domingo, 19 de julho de 2026

SOHO ORANGE - King Of The Road [1971 Scotland Hard Proto Heavy Rock]

 



O ÁLBUM FOI GRAVADO AO VIVO NOS ESTÚDIOS FALKIRH, NA ESCÓCIA, MESMO AO QUAL GRAVOU O LP DA BANDA BODKIN, MAS NUNCA TEVE SEU LANÇAMENTO!! SOMENTE EM 1991 ISSO FOI FEITO PELA MESMA GRAVADORA ALEMÃ QUE LANÇOU O LP DA BANDA "GERMAN OAK", NUMA EDIÇÃO LIMITADA DE 380 CÓPIAS RETIRADO DAS MASTER TAPES ORIGINAIS DE 1971 E QUE FORAM ENCONTRADAS SOMENTE NO FINAL DOS ANOS 80!! UM OUTRO ÁLBUM SAIU EM 1989, QUE TAMBÉM JÁ FOI POSTADO AQUI, MAS COM OUTRAS MÚSICAS DIFERENTES!! A ÚNICA QUE TAVA NESSE DISCO É KINGS OF THE ROAD!! 🎸🎵

É HARD ROCK MUITO BOM, TÍPICO DO INÍCIO DOS ANOS 70, MEIO SELVAGEM COM LETRAS SOBRE DROGAS, MULHERES E LIBERDADE!! UMA CURIOSIDADE É QUE ESSA FOTO DA CAPA É A ÚNICA EXISTENTE DA BANDA!! O VOCALISTA E LÍDER "ALAN McDADE" JÁ MORREU E ESTA EDIÇÃO FOI LANÇADA COM TOTAL APOIO DE SEUS HERDEIROS E DOS OUTROS MEMBROS SOBREVIVENTES!! INFELIZMENTE POUCA HISTÓRIA TEMOS PARA CONTAR DA BANDA!! MAS O SOM JÁ É MAIS DO QUE SUFICIENTE!!

O ÁLBUM JÁ ABRE COM CHAVE DE OURO COM "KINGS OF THE ROAD", TOTALMENTE MOVIDO A ANFETAMINAS E TERMINA COM A CANÇÃO DE NOME EMBLEMÁTICO, "END OF THE ROAD", CARREGADA DE DESGRAÇAS, COM UM BAIXO LENTO E UM FINAL COM RIFFS MAIS VIOLENTOS!! VENENO RARO E RECOMENDADO!! VALE MUITO DAR UM TÉKINHO!!




🎼Recorded live in studio, Falkirk, Scotland, 1971🎼

Bass – Alex Gow
Design – Bobby Blisters
Drums – Ian Cochrane
Guitar – Brian Cairns
Producer – Jim West
Vocals – Alan McDade

1 King Of The Road  5:55
2 Voice Of Freedom  5:48
3 Sail On  6:08
4 Suburban Woman  4:36
5 Horse And Coke  3:37
6 End Of The Road  7:40







Kiss - Nashville 1984 [1984]

 



A notícia da prisão de Vinnie Vincent por agredir sua esposa e todos os rolos que se envolvem nisso, como quatro cachorros mortos guardados em sua casa e a fiança de 10 mil dólares que teve que pagar para ser libertado, já giraram o mundo do Rock. O homem se inativou do meio musical e as únicas notícias que se tinham dele eram seus processos contra o Kiss (que perdeu todos) e o recente lançamento de sua linha de guitarras (em que não apareceu no evento de lançamento, na NAMM deste ano).

O fato é que, apesar de ser um músico completo e um dos talentos mais injustiçados no meio da música pesada, Vinnie Vincent é um louco. Conseguiu estragar sua promissora carreira graças ao seu gênio difícil, inicialmente ao tentar mandar mais que Gene Simmons e Paul Stanley durante sua estadia no Kiss, posteriormente ao ser chutado de sua própria banda solo porque os integrantes e a gravadora simplesmente não o aguentavam mais. Além disso, se envolveu em outros inúmeros escândalos que nem compensam ser citados, pois tomariam grande parte deste texto.

Foto de Vinnie Vincent na delegacia. Não confunda com sua tia.

Resta aos fãs apreciar o que Vincent deixou registrado em seu período produtivo, até porque, depois disso, a possibilidade de voltar ao meio musical passou de "nula" para "negativa". E, sem dúvidas, o período com o Kiss foi o mais aplausível da carreira do guitarrista. A sua entrada, em 1982, para substituir o desanimado e dependente Ace Frehley, deu sangue novo para o grupo, que passava por momentos difíceis em se tratando de vendas e público por conta de discos como "Unmasked" e "Music From 'The Elder'".

