quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Som Imaginário - “Matança do Porco” (1973)


A capa original, em cima,
e a da reedição de 2003
“Foi uma época de muita coisa.
 Eu voltei da Europa na turnê que eu fiz com o Paulo Moura,
logo depois do show do Bituca com o ‘Clube da Esquina’.
É um disco que eu compus todo na Europa,
chamado ‘Matança do Porco’.
 Música que, inclusive, tem no disco ao vivo do Milton,
o ‘Milagre dos Peixes Ao Vivo’.
 Você vê que as ideias estavam ali.
Foi a nossa época de laboratório mesmo.
Serviu para o resto das nossas vidas.”
Wagner Tiso


Milton Nascimento foi sempre o cabeça e congregador do chamado Clube da Esquina, esse time de artistas de Minas Gerais que mudou a cara da MPB desde a conturbada segunda metade dos anos 60 de Ditadura Militar no Brasil. Em torno de Bituca – e muitas vezes até motivados por ele, como no caso de Fernando Brant e Lô Borges – se configurou a movimentação musical que trouxe novas linguagem e referências à música brasileira e até mundial se se considerar seu pioneirismo naquilo que passou a se chamar tempo depois de world music. Wayne Shorter, Sarah Vaughan, Quincy Jones, Eric Clapton, Paul Simon, Carminho entendem isso muito bem. Porém, dos diversos talentos surgidos à época e/ou junto com Bituca, um deles é quase tão fundamental: o maestro Wagner Tiso. Surpreendentemente autodidata (o saxofonista e clarinetista Paulo Moura, exímio arranjador, apenas lhe deu toques sobre teoria), é naturalmente dono de um estilo de tocar piano e de orquestrar que bebe no colorido de Claude Debussy e na força expressiva de Richard Wagner, além de sua veia sacra, a qual adquiriu ainda pequeno nas igrejas do interior de Minas que frequentava. Se Milton é o símbolo do Clube da Esquina, principal compositor e propulsor da cena, Tiso é o centro harmônico, o homem que aperfeiçoou a ideia e lhe deu lastro.

Tiso, sempre muito ligado a Milton Nascimento (ambos são naturais de Três Pontas), já era o principal arranjador e regente dos trabalhos deste desde o LP “Milton”, de 1970, mesmo ano em que, juntamente com Luis Alves (baixo), Frederyko (guitarra) e Robertinho Silva (bateria) forma uma banda de apoio para o parceiro. Assim surgiu a Som Imaginário, para a qual ainda foram convocados para completar o grupo nada mais, nada menos que três craques: Tavito (violão), Zé Rodrix (voz, órgão, flautas) e Naná Vasconcelos (percussão). Um time de primeira. Além das essenciais participações nos trabalhos de Milton e na de gente do calibre de MPB-4, Marcos Valle, Gal Costa, Odair José, Sueli Costa, dentre outros, a banda mantinha também carreira própria. Depois de dois discos em que Rodrix comandava os microfones (“Som Imaginário”, de 1970, e “Nova Estrela”, de 1971) a Som Imaginário, sem este e Naná, sintetiza sua sonoridade psicodélica e até lisérgica e compõem um álbum totalmente instrumental: “Matança do Porco”, de 1973. Nele, a MPB se junta com felicidade ao rock progressivo, ao jazz e à música clássica em seis canções assinadas por Tiso em que todos os músicos se esmeram nos instrumentos. Solos magníficos, arranjos deslumbrantes e orquestrações idem, cujas regências tiveram ainda a fina colaboração de Moura, maestro Gaya e Arthur Verocai. Este último trabalho de estúdio do grupo é uma obra-prima da música instrumental no Brasil.

“Armina”, com sua melodia valseada e melancólica, não apenas abre o disco com o piano altamente erudito de Tiso como, igualmente, recorta-o todo, aparecendo em vinhetas/excertos entre os outros cinco temas durante todo o decorrer, desfechando-o também, inclusive. A canção dá o clima do álbum, cujo peso do rock, o swing do samba-jazz e a energia do fusion são ciclicamente reconduzidos à atmosfera do tema-tronco, o qual traça uma linha entre o litúrgico e o a herança modernista do folclórico bachiano de Villa-Lobos. Entretanto, na alquimia natural da Som Imaginário, de cara se ouve um potente jazz-rock de baixo-guitarra-bateria-órgão, que faz um pequeno preâmbulo para, aí sim, dar lugar ao piano de Tiso. Depois de um lindo solo, que traz delicadeza ao número, a banda retorna vigorosa – a melodia lembra “I Want You (She's So Heavy)”, dos Beatles, na parte do “She so heavyyyy...”, para ver o nível de grandioculência – para um exímio e longo solo da guitarra rasgante de Frederyko, ao estilo de John McLaughlin. Por volta de 4 minutos e meio, param todos os instrumentos elétricos para novamente ouvir-se o dedilhado acústico do piano, fazendo ressurgir a valsa tristonha.

Agora sob o som de um piano elétrico, “A 3”, extremamente moderna, sintoniza com o que Hermeto Pascoal, Airto Moreira e João Donato vinham fazendo nos Estados Unidos àquela época e embasbacando os gringos: um jazz brasileiro com ritmo, harmonias complexas e uma habilidade musical peculiar dos trópicos. Show de perícia de toda a banda, que, levados pelos teclados, ganham o acompanhamento da percussão do mestre Chico Batera e da flauta de outro professor, Danilo Caymmi. Uma curta e orquestrada “Armínia”, arregimentada por Verocai – e na qual se notam os toques de sua sofisticação harmônica, principalmente na predileção pelos metais ouvidos ao final –, antecipa “A nº 2”, que inicia como um samba cadenciado conduzido por uma linha de órgão. Vão se adicionando as melodiosas vozes dos Golden Boys, solos da guitarra e cordas, num crescendo de emoção. Até que, pouco antes dos 5 minutos, o baixo de Luis manda um groove e a música dá uma virada para um jazz-funk estupendo. Tiso troca o órgão para o Hammond; Luis e Fredera, mantendo a base em repetições ágeis; Robertinho; segurando o ritmo na variação caixa/prato de ataque. Arrasador. Digno de um “Headhunters”, de Hancock, ou “On the Corner”, de Miles Davis.

A faixa-título, que eu conheci no disco de Milton, “Milagre dos Peixes Ao Vivo” (1974), surpreendendo-me por demais já daquela feita, não perde em nada no estúdio. Aliás, até ganha, tendo em vista que os registros ao vivo da época eram deficitários tecnologicamente (o caso). Além do mais, o próprio Bituca empresta aqui a sua voz. Então: serviço completo, nada faltando. Sugestivo, o título remete ao arcaico ritual de abate de suínos típico do folclore português e que, obviamente, devido a seus requintes de crueldade, exprime algo de visceral e funesto vivido à época no Brasil de Regime Militar. Como se tratava de uma canção “sem letra”, os milicos a consideraram inofensiva e deixaram passar pela censura. Isso faz com que “Matança do Porco”, música e disco, alinhem-se, pela via de um “silêncio resistente”, a “Milagre dos Peixes” de estúdio, daquele mesmo ano de 1973, que os militares censuraram praticamente todas as letras, transformando-o, forçadamente, num álbum semi-instrumental. Este aqui é instrumental de propósito, pois não há palavras para exprimir o sentimento nefasto que se presenciava. Os sons, dados à imaginação, falam por si.

