quarta-feira, 13 de dezembro de 2023

CRONICA - BRUSH !? | Brush !? (1971)

 

Há poucas informações sobre esse treinamento japonês. Considerando a quantidade de pessoas que gravitam em torno do Brush!? esta combinação obscura é mais um coletivo do que um grupo.

Este último gira em torno do guitarrista/pianista/vocalista Masayoshi Takanaka, do vocalista/guitarrista Michio Ara, do tecladista/baterista Toru Hatano, do baixista/vocalista Keizo Ishiyama, do guitarrista/baixista Hitoki Goto, do organista/pianista Hoko Ide, do cantor/pianista Donand Dog III, o pianista Akira Asami, o sitarista Takefumi Yoshida, o percussionista Kenichi Sato e o baterista Humio Mori (deixe o último fechar a porta). Em 1971, os músicos publicaram um álbum homônimo com poucas cópias em um selo criado por eles mesmos, GOD Famous Co.Ltd.

Composto por 10 faixas, este LP é uma pérola do rock psicodélico com aromas progressivos e experimentais. Do lado experimental, abre com o breve “The People Of Glass ”  pontilhado de efeitos eletrônicos e órgãos esmagadores para uma massa cósmica e gótica. Obviamente o grupo vai para uma cerimônia com ácido. Ainda dominadas pelo piano, estão "Day Break (Bridge Is Drumming)" e "Die A Dog's Death (In Vain)" relembrando o delírio pomposo de Rick Wright em Ummagumma , sem esquecer a raga "Tilanga (Including Sprite)" e a sua transcendente cítara contra um cenário de ruídos perturbadores de animais.

Este disco também é marcado por baladas bastante sonhadoras e nostálgicas, “To Reiko” arrancada de seu cravo romântico e “Tears Of Child”, uma canção country havaiana cantada em japonês.

Porém, este LP tem a duração de duas longas faixas de cerca de 8 minutos, "Mother Nature's Sun" e "Tomb Stone", ambas baladas com temas progressivos. “Mother Nature's Sun” se transforma em uma psique progressiva para melodias ingênuas e caleidoscópicas. Um momento de ternura que nos leva à Baía de São Francisco com este órgão carrossel intergaláctico, para fantásticos pops picantes e belas partes celestiais cheias de emoção. “Tomb Stone” é mais desesperada, mais sombria, mais dramática, lembrando King Crimson.

Para o resto há blues rural à la Bob Dylan, “Grey Hound Bus” e acid pop com guitarras fuzz pesadas, “Foolish Guy”.

O caso termina com “All Most Cut Your Hair (Including I Did Cut My Hair)”, um blues rústico onde encontramos violões e kazoos.

Por ser um experimento sem futuro, os integrantes ficam esquecidos. Exceto Masayoshi Takanaka que cruzou o Strawberry Path e formou o Flied Egg.

Títulos:
1. The People Of Glass
2. Foolish Guy
3. Mother Natures Sun
4. To Reiko
5. Day Break (Bridge Is Druming)
6. Tears Of Child
7. Die A Dog’s Death (In Vain)
8. Tomb Stone
9. Tilanga (Including  »sprite »)
10. Grey Hound Bus
11. All Most Cut Your Hair (Including  »i Did Cut My Hair »)

Músicos:
Masayoshi Takanaka: guitarra, piano, voz
Michio Ara: voz, guitarra
Toru Hatano: teclado, bateria
Keizo Ishiyama: teclado, baixo
Hitoki Goto: guitarra, baixo
Hoko Ide: órgão, piano
Donand Dog III: voz, piano
Akira Asami: Piano
Takefumi Yoshida: Sitar
Kenichi Sato: Percussão
Humio Mori: Bateria

Produzido por: Michio Ara




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