Vinnie Vincent colaborou em uma parte de "Creatures Of The Night", hoje um dos prediletos dos fãs: co-escreveu I Love It Loud, I Still Love You e Killer, além de tocar guitarra em algumas outras faixas. A turnê de divulgação foi um fiasco nos Estados Unidos mas é lembrada com carinho pelos brasileiros, pois lotou os estádios do Maracanã, Mineirão e Morumbi. O álbum seguinte, "Lick It Up", foi um sucesso principalmente por conta da retirada das maquiagens, e foi aí que Vincent brilhou ao liderar as composições (co-escreveu 8 de 10 canções), destilar poderosas linhas de guitarra e se mostrar cada vez mais imponente ao vivo. E, de fato, não há registro melhor que este para provar minha última afirmação.


A incrível bootleg dessa postagem foi gravada em 11 de janeiro de 1984, no Nashville Municipal Auditorium da cidade norte-americana de Nashville, Tennessee, Estados Unidos. Se já rolavam desentendimentos, só Deus sabe. Mas a energia e o entrosamento do quarteto em cima do palco era sensacional. A banda estava afiadíssima, revigorada e nem aí para o seu passado, pois contava com um presente diferente e muito bom.

Em ótima fase, o grande performer Paul Stanley manda ver com vocais poderosos. Apesar de Gene Simmons estar visualmente deslocado e desconfortável nessa época, também manda muito bem. A dupla de "novatos" Vinnie Vincent e Eric Carr trucida do início ao fim com velocidade e disposição. Os dois parecem ser amigos de longa data, que tocavam desde crianças.


O set-list reflete a boa fase, visto que não foi construído com a intenção de fazer um revival. Clássicos como Cold Gin, Detroit Rock City, Rock And Roll All Nite e Love Gun não poderiam ficar de fora, mas a nova fase do Kiss ficou exaltada por canções dos dois últimos discos, que vão desde as "classicas de nascença" Lick It Up, War Machine e I Love It Loud até aquelas esquecidas em repertórios posteriores, como Gimme More e All Hell's Breakin' Loose.

Músicos com performance matadora, seleção de músicas de se tirar o fôlego e qualidade de som beirando a perfeição - o show foi captado diretamente da mesa de som. Quer mais o quê? Que Vinnie Vincent tome vergonha na cara? Confira já!

01. Intro
02. Creatures Of The Night
03. Detroit Rock City
04. Cold Gin
05. Fits Like A Glove
06. Firehouse
07. Gimme More
08. War Machine
09. Gene Simmons Bass Solo
10. I Love It Loud
11. I Still Love You
12. Eric Carr Drum Solo
13. Young And Wasted
14. Love Gun
15. All Hell's Breakin' Loose
16. Black Diamond
17. Lick It Up
18. Rock And Roll All Nite

Paul Stanley - vocal, guitarra
Gene Simmons - vocal, baixo
Vinnie Vincent - guitarra, backing vocals
Eric Carr - vocal, bateria

MUSICA&SOM ☝




ROCK AOR - Backsliders - Nobody Rides For Free (1987)

 






Line-Up

Marko Asser Hirsma (vocals and bass)
Danny Eklund (guitars)
Ana haglund (drums)




ROCK AOR - Backsliders - FTW Blues (1986)

 



Realmente, estas linhas são, de coração, para bandas como Backsliders. Vindo da gélida Finlândia, três amigos motoqueiros, amantes de uma vida onde se aproveitassem seus prazeres mais simples - beber e transar - montaram este conjunto sem pretensão alguma. Marko Asser Hirsma (voz e baixo), Danny Eklund (guitarra) e Ana haglund (bateria) formaram uma legião de fãs com seu rock ´n´ roll básico e sujo. Sua música ficou praticamente limitada aos bares por onde tocavam e achar seus discos hoje em dia é realmente complicado, principalmente os três primeiros.

“National Nightmare” é seu terceiro registro e o último como um trio. Aqui tudo cheira a graxa, gasolina e garagem. Ao contrário dos conjuntos onde seus membros se apresentavam como motoqueiros sobre Harleys incrementadas de acessórios reluzentes, este trio estava sobre grandes motos estouradas, de uma simplicidade ímpar, que eles mesmos montavam de acordo com suas vontades.

