sábado, 12 de novembro de 2022

Blood Red Shoes na Dança do Som

 





Dão-se pelo nome de Blood Red Shoes. São apenas dois. Novinhos e humildes. Mas bons. Muito bons.



Corria o ano de 2004 quando Laura Mary-Carter (uma morena menineira e super indie) que ansiava ter nascido espanhola e Steven Ansell (um loiraço com ar de menino ingénuo), o eterno sonhador, davam início à banda que já passou pelo nosso país mais do que uma vez.

Detentores de uma energia fantástica e de uma presença em palco que inveja muitos veteranos, os Blood Red Shoes não tinham nem noção que teriam toda esta fama e sucesso passados uns anos.

Quando tudo começou nem um nem o outro se conheciam tão bem assim para darem início a um projecto que exige confiança e cumplicidade. Mas segundo Laura Mary-Carter “existia uma química no ar que se tornou positiva e permitiu que tudo se unisse e desse certo”.

No dia em que a primeira canção foi escrita (ainda sem a melodia), alguém lhes pediu para a tocarem em duas semanas. Tanta pressão obrigou-os a, noite após noite, trocarem dezenas de e-mails para tentarem encontrar alguma coerência e descobrirem um nome que se enquadrasse com as suas personalidades. Finalmente encontraram-se e mais duas canções foram escritas “em cima do joelho”. Resultou e muito bem, diga-se de passagem.

Estes senhores, detentores de dois álbuns de estúdio e um EP, escondem segredos que só o Som À Letra vos irá desvendar. Da próxima vez que se sentirem crianças por adorarem chocolate, bolos, infantilidades, zombies, filmes de terror, chazinho pela tarde dentro, de danças ou dos Ursinhos Carinhosos, não entrem em pânico. Os Blood Red Shoes também gostam e não deixam de ser quem são.


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