segunda-feira, 8 de junho de 2026

Roberto Carlos - "Roberto Carlos" (1975)

 

“Seu carisma e sua bondade levam muitas pessoas a mitificá-lo num patamar de uma entidade como um anjo ou coisa assim. Embora o chamem normalmente de ‘Rei’, já ouvi alguns o chamarem de ‘santo’ e até de ‘Deus’. Para mim, é o Amigo, com maiúscula.” 
Erasmo Carlos 

Não são infundadas várias das acusações que recaem sobre Roberto Carlos. Que ele é pouco generoso com outros artistas. Que deliberadamente “puxou o tapete” de novas estrelas que podiam ameaçar seu trono. Que deixou de usar o seu poder midiático para enfrentar a Ditadura Militar enquanto colegas eram perseguidos, presos ou mortos. Que passou a agir de forma cada vez mais excêntrica e maniática. Que tornou paulatinamente sua música cafona, principalmente, pela intensificação da imagem católica. Que faz décadas que não produz nada que o valha. Mas uma coisa é impossível contestar: Roberto é o Rei. Dizer que ele nunca compôs uma das centenas de músicas que gravou ou dedicou a outros músicos, como alguns ilógicos sustentam, é tão loucura quanto acreditar que o homem não foi à Lua ou que Elvis Presley não morreu. Amor e ódio são dois lados da mesma moeda deste personagem único no Brasil, o qual completa 80 anos de vida hoje.

É inquestionável que o Roberto Carlos Braga, nascido neste mesmo dia 19 de abril na sua natal Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo, no longínquo ano de 1941, seja altamente carismático e dono de uma das obras mais gigantescas da música brasileira, talvez a única em toda a América Latina da segunda metade do século XX a unir com tamanho êxito arte autoral e apelo popular. Da fase inicial, no final dos anos 50, em que passou dos boleros ingênuos para a quase tão ingênua Jovem Guarda, revolucionando a música e a indústria fonográfica brasileiras, à segunda e mais duradora, em que se torna o maior cantor do Brasil, há um longo caminho repleto de discos quase que invariavelmente autointitulados e regulares. Sem variação, no entanto, são seus resultados. Estima-se que, nos 62 anos de carreira, tenha vendido, até hoje, cerca de 140 milhões de discos.

A maioridade de RC, que havia se solidificado na virada dos anos 60 para os 70, não foi assim, tão linear quanto possa parecer. Amadurecido artística e pessoalmente, ele, maior nome do staff de sua gravadora, a CBS, sabia e tinha carta branca para criar obras que juntassem o frescor da fase anterior às novas perspectivas do mercado que se abriam à sua frente com o envelhecimento natural de seu público. Atinado, ele engendra isso com sabedoria e coesão. Caso deste disco de 1975, seu 15º no mercado brasileiro, em que traz, além de clássicos imortais do cancioneiro nacional, versões de outros autores, como sempre fez muito bem, e temas escancaradamente românticos, aqueles que punham as mulheres da incipiente classe média brasileira a suspirar. Mesmo essas últimas, mais bregas, como “Elas por Elas” e “Desenhos na Parece”, são tão bem apresentadas em arranjos das mãos Horace Hott e Lee Holdridge, que agradam ouvidos dos seletivos aos mais ousados.

Naquela metade dos anos 70, Roberto tinha o mundo em suas mãos. E sabia disso. Para tanto, contava com a parceria iluminada do “irmão camarada” Erasmo Carlos, com quem dividiu centenas de autorias ao longo de mais de três décadas – na grande maioria, as melhores de seu cancioneiro. “Quero que Vá Tudo pro Inferno”, hit do álbum, é exemplar neste sentido. O arranjo para a música de 1965, originalmente do álbum "Jovem Guarda", é um misto de soul e rock e mostra um compositor maduro, mas ligado a suas origens dos tempos do Clube do Rock e da adolescência no bairro carioca da Tijuca. Fã de Elvis, Little Richard e James Brown, mostrava estar viva essa ligação com a alma contestadora do rock, inclusive ainda permitindo-se dizer com naturalidade e poesia palavras "negativas" como “inferno”, coisa que a tacanhice cristã ridiculamente o impede hoje.

A dupla Roberto e Erasmo: alta produção nos anos 70
Outras três da dupla Roberto/Erasmo, todas clássicas: a balada country-humanista “O Quintal do Vizinho”, a romântica “Olha” – sucesso na voz de Maria Bethânia, em 1993, e que ganharia, 32 anos de sua estreia, uma bela versão bossa nova do coautor Erasmo com a participação de Chico Buarque – e o memorável samba-rock “Além do Horizonte” – também regravada por Erasmo, em 1980, mas aí contando com o vozeirão do tijuacano como eles: Tim Maia. Nesta, RC se vale de sua habilidade inigualável de interpretação aliada ao arranjo do maestro norte-americano Jimmy Wisner, que faz as cordas dialogarem com seu vocal.

Outra vertente que o disco solidifica é a apropriação do cancioneiro em espanhol, nova porta internacional que começava a se mostrar promissora para o artista já consagrado na Itália ao conquistar, em 1968, o Festival de San Remo com “Canzone per Te”. Ele já havia feito um disco inteiro assim em 1965, mas desde que a fase romântica deslanchara, passou a apostar mais fortemente nos países latinos. Agora era a vez de emplacar duas em pronúncia castelhana: “Inovildable”, de Julio Gutierrez, e a andina “El Humahuaqueño”, de Edmundo Zaldivar, na qual é acompanhado do grupo Los Chaskis. Ambas as faixas são usadas no repertório de "Tu Cuerpo", disco de um ano depois, o qual continha exatamente as mesmas músicas, porém todas cantadas no idioma de Cervantes.

Mais uma com o Tremendão é a balada (ainda em português) “Seu Corpo” ("No seu corpo é que eu me encontro/ Depois do amor o descanso/ E essa paz infinita/ No seu corpo minhas mãos/ Se deslizam e se firmam/ Numa curva mais bonita"), com primoroso arranjo de Chiquinho de Moraes. Importante na carreira de RC, a faixa consolida o estilo de canções com temática heteroeróticas iniciado em “Amada Amante” (1971) e “Proposta” (1973) e que resultaria em sucessos absolutos desse filão trazido por ele do brega e aperfeiçoado em hits posteriores como “Os Seus Botões” e “Cavalgada”. Muito bem intercaladas entre as composições próprias, contudo, estão as de músicos como Benito Di Paula (“Amanheceu”), Maurício Duboc (“Existe Algo Errado”) e de uma dupla de jovens nordestinos que recém começavam a carreira: Fagner e Belchior, de quem grava “Macuripe”, escolhida para fechar o álbum.

Ao completar oito décadas de vida, Roberto Carlos merece ter sua obra revisitada e reavaliada – o que resultará, certamente, numa maior apreciação de seus trabalhos dos anos 60, 70 e 80, os mais produtivos. Mas jamais menosprezada. Polêmico, o autor de "Detalhes" pode não agradar a todos, mas nunca ser chamado de artista medíocre como defendem os detratores. Afora o plausível, é fato que ele sofre, na mesma medida e como se isso fosse justificativa, com o peso dos que fazem fama no Brasil: são a representação do povo, mas também não são aceitos como alguém que ascendeu. Tornado divindade, é exatamente por isso condenado por não ser humilde pela ótica cristã e mal resolvida da sociedade. 