Impossível escutar sua música e não se impressionar com algo tão espontâneo. Canções como a faixa-título, “Gotta Be Right” e “Undertaker”, com suas incríveis linhas de contrabaixo, que quase solam no decorrer das canções. Ou ainda o refrão rebelde e pegajoso de “Hear Me Howlin” e o cover para “Snakeskin Cowboys” de Ted Nugent, que são meros aperitivos para o que é realmente este álbum. A quantidade de motoqueiros que angariavam como fãs aumentava por onde tocassem.

Após este registro, a banda adotou mais dois membros em sua formação e continuaram lançando seus sempre bons discos, com um ou dois covers sempre presentes. Mas no decorrer dos anos de estradas e bares, mais precisamente em 1991, seu mais novo guitarrista Albert Järvinen é encontrado morto num quarto de hotel em Londres após uma festinha particular. Apesar de ter apenas 40 anos, a condição física de seus órgãos era de um homem de 70 anos! Conseqüência de uma vida de excessos... Mas as tragédias não param por aí, pois em 2001 Marko, a voz e um dos membros fundadores do Backsliders, é encontrado morto em um estacionamento. Modo como morreu? Assassinado a tiro.

Uma pequena banda que norteou sua carreira com drogas, tatuagens, álcool, tragédias e tudo o mais que possa rolar no underground. Muitos podem detestar tudo isso, porém Backsliders viveu sua música. Sempre tendo a motocicleta como parte principal de sua imagem, nunca mudaram sua atitude para atingir novos mercados, mas deixaram sua marca com oito grandes discos e inúmeros EPs.








ROCK AOR - Backbone Slide - Backbone Slide (1994)

 





País: Holanda
Estilo: Hard Rock
Ano: 1994

Integrantes:

Shaun Michaels - vocals
Oliver Guttinger - lead guitars, backing vocals
Kai A. Portolano - guitars, backing vocals
Frank Schrafft - bass, backing vocals
Achim Quench Gschwend - drums, backing vocals

Tracklist:

01. House of Thunder
02. Rosi Lust
03. Cold Hearted
04. Come Home
05. Shout It Out
06. The Only One
07. Live Love Rock
08. That's What Dreams Are For
09. Ya Do Ya
10. No Matter The Faith
11. Colores Bleed
12. You 'n I




Cyanotic - Transhuman (2005)

 



Style: Industrial Rock
Origin: USA

Tracklist:
 01 Frequency In Cycles
 02 Order Out Of Chaos
 03 Insurgence
 04 Transhuman
 05 Deface
 06 Axiom
 07 Suspenion Of Disbelief
 08 Actuator  
 09 Sensory Deprivation 
 10 Beta Blocker
 11 Antithesis
 12 Higher States Of Consciousness 







Element A440 - Intravenous Nursery Rhymes (2013)

 



Style: Industrial Rock/Metal
Origin: USA

Tracklist:
1. Porn Star
2. Kill Me
3. The Freak
4. Selfish
5. Azure
6. Godless
7. All I Wanted
8. Nebular Serum
9. Burn
10. I Wait
11. Forsaken
12. Dance Dead
13. Intravenous Lullaby







Totem Obscura vs. Acylum - Waldgeist (EP 2013)

 



Style: EBM/Industrial
Origin Germany

Tracklist:
01. Waldgeist
02. Waldgeist (Acylum Club Mix)
03. Dead Snow
04. Waldgeist (Aengeldust Remix)
05. Dead Snow (Bleeding Corp. Remix) 







Agorà: The Second Edition (2002-Today)

 



A ÁGORA NOS ANOS 70

Agorà, uma das bandas de jazz-rock-prog mais brilhantes (bem... será que essa definição está correta?) dos anos 70, teve o privilégio, talvez um caso único na Itália, de estrear com um álbum gravado ao vivo no famoso Festival de Montreux. Não só isso, como esse histórico "Live in Montreux" foi lançado em 1975 por uma grande gravadora como a Atlantic. Os amigos e frequentadores assíduos do Stratosfera conhecem bem a biografia desse grupo da região de Marche: não há necessidade de repeti-la. O segundo e último LP da primeira formação do Agorà foi "Agorà 2", lançado em 1976, novamente pela Atlantic. Nesse mesmo ano, o grupo se apresentou no Festival Parco Lambro, e uma de suas músicas, "Cavalcata solare",  foi incluída no álbum ao vivo desse show. Como vocês podem ver, meus caros amigos, acompanhamos o grupo até 1978, quando ele se desfez como neve ao sol. Augusto nos lembra que "por um curto período, Pepe Maina tocou percussão no grupo, participando inclusive de um outro concerto realizado em Montreux, que foi inteiramente filmado, mas nunca lançado oficialmente". 
Bem, este post pretende tratar da Ágora em sua segunda edição, aquela que vai de 2002 até hoje (pelo menos é o que eu acho).

