
Em 2016, escrevi bastante sobre a nova cena rock de Porto Alegre. Nomes como Rebel Machine e Cattarse já figuram como algumas das minhas preferidas, e fazem isso com um trabalho autoral repleto de ótimas referências e muito talento.
Pelo mesmo caminho segue o quarteto Fuss, natural de Canoas, na região metropolitana da capital gaúcha. Rizomas, seu primeiro EP , já havia chamada a atenção com boas ideias e canções. Luzes, segundo trabalho do grupo, solidifica a ótima percepção da estreia e mostra uma banda pronta para alçar vôos mais altos.
Melhor produzido, Luzes destaca-se de cara pelas guitarras mais pesadas e, sobretudo, pelo ótimo senso melódico do grupo, capaz de criar canções ao mesmo tempo grudentas e cheias de energia. As guitarras revezam-se entre riffs e texturas, construindo um muro sonoro que traz influências que vão desde o pós-punk até o rock alternativo. Os vocais de Lucas Patrício seguem sendo um destaque, assim como as boas letras.
Traçando um paralelo com nomes mais conhecidos, o que temos é uma mistura entre Arctic Monkeys e Kings of Leon, com a energia e o peso dos discos mais recentes da banda de Alex Turner e o pop com arranjos crescentes que caracteriza a fase mainstream do KoL.
Com o que já apresentou em Rizomas e Luzes, o Fuss habilita-se com sobras para a concepção de um consistente disco de estreia, com potencial para emplacar alguns bons hits que podem abrir diversas portas para o grupo.
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