Nos mais de 11 minutos da canção “Matança do Porco”, ponto alto do disco, deságuam boa parte da musicalidade construída pela turma do Clube da Esquina. Seguindo a atmosfera erudita que domina o álbum, trata-se de um pequeno réquiem transgressor, entre o rock e o jazz. Traz o vigor de um rock progressivo, que lembra o Pink Floyd psicodélico pré-"Wish You Were Here", ainda mais pela novamente excelente performance de Frederyko debulhando a guitarra – e não deixando nada a dever a um David Gilmour. O primeiro “movimento” inicia lento com acordes 2/2 de Tiso ao piano, que exercita uma breve introdução (Kyrie e Gloria) enquanto vão entrando aos poucos os outros instrumentos até chegar na guitarra, que, distorcida, se adona do campo. São quase 5 minutos de um solo dividido em dois momentos (algo que se poderia intitular como “A Preparação”, Credo, e “A Desforra”, Sanctus) que vai num crescendo e toma uma carga emotiva tamanha com o poder de carregar consigo os outros integrantes, ao final igualmente em êxtase. Robertinho dá um show de rolos e condução; Tiso, centro da peça, lança impressionantes ataques e improvisos jazzísticos. O ritual de morte chega a seu ápice. O sangue escorre. Morte.

Valendo-se fartamente de seu conhecimento erudito, Tiso corta mais uma vez a canção para, numa fusão para um segundo ato, arregimentar a partir dali uma volumosa orquestra Odeon (conduzida por Gaya), a qual toca uma melodia triste (um Benedictus), como uma prece à ignorância humana. Entram o coro dos Golden Boys formando um cantochão gregoriano. Junto, para realçar ainda mais a beleza melancólica do tema, a guitarra volta a marcar a base e Milton soma ao coro o seu inconfundível timbre, executando vocalises arrepiantes. O final, no órgão, desfecha-a num evidente tom fúnebre de Missa dos Defuntos, até voltar ao toque quase de cantiga de roda dos primeiros acordes. Agnus Dei. Um desbunde. O porco e o cidadão brasileiro, perseguidos e sem voz, foram abatidos. “Quem é animal e quem é gente?”, fica a pergunta.

Depois de tanta magnitude, uma gostosa “Armina” com ares de bossa-nova ameniza o astral visitando Tom Jobim e Billy Blanco. “Bolero”, na sequência, é uma balada com riff bem rural escrita em parceria com Luis, Robertinho e Milton, este último de quem evidentemente partiu a ideia do violão-base tocado por Tavito, outro dos coautores. Nova mostra de habilidade dos músicos em que Tiso, principalmente, se destaca manipulando os dois pianos, assim como a flauta de Danilo Caymmi. O filho do gênio baiano é quem dá os primeiros acordes de “Mar Azul”, outro samba-jazz moderníssimo feito para os dedos de Tiso maravilharem num Hammond, tanto quanto Tavito ao violão 12 cordas. Da segunda metade para o fim, é geral o show de improvisos. Jazz brasileiro puro.

A intensidade orquestral finaliza este histórico álbum com a quarta e última seção de “Armina”, novamente com o toque de Verocai, que carrega nas cordas e metais no início para, aos poucos, verter a sonoridade para as madeiras, numa transição extremamente apurada e apenas perceptível quando a flauta entoa a última nota, haja vista que aumenta um tom para terminar não num registro suave, mas grave como deveria ser. Na capa da reedição em CD, de 2003, vê-se um plano geral de uma mesa dá bem a dimensão do período de tristeza e decadência que o País um dia se colocou: copos, garrafas de cerveja e de uísque, todos vazios, acompanham um cinzeiro lotado de cinzas e baganas e um papel surrado sobre um dos copos – que bem pode ser uma carta a um ente querido impossível de ser postada por causa do cerco da ditadura ou uma confissão de suicídio.

Naquele 1973, o enganoso “milagre brasileiro” do governo Médici escondia ainda mais as torturas, perseguições e exílios promovidos desde o AI-5, de cinco anos antes. As guerrilhas eram enfraquecidas e a população, quando não ignorante, se calava à força. Sem precisar dizer quase nenhuma palavra, “Matança do Porco” e “Milagre dos Peixes” formam um dos mais potentes libelos contra a opressão da ditadura militar no Brasil, duas sinfonias em nome da liberdade que todo brasileiro decente de então merecia. É o poder da música, é a magia dos sons. Sons capazes de despertar o imaginário de quem consegue entender o que é dito pelo coração.
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FAIXAS:
01. Armina
02. A3
03. Armina (Vinheta)
04. A n° 2
05. A Matança do Porco
06. Armina (Vinheta 2)
07. Bolero (Tiso/Milton Nascimento/ Robertinho Silva/Tavito/Luis Alves)
08. Mar Azul (Tiso/Alves)
09. Armina (Vinheta 3)
todas as músicas compostas por Wagner Tiso, exceto indicadas.



Ray Alder – What The Water Wants



Enquanto o novo álbum dos Fates Warning não sai, neste hiato, Ray Alder decide lançar o seu primeiro álbum a solo. Como um dos mais importantes vocalistas dos últimos 30 anos, Alder – tendo uma panóplia de estilos ao seu dispor com a sonoridade progressiva e exímia dos icónicos Fates Warning e o metal melódico dos Redemption, onde esteve durante 12 anos até ter saído em 2016 – lança um disco previsível, mas que apresenta uma sonoridade fresca e dinâmica que varia entre temas melódicos e mais lentos, e temas progressivos com um som mais pesado e técnico.

What The Water Wants apanha parte do que são os Fates Warning e os Redemption, mas não deixa de ter um cunho pessoal de Alder que introduz uma vivacidade lírica mais melódica, mas ao mesmo tempo progressiva, mostrando uma polivalência realmente interessante. Acaba por ser um longa-duração para todos os gostos, satisfazendo os mais esfomeados por metal progressivo ou os mais esfomeados por rock melódico, a roçar as baladas altamente instrumentalizadas. O álbum começa muito morno, fundamentalmente lento e melódico e introspectivo, com a excepção da faixa “Lost” que é muito inspirada nas tiradas dos álbuns mais recentes dos Fates Warning. Como tal, “Crown of Thorns” e “Some Days” mostram um disco que parece ser mais melódico e lento do que depois se vem a verificar. O metal progressivo e a diversidade é introduzida em “Shine”, estendendo-se até à linda e profunda “The Road” que introduz uma componente pesada, mas fortemente emocional e pessoal. Esta mesma emoção é exaltada no tema “The Killing Floor” que acaba por terminar o lançamento de estreia de Ray Alder num registo mais acentuado e pesado, com guitarradas fortes e uma bateria galopante.

