A civilização
Letra de António Amargo
Desconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credivel.
O poderoso rei de uma tribo selvagem
Tendo ouvido falar em civilização
Quis ver e observar a atraente miragem
Das grandes capitais, empórios do milhão
Viu padres e pasmou da estólida ignorância
Do povo que inda crê em Deus e em seus ministros
Viu lôbregas prisões, a desumana estância
Onde se gera o crime em corações sinistros
Viu a prostituição obedecendo a leis
E o estado, sem pudor impondo-lhe tributos
E viu países onde ainda existem reis
E o povo geme e sofre e há cortesãos corruptos
Viu gente a mendigar o pão da negra sorte
Porque pede trabalho e ninguém lho quer dar
E viu com mais horror que inda há pena de morte
Em terras onde a lei condena quem matar
O poderoso rei, cansado da miragem
Voltou ao seu país numa desilusão
Dizendo: a minha gente é bárbara, é selvagem
Não quero que lá chegue a civilizaçãoDesconheço se esta letra foi gravada.
Transcrevo-a na esperança de obter informação credivel.
Informação de Francisco Mendes e Daniel Gouveia
Livro *Poetas Populares do Fado-Tradicional*
Livro *Poetas Populares do Fado-Tradicional*
Tendo ouvido falar em civilização
Quis ver e observar a atraente miragem
Das grandes capitais, empórios do milhão
Viu padres e pasmou da estólida ignorância
Do povo que inda crê em Deus e em seus ministros
Viu lôbregas prisões, a desumana estância
Onde se gera o crime em corações sinistros
Viu a prostituição obedecendo a leis
E o estado, sem pudor impondo-lhe tributos
E viu países onde ainda existem reis
E o povo geme e sofre e há cortesãos corruptos
Viu gente a mendigar o pão da negra sorte
Porque pede trabalho e ninguém lho quer dar
E viu com mais horror que inda há pena de morte
Em terras onde a lei condena quem matar
O poderoso rei, cansado da miragem
Voltou ao seu país numa desilusão
Dizendo: a minha gente é bárbara, é selvagem
O poderoso rei de uma tribo selvagem
Tendo ouvido falar em civilização
Quis ver e observar a atraente miragem
Das grandes capitais, empórios do milhão
Viu padres e pasmou da estólida ignorância
Do povo que inda crê em Deus e em seus ministros
Viu lôbregas prisões, a desumana estância
Onde se gera o crime em corações sinistros
Viu a prostituição obedecendo a leis
E o estado, sem pudor impondo-lhe tributos
E viu países onde ainda existem reis
E o povo geme e sofre e há cortesãos corruptos
Viu gente a mendigar o pão da negra sorte
Porque pede trabalho e ninguém lho quer dar
E viu com mais horror que inda há pena de morte
Em terras onde a lei condena quem matar
O poderoso rei, cansado da miragem
Voltou ao seu país numa desilusão
Dizendo: a minha gente é bárbara, é selvagem
Não quero que lá chegue a civilizaçãoO poderoso rei de uma tribo selvagemTendo ouvido falar em civilização
Quis ver e observar a atraente miragem
Das grandes capitais, empórios do milhão
Viu padres e pasmou da estólida ignorância
Do povo que inda crê em Deus e em seus ministros
Viu lôbregas prisões, a desumana estância
Onde se gera o crime em corações sinistros
Viu a prostituição obedecendo a leis
E o estado, sem pudor impondo-lhe tributos
E viu países onde ainda existem reis
E o povo geme e sofre e há cortesãos corruptos
Viu gente a mendigar o pão da negra sorte
Porque pede trabalho e ninguém lho quer dar
E viu com mais horror que inda há pena de morte
Em terras onde a lei condena quem matar
O poderoso rei, cansado da miragem
Voltou ao seu país numa desilusão
Dizendo: a minha gente é bárbara, é selvagem
Tendo ouvido falar em civilização
Quis ver e observar a atraente miragem