A NOVA EDIÇÃO

Mais sobre Prog Italiano : "Em 2002, o grupo se reformou com quatro membros originais (Ovidio Urbani, Renato Gasparini, Mauro Mencaroni e Lucio Cesari), com a adição de Alessandra Pacheco nos vocais e dos músicos de jazz Giovanni Ceccarelli no piano e Aki Montoya na percussão, além da colaboração do guitarrista/produtor Maurizio Mercuri. Desde 2012, a formação, inicialmente renomeada Agorà Unplugged, inclui Urbani, Gasparini, Cesari, o guitarrista Gabriele Possenti, o violoncelista Gianni Pieri e o baterista Massimo Manzi, que já havia integrado o grupo em 1977-78". O primeiro trabalho da reencarnação do Agorà se chama "Ichinen" e foi lançado em 2013 (Nota do editor: a Aereostella o relançará no ano seguinte). Vale lembrar que, antes da separação, o Agorà estava trabalhando em um terceiro álbum que nunca foi lançado. Gostaria de destacar que, entre os vários reencontros que ocorreram nos anos 2000, por diversos motivos que não vou mencionar aqui, o do Agorà foi um verdadeiro prazer, dada a admiração especial que sempre tive por eles. E agora, vamos à música. 

Agora - Ichinen (2013)


LISTA DE MÚSICAS:
001. Serra San Quirico (5:59)
02. Ichinen (5:28)
03. Sensei (5:23)
04. Work in Progress (3:50)
05. Star strings (6:00)
06. Instante per instante ( 4:15)
07. Tre maggio (5:20)
08. Oceano (6:09)
09. Wood of guitar (4:05)
10. Progressive suite (7:24)
11. Costa dell'est (8:22)
12. Piramide di domani / Cavalcata solare (theme) (7:54)


FORMAÇÃO

Renato Gasparini - chitarre, voce
Ovidio Urbani - sax soprano
Lucio Cesari - basso acustico
Gabriele Possenti - chitarre
Gianni Pieri - violoncello
Massimo Manzi - batteria

com
Roberto Bacchiocchi - Rhodes piano
Maurizio Mercuri - chitarre
Giovanni Ceccarelli - piano
Mauro Mencaroni - batteria
Alessandra Pacheco - voce
Karl Potter - djambee e congas



Com “Ichinen”, o Agorà nos oferece sua modernidade. Eles não imitam o passado, mas, com extrema naturalidade, revelam sua nova alma: acústica, calma, meditativa e madura. Mesmo quando resgatam canções antigas, reinterpretam-nas com uma nova consciência e as harmonizam com as novas composições. O próprio nome do álbum, “Ichinen”, remete a uma metodologia budista, um testemunho da paz interior alcançada pelos músicos.
A música reflete a nova alma da banda e inclina-se ainda mais para os sons mediterrâneos, numa deliciosa mistura de jazz e world music. O que mais impressiona é a riqueza de sua sonoridade. Encontramos reminiscências de ragas indianas, fado português e temas étnicos, mas também influências de Canterbury e momentos de fusão mais nítidos. De certa forma, podem lembrar o Indaco, mas o Agorà é mais coeso. Os vários músicos entram e saem do palco com facilidade e nunca com intervenções banais, criando uma harmonia em que nenhum instrumento rouba a cena dos outros, mas cada músico exalta sua própria classe a serviço dos demais. Todos trabalham em perfeita simbiose, e a soma do todo, como num sistema holístico, é maior do que a soma das partes individuais dos músicos. Os três violões de Possenti, Gasparini e Mercuri representam a alma mais étnica, enquanto o saxofone de Urbani e o piano de Ceccarelli representam o lado mais jazzístico. Tudo se encaixa perfeitamente graças às cordas de Pieri e ao baixo de Cesari. Uma menção especial para o baterista Manzi, nome histórico do jazz italiano, que muitas vezes funciona como uma verdadeira cola, com sua bateria nunca invasiva, porém altamente expressiva, pontuando sublimemente o trabalho dos outros músicos.



