Maria do Porto
Coelho Júnior / Resende Dias
Repertório de Luísa Salgado
É do Porto esta Maria, Maria fresca e bonita
Sai logo mal rompe o dia
Leva no rosto a alegria, no corpo as pintas de chita
Pasa pelas fotaínhas, desce alegre a Corticeira
P’ara e reza nas Alminhas
Dá pão a duas velhihas e vai vender p’rá Ribeira
Maria do Porto de andar balançado
Sorriso rasgado
Sorriso rasgado, alegre e sadio
Maria do Porto de faces trigueiras
Que bem que tu cheiras
Que bem que tu cheiras a mar e a rio
É do Porto esta Maria, é a Maria, talvez
Em franqueza e simpatia
É Maria mais Maria, nome que é bem portugês
Esta Maria tem fé no rapaz que é todo dela
Mora p’rós lados da Sé
E à tardinha vai até à Ribeira, ter com ela
Repertório de Luísa Salgado
É do Porto esta Maria, Maria fresca e bonita
Sai logo mal rompe o dia
Leva no rosto a alegria, no corpo as pintas de chita
Pasa pelas fotaínhas, desce alegre a Corticeira
P’ara e reza nas Alminhas
Dá pão a duas velhihas e vai vender p’rá Ribeira
Maria do Porto de andar balançado
Sorriso rasgado
Sorriso rasgado, alegre e sadio
Maria do Porto de faces trigueiras
Que bem que tu cheiras
Que bem que tu cheiras a mar e a rio
É do Porto esta Maria, é a Maria, talvez
Em franqueza e simpatia
É Maria mais Maria, nome que é bem portugês
Esta Maria tem fé no rapaz que é todo dela
Mora p’rós lados da Sé
E à tardinha vai até à Ribeira, ter com ela
Quando os outros te batem
Quando os outros te batem beijo-te eu (título completo)
Pedro Homem de Mello / Armando Machado *fado aracélia*Repertório de Amália
Se bem que não me ouviste e foste embora
E tudo em ti decerto me esqueceu
Como ontem, o meu grito diz-te agora
Quando os outros te batem, beijo-te eu
Se bem que às minhas maldições fugiste
Por te haver dado tudo o que era meu
Como ontem, o meu grito agora viste
Quando os outros te batem, beijo-te eu
Mas há-de vir o dia em que a saudade
Te lembre quem por ti já se perdeu
O fado quando é triste é que é verdade
Quando os outros te batem, beijo-te eu
Como ontem, o meu grito diz-te agora
Quando os outros te batem, beijo-te eu
Se bem que às minhas maldições fugiste
Por te haver dado tudo o que era meu
Como ontem, o meu grito agora viste
Quando os outros te batem, beijo-te eu
Mas há-de vir o dia em que a saudade
Te lembre quem por ti já se perdeu
O fado quando é triste é que é verdade
Quando os outros te batem, beijo-te eu
Isto de ser poeta
Artur Ribeiro / António Parreira
Repertório de Rodrigo
Ser poeta, aos olhos meus
É olhar o universo
É ver mais longe, mais fundo
É ser mais pobre que Deus
É dar ao mundo num verso
Toda a riqueza do mundo
Ser poeta é ser capaz
De dar o que a alma encerra
Ser poeta, aos olhos meus
É olhar o universo
É ver mais longe, mais fundo
É ser mais pobre que Deus
É dar ao mundo num verso
Toda a riqueza do mundo
Ser poeta é ser capaz
De dar o que a alma encerra
Em defesa da verdade
É fazer das horas más
Versos que inundam a terra
É fazer das horas más
Versos que inundam a terra
A pregar humanidade
Ser poeta é ser tão pouco
É ser tão pouco e dizer
Ser poeta é ser tão pouco
É ser tão pouco e dizer
Coisas de causar espanto
Quem dera passar por louco
Quem dera poeta ser
Quem dera passar por louco
Quem dera poeta ser
Dos versos que apenas canto
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