Michael Charles vem da Austrália. Seu pai tinha um violão velho num canto da casa. Seu pai lhe dissera que não queria que ele a tocasse, mas Michael, que ainda era criança, aproveitava qualquer oportunidade para bater nela. Sua paixão pelo instrumento era maior que o medo do pai.
Aos nove anos fez sua primeira apresentação remunerada. Aos 14 anos já fazia parte de um grupo adulto dando concertos em casamentos e shows. Em 1972 formou sua primeira banda, " Black Venom", apresentando-se na televisão. No início dos anos oitenta juntou-se ao Magnum, nada a ver com a banda de Birmingham, com quem lançou vários singles. Em 1983 ele conheceu o produtor Greg Williams e publicou seu primeiro single, " I'm A Puppet". Dois anos depois, ele publicou seu primeiro álbum, "Try Another Key", e fundou sua própria gravadora , Moonlight Label. Em 1990 recebe o convite de Buddy Guy para participar do Lendas de Chicago de Buddy Guy. A partir desse momento a vida de Charles muda completamente. Numerosas turnês pelos Estados Unidos com músicos como Junior Wells, James Cotton e Phil Guy, e uma carreira de gravação de mais de trinta produções. Em 2015, ele foi incluído no Hall da Fama do Chicago Blues. Recomendo assistir ao documentário sobre sua vida intitulado: " All I Really Know from A to Z"
Tudo que eu realmente sei de A a Z
"Concert At The Nest" foi gravado em 1989 no Falcons Nest, Melbourne, pouco antes de Michael Charles emigrar para os Estados Unidos. Naquela época sua banda era composta por: Michael Charles (vocal, guitarra), Con Pantogiannis (guitarra), Atila Sipasori (teclados), Joe Panzera (baixo) e Paul John Bruno (bateria). Naquela época Michael estava começando a mudar seu estilo musical para o blues, por isso podemos encontrar uma grande variedade de influências em suas músicas. Por um lado temos canções de blues como " Crawling On The Floor" ou "Pain and Misery". Outros roqueiros como " Give You My Heart" ou "Simple Day Living". Seu lado mais pop pode ser encontrado em "Must Be On My Own" ou "Then You Cam Along". Temos até o rosto dele com um certo caráter progressista com um toque de Chris Rea em "Leaving My Troubles Behind Me" ou "Hard Days And Long Nights". O show termina com uma homenagem a Chuck Berry em "Encore Jam".

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