segunda-feira, 22 de junho de 2026

Rush - Roll The Bones [1991]

 



Algumas bandas possuem fãs conservadores ao extremo. Essas figuras não toleram mudanças bruscas de direcionamento, adição de novos elementos e afins. Para o Rush, nunca foi novidade esse tipo de postura, já que seus discos, apesar de características sempre presentes, tentavam acrescentar novidades aqui e acolá, fato que transformou seu grande número de fãs em uma verdadeira fauna. Roll The Bones, seu décimo – quarto trabalho de estúdio resgata as guitarras de Alex Lifeson para a linha de frente ao mesmo tempo em que lançou uma pequena polêmica na faixa-título, que sempre será lembrada pelo “esqueleto rapper” do clipe, especialmente pelos que resistiram à idéia em plena ascenção do Hip-Hop.

Mas vamos bem além durante o trabalho. Até porque outras três faixas foram usadas como singles, mostrando que a época, definitivamente, era outra, comercialmente falando. A ótima abertura com “Dreamline” foi a primeira, ainda no ano que o disco chegou ao mercado. Também foi a única a atingir o número um nas paradas de sucesso. Já em 1992, tivemos lançamentos promocionais para “Ghost Of A Chance” (que passou raspando, alcançando o segundo posto) e “Bravado” (número 13, em homenagem ao velho Zagallo), sem contar a já citada “Roll The Bones” (nona colocada) e sua levada Pop sem perder o tino roqueiro.

As seis restantes mantém o alto nível do play, com destaque para a agitada “Face Up”, onde os teclados aparecem com mais ênfase, além de “The Big Wheel”, cuja bela introdução já vale todo o resto. A ótima instrumental “Where’s My Thing” nos faz lembrar porque estamos diante de alguns dos melhores músicos de todos os tempos, com destaque para Geddy Lee e seu baixo pulsante – aliás, em minha opinião, esse é um dos melhores álbuns dele nessa função. A dobradinha “Neurotica” e “You Bet Your Life” encerra a audição em alto nível.

Vale citar que esse é considerado, liricamente, um dos trabalhos mais sombrios da carreira do grupo, com a idéia do confronto com a morte sempre presente através de analogias das mais variadas. Roll The Bones tornou-se o primeiro álbum do Rush a entrar no Top 5 dos mais vendidos nos Estados Unidos, onde alcançou platina dupla. Desde o imortal Moving Pictures, de dez anos antes, que um trabalho da banda não chegava tão longe comercialmente no maior mercado do mundo. De um ponto de vista pessoal, trata-se de uma obra muito especial, por ter marcado a época que comecei a gostar de Rock. Mais que recomendado!

Geddy Lee (bass, vocals, keyboards, synthetizers)
Alex Lifeson (guitars)
Neil Peart (drums)



01. Dreamline
02. Bravado
03. Roll The Bones
04. Face Up
05. Where's My Thing
06. The Big Wheel
07. Heresy
08. Ghost Of A Chance
09. Neurotica
10. You Bet Your Life




ROCK AOR - Baby Blue - American Boys (1988)

 




País: Estados Unidos
Estilo: Hard Rock
Ano: 1988

Integrantes:

Johnny Angel - lead vocals, guitars
Dan Delano - keyboards, backing vocals
Tom Cat - guitars, backing vocals
Davey O - bass, guitars, backing vocals
Fran Tiona - drums, backing vocals

Tracklist:

01. It Ain't No Crime
02. Daddy's Little Girl
03. Six Shooter
04. All That I Need
05. Don't Look Back
06. Take Me Tonite




ROCK AOR - Baad - Get Back Together (1994)

 



País: Japão
Estilo: Hard Rock
Ano: 1994

Integrantes:

Hideki Hata - vocals
Shinichiro Ota - guitars
Masamichi Kobayashi - bass
Yasunori Arai - drums

Tracklist:

01. 抱きしめたいもう一度
02. 夢から醒めないで~Keep It Comin'~
03. Strange Woman
04. Lost in Twilight
05. 孤独なHungry Soul
06. Sadistic Love
07. Get Back Together
08. はやく捨てちまえ
09. Free
10. 君はマニュアル通りには動かない