A estreia é das boas, Ray Alder faz um bom aquecimento para o próximo álbum dos Fates Warning, que se espera que saia em 2020. O lançamento apresenta um registo conhecido e familiar, com uma diversidade fresca e que prende o ouvinte com umas faixas melódicas e outras instrumentalmente pesadas e progressivas, para tal basta ouvir “A Beautiful Lie”, “Wait” e “What The Water Wanted” que se demonstram com uma riqueza sonora mais similar ao trabalho realizado por Alder nos seus anos de músico. Este é de facto um disco que agradará a gregos e a troianos, não deixará ninguém indiferente e é claramente um excelente começo na carreira a solo do icónico vocalista e ‘frontman’. What The Water Wants tem um pouco de tudo, desde baladas melódicas e emocionais a faixas mais ricas instrumentalmente com enorme destaque para o duo de guitarras de Mike Abdow e Tony Hernando, e a potente bateria de Craig Anderson. É uma estreia que não se estranha e que se entranha desde a primeira audição, pode apaixonar quem gosta de músicas mais emotivas e liricamente mais comerciais, mas também pode interessar aos seguidores de um metal progressivo mais pesado.


ROD STEWART

 



Roderick David "Rod" Stewart CBE (Highgate, Londres, 10 de janeiro de 1945) é um cantor e compositor britânico, com ascendência escocesa.

Conhecido por sua voz áspera e rouca, Rod Stewart começou a ficar conhecido no final dos anos 60 quando participou da Jeff Beck Group e depois juntou-se ao The Faces, iniciando paralelamente sua carreira solo que já dura cinco décadas.

Ao longo de sua carreira, Rod atingiu várias vezes as paradas de sucesso, principalmente no Reino Unido, onde ele atingiu o primeiro lugar com seis álbuns e por 24 vezes ficou entre o top 10 e seis vezes na posição número 1 entre as músicas mais executadas, e 9 vezes nº1 a nível mundial. Rod Stewart já vendeu 265 milhões de álbuns desde o início de sua carreira ,[1][2]

Tem hits como : "Maggie May", "Da Ya Think I'm Sexy?" , "I Don't Want to Talk About It" , "Sailing" , "Young Turks" , "Baby Jane" , "Have I Told You Lately" , "Tonight is The Night" , "The First Cut Is The Deepest" , "You're in My Heart" , "Rhythm of My Heart " , "Forever Young" , "Downtown Train" , "Hot Legs" , "Passion" , "Some Guys Have All The Luck" "Tonight I'm Yours (Don't Hurt me)" , "People Get Ready" , "Every Beat Of My Heart" , "My Heart Can´t Tell You No" e "It's Over".



Rod é o 23º na lista de melhores artistas da história e 17º na de mais bem sucedidos de todos os tempos.[3] Com 2 Grammy vencidos tornou uma das figuras mais irreverentes do mundo.

Sua canção mais vendida foi o hit "Da Ya Think I'm Sexy?" de 1978, que atingiu o número 1 em praticamente todos os países e vendeu mais de 4 milhões em todo mundo.[4]

Primeiros Anos

Roderick Stewart era o mais novo de cinco filhos do casal Robert e Elsie Stewart.[5] Rod foi o único dos filhos do casal a nascer na Inglaterra depois que a família se mudou da Escócia. Frequentou a William Grimshaw School em Hornsey.[6]




O estímulo musical surgiu da família Stewart, que era grande fã do cantor Al Jolson. Rod colecionava seus álbuns, lia livros sobre ele e exerceu grande influência em seu estilo.[7]. Rod decidiu aprender a tocar guitarra e, aos 11 anos, formou um grupo de skiffle com colegas da escola chamado Kool Kats[7], tocando canções de Lonnie Donegan e Chas McDevitt.
1960–1969

Depois de deixar a escola, Rod Stewart trabalhou pouco tempo como pintor de silk screen[7], além de jogar futebol no Brentford Football Club (situado em Londres).[5] Trabalhou também como coveiro[8], entre outras coisas. Rod apoiava a campanha de desarmamento nuclear e participou de um protesto em Aldermaston, onde foi preso [7]. No início dos anos 60, ele passou com o cantor de folk Wizz Jones e viajou por toda Europa como busker (pessoa que toca em lugares públicos em troca de dinheiro). Ele foi deportado da Espanha por vadiagem.[


Na primavera de 1962, Rod ajudou a fundar o The Ray Davies Quartet, que tinha entre os integrantes Ray Davies - que faria sucesso com a banda The Kinks. Ele tocou com a banda em uma ocasião, mas logo largou-a devido a reclamações sobre sua voz e também por diferenças pessoais e musicais com o resto da banda.

Depois de voltar a Londres ele juntou-se a Jimmy Powell & the Five Dimensions em 1964 como vocalista onde também tocava gaita. Juntos eles gravaram um single pela Pye Records. Long John Baldry descobriu Rod tocando em trens por dinheiro ("busking") e o convidou para juntar-se na The Hoochie Coochie Men com a qual gravou um single "Good Morning Little Schoolgirl". The Hoochie Coochie Men evoluiu para a Steampacket com Rod Stewart, Long John Baldry, Julie Driscoll, Brian Auger, Mickey Waller e Rick Brown. A Steampacket viajou com os Rolling Stones e os the Walker Brothers na tournê de verão de 1965. Eles também gravaram canções que não foram lançadas em um álbum até 1970, depois que Rod Stewart tornou-se bem conhecido no meio musical. Nos anos 60, Rod Stewart ganhou o apelido de "Rod the Mod" devido a sua aparição em um documentário da BBC sobre o estilo de vida dos Mods.



O Steampacket acabou em 1966 e Rod Stewart juntou-se ao Shotgun Express como líder vocal junto a Beryl Marsden. Entre os integrantes do Shotgun Express estavam Mick Fleetwood e Peter Green (que formariam o Fleetwood Mac), além de Peter Bardens. Shotgun Express lançou somente um single antes de acabar.

Rod Stewart então juntou-se ao Jeff Beck Group como vocalista, onde tocou com Ronnie Wood. Em 1968, o primeiro álbum da banda Truth tornou-se um sucesso. O segundo álbum Beck-Ola (Cosa Nostra) também foi um hit em 1969 mas os integrantes foram abandonando o grupo que chegou ao fim no final do mesmo ano.
1969–1975
O grupo norte-americano Cactus ofereceu a Rod um emprego como líder vocal mas ele e Ronnie Wood decidiram juntar-se ao The Faces (remanescentes do Small Faces depois que o cantor Steve Marriott deixou o grupo).