Das grandes capitais, empórios do milhão
Viu padres e pasmou da estólida ignorância
Do povo que inda crê em Deus e em seus ministros
Viu lôbregas prisões, a desumana estância
Onde se gera o crime em corações sinistros
Viu a prostituição obedecendo a leis
E o estado, sem pudor impondo-lhe tributos
E viu países onde ainda existem reis
E o povo geme e sofre e há cortesãos corruptos
Viu gente a mendigar o pão da negra sorte
Porque pede trabalho e ninguém lho quer dar
E viu com mais horror que inda há pena de morte
Em terras onde a lei condena quem matar
O poderoso rei, cansado da miragem
Voltou ao seu país numa desilusão
Dizendo: a minha gente é bárbara, é selvagem
Não quero que lá chegue a civilização
A coisa mais bonita do mundo
Tiago Torres da Silva / Ricardo Cruz
Repertório de Teresa Lopes Alves
Há um instante só... não mais que isso
Em que a morte e a vida são iguais
Morremos nesse instante de derriço
E, meu amor, ficamos imortais
Quando a morte olha a vida cara a cara
Alguém padece a dor da eternidade
Uma dor que une mais do que separa
Um amor de que o fruto é a saudade
Mas sei que transformamos o segundo
Em que a vida e a morte se conhecem
Na coisa mais bonita que há no mundo
E os nossos corações é que agradecem
Em que a morte e a vida são iguais
Morremos nesse instante de derriço
E, meu amor, ficamos imortais
Quando a morte olha a vida cara a cara
Alguém padece a dor da eternidade
Uma dor que une mais do que separa
Um amor de que o fruto é a saudade
Mas sei que transformamos o segundo
Em que a vida e a morte se conhecem
Na coisa mais bonita que há no mundo
E os nossos corações é que agradecem
Não sei quando te olhei eternamente
Se eu era a morte que por ti esperava
E tu eras a vida à minha frente
Ou se era o teu olhar que me matava
Se eu era a morte que por ti esperava
E tu eras a vida à minha frente
Ou se era o teu olhar que me matava
A companhia do fado
Letra de Isidoro de Oliveira
Desconheço se esta letra foi gravada
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível
Letra transcrita do livro editado pela Academia da Guitarra e do Fado
Comecei a cantar fado de menino
Com o fado passei a mocidade
Com o fado vivi o meu destino
Tenho o fado comigo na saudade
Costumavam pedir-me p’ra cantar
Quando eu era ainda pequenino
Às vezes com vontade de brincar
Comecei a cantar fado de menino
Cantei fado na minha juventude
Cantei-o com mentira e com verdade
Cantei-o ao pecado e à virtude
Com o fado passei a mocidade
Quando o fardo da vida me pesava
Não perdia a coragem nem o tino
Tinha o apoio do fado que cantava
Com o fado vivi o meu destino
Mas peço que de mim não tenham dó
Por ser um homem já de muita idade
Eu tenho companhia, não ’stou só
Tenho o fado comigo na saudade
Desconheço se esta letra foi gravada
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível
Letra transcrita do livro editado pela Academia da Guitarra e do Fado
Comecei a cantar fado de menino
Com o fado passei a mocidade
Com o fado vivi o meu destino
Tenho o fado comigo na saudade
Costumavam pedir-me p’ra cantar
Quando eu era ainda pequenino
Às vezes com vontade de brincar
Comecei a cantar fado de menino
Cantei fado na minha juventude
Cantei-o com mentira e com verdade
Cantei-o ao pecado e à virtude
Com o fado passei a mocidade
Quando o fardo da vida me pesava
Não perdia a coragem nem o tino
Tinha o apoio do fado que cantava
Com o fado vivi o meu destino
Mas peço que de mim não tenham dó
Por ser um homem já de muita idade
Eu tenho companhia, não ’stou só
Tenho o fado comigo na saudade
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