Deve-se saber separar o joio do trigo, no entanto. Roberto Carlos se tornou um velho chato, mas alguém dono de uma história que não se apaga. Há cantores melhores do que ele? Erasmo é melhor compositor que o parceiro? Há veracidade naquilo que o acusam? Tudo pode ser verdade, mas o fato é que sua obra guarda uma qualidade e uma importância incomensuráveis. Admitir que RC é um dos mais bem sucedidos artistas do século é talvez demais para quem ainda crê na sandice de que Erasmo é seu ghostwriter. Mas basta uma audição de discos como este de 75 para perceber que, definitivamente, não é qualquer coisa que se diga sobre ele que o faça perder a majestade.


FAIXAS:
1. "Quero Que Vá Tudo Pro Inferno" - 3:37
2. "O Quintal do Vizinho" - 2:51
3. "Inolvidable" (Julio Gutierrez) - 3:15
4. "Amanheceu" (Benito di Paula) - 4:19
5. "Existe Algo Errado" (Maurício Duboc-Carlos Colla) - 3:38
6. "Olha" - 4:02
7. "Além do Horizonte" - 4:20
8. "Elas Por Elas" (Isolda-Milton Carlos) - 3:13
9. "Desenhos na Parede" (Beto Ruschel-Cezar de Mercês) - 3:20
10. "Seu Corpo" - 3:19
11. "El Humahuaqueño" (Edmundo Zaldivar) - 3:28
12. "Mucuripe" (Fagner-Belchior) - 4:43
Todas as composições de autoria de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, exceto indicadas

OUÇA O DISCO:



Roberto Carlos - "Roberto Carlos" (1971)

 


"Meu irmão, vem pra cá porque pintou uma música que eu acho que não poderemos deixar pra depois".
Roberto ligando para o parceiro Erasmo depois de ter feitos os primeiros versos de "Detalhes"



Hoje completando 70 anos, pode-se dizer que o Rei voltou à moda. não que em algum momento tenha deixado de estar. Não! Pelo contrário. Roberto Carlos é provavelmente um dos casos raros de inabalável longevidade e permanência de notoriedade e carinho público. Mas digo que está em voga de novo por causa dessa coisa toda de homenagem de escola de samba, CD gravado por divas da MPB, de show épico no Maracanã, show pra milhões de pessoas na praia, suposta namoradinha bem mais nova..., etc. Embora nunca esquecido, é verdade, pode-se afirmar contudo que poucas vezes nos últimos tempos foi  tão badalado. Mas todo este reconhecimento de sua obra e carreira, que parece ter sido despertado, efetivamente, com a presente exposição, não é sem justiça. Ainda que, claramente, tenha apresentado um decréscimo na qualidade de sua obra nos últimos anos, com um apelo excessivamente popular e mirando grupos específicos como baixinhas, gordinhas,mulheres de óculos, etc., o conjunto de seu trabalho é inegavelmente valoroso e importantíssimo para a música popular brasileira. Mesmo com estas variações de nuances e ênfases na carreira, conseguiu atingir com a mesma intensidade diferentes gerações e diferenciados públicos, passando pelo romântico, pelo rock, pelo religioso, pelo soul, pelo brega, sem nunca perder a majestade.
Numa carreira tão vasta e com uma discografia tão ampla, coisas pra destacar é que não faltam em qualquer uma das fases, mas escolho aqui, "Roberto Carlos" de 1971, por ser um dos discos que, além de apresentar uma boa variação dos elementos que compõe a obra de RC, o romântico, o soul, o brega, o cancioneiro, o gospel, o rythm'n blues; é até hoje um dos seus trabalhos de maior sucesso.
O disco é um daqueles definitivos onde praticamente todas as músicas são clássicos e várias foram pras paradas de sucesso.
Abre com uma das mais marcantes do Rei e uma de suas mais populares: a apaixonada e triste "Detalhes", que transformou-se praticamente em sinônimo de canção romântica na música brasileira. Traz a ótima "Como Dois e Dois", com sua levada meio blues, de autoria de Caetano Veloso a quem, a propósito, é dedicada outra das grandes do disco, "Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos", feita por conta do exílio do cantor baiano fora do país. "Todos estão Surdos", mesmo com tema religioso, que poderia fazê-la tornar-se enfadonha, é uma das melhores da carreira de Roberto Carlos, num soul ousado, meio gospel, cantado (falado) meio à moda rap antecipando alguma coisa do estilo em nível de música brasileira. Tem ainda a interessante "I Love You", na qual Roberto arrisca uma voz diferente, num ritmo mais alegre e descontraído e fecha com "Amada Amante", meio brega, é verdade, mas inegavelmente outro dos marcos da música romântica nacional e da carreira do Rei, onde o cara solta todo seu mel numa letra sensual e provocante.
Infelizmente, ainda que valorosas, músicas como "Detalhes" e "Amada Amante"começaram a abrir caminho para o rumo que Roberto viria a tomar mais ou menos daquele momento em diante até chegar a álbuns repetitivos e especiais chatos de fim de ano da Globo, mas não há como negar que este, nesta fase de transição, ainda é um baita de um disco e sobretudo não há como refutar a importância do Rei para a música brasileira. Eternamente Majestade.
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FAIXAS:
1.Detalhes
2.Como Dois E Dois
3.A Namorada
4.Você Não Sabe o Que Vai Perder
5.Traumas
6.Eu Só Tenho Um Caminho
7.Todos Estão Surdos
8.Debaixo dos Caracóis dos seus Cabelos
9.Se Eu Partir
10.I Love You
11.De Tanto Amor
12.Amada, Amante



Robert Wyatt - “Shleep” (1997)

 

Pela primeira vez, eu revi meu passado
e parecia tão inacessível,
e tudo o que eu tinha feito
- mesmo tendo gravado
 neste meio tempo – 
parecia tão distante do que eu era agora,
 que era a primeira experiência
que eu já tive na minha vida de nostalgia.”
Robert Wyatt,
sobre Shleep



Os Jogos Paralímpicos, ocorridos recentemente no Rio de Janeiro, trouxeram à tona o velho questionamento – muitas vezes, retórico e demagogo – das dificuldades e enfrentamentos que deficientes físicos têm de passar em suas vidas. Na arte, mesmo em tempos modernos como os de hoje, as barreiras são semelhantes. Quando se pensa sobre artistas famosos com deficiência logo vem à mente Stevie Wonder e Ray Charles, dois cegos que passaram por cima de seu problema físico por mérito, perseverança e, claro, talento. Mas outra cabeça genial também se enquadra nessa lista de artistas deficientes que souberam suplantar esse aspecto tanto pela superação quanto, igualmente, pela capacidade criativa. Está se falando do inglês Robert Wyatt, fundador e integrante da Soft Machine e um dos principais representantes da chamada cena de Canterbury, grupo de bandas e músicos do final dos anos 60/início dos 70 que misturavam com muita propriedade rock progressivo, psicodelia e jazz. Mas não só isso quando se fala de um criador de alta estirpe como Wyatt.

A inventividade harmonia e rítmica que Wyatt tirava da bateria na Soft Machine já denotava algo que seria determinante em sua obra solo a partir de 1º de julho de 1973. Pois neste fatídico dia, numa festa regada a muita droga, Wyatt, numa crise depressiva, se atira do terceiro andar de um prédio. Resultado: fica paraplégico. O que seria trágico para quem tem de usar as pernas para operar seu instrumento por completo foi transformado por Wyatt. Com dor e sacrifício, ele se reinventa como pessoa e como músico. Se sua figura hoje lembra a de um mago – barba branca e espessa, sobrancelhas angulosas e olhar firme –, não é coincidência. A expressão guarda as marcas de alguém que, talvez inconscientemente, tenha tido que buscar nas profundezas mais místicas de si próprio uma forma de fazer nascer um novo homem e artista diante da condição limitadora que a cadeira de rodas impõe. Impossibilitado de tocar bateria, ele, em contrapartida, especializa-se em vários outros aparatos musicais, tornando-se multi-instrumentista. Sua musicalidade provou, assim, ir além do instrumento em si, pois é de sua natureza, independente do timbre que produza ou da técnica que precise usar. Dentro de uma extensa e profícua discografia (tanto solo quanto em outros projetos), “Shleep”, de 1997, é uma joia que condensa seus melhores predicados.