Rod Stewart também assinou um contrato solo para gravar com a Mercury Records. An Old Raincoat Won't Ever Let You Down foi seu primeiro álbum solo em 1969 (conhecido também como The Rod Stewart Album nos Estados Unidos). O álbum incluiu alguns covers entre eles a canção "Handbags and Gladrags".




O álbum de estréia do The Faces foi lançado em 1970, First Step com um rock similar ao estilo dos Rolling Stones distanciando-se do rock psicodélico do Small Faces. No mesmo ano, Rod Stewart lançou seu segundo álbum solo, Gasoline Alley, logo, Rod iniciou sua tournê solo. No mesmo ano, ele participou como cantor convidado na canção "In a Broken Dream" do grupo australiano Python Lee Jackson e quando a canção foi lançada em 1972 tornou-se um hit mundial.

Em 1971 Rod Stewart atingiu o primeiro lugar nas paradas de sucesso com a canção "Maggie May" e também com o álbum Every Picture Tells a Story tanto nos Estados Unidos como no Reino Unido. Paralelamente a carreira solo, o segundo álbum do The Faces foi lançado no mesmo ano, Long Player (pouco meses antes do álbum solo Every Picture Tells a Story). O único sucesso do The Faces a atingir o Top 40 nos Estados Unidos foi a canção "Stay With Me" do terceiro álbum da banda, A Nod Is as Good as a Wink...To a Blind Horse lançado no final de 1971. O The Faces tinha uma turnê em 1972, mas a tensão no grupo crescia a cada instante na medida em que a carreira solo de Rod Stewart atingia mais sucesso que a banda. Stewart lançou outro álbum solo ainda no mesmo ano, Never a Dull Moment, repetindo a fórmula de Every Picture, o álbum atingiu o primeiro lugar no Reino Unido e o segundo nos Estados Unidos.




O The Faces lançou seu último álbum, Ooh La La, em 1973. O álbum atingiu o número 1 no Reino Unido e a vigésima primeira posição nos Estados Unidos. A última tournê do The Faces foi em 1974 e no ano seguinte a banda chegou ao fim com Ronnie Wood juntando-se aos Rolling Stones como guitarrista e Rod Stewart prosseguindo em sua carreira solo.

Ainda em 1974, Rod Stewart lançou seu quinto álbum solo, Smiler, que segundo a crítica foi o mais fraco da carreira solo durante a década de 70. Mas, mesmo assim, o álbum atingiu o número 1 no Reino Unido.
1975–1981

Em 1975 Rod Stewart mudou-se para os Estados Unidos e pediu a cidadania norte-americana devido ao romance que tinha com a atriz Britt Ekland. Ele lançou o álbum Atlantic Crossing por uma nova gravadora. Com Atlantic Crossing ele voltou ao Top 10 da Billboard. A canção de maior sucesso do álbum foi "Sailing" que acabou atingindo o número 1 no Reino Unido. Outra canção bem conhecida do álbum foi "I Don't Want To Talk About It".

Em 1976 teve grande sucesso com a canção "Tonight's the Night" que fez parte do álbum A Night on the Town, o primeiro álbum a ganhar um disco de platina pelas vendas. Outras duas canções do álbum "The First Cut is the Deepest", um cover de Cat Stevens, e "The Killing of Georgie (Part 1 and 2)" também fizeram muito sucesso.

O oitavo álbum de Rod Stewart, Foot Loose & Fancy Free de 1977 emplacou sucessos como "You're In My Heart" (primeiro lugar nos Estados Unidos), "Hot Legs" e "I Was Only Joking". A música "You're In My Heart", inclusive, foi dedicada ao seu amor ao seu país de origem, a Escócia. Esta paixão pode ser confirmada no videoclipe da música, onde as suas imagens dividem espaço com lances de partidas de futebol da Seleção da Escócia, que mostram a garra e a determinação de seus jogadores. Uma das cenas, por exemplo, mostra um atacante correndo atrás da bola e, sem deixá-la sair pela linha de fundo, consegue cruzá-la para a dentro da grande área.

Em 1978 lançou a canção "Da Ya Think I'm Sexy?" que em 2004 entrou na lista das 500 melhores canções da revista Rolling Stone (#301). A canção impulsionou o álbum Blondes Have More Fun...or do they? a vender 4 milhões de cópias e este foi o último álbum e Rod Stewart que chegou ao número 1 na Billboard. A canção perderia um processo por plágio para o cantor brasileiro Jorge Ben Jor, que a acusou de copiar o refrão de "Taj Mahal". Como punição Rod Stewart concordou em doar os royalties da sua canção para a UNICEF em 1979 e cantá-la no Music for UNICEF Concert feito na Assembléia Geral das Nações Unidas realizado ainda no mesmo ano.



Em 1980, Rod lançou o álbum, Foolish Behaviour, com influência new wave que não foi bem recebido. A influência new wave continuou no próximo álbum, Tonight I'm Yours que fez sucesso com as canções "Young Turks" assim como a que dava título ao álbum.

Em 18 de dezembro de 1981 Rod Stewart tocou no Los Angeles Forum, com Kim Carnes e Tina Turner. Este show foi transmitido para o mundo todo chegando a uma audiência de 35 milhões de pessoas.
1982–2001

A carreira de Rod Stewart teve uma baixa entre os álbuns Tonight I'm Yours (1981) e Out of Order (1988) segundo os críticos embora tenha conseguido alguns sucessos mas em menor proporção dos anos anteriores. Em 1983 a canção "Baby Jane" do álbum Body Wishes tornou-se sua última canção a alcançar o número 1 no Reino Unido. Neste álbum, "What Am I Gonna Do (I'm so in Love with you)" também obteve sucesso porém modesto. No ano seguinte, o álbum Camouflage ganhou o disco de ouro no Reino Unido e as canções "Infatuation" e "Some Guys Have All The Luck" alcançaram certo sucesso. Rod também se reuniu com o velho amigo Jeff Beck para gravar a canção "People Get Ready".




Em janeiro de 1985 apresentou-se no Rock in Rio para uma audiência estimada de 100.000 espectadores. Em 1986 foi a vez do lançamento do álbum Every Beat Of My Heart, cuja canção homônima atingiu grande sucesso. Em 1988 lançou o álbum Out Of Order, produzido por Andy Taylor do Duran Duran e Bernard Edwards do Chic. "Forever Young" e "Lost in You" deste álbum foram significante hits na Billboard Hot 100. "Forever Young" foi uma inconsciente revisão da canção homônima de Bob Dylan e ambos concordaram em dividir os royalties.

Em 1989 Rod fez uma versão para a canção de Tom Waits, "Downtown Train" que atingiu o número 2 nos Estados Unidos em 1990. Esta canção foi lançada em single e depois em coletâneas. O álbum Vagabond Heart de 1991 trouxe alguns sucessos como "Rhythm of My Heart", "Motown Song", "Have I Told You Lately" e "It Takes Two" esta última gravada com Tina Turner.