O álbum apresenta composições inéditas escritas na década de 2000, algumas faixas nunca antes lançadas, compostas no final dos anos 70 com Manzi, e alguns clássicos de seus dois primeiros álbuns. Curiosamente, essas duas músicas abrem e fecham o álbum, como se fechassem um ciclo ou nos levassem a uma jornada musical onde a partida e o destino coincidem e onde a única coisa realmente importante é a própria jornada. A homogeneidade do álbum é impressionante, aparentemente em desacordo com o intervalo de trinta anos em que as músicas foram escritas. Com "Ichinen", o Agorà não busca chocar ou agradar os fãs antigos, mas simplesmente tocar o que gosta, independentemente do gênero ou das considerações comerciais. Eles simplesmente querem tocar sua música com total liberdade de expressão, e talvez essa seja a verdadeira faísca que acende a magia de um álbum onde tudo parece funcionar, onde nada está fora do lugar. Um álbum onde a maturidade dos músicos se torna um verdadeiro valor agregado, não um fardo.


Em 2014, a banda juntou-se à editora Aereostella, propriedade de Franz Di Cioccio da PFM, que — como mencionado acima — relançou Ichinen , dando-lhe distribuição internacional. Em novembro de 2014, o Agorà esteve entre as bandas convidadas a atuar no Prog Exhibition , o Festival de Música Imaginable organizado pela D&D de Iaia De Capitani, ao lado de bandas consagradas da cena progressiva italiana, como PFM e Le Orme.


Em 20 de setembro de 2015, no Planet Live Club em Roma, com uma formação expandida de oito integrantes, incluindo o tecladista do Area, Patrizio Fariselli , e o convidado especial Marco Agostinelli na flauta, o grupo se apresentou ao vivo com o intuito de lançar um novo álbum ao vivo. O concerto fez parte do Festival Progressivamente, organizado por Guido Bellachioma. Na ocasião, eles tocaram quatro músicas inéditas: "Bombook", de Renato Gasparini e Gianni Pieri; "Puro", de Gabriele Possenti; "Reset", de Renato Gasparini; e "Oak Ballad", de Renato Gasparini e Ovidio Urbani. E é a música "Bombook" que dá título ao álbum ao vivo lançado em 2016 pela Cramps/Sony em CD e vinil (um DVD documentando o concerto romano no Festival Progressivamente, limitado a apenas 100 cópias, também está disponível).

Agorà com Patrizio Fariselli - Bombook
Ao vivo no Festival Progressivamente (2016)


LISTA DE MÚSICAS:

01. Bombook (inedito) -  4:58
02. Reset  (inedito) - 6:17
03. Costa dell'est - 7:41
04. Sensei - 6:33
05. Punto rosso - 9:40
06. Ichinen - 4:49
07. Puro (inedito) - 5:55
08. L'orto di Ovidio - 5:13
09. Oak Ballad (inedito) - 5:13
10. Piramide di domani - 6:06
11. Cavalcata solare - 7:54


FORMAÇÃO

Gabriele Possenti - chitarra acustica
Renato Gasparini - chitarra acustica, chitarra elettrica
Lucio Cesari - basso
Gianni Pieri - violoncello
Massimo Manzi - batteria
Marco Agostinelli - flauto
Patrizio Fariselli - tastiere
Ovidio Urbani - sax soprano, sax contralto



"Bombook" é o segundo álbum ao vivo oficial lançado pelo Agorà, após sua estreia em 1975 com "Live in Montreux". Passaram-se "apenas" 41 anos desde a estreia da banda. A lista de faixas, além das quatro músicas inéditas mencionadas, apresenta canções de "Ichinen", incluindo reprises de clássicos como "L'orto di Ovidio" e "Cavalcata solare". "O título 'Bombook'", como explicou Renato Gasperini em uma entrevista publicada na revista "Artists and Bands" em 2016, "é uma contração de duas palavras aparentemente irreconciliáveis: 'bomba' e 'livro'. Na realidade, neste momento de grande turbulência, onde os explosivos infelizmente parecem ocupar um lugar de destaque, gostaríamos de ver 'bombas culturais' sendo lançadas, como bem representado na capa do álbum, que mostra um avião feito inteiramente de corpos humanos lançando de paraquedas várias pilhas de livros ao chão."