O brilhante afro-pop “Heaps Of Sheeps” abre o disco em alto nível. Uma levada de guitarra soul, um baixo bem marcado e uma base de teclados norteiam esta embalada melodia, repleta de percussões e efeitos de sintetizador. Ademais, “Shleep” conta com a produção do mais habilidoso profissional das mesas de estúdio do rock internacional: Brian Eno. Artista de formação plural, alia sua sensibilidade e conhecimento musical e artístico a serviço do conceito dos trabalhos que produz, tornando-se, não raro, um coautor não creditado como tal – assim como ocorrera em “Zooropa”, do U2, ou “Dream Theory in Malaya”, de John Hassell. Mesmo também não coassinando este, é visível sua interferência na estrutura do repertório, na arquitetura sonora e nas marcantes participações, seja de seus teclados e sintetizadores, vocais ou arranjos. Ouvindo “Heaps...”, por exemplo, é impossível não lembrar-se de outras faixas de abertura de projetos de Eno, como “Home” (em “Everything That Happens Will Happen Today”, com David Byrne), “Lay my Love” (de "Wrong Way Up", com John Cale) ou “No One Receiving” (“Before and After Science”, solo). E como não perceber no refrão o toque de Eno no coro com aquele ar étnico? O vocal de Wyatt, entretanto, é um elemento único. Sua quase sufocada voz transmite ao mesmo tempo sapiência e sofreguidão.

“Shleep” segue com a engenhosidade harmônica das duas linhas de piano de “The Duchess” – uma em tempo 1 x 2 e outra 3 x 3, mas meticulosamente dessincronizadas –, que dão-lhe um caráter quase atonal. Lembra bastante a obscuridade da The Residents – banda, aliás, bastante influenciada por Wyatt. As frases do sax de Evan Parker, combinadas com uma flauta e o violino polonês de Wyatt, ao mesmo tempo emprestam dissonância e cores a esta canção de ninar macabra, que podia tranquilamente integrar a trilha de um filme de terror com criança. A atmosfera muda totalmente em “Maryan”, quando o trompete de Wyatt, sobre o dedilhar de um violão, começa a canção serpenteando acordes hispano-árabes. O djembê africano de Gary Azukx e o violino oriental de Chikako Sato adicionam-se. World music in natura. É quando entra a intrincada melodia de voz de Wyatt, a qual inclui a da esposa e parceira musical Alfreda Benge, formando a provavelmente mais complexa e bela canção do disco. Isso sem mencionar o solo de guitarra de outro fera que participa das gravações: o mestre Phil Manzanera. Tudo, claro, orquestrado pela maestria de Wyatt.

De fato, a inteligência musical de Wyatt sempre foi além do óbvio. Ligado às artes plásticas (é de sua autoria as pinturas e desenhos que ilustram todas as capas de seus discos), sua visão de arte vai além apenas dos sons. Por isso, sua música é tão completa e complexa. Do rock progressivo ele faz suscitar o dodecafonismo e a eletroacústica; sua leitura do jazz engloba a avant-garde e projeta o pós-jazz; a psicodelia não fica somente nos clichês, mas vai em busca de texturas próximas do concretismo, do minimalismo e do microtonalismo; as referências exóticas não se restringem apenas à música indiana ou oriental, mas bebem nos timbres e ritmos da Espanha muçulmana e da África negra e egípcia. “Was A Friend”, nessa proposta politonal e polirrítimica, é um jazz dissonante que quebra novamente o ritmo da sequência de faixas, o que, em termos de conceito de obra, é um expediente empregado por Eno na construção temática dos álbuns que produz afetuosamente aos amigos (“Everything...”, com Byrne, e “Outside”, com David Bowie, por exemplo, respeitam essa ordem).

Noutro destaque, a emocionante “Free Will And Testament” (“Livre vontade e testamento”), dá para captar na voz sentida e em registro agudo de Wyatt (de difícil afinação) o sofrimento pela condição da paraplegia, bem como a culpa pelo ato suicida que ainda o rondava mesmo quase 25 anos depois do acidente. “Vou ter a minha liberdade, mas dentro de certos limites/ Eu não posso desejar para mim ilimitadas mutações/ Eu não posso saber o que eu seria se não fosse ele/ Posso apenas imaginar a mim mesmo”. Um lamento do fundo da alma que gerou uma canção excepcional. Mudando de sintonia de novo, o pós-jazz “September The Ninth” remonta a Chick Corea de "Mad Hatter", a Carla Bley de “Escalator Over the Hill” e até ao microtonalismo de Harry Partch na ópera-lóki “Revelation in the Courthouse Park”.

“Alien”, composição de Wyatt e Alfreda, tem claramente o dedo de Eno no arranjo. Basta notar os característicos teclados espaciais ao fundo, os mesmos que se ouvem lá em "Low", de Bowie, e em outros vários trabalhos de Eno, principalmente os de ambient music. Aos belos vocais longilíneos de Wyatt somam-se percussões africanas bastante rítmicas e um baixo alto e bem marcado, revelando aos poucos outra grande faixa do álbum – a qual retraz, agora, a pegada world music experimentada por Eno com os Talking Heads em "Remain In Light", de 1979.

“Out Of Season”, intensa, também interliga vários pontos díspares: música de teatro, atonalismo, Debussy, jazz modal. E como se tudo estivesse propositadamente disperso, fora da estação. Porém, na montanha-russa proposta pelo autor, logo há uma nova tentativa de encontro de um centro tonal (e emocional) mais acolhedor, o que se nota na colorida – mas não menos dispersa –  “A Sunday in Madrid”. Aqui, Wyatt narra uma onírica e viagem à capital espanhola, numa letra de grande teor literário: “Pa chega à cidade das portas fechadas/ É recebido por mineiros das Astúrias/ Sua limusine estriada guarda as últimas brilhantes gavetas-caixas gigantes/ Amontoados para o calor/ Ele é depositado em sua câmara interna/ Mais tarde, Pa encontra o urso representando uma árvore/ Para confundir sentido de cheiro dos cães dos portões do inferno...”

Mais uma ótima é “Blues In Bob Minor”, um blues embalado que é levado numa base de órgão. O canto ininterrupto de Wyatt conta outra longa história, esta da existência sem sentido dos personagens Roger e Martha em meio à célere e burocrática vida urbana. Nessa, a guitarra carregada do ex-Roxy Music Manzanera faz um duo de improviso com a jazzística de Philip Catherine, noutro momento especial do disco. “The Whole Point Of No Return”, composição do amigo Paul Weller (Jam e Style Council), é uma pequena vinheta altamente lírica que encerra o disco numa versão tão personalizada que em nada lembra a original, de 1982. A base se sustenta num coro ao estilo do canto medieval, soturno e litúrgico, assinado pelo próprio Weller. O piano de Wyatt solta notas esparsas, dando a liberdade perfeita para seu trompete solar, que desfecha “Shleep” com a mesma complexidade e beleza que o perfazem desde o início.