Em 1993 gravou "All For Love" com Sting e Bryan Adams para a trilha sonora do filme Os Três Mosqueteiros. Ainda no mesmo ano, Rod Stewart reuniu-se com Ronnie Wood para gravar o especial MTV Unplugged. No ano seguinte, entrou para o Rock and Roll Hall of Fame, no dia 31 de dezembro tocou para 3,5 milhões de pessoas na Praia de Copacabana no Rio de Janeiro.

Em 1995, depois de 4 anos sem lançar um álbum gravado em estúdio Rod Stewart lança A Spanner in the Works sem muito sucesso. Em 1998, ele lançou seu último álbum pela Warner Bros. contendo versões de velhas canções suas e algumas inéditas. Em 2000 Rod Stewart deixou a Warner Bros. Records e mudou-se para a Atlantic Records. No mesmo ano lançou o álbum Human. Por causa das baixas vendas, a Atlantic Records cancelou o contrato com Rod Stewart e ele acabou assinando contrato com o produtor Clive Davis e a nova gravadora J Records.
2002 — atualmente
Rod Stewart em Zaragoza na Espanha em 2006.




Atualmente Rod Stewart têm se concentrado regravando canções dos anos 30 e 40 do "Great American Songbook". O "Great American Songbook" é um termo dado para canções dos musicais da Broadway escritas por compositores como Irving Berlin, Cole Porter, George Gershwin e Ira Gershwin. O primeiro álbum da série deste songbook foi It Had to Be You ... The Great American Songbook lançado em 2002, atingiu o número 1 nos Estados Unidos e oito no Reino Unido.

O segundo álbum da série, As Time Goes By: the Great American Songbook 2, atingiu o número 2 nos Estados Unidos e quatro no Reino Unido. Em 2004 foi lançado o terceiro álbum da série, Stardust ... The Great American Songbook 3 que atingiu o primeiro lugar nos Estados Unidos vendendo mais de 200.000 cópias em sua primeira semana. Em 2005 o álbum Thanks for the Memory: The Great American Songbook 4 foi lançado.

No ano seguinte, Rod Stewart retornou ao rock com o lançamento de Still the Same... Great Rock Classics of Our Time, novamente um álbum de regravações mas com alguns clássicos do rock como a canção do Creedence Clearwater Revival, "Have You Ever Seen The Rain".

Recentemente, em 2010, o cantor lançou o penúltimo álbum da série, Fly me to the Moon: The Great American Songbook 5. Em 2011, lançou o último álbum da série, The Best Of The Great American Songbook.

Em 15 de novembro de 2012, Rod Stewart se apresentou ao vivo em Basel, Suíça, para o festival Avo Session. O concerto foi gravado em alta-definição (HD) e sindicado para televisão por assinatura. O concerto durou 75 minutos e incluiu 15 canções: (1) Havin' A Party; (2) Tonight's The Night; (3) Some Guys Have All The Luck; (4) Forever Young; (5) Rhythm Of My Heart; (6) Downtown Train; (7) Have I Told You Lately; (8) The First Cut Is The Deepest; (9) I Don't Want To Talk About It; (10) Sweet Little Rock & Roller; (11) Proud Mary; (12) Maggie May; (13) Baby Jane; 14) Da Ya Think I'm Sexy?; e (15) Sailing. O concerto gravado não foi lançado em nenhum formato para venda no mercado. Algumas cópias de DVD apareceram no mercado à venda pela Internet e, apesar do produto parecer legítimo, as cópias não revelam representação nem de distribuidora ou gravadora legítima e são todos cópias piratas da transmissão televisiva.

Para o Natal de 2012, Rod lançou "Merry Christmas, Baby. Foi o primeiro álbum com músicas natalinas de Rod Stewart, lançado em outubro do mesmo ano. O CD inclui canções populares de Natal como: ""Santa Claus Is Coming to Town"; "White Chritmas"; e "Have Yourself a Merry Little Christmas;" e algumas canções sacras tradicionais sobre a Natividade de Jesus Cristo, como: "We Three Kings"; e "Silent Night"; num total de 13 seleções. Um mês após ter sido lançado, "Merry Christmas, Baby" foi premiado com certificado platina da Recording Industry Association of America, por vendas de mais de 1 milhão de unidades nos Estados Unidos. "Merry Christmas, Baby" estreou no terceiro lugar nas paradas de sucesso pela revista estadunidense Billboard, na primeira semana de vendas. "Merry Christmas, Baby" foi o 15º mais vendido álbum do ano nos EUA, de acordo com Billboard e o nono mais vendido, de acordo com a Nielsen Company. No Reino Unido o álbum estreou em 2º lugar pelo UK Albums Chart e, no Canada, "Merry Christmas, Baby" ficou 8 semanas entre as dez mais das paradas do Canadian Albums Chart, com 3 semanas consecutivas no primeiro lugar. "Merry Christmas, Baby" também teve grande sucesso na Europa, Escandinávia e Austrália. "Merry Christmas, Baby" foi produzido por Rod Stewart e co-produzido por David Foster.

No ano seguinte, Rod Stewart lançou "Time." Gravado em estúdio, "Time" foi publicado pelos selos da Capitol, Decca e UCJ, sendo lançado em maio de 2013 no Reino Unido, estreando em primeiro lugar; Japão; EUA, onde estreou em décimo lugar; e no Canada. "Time" foi lançado com 12 faixas básicas e 3 faixas bonus na versão vendida pelas lojas Target e as vendidas no Reino Unido. No Reino Unido foi lançado também uma edição especial do "TIme", contendo um disco extra com 10 músicas a mais. Produzido por Rod Stewart, "Time" contém a maioria das canções originais de sua autoria.


Rod Stewart completou 70 anos em 2015 e tudo indica que ele está em ótima forma e a todo vapor. Sua agenda está repleta de concertos ao vivo pelo mundo todo em 2015, incluindo apresentações no Brasil, em 17 de setembro em Curitiba, na Arena da Baixada; em 18 de setembro em São Paulo, no Allianz Park; e em 20 de setembro no Rio de Janeiro, no palco do Rock in Rio.


