Luiz Vagner nascimento 20/04/1948
Gaúcho de Bagé, Luiz Vagner Dutra Lopes nasceu em uma família musical. Filho de mãe índia, seu pai era um telegrafista e músico amador, que usava o nome artístico Sarará, e seu avô, além de fotógrafo e pastor, era flautista. Bem cedo começou a conviver com artistas em cidades da região. Aos dez anos, já tocava bateria e violão. Em 1963, mudou-se para Porto Alegre e neste mesmo ano, junto com Luiz Ernani, Valdir, Jacks e Edson da Rosa, formou o conjunto The Jetsons. O grupo apresentava-se em reuniões dançantes e acompanhava os cantores que por lá apareciam, até que em 66 desembarcam em São Paulo na época da Jovem Guarda, como Os Brasas, com mais dois membros: Franco, Anires Marcos e Edson. Por essa época, teve sua primeira canção, “Magoei Seu Coração”, gravada por Demétrius. Partindo para a carreira solo, com a dissolução do grupo em 69, gravou um compacto com as músicas “Viagem para o Sul” e “Moro no Fim da Rua”, esta gravada também por Wilson Simonal e Trio Esperança. Em 74 gravou seu primeiro LP, “Simples” e, em seguida, “Coisas e Lousas” (ambos na Chantecler). No ano seguinte veio outro disco, “Guitarreiro” – uma referência a seu apelido no meio musical, “Gaúcho Guitarreiro” – incluindo ritmos diversos, como o samba, a chula, a guarânia e o partido-alto, com acento entre o reggae e o rock. Em 79, gravou mais um disco, “Fusão das Raças” (Philips), cuja canção “Guria” fora incluída um ano antes na trilha sonora da novela Dancin’ Days. Quatro anos depois lançou “Pelo Amor do Povo Novo” (Copacabana), no qual gravou uma composição de Jorge Ben, “Crioulo Glorificado”, defendida no MPB Shell 82. Um anos antes, porém, o mesmo Jorge Ben lhe homenageou com a canção “Luiz Vagner Guitarreiro”. Tem músicas gravadas por Luis Américo (“Camisa 10”), Sílvio Brito (“Espelho Mágico”), Wando (“Se Quiser Chorar por Mim”), Ronnie Von (“Silvia, Vinte Horas, Domingo”), Adriana (“Justo Nesta Noite”), Eliana Pittman (“Vou Pular Neste Carnaval”), Paulo Diniz (“Como?”), Bebeto (“Segura a Nega”), além de Lady Zu, Tony Tornado, entre outros. O guitarrista continua se apresentando pelo Brasil em shows. Em 2002, gravou com os conterrâneos do Ultramen, banda gaúcha que mistura rock, reggae, rap e outros estilos.
SIMPLES
Luiz Vagner (1974)
1974
Warner Music Brasil
5050466077325
Faixas
Ouvir todas em sequência
1 – Chula louca
(Luiz Vagner)
2 – Olha o pedágio
(Luiz Vagner)
3 – Ah! Se tu soubesses
(Luiz Vagner)
4 – Você já viu né
(Luiz Vagner)
5 – Tic-toc Ouvir
(Luiz Vagner)
6 – Nas “planices” muitas luas de paz
(Luiz Vagner)
7 – Só que deram zero pro “Bedeu”
(Luiz Vagner)
8 – Por uma mulher do signo de touro “desengano”
(Luiz Vagner)
9 -“Nega veia”
(Luiz Vagner)
10 – Eu queria ir pro céu
(Luiz Vagner)
Bônus
11 – Moro no fim da Rua – compacto 1970
12 – Na ponta da sandália – compacto 1974
13- Guria – 1978 – trilha sonora da novela Dancin’ Days
Discaço de samba rock e soul com influência da música negra do Sul e arranjos do maestro Chiquinho de Moraes.
Ficha técnica:
Músicos participantes: Edson da Rosa (Os Brasas) – bateria e percussão, Cidinho Teixeira – piano e celeste, Luis Vagner – guitarra e violão, Carlos Nabhar – baixo, Fabio – surdo, Branca Di Neve – tumbadora, Mário Cerqueira – congas, Ângelo Antônio – ganza. Vocais: Sidnei Moraes, Aeluah, Elzinha, Lourdinha, Franco, Angele, Vera, Tânia Regina, David Monteiro e a dupla Dora e Walter. Metais: Buda, Bill, Felpudo, Rafael, Carlos Alberto, Demetrius, Pezzella. Cordas: Capella, Finelli, Tomassoni, Russo, Tanus, Germano Wanjrot, Dworecki, Fukuda, Rabarchi, Sienkievicz. Produtor fonográfico: Gravações Chantecler Ltda., coordenação de produção: Salatiel Coelho, direção de produção: Ângelo Antônio, Luis Vagner, Antônio Carlos de Carvalho, arranjos de base: Luis Vagner Lopes, arranjos e regência: Chiquinho de Moraes, estúdio Gravodisc, técnicos de som – Carlinhos e Calçada, foto: Photo House, capa: Sérgio Grecu.
“Cante! Que eu não sei se você sabe, que a música é uma santa.” L. Vagner.
Deram zero pro Bedeu- ao vivo

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