Da discografia de Wyatt, muitos destacariam “Rock Bottom”, de 1973, como o pesquisador musical italiano Piero Scaruffi, que o coloca como o 2º maior álbum de rock de todos os tempos e entre dos 15 trabalhos mais importantes da música mundial na segunda metade do século XX. Não é para menos: gravado imediatamente após o acidente, é um registro fiel e pungente do então novo Robert Wyatt que o destino reservara (o título, pertinentemente quer dizer “fundo do poço”). Entretanto, o também celebrado “Shleep”, além de contar com a mão mágica de Eno na produção, é resultado de um artista, então aos 52 anos, maduro, tanto no que se refere à sua música e arte quanto a ele próprio enquanto pessoa e cadeirante. “Levei muito tempo para me recuperar do acidente”, confessou em entrevista na época do lançamento de “Shleep”. As questões da depressão estão igualmente presentes, bem como a reflexão de quem se é a busca de significados maiores. Se Wyatt chegou às respostas, só ele pode confirmar. O disco, no entanto, dá pistas desse olhar autocurador que ele lançou para dentro de si. Terapêutico para ele e um deleite para quem escuta.
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FAIXAS:
1. Heaps Of Sheeps (Alfreda Benge/Robert Wyatt) - 4:56
2. The Duchess - 4:18
3. Maryan (Philip Catherine/Wyatt) - 6:11
4. Was A Friend (Hugh Hoppe/Wyatt) - 6:09
5. Free Will And Testament - 4:13
6. September The Ninth (Benge/Wyatt) - 6:41
7. Alien (Benge/Wyatt) - 6:47
8. Out Of Season (Benge/Wyatt) - 2:32
9. A Sunday In Madrid - 4:41
10. Blues In Bob Minor - 5:46
11. The Whole Point Of No Return (Paul Weller) - 1:25

todas as composições de Robert Wyatt, exceto indicadas.



Primavera Sound Porto arranca um dia mais cedo nos Jardins do Palácio de Cristal

 


O Primavera Sound Porto arranca oficialmente no dia 11 de Junho, mas antecipa a música com a iniciativa Primavera na Galeria, com três actuações de entrada gratuita na Concha Acústica dos Jardins do Palácio de Cristal, no dia 10 de Junho.

Esta sessão de aquecimento é uma força conjunta entre o festival e a Câmara Municipal do Porto, destacando no programa a compositora e produtora colombiana Ela Minus (na foto), que poderá servir-se da ocasião para apresentar o mais recente álbum Día, que no ano passado se evidenciou pela singularidade da sua música electrónica com o selo da Domino.

Com horários das actuações ainda por conhecer, o Primavera na Galeria apresenta ainda os portugueses do rock alternativo Marquise e o cantor brasileiro Giovani Cidreira.

Também recentemente o Primavera Sound Porto anunciou que o palco Cupra Pulse, dedicado à música de dança, estará novamente presente no recinto do festival de 11 a 13 de Junho, com Caliente Isa, Chima Isaaro, Danifox, Diana Oliveira, Helviofox, Riot e Trikk, entre outros, na programação.

De forma a acompanhar as novidades do festival em primeira mão, a poucos dias de arrancar ou mesmo durante a sua realização, é recomendada a utilização da aplicação móvel Primavera Sound.


Tramhaus vão apresentar novo álbum em Lisboa em Março de 2027



Os neerlandeses Tramhaus anunciaram novo álbum e também as primeiras datas da sua apresentação ao vivo: a visita a Lisboa vai acontecer no dia 16 de Março para concerto na Casa Capitão.

Blister é o título do sucessor do álbum de estreia, The First Exit, e “Plovdiv” é o seu primeiro single de avanço. O álbum sintetiza ano e meio de digressões por três continentes, procurando cultivar um sentido de paciência, comunidade e desenvolvimento de amizades globais que mantenham a banda com os pés assentes na terra. E como tal, em homenagem à rede internacional de colaboradores que construíram ao longo dos últimos cinco anos, Blister será lançado em parceria com seis editoras independentes distintas, incluindo a portuguesa Lovers & Lollypops, no dia 9 de Outubro.

Os bilhetes para o concerto em Lisboa já se encontram à venda na DICE e custam 25 euros.



Julia Jacklin regressa a Lisboa em Março de 2027

 


A cantautora australiana Julia Jacklin regressa a Lisboa para concerto no LAV no dia 3 de Março de 2027.

O anúncio da digressão europeia da artista surge após se ter juntado à 4AD, importante label britânica no que toca à música alternativa e que actualmente edita nomes como Big Thief, Deerhunter, Dry Cleaning, Future Islands, Jenny Hval, The National ou U.S. Girls.

O mais recente disco de Jacklin continua a ser Pre Pleasure, de 2022, antecipando-se assim um novo disco a ser lançado até à data do concerto em Lisboa.

Os bilhetes para o concerto já se encontram à venda na BOL e locais habituais a troco de 28 euros.

ROXETTE

 




Roxette é uma dupla de música pop rock sueca formada por Marie Fredriksson e Per Gessle. A dupla alcançou sucesso mundial entre o fim dos anos 1980 até meados da década de 1990, período em que tiveram dezenove singles no top 40 do UK Singles Chart[1] e quatro singles #1 nos Estados Unidos: "The Look", "Listen to Your Heart", "It Must Have Been Love" e "Joyride"[2]. Além disso a dupla foi certificada pela Recording Industry Association of America (RIAA), com dois álbuns de platina — Look Sharp!, de 1988 (lançado nos Estados Unidos em 1989) e Joyride, de 1991, bem como dois singles de ouro — "The Look" e "It Must Have Been Love". Ao longo de mais de trinta anos de carreira, o Roxette vendeu mais de 60 milhões de álbuns no mundo todo.[3] O nome Roxette foi escolhido a partir de uma canção homônima de 1974 da banda britânica Dr. Feelgood, uma das favoritas de Per Gessle.[4]



Formação
Na época que os cantores/compositores Per Gessle e Marie Fredriksson uniram-se para formar o Roxette, ambos eram artistas de sucesso na Suécia. Eles se conheceram em 1979, atuando em bandas distintas. Gessle era integrante de uma das mais populares bandas suecas, o Gyllene Tider, enquanto Marie trabalhava nos menos bem sucedidos Strul e Mamas Barn, antes de ambos embarcarem em carreiras solo. Em 1981, Marie cantou pela primeira vez com Gyllene Tider, cantando ao fundo em um álbum de língua sueca da banda lançado em 1982, e que rendeu ao Gyllene Tider seu primeiro prêmio Rockbjörnen na categoria Melhor Grupo Sueco.

Marie Fredriksson
Enquanto trabalhava em seu primeiro disco solo (Het Vind), Marie continuava fazendo pequenas participações no álbum The Heartland Café, o primeiro do Gyllene Tider em língua inglesa. Segundo Gessle, esse trabalho foi feito em resposta ao interesse manifestado pela Capitol Records, uma gravadora norte-americana afiliada ao EMI Group, a gravadora do Gyllene Tider. Gessle já havia escrito uma canção em inglês, que apareceu num álbum de 1982 lançado por Anni-Frid Lyngstad, ex-integrante do grupo ABBA. Foi, de fato, uma adaptação de um poema de Dorothy Parker. Escrever e gravar canções em inglês era para o Gyllene Tider uma tentativa de entrar para o lucrativo mercado americano.


