Eu nunca tinha ouvido rock japonês antes, mas a verdade é que esse álbum me deixou um tanto "impressionado" com sua raridade. Só consegui ouvir quatro músicas, mas já dá para ter uma ideia. "introdução" às vezes soa como música africana para mim! e o começo de "Hentai man..." me lembrou CAN. Houve também momentos de elegância e sutileza do jazz, e a proeminência de poderosos instrumentos de sopro, que eu adoro. Acredito que elas enriquecem muito qualquer música quando bem utilizadas. Existem álbuns raros que são "difíceis" de ouvir, mas este, felizmente, não é.
Branco
Crime, dissonância e jazz: uma história em dez atos
Em 1971, o escritor e filósofo Colin Wilson publicou sua Enciclopédia do Assassinato, um compêndio de mentes distorcidas, crimes brutais e impulsos insondáveis. Um livro que não apenas documentou o mal, mas o dissecou com frieza cirúrgica, buscando entender o que leva um ser humano a cruzar o limiar do imperdoável. Mas o que poucos esperavam era que esse catálogo de horrores serviria de semente para um álbum…
Um álbum onde a música não apenas narra o crime, mas o habita, o cheira, o sente em cada acorde. Um álbum que não se contenta em contar histórias de morte, mas sim mergulha nelas, como uma testemunha silenciosa da tragédia. 10 Chapters Of Murder - da Encyclopaedia of Murder de Colin Wilson não é apenas uma obra musical, é uma exploração sonora da psique criminosa. Cada faixa é uma história encharcada de sangue, cada nota um sussurro ecoando no corredor da morte. Os acordes arrastam o ouvinte pelos corredores do proibido, onde a moralidade se confunde e o fascínio pela escuridão se torna um espelho perigoso. A única maneira de saber onde isso pode nos levar é ouvir... mas cuidado, alguns labirintos não têm saída.
CODIGO: B.1-37
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