Doom-Tech - Everything is Crushed (EP 2009)

 



Style: Industrial Metal
Origin: Russia

Tracklist:
1. Everything is Crushed [v1.5]
2. Implant of Hatred
3. Lethal Euphoria [Overdose]
4. In the Name of the Future (Instrumental)
5. Nuclear Tranquility
6. Survive
7. 07.027 [v1.1]
8. Drone






Doom-Tech - Kold Night (2008)

 



Style: Industrial Metal
Origin: Russia

Tracklist:
01. Get Out Of Life (Last Fun) (2:24)
02. Silent Waiting (2:14)
03. Chainsaw (2:05)
04. Pressure (1:32)
05. Explosion Of Introversion (2:10)
06. (No) Time To Think (2:57)
07. Scare Me! (2:07)
08. Ritual (3:03)
09. The Sick World (2:35)
10. Deathrow (Cut) (1:09)
11. Chainsaw (Aggroversion) (2:06)
12. In The Hall Of The Mountain King (E.Grieg Cover) (1:13)
13. Deeper (3rd Version) (1:57)
14. Flashback (Outro) (2:17)




Deadstar Assembly - Deadstar Assembly (2002)

 



Style: Industrial Rock
Origin: USA

Tracklist:
01. Blurred And Muted 
02. Undone 
03. Just Like You 
04. Normal 
05. Send Me An Angel 
06. Breathe For Me 
07. Comes To Tongue 
08. Your Fiend 
09. Therapy Scares Me 
10. How To Destroy An Angel 
11. A Deep Breath 
12. Where The Beauty Ends 
13. Precious Nothing 





The Gianni Four - Singoli 1968-1970

 

 

 

Um pouco de arqueologia musical (as fotos em tons de sépia falam por si) de vez em quando não faz mal. O pouco conhecido Gianni Four lançou apenas dois compactos, em 1968 e 1970, respectivamente. Para mais informações sobre o quarteto (com um nome decididamente curioso, com sua mistura de inglês e italiano), é preciso consultar novamente Augusto Croce, que dedica uma página a eles em Italian Prog.
Pouco conhecido fora do nordeste da Itália, este quarteto da província de Udine teve uma boa carreira em concertos, mas lançou apenas dois raros e belíssimos singles. O Gianni Four tinha uma excelente presença ao vivo, baseada principalmente em covers de músicas estrangeiras de grupos como Deep Purple, Jethro Tull e Led Zeppelin. O líder era o tecladista Gianni Gnesutta, cujo grupo anterior se chamava Gianni Quattro e havia lançado um single em 1965, "Shany Shake/Si Può Ancora", pela gravadora Melody.


O novo grupo esteve ativo entre 1968 e 1973, e ambos os singles foram lançados pela pequena gravadora Unifunk, que havia lançado o único single em 45 rpm do Invisible Force em 1971 , um dos nomes escolhidos por Antonio Bartoccetti para o Antonius Rex/Jacula. Os singles demonstram um excelente nível técnico, com o órgão e os bons vocais em destaque, como na canção em inglês " I Can't Satisfy You ". O grupo também entrou em contato com o produtor Carlo Alberto Rossi para produzir algo para sua gravadora Car Juke Box, mas nada se concretizou.


Após a separação, Gnesutta e Luigi Tessarin formaram o grupo de jazz Macedonia , que realizou diversos concertos no Nordeste da Inglaterra, inclusive como banda de apoio de artistas como Billy Cobham. Gianni Gnesutta continuou a tocar em bares com piano, lançando em 2001 um CD intitulado " Flying with the Piano", que incluía arranjos para piano solo de canções famosas das décadas de 1960 e 1970. O baixista Albionte Tessarin (falecido em 2021) foi professor de música, enquanto o baterista Bruno Perosa colaborou com o Banco del Mutuo Soccorso em " Io sono nato libero " e posteriormente mudou-se para a Alemanha, onde tocou com os grupos Bullfrog, Tritonus e Propaganda. 