Per Gessle
The Heartland Café vendeu inexpressivas 45.000 cópias na Suécia. O recém-nomeado Roxette lançou apenas um single nos Estados Unidos, "Teaser Japanese", cujo vídeo chegou à MTV, mas não chegou se quer a ser exibido. Como os singles posteriores, saíram-se melhor na Suécia, o Gyllene Tider iniciou uma breve turnê pelo país para divulgar o álbum. No entanto, "o álbum morreu depressa demais e uma carreira internacional morreu antes de sequer começar", escreveu Gessle. "Decidimos então por o Gyllene Tider para descansar ... por um tempo".



Gessle gravou um disco solo em língua sueca, lançado em 1985 e trazendo novamente Marie cantando ao fundo, ao mesmo tempo em que Fredriksson gravou seu segundo disco solo e recebeu o prêmio Rockbjörnen como Melhor Artista Feminina Sueca de 1986. Após o aconselhamento mútuo de suas gravadoras, Per e Marie juntaram-se para gravar um single em inglês. "Neverending Love" foi lançado no final de 1986 sob o nome "Roxette" e alcançou o Top 10 sueco.

Pearls of Passion
Fredriksson e Gessle rapidamente gravaram um álbum completo, utilizando canções que Gessle tinha escrito originalmente para o seu terceiro disco solo. Com o lançamento de Pearls of Passion, em 31 de outubro de 1986, o Roxette se tornou um sucesso ainda maior na Suécia, com os singles de "Neverending Love" e "Goodbye to You" no Top 10.

Pearls of Passion foi lançado em 1987 na Espanha juntamente com o single "I Call Your Name", e foi seguido por uma compilação de remixes das mesmas canções, intitulada Dance Passion. Alguns dos lançamentos de Pearls of Passion chegaram a ser executados em rádios européias fora da Suécia.



Em 1987, Marie lançou seu terceiro álbum solo, e ganhou o Prêmio Grammis sueco como Melhor Artista Feminina de Pop/Rock. No Rockbjörnen, ela levou os prêmios de Melhor Álbum e Melhor Artista Feminina. Nessa época, o Roxette lançou o single "I Want You", em colaboração com Eva Dahlgren e Ratata. Mais tarde, no mesmo ano, eles lançaram "It Must Have Been Love (Christmas For the Broken-hearted)", uma canção que manteve vivo o nome do Roxette no cenário musical europeu, enquanto Per e Marie preparavam seu próximo álbum. Gessle afirmou que esse single foi o primeiro esforço sério do Roxette para atingir mercados europeus além da Suécia, como a Alemanha, embora a EMI alemã tenha decidido não lançar o single.



Look Sharp!
O álbum seguinte, Look Sharp!, foi lançado na Europa em 19 de outubro de 1988, dois anos após Pearls of Passion. Gessle e a gravadora EMI Svenska optaram por destacar Marie, lançando os singles "Chances" e "Dressed for Success", como os primeiros singles.



Depois disso, as rádios suecas passaram a executar "The Look". Nessa época, um estudante norte-americano de Minneapolis, Dean Cushman, realizava uma viagem de intercâmbio na Suécia quando ouviu "The Look", então uma das músicas mais tocadas do país. Cushman comprou uma cópia de Look Sharp! e levou-a para os Estados Unidos no fim de 1988. De acordo com Gessle, Cushman "implorou" para que uma estação de rádio de Minneapolis, KDWB 101,3 FM, reproduzisse a canção. Com base na resposta positiva do radialista, o diretor de programação da estação copiou e distribuiu a canção para outras estações, e dentro de semanas, a canção se tornou bastante popular.

Três ou quatro gerações de exemplares da música foram confeccionados e distribuídos para estações de rádio dos Estados Unidos, que passaram a executar o single espontaneamente, antes de qualquer produto do Roxette ser lançado ou promovido no mercado norte-americano. Após a popularidade de "The Look", os diretores da EMI tomaram a decisão de lançar o single nos Estados Unidos. O "caso Dean Cushman" foi parar nas rádios, jornais e nas redes de TV americanas e suecas. Durante muitos anos, Fredriksson e Gessle afirmaram que esse foi o início do seu sucesso internacional.


No início de 1989, a EMI lançou "The Look" nos Estados Unidos, juntamente com cópias do álbum Look Sharp!. "The Look" atingiu o primeiro lugar do ranking Billboard Hot 100 em 8 de abril de 1989, onde permaneceu por uma semana. No final do ano, a Billboard classificou "The Look" como um dos 20 maiores Hot 100 singles do ano. "The Look" também chegou ao topo dos rankings musicais de importantes mercados, como Alemanha, Japão e Austrália. Em maio, também entrou no Top 10 do Reino Unido.

Roxette - Greatest Hits 


1. Roxette - June Afternoon (4:13)
2. Roxette - You Don't Understand Me (4:28)
3. Roxette - The Look (3:57)
4. Roxette - Dressed For Success (4:12)
5. Roxette - Listen To Your Heart (5:14)
6. Roxette - Dangerous (3:48)
7. Roxette - It Must Have Been Love (4:19)
8. Roxette - Joyride (4:00)
9. Roxette - Fading Like A Flower (Every Time You Leave) (3:52)
10. Roxette - The Big L. (4:29)
11. Roxette - Spending My Time (4:38)
12. Roxette - How Do You Do! (3:12)
13. Roxette - Almost Unreal (3:59)
14. Roxette - Sleeping In My Car (3:33)
15. Roxette - Crash! Boom! Bang! (4:26)
16. Roxette - Vulnerable (4:28)
17. Roxette - She Doesn't Live Here Anymore (4:05)
18. Roxette - I Don't Want To Get Hurt (4:17)


"Dressed for Success" foi o segundo single nos Estados Unidos, e o Roxette iniciou sua primeira turnê mundial. O single foi #14 no Hot 100, bem como #3 na Austrália e #2 no Japão. "Listen to Your Heart" foi lançado depois. A canção conseguiu captar grande interesse dos ouvintes, mesmo sendo radicalmente diferente de "The Look" e "Dressed for Success", lembrando as baladas da banda Heart. O single passou uma semana como #1 Billboard Hot 100, a partir de 4 de novembro de 1989 e atingiu o Top 10 em quase todo o mundo, incluindo Alemanha, Reino Unido, Austrália e Japão.


Um quarto single, "Dangerous", foi lançado no final do ano, entrando no Hot 100 no final de dezembro, passando duas semanas como #2 no Hot 100, em fevereiro de 1990 e, à exemplo de suas antecessoras, tornou-se um sucesso mundial, atingindo o Top 10 em importantes mercados da música no mundo inteiro. "Dangerous" foi lançado como double A-sided single no Reino Unido, juntamente com "Listen To Your Heart".



Look Sharp! deu a Gessle seu primeiro Grammis sueco na categoria Melhor Compositor. O Roxette também recebeu dois Rockbjörnen Award: Melhor Álbum e Melhor Grupo Sueco, enquanto Marie ganhou seu terceiro Rockbjörnen consecutivo de Melhor Artista Feminina Sueca.

Nessa época, a Touchstone Pictures procurou a EMI e o Roxette para uma contribuição para a trilha sonora de um filme estrelado por Richard Gere e Julia Roberts. Gessle afirmou que "It Must Have Been Love", gravação feita há dois anos, foi escolhida porque o Roxette não teve tempo para compor e gravar uma nova canção enquanto fazia shows de sua turnê na Austrália e na Nova Zelândia.


Gessle e produtor Clarence Öfwerman tomaram a antiga gravação, pediram à Marie para substituir as referências ao Natal, acrescentou o som de alguns instrumentos e superposições vocais ao fundo, e deu a canção para os produtores da trilha sonora que (de acordo com Gessle) a deixaram de cabeça para baixo. Gessle disse também que, após a re-editar a canção antes do lançamento do filme, os produtores re-solicitaram a canção, que foi então adicionada à trilha sonora.