Rod Stewart VIÑA 2014 HD   



1. This Old Heart of Mine (Is Weak for You) (0:03:58)
2. Some Guys Have All the Luck (0:11:01)
3. Tonight's the Night (Gonna Be Alright) (0:15:06)
4. Young Turks (0:18:40)
5. Rhythm of My Heart (0:23:29)
6. Baby Jane (0:29:44)
7. Just One More Day (0:34:02)
8. Forever Young (0:39:24)
9. The First Cut Is the Deepest (0:48:33
10. Have I Told You Lately That I Love You (0:53:47
11. I Don't Want To Talk About It (0:58:17
12. Sweet Little Rock & Roller (1:03:24)
13. Proud Mary (1:08:14)
14. You're in My Heart (The Final Acclaim) (1:12:59)
15. Hot Legs (1:17:57)
16. Maggie May (1:22:08)
17. Da Ya Think I'm Sexy? (1:33:08)
18. Sailing (1:39:01)

CURIOSIDADES
    Antes de fazer sucesso, Rod Stewart era coveiro.
    Rod Stewart casou-se três vezes e teve oito filhos:
        Casamento com Alana Hamilton: 1979-1984], com quem teve dois filhos.(Kimberly e Sean). Ex-mulher de George Hamilton ;
        Casamento com Rachel Hunter: 1990-2006 com com quem teve dois filhos (Renee e Liam).
        Casamento com Penny Lancaster: 2007 até hoje com com quem teve 2 filhos (Alastair Wallace)&(Aiden Stewart "born 16 February 2011").
        Rod teve mais dois filhos com duas namoradas (Susannah Boffey e Kelly Emberg)
    Aos 17 anos teve uma filha com Susannah Boffey, chamada Sarah. O cantor ainda vivia em casa dos pais e tocava harmónica em pub, no norte de Inglaterra, enquanto Susannah, de 17 anos, era uma estudante de arte. Depois de ter sido dada para adoção, Sarah passou vários anos em centros de acolhimento, até que foi adotada por um casal, quando tinha cinco anos. Aos 18, soube que Rod Stewart era seu pai[9].
    Em 1999 Rod Stewart foi diagnosticado com câncer na tireóide e por isso teve que fazer uma cirurgia em 2000[10].

    Ele é grande fã de futebol e torce para o clube escocês Celtic Football Club, tendo inclusivamente sido apanhado a chorar compulsivamente aquando a vitória deste clube contra o Barcelona, por 2-1, em jogo a contar para a fase de grupos da Champions League de 2012-13. Na Inglaterra, ele prefere o Manchester United.
    Em 2004 recebeu uma estrela com seu nome na Calçada da Fama.
    Em 2006 recebeu o título de Comandante do Império Britânico pela rainha Elizabeth II. Ele disse que estava muito feliz com o prêmio, quando recebeu a notícia em sua casa em Palm Springs, na California.
    Rod Stewart actuou cinco vezes em Portugal, em 1981 no Estádio do Restelo, em Julho de 2003 no Estádio do Restelo, em Julho de 2005 no Pavilhão Atlântico a 7 de Outubro de 2007 no Casino Estoril e a 1 de Junho de 2008 no Rock in Rio.
    Rod Stewart fez um show em 1994 na praia de Copacabana da cidade do Rio de Janeiro para 3,5 milhões de pessoas durante a comemoração do ano novo, um recorde histórico.
    A música Hard luck woman do Kiss, foi escrita para Rod Stewart, mas ele a rejeitou.
    A música Young Turks está presente no jogo Grand Theft Auto San Andreas , na rádio K-DST.
    Por causa de sua paixão pelo futebol, e sua amizade com os ex-craques Paulo Cesar Caju e Marinho Chagas, nos anos 70 o cantor declarou o seu amor pelo Rio de Janeiro e pelo Fluminense Football Club, que na época possuía um time de grandes jogadores como Rivelino, Dirceu, Doval, Paulo Cesar, Carlos Alberto Torres e onde posteriormente jogou Marinho Chagas.
    Rod Stewart recebeu em 11/10/2016 o título de "sir" no Palácio Buckingham, em Londres. O músico inglês foi condecorado pelo príncipe William, que reconheceu a contribuição do cantor com a música e suas obras de caridade.


TEARS FOR FEARS

 



Roland Jaime Orzabal de la Quintana (Portsmouth, 22 de Agosto de 1961) é um cantor, compositor e produtor musical britânico. Descendente de ingleses (por parte da mãe) e de argentinos e espanhóis (por seu pai, nascido em Paris), é conhecido principalmente como membro co-fundador do Tears for Fears, do qual ele é o compositor e vocalista principal, embora também tenha obtido sucesso como produtor de outros artistas.
Início da carreira
Orzabal conheceu Curt Smith quando ambos ainda eram pequenos em Bath, Inglaterra. No Final dos anos 70, formaram um grupo com colegas. Depois, o grupo se separou e Orzabal e Smith decidiram formar o Tears for Fears, uma banda com músicas synthpop/new wave diretamente inspiradas nas teorias do psicólogo estadunidense Arthur Janov.




Trabalho Solo
Depois de uma década de sucesso internacional, Orzabal e Smith se separaram no início dos anos 90. Embora Orzabal tenha continuado a trabalhar como Tears for Fears depois dele e de Smith se separarem, os álbuns seguintes do TFF, Elemental (1993) e Raoul and the Kings of Spain (1995) são trabalhos solo feitos por ele. Elemental foi um sucesso, ganhando o Disco de Ouro nos EUA e Prata no Reino Unido, enquanto "Raoul" tomou uma direção mais artística, com menos sucesso. Em 2001 ele lançou seu primeiro álbum realmente solo, assinado com seu nome, Tomcats Screaming Outside, enquanto ele e Smith reconciliaram-se a esse ponto e estavam trabalhando num novo álbum juntos como Tears for Fears (Everybody Loves a Happy Ending de 2004).





Trabalho como produtor/compositor
Além de produzir a maioria das gravações do Tears for Fears, Orzabal também produziu o álbum de sucesso de Oleta Adams, Circle Of One (1990) juntamente com Dave Bascombe, e com a participação de Oleta Adams no álbum de 1989 do Tears for Fears, The Seeds of Love. O álbum alcançou #1 no Reino Unido e #20 nos EUA. Orzabal também co-escreveu a faixa principal "Rhythm of Life" para o álbum dela, o qual inicialmente seria para The Seeds of Love.



 Ele também apareceu no videoclipe que acompanha a canção, tocando guitarra e fazendo backing vocal. Orzabal também co-produziu o aclamado álbum da cantora e compositora islandesa, Emiliana Torrini, Love In The Time Of Science, juntamente com o associado do Tears for Fears, Alan Griffiths. Os dois também escreveram duas canções para o álbum.
Os talentos de Orzabal como compositor foram reconhecidos novamente nos anos recentes, na versão cover de Gary Jules da canção "Mad World" que se tornou o single #1 no Reino Unido em 2003. Ela faz parte da trilha sonora do filme Donnie Darko. A canção foi originalmente composta por Orzabal e foi o primeiro hit do Tears for Fears em 1982.


Trabalho como Escritor
Em 26 de março de 2014, Orzabal lançou seu primeiro livro: Sex, Drugs & Opera: There's Life After Rock 'n' Roll A estória é sobre a vida de Solomon Capri, uma estrela pop semi-aposentado que parece estar contente com sua meia-idade. Com sua linda mulher bem sucedida, Jenny, sua casa e discos de ouro pendurados em seu banheiro luxuoso, ele parece ter tudo.


