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Dois anos após a gravação de Aurora, lançada por Gérard Terronès em 1971 pelo selo Futura Records, o Théâtre du Chêne Noir apresentou outro espetáculo, Miss Madona, primeiro em Avignon e depois no Théâtre du Soleil, de Ariane Mnouchkine. Dessa peça, o grupo de Gérard Gelas extraiu três trechos sonoros, que transformaram, sem mais delongas, em um single. Miss Madona é, portanto, a segunda gravação do Théâtre du Chêne Noir. Os dois lados (e as três faixas) oferecem um teatro instrumental inacreditável, com algo de ritual de magia branca. Os atores, muito melhores, para constar, também eram músicos; ao lado de Miss Madona, ex-estrela do circo e agora ídolo, estavam o piano e o órgão elétrico de Daniel Dublet, os saxofones de Pierre Surtel e Jean-Louis Canaud e o trompete de Gilbert Say. Mas também há os vocais de Beatrice Le Thierry, Bénédicte Maulet, Jean Paul Chazalon, Monik Lamy, Nicole Aubiat... que aumentaram o mistério do que aconteceu no palco. O som deste teatro em particular lembra tanto John Coltrane quanto Ravi Shankar, Pierre Henry ou o Art Ensemble of Chicago. Há vozes do além-túmulo, inspiradoras para futuros músicos: Steven Stapleton, por exemplo, que incluiu Théâtre du Chêne Noir em sua lista de "Enfermeira com Feridas"
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