Uma Linda Mulher foi lançado em março de 1990 e arrecadou mais de US$ 460 milhões de bilheteria a nível mundial. A trilha sonora recebeu três álbuns de platina, certificados pela RIAA. Embora não tenha sido o primeiro single lançado, "It Must Have Been Love" foi o mais bem-sucedido, passando duas semanas como #1 no ranking Billboard Hot 100, a partir da edição de 16 de junho de 1990, e chegando ao topo dos rankings musicais em mais de 20 países.



A canção ainda passou duas semanas adicionais como #2 depois de sair do topo do ranking norte-americano, um total de nove semanas no Top 10, e dezessete semanas no Top 40. A Billboard classificou "It Must Have Been Love" como #2 Hot 100 singles de 1990, atrás apenas de "Hold On", de Wilson Phillips. Na Alemanha, o single passou 9 meses no Top 75. A canção se revelou o maior sucesso do Roxette, alcançando o topo de rankings musicais em muitos países e sendo #3 no Reino Unido, a melhor colocação de um single da dupla por lá.



Na Suécia, o Roxette recebeu seu segundo Rockbjörnen como Melhor Grupo e Marie ganhou o seu quarto prêmio como Melhor Artista Feminina Sueca.

Joyride
Ao fim de 1990, o Roxette completou sua turnê mundial e retornou para a Suécia para gravar o sucessor de Look Sharp!. Com 14 canções, Joyride foi lançado em março de 1991. O álbum alcançou o #12 lugar no Billboard 200 álbum chart e se tornou um grande sucesso na Europa (#1 na Alemanha durante 13 semanas, #1, na Suécia, #2 no Reino Unido) e #4 na Austrália.


O single "Joyride" atingiu a quarta colocação no Reino Unido e passou uma semana como #1 no Billboard Hot 100, a partir de 11 de maio, também estando no topo dos rankings musicais em mais de 20 países, incluindo Alemanha, Suécia e Austrália. O single também atingiu um enorme sucesso no Canadá, que resultou na nomeação do Roxette para o Juno Award de 1992 na categoria Single Mais Vendido por um Artista Estrangeiro.

O single seguinte, "Fading Like a Flower (Every Time You Leave)", passou uma semana como #2 no Hot 100 em julho e foi um grande sucesso em outros grandes mercados (#7 na Austrália, #5 na Alemanha e na Suécia). Foi então que Roxette embarcou em uma turnê ainda mais ambiciosa, levando mais de 1,7 milhões de fãs à 108 concertos, incluindo alguns nos Estados Unidos.


Foi nesta época que, segundo Per Gessle, a filial americana da EMI realizou alterações pessoais que resultaram em uma queda na publicidade dada ao Roxette. Embora Joyride tenha sido certificado como álbum de platina e tenha realizado expressivas vendas, superando Look Sharp!, os singles posteriores - "Spending My Time" e "Church of Your Heart" - não conseguiram chegar acima do #30 no Hot 100, enquanto que do outro lado do Atlântico, o enorme sucesso dos singles de Joyride continuou: "Spending My Time" se tornou outro Top 10 na Alemanha e na Austrália, enquanto "The Big L" fez parte do Top 10 japonês e sueco, bem como o Top 20 na maioria dos países europeus, incluindo a Alemanha.


XXX The 30 Biggest Hits is a greatest hits album by Swedish pop music duo Roxette issued through Parlophone Records, originally released on 11 November 2014 in Russia. The album is in promotion of their world tour of the same name which takes place from 2014 to 2016.


O sucesso absoluto da dupla se refletiu numa nomeação para o prêmio Echo (o equivalente alemão do Grammy) na categoria Grupo Internacional do Ano. Eles também ganharam dois Rockbjörnens: Melhor Álbum e Melhor Grupo Sueco.

Tourism
A dupla continuou com a turnê Join the Joyride World Tour até o final de 1991. Em vez de lançar um novo álbum, Per e Marie optaram por remasterizar gravações mais antigas, incluindo várias músicas não incluídas nos álbuns Look Sharp! e Joyride. Eles também registraram algumas de suas performances ao vivo, gravaram uma versão de "It Must Have Been Love" de inspiração country em um estúdio de Los Angeles, e novo material gravado em diversas localidades ao redor do mundo - um dance club vazio, um quarto de hotel - e compilaram tudo no álbum Tourism: Songs from Studios, Stages, Hotelrooms & Other Strange Places, lançado em outubro de 1992. Gessle afirmou que o álbum foi criado para "capturar a energia dentro da banda", especialmente no desempenho espontâneo de músicas como "Here Comes the Weekend" e "Never Is a Long Time".



O primeiro single do álbum foi "How Do You Do!" seguido pela balada "Queen of Rain" e uma diferente versão da canção "Fingertips", gravada acusticamente para o álbum e re-intitulada como "Fingertips '93" para ser lançada como single. Tourism e seus singles fizeram pouco sucesso nos Estados Unidos, ao contrário do que ocorreu na Europa, graças ao single "How Do You Do!" que deu ao Roxette um lugar no Top 5 de toda a Europa (#2 na Alemanha e na Suécia), bem como o seu primeiro Top 15 no Reino Unido em mais de um ano. O álbum também se mostrou um best-seller no continente, atingindo #1 na Alemanha e na Suécia e #2 no Reino Unido, bem como um pico em #5 na Austrália.



Foi também em 1992 que Marie Fredriksson lançou seu primeiro álbum solo em língua sueca em cinco anos, intitulado Ständiga Den Resan (A Eterna Jornada). Ele lhe trouxe seu segundo Grammis Award, desta vez como Artista do Ano.

Roxette - Join The Joyride ( Live in Zurich 1991 )   



No início de 1993, o Roxette participou da série MTV Unplugged, sendo a primeira banda de língua não inglesa a gravar um aucústico para MTV[5][6], apesar das músicas nunca terem sido lançadas em um álbum oficial Unplugged. Em casa, Roxette recebeu um Rockbjörnen de Melhor Grupo Sueco, o último Rockbjörnen que o grupo iria receber, embora tenha recebido nomeações nos anos seguintes. Roxette também recebeu sua segunda nomeação ao prêmio Echo na categoria Grupo Internacional do Ano.




Foi também em 1993 que a dupla gravou e lançou o single "Almost Unreal", uma canção originalmente composta para o filme Hocus Pocus estrelado por Bette Midler, Sarah Jessica Parker e Kathy Najimy. No entanto, a canção foi deslocada para a trilha sonora do filme Super Mario Bros., baseado no videogame Nintendo e estrelando Bob Hoskins, John Leguizamo e Dennis Hopper. O filme, que custou mais de US$ 40 milhões, arrecadou apenas US$ 20 milhões na bilheteria. Apoiado pelo filme e recebendo um razoável apoio da EMI, "Almost Unreal" permaneceu algumas semanas nas últimas posições da Billboard Hot 100, mas alcançou o Top 10 da UK Singles Chart, o primeiro single da dupla nesse ranking desde o lançamento de "Joyride" dois anos antes .
Crash! Boom! Bang!