Mas nem tudo está bem entre Jenny e Solomon, como o negócio de Jenny continua a crescer, sua afeição por seu marido Solomon começa a diminuir, e logo o divórcio é uma opção. Para tentar ganhar Jenny de volta, Solomon lança seu coração machucado em tentar entrar para um reality show que transforma artistas pop em cantores de ópera.
O ás na manga é um treinador de ópera octogenário excêntrico que Solomon contrata para chegar à frente da concorrência, mas, para sua surpresa, Solomon aprende muito mais do que a forma de melhorar a qualidade do seu vibrato, especialmente quando o seu treinador pede a Solomon para fazer um dueto com a recém-solteira Samantha ...


Vida pessoal
Orzabal é casado com Caroline desde 1982. Eles têm dois filhos, Raoul e Pascal.
No auge da popularidade do Tears for Fears em 1985, Orzabal ganhou considerável atenção da imprensa por sua conturbada relação com seu pai e uma charge apareceu no jornal britânico The Sun, falando disso. A charge foi depois reimpressa dentro das ilustrações do single do Tears for Fears, "I Believe".
Além de música e psicologia, Orzabal diz ter interesses em fotografia, política, sociologia e astrologia.



                   


0:00 Woman of Ireland 1:05 I believe (performed by Odeta Adams) 4:28 Head over heels / Broken 9:06 Change 14:42 Pale shelter 19:22 Woman in chains 26:48 Advice for the young at heart 32:05 Mad world 35:58 Famous last words / When the Saints go marching in 41:20 I've got to sing my song (performed by Odeta Adams) 46:02 Badman's song 57:40 Sowing the seeds of love 63:46 All you need is love 65:39 Ev
erybody wants to rule the world 70:40 Year of the knife 78:45 Shout.

Cassiel - ON (2026)




ON é o primeiro som do universo do pernambucano radicado no ABC Paulista Cassiel. São mantras, personagens, histórias e cenários numa narrativa autobiográfica, misturando ancestralidade e vanguarda, guiada pela Bassmusic. Cada faixa funciona como um capítulo simbólico mantendo unidade conceitual e liberdade estética. A obra investiga memória, origem e identidade coletiva através do som como força espiritual, do corpo como portal e do ritmo como tecnologia ancestral...



O Velho Manco - Senoides EP (2026)



A banda OVM, do cast do selo Casalago Records apresenta o EP Senóides, novo capítulo do projeto que dará origem ao segundo álbum da carreira, “Exúvios”, previsto para ser apresentado integralmente até outubro de 2026. Composto pelas faixas “Vestida” e “Senoide 1 / Senoide 2”, o trabalho transita entre delicadeza, estranhamento e tensão psíquica para expandir o universo conceitual que o trio vem desenvolvendo em torno da saúde mental. Produzido, mixado e masterizado por Gui Godoy, da Casalago Records, o EP reafirma a identidade da banda ao unir rock alternativo, indie e uma escrita que transforma desconforto emocional em narrativa musical..



YOUNG MARTYRS – Might Just Be Enough

 

O terceiro álbum da banda Young Martyrs, de Bath, é facilmente o seu melhor lançamento até o momento. Suas dez faixas – que transitam entre o rock com raízes no folk, o rock melódico e uma onda de sons da música americana com um toque de influência britânica – mostram uma banda com sonoridade madura. Mais importante ainda, 'Might Just Be Enough' apresenta o trabalho de músicos que possuem um talento natural para compor canções bem elaboradas.

A faixa-título, que começa com um dedilhado suave de guitarra elétrica e apresenta um vocal arrebatador, inicia o álbum com um som melódico e despretensioso que sugere que o Young Martyrs não busca a "gratificação instantânea", preferindo deixar sua música envolver o ouvinte. Isso permite que suas influências de Americana façam sua mágica e, embora a entrada da bateria e do baixo traga um pouco mais de peso, isso não prejudica a melodia. O que mais impressiona aqui, porém – e isso fica evidente no momento em que um refrão mais impactante começa – é o uso de harmonias vocais pela banda. Ao longo do refrão principal e até o final da faixa, a segurança com que a banda une suas vozes confere à performance um toque atemporal. De certa forma, este é o Young Martyrs em sua forma mais pura, especialmente considerando que esta faixa – e outras partes deste álbum – nunca soam como se fossem fortemente influenciadas por nenhum artista em particular, permitindo que a música da banda se sustente por seus próprios méritos.

"Sugar On My Tongue" segue um caminho ligeiramente diferente, mas não é menos impressionante. Desde os compassos iniciais, com acordes suaves que exploram um ótimo som pop-rock, aliados a uma guitarra solo com toques de blues, a faixa exibe uma confiança inabalável, mas se transforma em algo muito maior do que as primeiras impressões sugerem. Conforme a música avança e a melodia cresce, o vocalista Tom Corneill entrega uma performance realmente emocionante, que soa como algo de décadas passadas, em perfeita sinergia com o som retrô da guitarra. Então, após capturar totalmente a atenção do ouvinte, chega o refrão, e o Young Martyrs explode em uma canção absolutamente alegre que convida o público a cantar em coro, compartilhando algo que finalmente funde o amor da banda pelo rock melódico, country rock e o pop clássico das rádios AM em algo quase perfeito. Se você não se convencer com este álbum quando as últimas notas desta música se dissiparem no silêncio, provavelmente nunca se convencerá.

'Only You' soa um pouco mais comercial com sua mistura de indie pop e americana, pendendo um pouco mais para os sons vibrantes da guitarra, mas os fãs das harmonias do Martyrs não ficarão desapontados, assim como os admiradores da guitarra solo de Tom. Embora a música pareça um pouco mais direta e objetiva – centrada em uma guitarra solo muito mais proeminente e na ótima bateria de Lee Cole – há alguns floreios sutis que ajudam a alinhar tudo com o lado mais suave do Martyrs, e alguns vocais agudos, usados ​​como um gancho simples, contribuem para tornar esta uma das faixas de destaque do álbum. Depois de uma pegada rock – mas suave – a minimalista 'Count To Ten' parece um pouco frágil, pelo menos a princípio. No entanto, com o tempo, outro ótimo vocal se revela, enquanto o trabalho de guitarra abafado de Rich Beeby soa bastante inteligente. Esta é uma daquelas faixas que definitivamente sofre com a infeliz sequência do álbum: há ótimas melodias aqui, e as harmonias da banda são impecáveis; Com certeza teria funcionado melhor como uma faixa de encerramento de álbum mais discreta.

