é “In a Silent Way”.

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Miles com Chick Corea e Dave Holland

FAIXAS

Lado 1

  1. Shhh/Peaceful (Miles Davis)
    1.1. Shhh
    1.2. Peaceful
    1.3. Shhh

Lado 2

  1. In a Silent Way/It’s About That Time (Joe Zawinul, Miles Davis)
    1.1. In a Silent Way (Joe Zawinul)
    1.2. It’s About That Time (Miles Davis)
    1.3. In a Silent Way (Joe Zawinul)

MÚSICAS


Álbum completo:


“Rio” – Duran Duran


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DURAN DURAN

O Duran Duran é dos grupos mais bem sucedidos da chamada new wave, sendo um dos seus mais reconhecíveis ícones. Tudo começou em 1978 em Birmingham, Inglaterra com o baixista  John Taylor e o tecladista Nick Rhodes. Alguns vocalistas, guitarristas e baterias eletrônicas depois, se juntaram à banda sucessivamente: Roger Taylor (baterista e homônimo do batera do Queen), Andy Taylor (guitarra) e Simon Le Bon (vocais). Esta é a formação que se firmou e atravessou as décadas até os nossos dias, com exceção de Andy Taylor que saiu em 2006 e nunca foi oficialmente substituído.

 

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Da esq. p/ dir.: Roger Taylor, John Taylor, Nick Rhodes, Simon Le Bon e Andy Taylor.

O nome foi escolhido por John Taylor em referência a um personagem do filme Barbarella, dirigido por Roger Vadim, o Dr. Durand Durand. Aliás, a imagem é uma das mais caras preocupações do Duran Duran: figurinos, cortes de cabelo, clipes bem produzidos com belas modelos e dirigidos por cineastas, entre outras coisas.

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Apesar de ser enquadrado dentro do subgênero new romantic, o Duran Duran tinha um estilo próprio que muito se deve à excelência de seus músicos, cujo destaque para mim é o experiente Andy Taylor que sabia ser selvagem e pesado na guitarra quando precisava. A voz de Simon Le Bon, embora não muito versátil, era compensada pelo seu grande carisma. Essas qualidades fizeram que o Duran Duran se destacasse de uma infinidade de bandas “new-qualquer-coisa” nas décadas de 1980 e 1990.

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Barbarella (Jane Fonda) e o Dr. Durand Durand (Milo O’Shea) no filme “Barbarella”, 1968.

RIO

O segundo álbum do Duran Duran, Rio, de 1982 é o estado da arte quando pensamos na new wave oitentista. Um pop cheio de atitude e vibração, que agradava tanto os fãs de baladas quanto os de rocks mais enérgicos. Que o digam as duas canções mais famosas do álbum: a belíssima balada Save a Prayer e a cheia de balanço Hungry Like the Wolf. Foi justamente esta última que despertou meu interesse para a banda, pela guitarra hard de Andy Taylor.

 

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A faixa título, Rio, se refere ao nome de uma mulher e foi inspirada pela cidade do Rio de Janeiro, que o grupo visitara um tempo antes, e faz referência ao Rio Grande que delimita a fronteira entre os Estados Unidos e o México. Destaque, nesta faixa, para os teclados de Nick Rhodes.

 A balada The Chauffeur, uma música que não é muito badalada como outras do disco é uma de minhas preferidas. E ela tem um clipe super estiloso.

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FAIXAS

Todas as faixas compostas por Duran Duran.

Lado A

1. Rio
2. My Own Way
3. Lonely in Your Nightmare
4. Hungry Like The Wolf
5. Hold Back the Rain

Lado B

1. New Religion
2. Last Chance on the Stairway
3. Save a Prayer
4. The Chauffeur

VÍDEOS

Os clipes foram dirigidos por Russell Mulcahy.










Nick Cave & The Bad Seeds – Into The Abattoir (2005)

Nick Cave & The Bad Seeds – Into The Abattoir (2005)

Tracklist:
01 – Nature Boy
02 – Abattoir Blues
03 – There She Goes My Beautiful World
04 – Abattoir Blues
05 – Hiding All Away
06 – Easy Money
07 – Supernaturally
08 – Baby You Turn Me On
09 – Get Ready For Love
10 – There She Goes My Beautiful World
11 – Stagger Lee
12 – The Ship Song
13 – The Mercy Seat


Songs From The Road Band – Just Hanging On (2026)

Songs From The Road Band – Just Hanging On (2026)

Tracklist:
01 – Get Me Where I’m Going
02 – Halfway Home
03 – Think About It Twice
04 – Where Lonely Lives
05 – Last Chance In Idaho
06 – Where The Road Goes
07 – Road Back To You
08 – Just Hanging On
09 – Eliza Battle
10 – Dreams

The Tirith – Quetzalcoatl (2026)

The Tirith – Quetzalcoatl (2026)

Tracklist:
01 – Intro
02 – Quetzalcoatl
03 – The Slide
04 – Moon King
05 – Back to Space
06 – Rabbit Ings
07 – Dancing With Vampires
08 – Spirit of the Volcano
09 – Masters of Highways
10 – Save The Oak
11 – No Mind (Mushin)
12 – The Riddles


Systems In Blue – Blue Odyssey (2026)


Systems In Blue – Blue Odyssey (2026)

Tracklist:
01 – Blue Odyssey
02 – Ballerina
03 – Menage a Trois
04 – Angelina
05 – Take My Heart
06 – Caravan Of Love
07 – Heartbreak
08 – Back To School
09 – Sarah
10 – Rosy

Luther Allison – Night Life (1976)

 

3. I Can Make It Thru The Day (But Oh Those Lonely Nights)
5. Party Time (Part 1 & 2)



Luther Allison Night Life (1976) – o disco que dividiu os bluesman.

  • Estilo: Chicago blues feroz cruzado com soul-funk da Motown – guitarras cortantes, metais explosivos, backing vocals femininas e grooves dançantes que fariam James Brown sorrir.
  • Destaques absolutos: o riff matador de “Night Life”, o balanço contagiante de “Turn Back the Hands of Time”, o funkão “Party Time (Part 1 & 2)” e o slow blues arrasador “I Can Make It Thru The Day”.
  • Produção luxuosa de Luther Allison com Clay McMurray; arranjos de metais por David Van De Pitte (o mesmo de “What’s Going On” do Marvin Gaye) e gravação nos míticos estúdios Hitsville U.S.A.
  • Curiosidade de gravação: o álbum inteiro foi feito em apenas duas semanas, com Luther tocando guitarra em praticamente todas as faixas mesmo sob a avalanche de horns.
  • Contexto histórico: lançado pela Motown, foi odiado pelos puristas americanos, mas virou febre na Europa, pavimentando a mudança definitiva de Luther para a França em 1977, onde se tornou lenda absoluta.
Um clássico polêmico e delicioso que prova: às vezes o blues precisa dançar para sobreviver. Imperdível para quem curte Albert King, Bobby “Blue” Bland ou o lado mais funky da soul music.

 

Destaque

ROCK AOR - Bad Fashion - Hurt (1995)

  País: Estados Unidos Estilo: Hard Rock Ano: 1995 Integrantes: Snyder - lead vocals, lead and rhythm guitars Michael Yurchak - bass, guitar...