Roxette retornou — "adulto", segundo Marie Fredriksson — em 1994, com o lançamento de Crash! Boom! Bang!, álbum que acabou sendo um estrondoso sucesso na Europa (#1 na Suécia, #2 na Alemanha, #3 no Reino Unido) e quebrou recordes no Japão, tornando-se o lançamento de maior sucesso de um álbum não japonês na história do país. Nos Estados Unidos, onde a EMI local quase não divulgou o álbum, as vendas foram ajudadas por uma campanha da rede McDonald's, que promoveu e vendeu um CD de dez faixas em suas lojas, intitulado Favorites From Crash! Boom! Bang!, alcançando mais de um milhão de cópias vendidas nos Estados Unidos e se tornando um dos grandes sucessos do grupo no mercado norte-americano, mostrando que a dupla ainda tinha um grande número de fãs por lá.



O primeiro single do álbum foi "Sleeping in My Car", que chegou ao Billboard Top 50 nos Estados Unidos e ao Top 15 do Reino Unido, Austrália e Alemanha. Os lançamentos seguintes, "Crash! Boom! Bang!", "Fireworks", "Run to You" e "Vulnerable" também obtiveram relativo sucesso nos rankings musicais de todo o mundo, com exceção dos Estados Unidos - todos eles fizeram parte do Top 30 do UK Singles Chart.

Em 1994 teve início a turnê Crash! Boom! Bang! World Tour 1994-95. Embora dessa vez a dupla não tenha feito nenhum show nos Estados Unidos, o Roxette foi o primeiro grupo do Ocidente que obteve permissão para se apresentar na China desde o Wham!, em 1985. As negociações para a obtenção da permissão para o concerto levaram anos, e incluíram até a censura de alguns trechos de "Sleeping in My Car". No entanto, a canção foi cantada de acordo com a composição original durante o show.


Crash! Boom! Bang! foi o último lançamento do Roxette pela EMI nos Estados Unidos.
Don't Bore Us, Get to the Chorus! e Baladas En Español

Em 1995, o Roxette lançou uma compilação de seus maiores sucessos, Don’t Bore Us – Get to the Chorus! Roxette’s Greatest Hits, que chegou ao Top 5 em diversos países europeus, incluindo o Reino Unido, bem como no Top 10 australiano. Com dezoito faixas, o álbum trazia quatro novas canções, incluindo "You Don't Understand Me", música que Per Gessle compôs em parceria com o norte-americano Desmond Child. Nesse mesmo ano, uma compilacão de singles que não fizeram parte de nenhum álbum do Roxette e algumas músicas do programa MTV Unplugged foram lançadas no Sudeste Asiático e em algumas partes da América do Sul sob o título Rarities.



O ano marcou também a terceira indicação do Roxette na categoria Grupo Internacional do Ano no prêmio Echo.

Em 1997, algumas das músicas de maior sucesso do Roxette foram traduzidas para língua espanhola, dando origem ao álbum Baladas En Español, sucesso de vendas na América Latina e na Espanha, onde foi álbum de platina. Ainda em 1996, Marie Fredriksson lançou outro álbum em língua sueca, I En Tid Som Var ("Num Tempo como o Nosso"). Ao mesmo tempo, Per reuniu-se com o Gyllene Tider para uma turnê de grande sucesso na Suécia, que rendeu à banda dois Grammis — Melhor Artista e Melhor Música ("Gå och Fiska") — e um Rockbjörnen Award de Melhor Música.
Have a Nice Day



Per Gessle lançou um álbum solo em língua inglesa, The World According to Gessle, em 1997. Uma das músicas, "I'll Be Alright", trazia Marie cantando ao fundo.

Ambos se reuniram em 1998 para gravar as músicas do novo álbum do Roxette, Have A Nice Day, que foi lançado em março de 1999 e assinalou o bem-sucedido retorno da dupla à Europa continental (#1 na Suécia, #2 na Alemanha), mas teve vendagens fracas na Austrália e no Reino Unido, onde a dupla tradicionalmente obtinha vendas expressivas. Contendo elementos de música tecno e house, Have A Nice Day marcou o retorno da dupla ao topo dos rankings musicais de sua terra natal.

O primeiro single, "Wish I Could Fly", ficou tão perto do Top 10 do UK Singles Chart (#11) quanto qualquer outro single lançado pelo Roxette desde 1993. A música também esteve presente no Top 10 da Itália e no Top 20 de Áustria, Finlândia e Suíça. Na Suécia, ficou posicionado #4 lugar, a melhor posição de um single da dupla desde "Sleeping in My Car". "Wish I Could Fly" foi considerada a sétima música mais executada nas rádios européias no ano de 1999.


O segundo single, "Anyone", ficou muito mal posicionado nos rankings musicais, não chegando sequer a ser lançado no Reino Unido. Essa falha foi compensada pelo lançamento do terceiro single, " Stars”, que esteve no Top 10 da Finlândia, no Top 20 de Suécia e Noruega e no Top 30 da Alemanha e Suíça. As vendas de Have A Nice Day também foram boas na América do Sul, mas o álbum não foi lançado nos Estados Unidos.

Em 2000, Marie lançou uma compilção com seus maiores sucessos em sueco, nomeado Äntligen (Finalmente). O álbum se tornou um grande sucesso de vendas na Suécia (#1 por três semanas) e resultou numa turnê de sucesso pelo país. Ao mesmo tempo, o Roxette assinou um contrato com a gravadora Edel Music, que lançou o álbum Don't Bore Us, Get to the Chorus! nos Estados Unidos, substituindo algumas canções da versão original do álbum por músicas ("Wish I Could Fly" e " Stars") de Have A Nice Day. O resultado foi o retorno da dupla sueca aos rankings musicais norte-americanos: o single "Wish I Could Fly" ficou em #27 no Billboard Adult Contemporary e em #40 lugar nos cômputos do Adult Top 40.



Room Service
O lançamento de Room Service, em 2001, foi seguido por críticas entusiasmadas. "Provavelmente o melhor álbum do Roxette desde Joyride", escreveu Leslie Mathew, do Allmusic. O primeiro single de Room Service, "The Centre of the Heart", foi #1 na Suécia e esteve no Top 20 de Finlândia e Argentina, seguido de "Milk and Toast and Honey", que alcançou o Top 30 sueco e suíço, o Top 5 em Portugal e chegou ao #1 lugar no Brasil, graças em parte à sua inclusão na trilha sonora da novela Um Anjo Caiu do Céu, da Rede Globo. Ainda em 2001, o Roxette iniciou mais uma turnê pela Europa, intitulada Room Service World Tour 2001.
Roxette em um show na Espanha - 2001



Compilações e álbuns solo
Após o lançamento de Room Service vieram um conjunto de compilações, The Ballad Hits, lançada no final de 2002 e The Pop Hits, no início de 2003. Cada conjunto continha um CD separado com material faixas raras. A canção "A Thing About You" foi lançada como single de The Ballad Hits. O álbum foi lançado no Reino Unido em 14 de fevereiro de 2003 e chegou a ser o #11 mais vendido, tendo alcançado boas colocações na Alemanha e nos Países Baixos. O single "Opportunity Nox" foi lançado a partir de The Pop Hits em 2003].



Entretanto, em setembro de 2002, após um desmaio, Marie Fredriksson foi diagnosticada com um tumor cerebral, que mais tarde foi removido com êxito em uma cirurgia. Foi durante a sua recuperação que ela escreveu e compilou canções para seu primeiro disco solo em língua inglesa, The Change, lançado em outubro de 2004. Inspirado pela sensação de mortalidade e realizado em parceria com seu marido, Mikael Bolyos, o álbum entrou no chart sueco em #1 e rapidamente ganhou status de Ouro pela IFPI. O primeiro single, "2nd Chance" , entrou no ranking de singles sueco #8 lugar.