Em outros momentos, "Gravity" faz ótimo uso de timbres de guitarra suaves e uma voz de tenor aguda, introduzindo toques do Radiohead da era "Bends" ao som do Young Martyrs, exigindo um pouco mais das cordas vocais de Tom, enquanto a música sem percussão assume um papel mais secundário. Já a belíssima "Talk To Me" mistura sons acústicos suaves com uma pegada anos 90 a uma base sólida e melódica de indie rock, permitindo que o arranjo coloque o baixo de Phil Smith em destaque, sem deixar que os vocais naturais de Tom ocupem o centro do palco. Essas faixas de ritmo mais lento parecem ser a essência do som atual do Young Martyrs em muitos aspectos, mas aqueles que buscam algo mais impactante certamente irão se deliciar com a brilhante "Is There Anybody Out There", outra música um pouco mais roqueira que demonstra maior versatilidade musical. O arranjo funde os elementos característicos do Young Martyrs com um riff mais lento e encorpado, sobre o qual os vocais em harmonia proporcionam um contraste melódico maravilhoso. Ao empregar também um refrão bastante simples, esta música se torna um pouco mais direta, mas não deve ser considerada menos sofisticada.

A pegada radiofônica também transparece em "Seventeen", um single de pré-lançamento que apresenta um som pop rock muito mais próximo de partes do álbum anterior da banda. Com um som de tom-tom potente, guitarras bem arranjadas criam uma melodia suave, enquanto Tom mergulha em sua própria alma para um vocal comovente. Ao final do primeiro verso, fica claro que esta é uma faixa forte, mas ela se desenvolve a partir daí, com um refrão roqueiro que aproveita ao máximo a habilidade indie rock da banda, e um solo de guitarra arrasador onde Rich – provavelmente sem querer – parece incorporar um trecho do solo do clássico "Who's Crying Now", do Journey. Se você por acaso leu algo comparando Young Martyrs com Kings of Leon, faixas como esta deixam um pouco mais óbvio o porquê: há algo no sólido trabalho de guitarra rítmica e na melodia roqueira que remete aos trabalhos mais famosos do KOL, mas as semelhanças param por aí. Esses caras são indiscutivelmente compositores melhores, e o material deles é liderado por um cara que realmente sabe cantar…

Adotando uma abordagem um pouco menos impactante do que em alguns momentos de "Time Is Not On Our Side" (2023), que inclui a excelente "Never Gave You The Blues", "Might Just Be Enough" apresenta um Young Martyrs com um som mais maduro, mas o material ainda deve agradar a muitos dos fãs da banda. Os melhores momentos deste álbum também têm o potencial de conquistar novos ouvintes: quem não conhece a banda deve ouvir logo as radiofônicas "Is There Anybody Out There" e "Seventeen", e depois conferir "Only You" e "Talk To Me" para ter uma visão geral do ótimo som da banda. Seja qual for a sua abordagem, "Might Just Be Enough" é um disco sólido, que merece tornar o Young Martyrs muito mais conhecido.

Agosto de 2026

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Pekka Streng & Tasavallan Presidentti - Magneettimiehen Kuolema (1970)

 

PEKKA STRENG (26/04/1948 - 11/04/1975) foi uma figura mística e trágica, pioneiro na pequena cena da música folk psicodélica finlandesa. No final da década de 1960, participou das atividades do Teatro Estudantil da Universidade e também atuou em peças radiofônicas que causaram grande impacto na equipe da YLE (emissora de rádio finlandesa), a ponto de ser recomendado a Otto Donner, que o convidou para gravar para a famosa gravadora Love Records. Nesses álbuns, com a participação de renomados músicos finlandeses, Pekka canta e toca violão, sendo que todas as músicas e letras são de sua autoria.
Seu primeiro disco, “Magneettimiehen Kuolema” (“A Morte de um Homem Magnético”, 1970), foi gravado com a famosa banda de rock progressivo TASAVALLAN PRESIDENTTI.
Este álbum aborda temas de filosofias e religiões orientais, e a faixa mais famosa é a canção “Sisältäni Portin Löysin” (“Encontrei um Portal Dentro de Mim”), que descreve poeticamente o processo de expansão da consciência e já foi interpretada por muitos outros artistas finlandeses renomados. Há também outras faixas interessantes, como a eufórica “Gilgamesh”, “Olen Erilainen” (“Sou Diferente”) e “Pitkä Kieli” (“Língua Longa”).
O segundo álbum, “Kesämaa” (“Terra de Verão”, 1970), foi produzido com outro grupo de músicos finlandeses famosos, incluindo Olli Ahvenlahti, Eero Koivistoinen, Hasse Walli e Pekka Pöyry. A atmosfera geral do disco é um pouco mais acolhedora e clara do que a de seu antecessor, de caráter mais psicodélico, mas também apresenta elementos artísticos e surreais refinados. Além dos poemas de Pekka, também há textos de outros autores, como Tove Jansson.
Infelizmente, durante seu serviço militar em 1967, Pekka foi diagnosticado com câncer, e a consciência de sua grave doença certamente afetou sua carreira artística. Ele faleceu aos 26 anos, deixando apenas dois álbuns finalizados e planos para um terceiro, que nunca foi gravado. Um concerto em memória de Pekka e de Matti Kurkinen (membro da banda Kalevala, falecido no mesmo ano) foi realizado no Kulttuuritalo, com apresentações de Jukka Tolonen, Rock'n'Roll Band, Albert Järvinen e Kalevala.
Embora Pekka nunca tenha sido um artista extremamente popular, ele possui um forte status de culto, seus discos continuam vendendo bem e existem algumas reedições remasterizadas de seus álbuns disponíveis no mercado. Apesar de ter fãs em vida, ele nunca se interessou por publicidade e concedeu apenas uma entrevista, publicada postumamente. Sua posição certamente o coloca entre outros artistas progressistas finlandeses da década de 1970, como WIGWAM e TASAVALLAN PRESIDENNTI, embora suas obras cantadas em finlandês possam não ser tão acessíveis ao público que não fala finlandês quanto aos finlandeses.

Tracklist:
01. Gilgames 1:59
02. Kylma kaupunki 3:08
03. Olen erilainen 3:44
04. Pitka kieli 4:27
05. Makea Sandra 3:19
06. Laulu hyonteisesta joka nukahti ruusun vuoteeseen 1:50
07. Takaisin virtaan 7:10
08. Olen elain 3:05
09. Ahnehtiva Kud 2:48
10. Olen vasynyt 2:02
11. Sisaltani portin loysin 5:08
Bonus Tracks:
12. Gilgames (demo) 4:54
13. Pekka Streng & Soulset - Makea Sandra- YLE 1969 (Bonus track) 3:57
14. Pekka Streng & Soulset - Laulu hyonteisesta joka nukahti ruusun vuoteeseen- YLE 1969  1:15

Line-up / Musicians
- Pekka Streng / vocals, acoustic guitar

Members of TASAVALLAN PRESIDENTTI
- Måns Groundstroem / bass, piano
- Jukka Tolonen / guitar, piano
- Pekka Pöyry / tenor saxophone, flute
- Vesa Aaltonen / drums, bongo

Additional musicians:
- Karoly Garam / cello
- Esko Rosnell / drums, bongo, tabla





Destaque

Ketil Bjørnstad "Before the Light" (2002)

O formato convencionalmente descrito como uma trilha sonora imaginária está atraindo cada vez mais a atenção de músicos estetas. Um dos prim...