O grupo deu um impulso significativo ao desenvolvimento do rock progressivo, apesar de seu alcance limitado no Nordeste. Os dois singles são absolutamente cativantes e demonstram também excelente domínio técnico, graças em particular aos teclados de Gianni Gnesutta e à guitarra de Luigi Tessarin, que frequentemente brilha com solos esplêndidos. Vamos agora ouvir os dois compactos, que, como escreve Augusto, "são extremamente raros, nunca relançados em nenhum formato e procurados por colecionadores internacionais. São difíceis de encontrar, mesmo na Itália". 

The Gianni Four - Sad Song (1968)


LISTA DE MÚSICAS:

01. Brano triste - lato A
02. La prima volta che... - lato B


The Gianni Four - Sinfonia d'estate (1970)


TRACKLIST:

01. Sinfonia d'estate - lato A
02. I Can't Satisfy You - lato B


FORMAÇÃO

Gianni Gnesutta (tastiere, voce)
Luigi Tessarin (chitarra, voce)
Albionte Tessarin (basso)
Lucio Flaiban (batteria - nel 1973 sostituito da Bruno Perosa))


Norman Connors - Dance of Magic (1972)



Gravado com um verdadeiro time de titãs do fusion, incluindo o trompetista Eddie Henderson, o baixista Stanley Clarke e o tecladista Herbie Hancock, Dance of Magic canaliza as lições que o baterista Norman Connors aprendeu trabalhando com Pharoah Sanders, Sam Rivers e Sun Ra, reunindo ritmos latinos, texturas eletrônicas e misticismo cósmico para criar um funk-jazz não-denominacional, porém profundamente espiritual. A extensa faixa-título de 21 minutos ocupa toda a primeira metade do disco, capturando uma jam session monumental que explora os limites da improvisação livre, mas nunca ultrapassa o ponto de não retorno. A bateria furiosa de Connors é como um rastro de migalhas de pão que guia seus colaboradores de volta para casa. As três faixas restantes são menores em escala, mas não menos épicas em escopo, culminando com a explosiva "Give the Drummer Some".


os Estilos Musicais:
Fusion,
Crossover
, Funk-Jazz,
Avant-Garde.

Faixas:
01 - Dance Of Magic (21:00)
02 - Morning Change (06:29)
03 - Blue (10:20)
04 - Give The Drummer Some (02:22)

Formação:
Norman Connors - Bateria
Stanley Clarke - Baixo
Cecil McBee - Baixo
Herbie Hancock - Piano, Fender Rhodes, Piano Elétrico
Gary Bartz - Saxofones Alto e Soprano
Carlos Garnett - Saxofones Tenor e Soprano
Art Webb - Flauta
Eddie Henderson - Trompete
Anthony Wiles - Balifone
Airto Moreira - Percussão
Alphonse Mouzon - Percussão
Anthony Wiles - Percussão
Billy Hart - Percussão


Frank Zappa - Absolutely Free (1967) [USA, Psychedelic Rock]

 


Artist: Frank Zappa
Location: USA
Album: Absolutely Free
Year: 1967
Genre:Psychedelic Rock
Duration: 38:37

Tracks:
1 Plastic People
2 The Duke Of Prunes
3 Amnesia Vivace
4 The Duke Regains His Chops
5 Call Any Vegetable
6 Invocation & Ritual Dance Of The Young Pumpkin
7 Soft-Sell Conclusion & Ending Of Side #1
8 America Drinks
9 Status Back Baby
10 Uncle Bernie's Farm
11 Son Of Suzy Creamcheese
12 Brown Shoes Don't Make It
13 America Drinks And Goes Home


Frank Zappa - Lumpy Gravy (1967) [USA, Psychedelic Rock/Experimental]

 


Artist: Frank Zappa
Location: USA
Album: Lumpy Gravy
Year: 1967
Genre:Psychedelic Rock
Duration: 31:39

Tracks:
1 Lumpy Gravy, Part One
2 Lumpy Gravy, Part Two


Destaque

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