Em junho de 2003, Gessle lançou seu primeiro álbum solo em língua sueca em 18 anos, intitulado Mazarin (Pôster). O álbum atingiu o #1 no ranking sueco de álbuns, tornou-se cinco vezes platina, e trouxe numerosos prêmios a Gessle. Uma das faixas, "På Promenad genom Staden" ( "Passeando pela Cidade") teve participação especial de Marie Fredriksson.


Em 2004, Gessle e o Gyllene Tider reuniram-se para comemorar o aniversário de 25 anos da banda, que incluiu o primeiro álbum da banda em 20 anos, Finn 5 fel!, e uma bem sucedida turnê na Suécia. Ao fim da turnê, quase meio milhão de fãs haviam assitido aos shows do grupo. Como resultado, eles foram homenageados com quatro prêmios na Suécia.


Em 2005, o grupo belga DHT remixou a canção "Listen to Your Heart" na versão trance. Originalmente lançada na Bélgica em 2003, as várias combinações da canção chegaram aos clubes norte-americanos no final de 2004. Em meados de 2005, a canção alcançou o Top 10 da Billboard Hot 100, e foi certificada com status de single de ouro pela RIAA em outubro.


Em 23 de novembro de 2005, Per Gessle lançou seu primeiro álbum solo em inglês em oito anos, intitulado Son of a Plumber (Filho de um Canalizador). Ele estava no meio de divulgação do álbum, quando, em 29 de novembro de 2005, compareceu com Marie Fredriksson ao Dorchester Hotel, em Londres, uma apresentação de prêmios pela Broadcast Music Incorporated (BMI). Gessle recebeu um prêmio por "It Must Have Been Love", que, até 2005, havia sido executada mais de 4 milhões de vezes nas rádios norte-americanas. A cerimônia marcou a primeira vez que Fredriksson e Gessle apareceram juntos em público desde o aparecimento do tumor cerebral em Marie e posterior retirada em 2002. Quando perguntado por um repórter se haveria um retorno do Roxette, Gessle respondeu, "Nós não decidimos ainda. As portas não estão fechadas. ... Ainda somos jovens".



Marie regressou em 2006 com uma compilação de canções sueco intitulada Min bäste Vän (Minha Melhor Amiga). O single "Sommaräng" foi lançado em 17 de maio de 2006. Min bäste Vän é um álbum com canções dos anos 60 e 70 que marcaram a infância de Marie.

Em meados de 2006, a dupla lançou, para execuções em rádios, a canção "The Rox Medley" para promover o lançamento comemorativo de seus 20 anos de carreira. O medley inclui seis hit singles: "The Look", "Joyride", "Listen to Your Heart", "Dangerous", "It Must Have Been Love" e "Fading Like a Flower (Every Time You Leave)". Lançada como b-side do single "One Wish" e disponibilizada para download no iTunes, atingiu #1 entre os downloads de músicas na Suécia.


O boxset The Rox Box / Roxette 86-06 foi lançado em 18 de outubro de 2006. Abrangendo mais de 4 CDs e DVD, que incluía dois novos singles, "One Wish" e "Reveal", The Rox Box foi lançado para comemorar o sucesso do Roxette na indústria musical. A capa do The Rox Box traz a frase "Hoje foi há vinte anos atrás...", referência ao fanatismo de Gessle pelos Beatles.

Uma nova coletânea musical, A Collection of Roxette Hits - Their 20 Greatest Songs! foi lançada ao mesmo tempo que o Rox Box. "One Wish" e "Reveal" também foram incluídos neste CD.


"One Wish" foi lançado internacionalmente no dia 6 de outubro. Foi a sua primeira canção nova em 4 anos e foi gravado em maio de 2006 especialmente para o Rox Box. Em 14 de fevereiro de 2007, o segundo single, "Reveal", foi lançado, não internacionalmente, mas "aqui e ali". Após rumores de que Per Gessle estava descontente com a versão do álbum, "Reveal" uma "single version" foi criada e lançada às rádios.

Em uma entrevista à rádio CKWV-FM "The Wave", de Vancouver, Canadá, Gessle partilhou seus sentimentos sobre trabalhar com Fredriksson novamente:


"Foi, de fato, maravilhoso, e emocionante, é claro... Mas chega um momento em que vamos para trás na onda. Eram as mesmas piadas, o mesmo... tudo foi como o mesmo. Portanto, embora tenha ido por hora, a sensação é como se o tempo ficou ainda um pouco parado... Não é como era antes, porque, você sabe, Marie é uma pessoa que mudou depois de tudo o que ela passou. Mas apesar de tudo, ela ainda canta muito bem e, você sabe, foi um prazer poder gravar essas canções. Se você tivesse me perguntado 2 anos atrás, se isso aconteceria , eu definitivamente nunca acreditaria que aconteceria. Estou muito contente com o que nós realmente pudemos fazer".


No final de 2008 Per Gessle lançou um novo disco solo chamado Party Crasher, capitaneado pelo single "Silly Really". Logo em seguida, lançou-se em uma pequena turnê mundial iniciada em abril de 2009.

Em 2008 o tablóide britânico "The Sun" divulgou uma lista com as 50 cantoras que nunca serão esquecidas na história da música, Marie Fredriksson ocupou a 16° posição.
O retorno

Durante alguns shows da turnê "Party Crasher", Marie Fredriksson surgiu como convidada (para alegria e surpresa da plateia) e interpretou antigos sucessos do Roxette como "The Look" e "It Must Have Been Love" (Per Gessle vinha tocando músicas da dupla nos shows desta turnê).


Depois de anos afastados dos palcos, em 2009 a dupla anunciou numa conferência de imprensa que iria se apresentar no festival “Night of The Proms”. Eles se apresentam por várias partes do mundo tocando seus quatro maiores sucessos, orquestrados: “The Look”, “Listen To Your Heart”, “It Must Have Been Love” e “Joyride”. Durante esse tempo, novas ideias e canções surgiram e o Roxette decidiu gravar um novo trabalho.

Logo no início de 2010, Per e Marie entraram em estúdio e deram início ao processo de criação do novo álbum. Per Gessle revelou em uma entrevista que eles estão trabalhando em 16 canções e que o resultado vem sendo matador. Sobre o estilo das canções, ele afirma que elas soam como um “Look Sharp” moderno, cheio de duetos como “Dangerous” e “Dressed For Success”. Em agosto, eles tocaram “The Look”, na cerimônia de casamento da Princesa da Suécia, Victoria.
Charm School e turnê mundial



Roxette em um show na Holanda - 2011
Após uma série de shows incluindo Suécia, Dinamarca, Noruega e Rússia em 2010, que serviram como uma espécie de “teste” para uma possível turnê mundial em 2011, no final de outubro o Roxette anunciou que sairia em turnê mundial novamente. No Press Release oficial, Per Gessle disse que a tour "é um grande milagre" e Marie se declarou "ansiosa para rever seus fãs novamente".


Após muita especulação, no dia 3 de dezembro de 2010, Per Gessle e Roxette anunciaram no Twitter seus mais novos lançamentos: o single She's Got Nothing On (But the Radio), que foi lançado em 10 de janeiro de 2011, e o novo álbum Charm School, lançado em 11 de fevereiro. O álbum teve uma edição em vinil e um CD duplo em edição deluxe.[7]



Destaque

Odyssee ‎– White Swan (1978, LP, Alemanha)

  Infelizmente obscuro, quase anônimo, mas orgulhosamente progressivo, este quinteto alemão do final dos anos 70, chamado ODYSSEE, merece se...