Em relação ao concerto, o primeiro set, que inclui duas das quatro músicas inéditas, caracteriza-se por um ótimo jazz rock, com excelentes intervenções das guitarras (acústica e elétrica) e dos instrumentos de sopro (flauta e saxofone). A entrada de Patrizio Fariselli ocorre aproximadamente na metade do concerto e é recebida com uma ovação de pé do público. "O que impressiona no pianista da Romanha", escreve Gianluca Livi, que esteve presente no concerto, no site mencionado anteriormente, "é a sua perícia, nunca meramente técnica, nunca meramente improvisacional; a sua capacidade, agora inalterada, de se integrar facilmente em grupos muito distantes da sua formação musical; a escolha de o fazer com humildade, mas com tal determinação que consegue contrariar as expectativas de um público que aguarda perpetuamente uma música do Area." 


Mas a aventura da "segunda edição" de Agorà não termina aqui. Em termos de gravações, sim, mas não em termos de concertos. Vou buscar mais informações na Wikipédia
Em março de 2017, o Agorà voltou a se apresentar na capital, mais uma vez com a formação completa. Desta vez, subiram ao palco do Auditorium del Parco della Musica como atração principal da primeira edição da Mandela Night, uma iniciativa promovida pela Fundação Mandela e patrocinada pela Embaixada da África do Sul em Roma. A formação era composta por Bombook , com a adição de Mike Rossi , saxofonista americano que Renato Gasparini conheceu em 2015 no evento PiorAcustic, um festival dedicado à lutheria acústica em Pioraco (MC). Também em 2017, mas reduzido a um trio (Urbani, Gasparini e Pieri), o Agorà apresentou seu novo álbum na Casa di Alex, em Milão. Em 2018, a Crac Edizioni publicou uma biografia da banda, editada pelo jornalista milanês Claudio Giovanni Bonomi , que traça sua história, remontando aos primórdios musicais dos vários membros do grupo de Marche, com depoimentos e episódios inéditos. 


Em 2019, em Fabriano, Renato Gasparini começou a trabalhar em um novo álbum para a banda, reunindo ao seu redor, além dos "veteranos" Lucio Cesari e Massimo Manzi, os já experientes Gianni Pieri e Marco Agostinelli. Após cerca de três anos de trabalho em estúdio, as músicas para o sucessor de Bombook estão prontas, e a banda aguarda encontrar uma gravadora interessada em lançá-las. 


Pessoalmente, não tenho nenhuma notícia sobre este novo álbum, que seria o quinto da banda, e minhas buscas online foram infrutíferas. Se Augusto Croce nem sequer o mencionou na revista Italian Prog, certamente significa que ainda não foi lançado. No entanto, estou preocupado com o pôster abaixo, encontrado no Facebook e datado de 2024, que promove o lançamento de "Agorà 5", o álbum comemorativo dos 50 anos do grupo. As novas músicas provavelmente já foram apresentadas ao vivo, mas ainda não foram lançadas em CD ou vinil. 


Antes de me despedir, gostaria de oferecer a vocês, como um CD bônus, a gravação do programa "Diario di bordo", publicado no canal do YouTube "Astronave Recording Studios" (convido vocês a visitá-lo), se não me engano, em 2022. Inclui faixas ao vivo intercaladas com duas entrevistas. Atenção, pois a gravação contém três faixas inéditas destinadas ao novo álbum. A segunda entrevista, em específico, aborda o fatídico quinto álbum (atualmente em fase de mixagem, como se pode perceber pelas vozes dos entrevistados).  

CD bônus
Agorà - Sessões de estúdio ao vivo 2022


LISTA DE MÚSICAS:

01. Serra San Quirico 
02. Intervista # 1
03. Potere fare tutto (inedito) 
04. Sun Circle (inedito) 
05. Now (inedito)
06. Bombook
07. Intervista # 2 
08. Piramide di domani / Cavalcata solare
09. Conclusioni


FORMAÇÃO:

Renato Gasparini – chitarra 
Marco Agostinelli – tastiere, sax, flauto 
Gianni Pieri – violoncello 
Lucio Cesari – basso 
Massimo Manzi – batteria



A gravação ao vivo abre com "Serra Sam Quirico" e fecha com "Piramide di domani / Cavalcata solare", dois grandes clássicos de Agorà. Além de "Bombook", que já apareceu no álbum ao vivo de mesmo nome, as outras três músicas, como mencionado acima, são inéditas (cada uma mais bela que a outra). 
Bem, espero que tenham gostado deste longo post. Encerro desejando-lhes, como sempre, uma ótima audição. Aguardo ansiosamente seus comentários, que são sempre um gesto muito agradável...

 


MUSICA&SOM ☝ Ichinen (2013)
 MUISCA&SOM ☝Bombook (2016)
MUSICA&SOM ☝Live Studio Sessions (2022)






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