Alcântara
João de Freitas / Raúl Portela
Repertório de Ercília Costa
Letra publicada no jornal Guitarra de Portugal em Junho de 1939Repertório de Ercília Costa
Ó meu bairro sonhador
Onde nasci e passei minha mocidade
Tens alegria e frescor
E eu nunca esquecerei tua suavidade
Bairro de casas velhinhas
E de ardentes namorados
Onde até as andorinhas
Fazem ninhos p’los telhados
Alcântara tem a faina das oficinas
E até faz bem ver-se os gangas p’las esquinas
Bairro de operários com seus amores e quezílias
Que vivem dos seus salários
Dando a vida p’las famílias
Bairro nobre, mas modesto
De raparigas singelas e de tradições
Onde o viver é honesto
E há almas leais e belas sem ruins paixões
Onde nasci e passei minha mocidade
Tens alegria e frescor
E eu nunca esquecerei tua suavidade
Bairro de casas velhinhas
E de ardentes namorados
Onde até as andorinhas
Fazem ninhos p’los telhados
Alcântara tem a faina das oficinas
E até faz bem ver-se os gangas p’las esquinas
Bairro de operários com seus amores e quezílias
Que vivem dos seus salários
Dando a vida p’las famílias
Bairro nobre, mas modesto
De raparigas singelas e de tradições
Onde o viver é honesto
E há almas leais e belas sem ruins paixões
Bairro que é todo um poema
De acolhimento cortês
E que tem por seu dilema
O trabalho, a honradez
De acolhimento cortês
E que tem por seu dilema
O trabalho, a honradez
A companhia do fado
Letra de Isidoro de Oliveira
Desconheço se esta letra foi gravada
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível
Letra transcrita do livro editado pela Academia da Guitarra e do Fado
Comecei a cantar fado de menino
Com o fado passei a mocidade
Com o fado vivi o meu destino
Tenho o fado comigo na saudade
Costumavam pedir-me p’ra cantar
Quando eu era ainda pequenino
Às vezes com vontade de brincar
Comecei a cantar fado de menino
Cantei fado na minha juventude
Cantei-o com mentira e com verdade
Cantei-o ao pecado e à virtude
Com o fado passei a mocidade
Quando o fardo da vida me pesava
Não perdia a coragem nem o tino
Tinha o apoio do fado que cantava
Com o fado vivi o meu destino
Mas peço que de mim não tenham dó
Por ser um homem já de muita idade
Eu tenho companhia, não ’stou só
Tenho o fado comigo na saudade
Desconheço se esta letra foi gravada
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível
Letra transcrita do livro editado pela Academia da Guitarra e do Fado
Comecei a cantar fado de menino
Com o fado passei a mocidade
Com o fado vivi o meu destino
Tenho o fado comigo na saudade
Costumavam pedir-me p’ra cantar
Quando eu era ainda pequenino
Às vezes com vontade de brincar
Comecei a cantar fado de menino
Cantei fado na minha juventude
Cantei-o com mentira e com verdade
Cantei-o ao pecado e à virtude
Com o fado passei a mocidade
Quando o fardo da vida me pesava
Não perdia a coragem nem o tino
Tinha o apoio do fado que cantava
Com o fado vivi o meu destino
Mas peço que de mim não tenham dó
Por ser um homem já de muita idade
Eu tenho companhia, não ’stou só
Tenho o fado comigo na saudade
Despedida
Letra de João de Freitas
Desconheço se esta letra foi gravada
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível
Letra transcrita do livro editado pela Academia da Guitarra e do Fado
Ó gente, que és tão benquista
De sentimento sagrado
Recebam desta fadista
Os cumprimentos do fado
Com pena vos vou deixar
Com pena me vou embora
Pois gostava de cantar
P’ra vocês a toda a hora
Vou sentir muitas saudades
Por isso, neste meu fado
Desejo-lhes felicidades
E a todos, muito obrigado
Desconheço se esta letra foi gravada
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível
Letra transcrita do livro editado pela Academia da Guitarra e do Fado
Ó gente, que és tão benquista
De sentimento sagrado
Recebam desta fadista
Os cumprimentos do fado
Com pena vos vou deixar
Com pena me vou embora
Pois gostava de cantar
P’ra vocês a toda a hora
Vou sentir muitas saudades
Por isso, neste meu fado
Desejo-lhes felicidades
E a todos, muito obrigado
Almas unidas
Letra de Frederico de Brito
Desconheço se esta letra foi gravada.
Publico-a na esperança de obter informação credível.
Letra transcrita do livro editado pela Academia da Guitarra e do Fado
Meu amor, as nossas vidas
Não se devem afastar
Pois duas almas unidas
Ocupam menos lugar
Ao mundo pouco lhe rala / O que há p’ra aí de pecado
Mas toda a gente me fala / Na vida que tens levado
Portanto, tu, faz de conta / Que entre nós não há intrigas
Tristezas de pouca monta / Passam com duas cantigas
Andei no mundo esquecida / Cantei uma vida inteira
Cada qual, cá nesta vida / Chora da sua maneira
Desconheço se esta letra foi gravada.
Publico-a na esperança de obter informação credível.
Letra transcrita do livro editado pela Academia da Guitarra e do Fado
Meu amor, as nossas vidas
Não se devem afastar
Pois duas almas unidas
Ocupam menos lugar
Ao mundo pouco lhe rala / O que há p’ra aí de pecado
Mas toda a gente me fala / Na vida que tens levado
Portanto, tu, faz de conta / Que entre nós não há intrigas
Tristezas de pouca monta / Passam com duas cantigas
Andei no mundo esquecida / Cantei uma vida inteira
Cada qual, cá nesta vida / Chora da sua maneira
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