Gravadora Copacabana 1961
Em alguns lugares dizem que o disco é de 1959, outros de 1961, acho mais confiável 1961 época em que a sonoridade da bossa nova (que aqui é desconstruída totalmente) já estava consolidada e também por citar Brasília que foi fundada em 1960.
Jocy de Oliveira Carvalho (Curitiba, 11 de abril de 1936) é uma compositora, pianista e escritora brasileira.
Jocy nasceu no Paraná, estudou piano com José Kliass em São Paulo, e Marguerite Long, em Paris. Recebeu o título de “Master of Arts” pela Washington University em St. Louis, Missouri, EUA. É sucessora do maestro Eleazar de Carvalho (com quem foi casada) na Cadeira n. 32 da Academia Brasileira de Música.1
Gravou 19 discos no Brasil e no exterior: 7 discos com a obra pianística de Messiaen para VOX (EUA) e 4 para Philips (Brasil). Gravou também o Concerto para piano e orquestra do compositor mexicano Manoel Enríquez (Bellas Artes, México).
Mais conhecida por seu trabalho erudito e suas óperas, inclusive tendo trabalhado e tocado com nomes como John Cage e Igor Stravinski nesse disco ela trabalha com a música popular no caso a bossa nova e o samba mas de maneira totalmente vanguardística e inovadora, lembrando o que Tom Zé viria a fazer anos depois em Estudando o Samba por exemplo.
Temas bem curtos com letras narrativas muitas vezes faladas e instrumentação até simples com violão, piano, flauta, baixo acústico e bateria.
Regência do maestro Elezar de carvalho que era marido de Jocy na época.
O disco não foi compreendido na época e acharam um suicídio comercial pra variar, mas a obra é eterna.
Aqui talvez comece a música experimental brasileira.
01) sofia suicidou-se
02) pecou a rosa
03) um assalto no morumbi
04) incendio
05) frida
06) brasília seculo 1
07) um crime
08) a lenda da chuva
09) o sorriso da praia
10) mar de sal
11) a morte do violão
12) e a chuva nasceu
13) samba gregoriano
Frida

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