Ano: 1976 (CD 1990)
Gravadora: Connoisseur Collection (UK), DP VSOP CD 155
Estilo: Hard Rock
País: Londres e Los Angeles
Duração: 44:07, 55:49
Se quanto maior, melhor, então Live in Germany 1976 supera On Stage também nesse aspecto. Com duração de mais de noventa minutos, '76 supera On Stage em mais de cinquenta por cento. Com apenas oito faixas no álbum, isso equivale a uma média de doze minutos por música, o que só pode significar uma coisa: jamming excessivo. Solo de teclado? Confere. Solo de bateria? Confere. Duelo vocal/guitarra? Confere. Jam de blues? Confere, confere, confere. Solo de guitarra prolongado? Confere, confere, confere, confere, confere, confere, confere. Se isso soa exagerado e exagerado, bem, é. Eram os anos 70, e como Rick James disse uma vez: "Cocaína é uma droga e tanto". Embora o jamming possa ser excessivo, nas mãos deste grupo extremamente talentoso, raramente é menos do que divertido e frequentemente emocionante. No período entre a morte de Jimi Hendrix e a estreia de Eddie Van Halen, Ritchie Blackmore foi, sem dúvida, o maior herói da guitarra no rock, e "Live in Germany 1976" o encontra no auge de sua força, entregando uma performance apaixonada e multifacetada. A performance de Dio é em tudo igual à de Blackmore. A voz de Ronnie permaneceu incrivelmente forte ao longo de sua vida, mas "1976" mostra Dio com pouco mais de 30 anos, um veterano experiente, mas ainda em seu auge, e neste momento a força de sua voz parece quase ilimitada. O restante da banda – o baterista Cozy Powell, o baixista Jimmy Bain e o tecladista Tony Carey – compõe o elenco de apoio mais forte que Ronnie e Ritchie tiveram no Rainbow, e cada um brilha em seu respectivo papel.
O destaque de "Live in Germany 1976" é, claro, a versão de dezessete minutos de "Stargazer". A música começa com uma longa introdução de teclado – na qual Tony Carey introduz alguns licks de "Tarot Woman" –, mas assim que a música propriamente dita começa, a banda se mantém bastante fiel ao arranjo de estúdio até o solo de guitarra, momento em que Ritchie Blackmore usa seu slide e um eco slap-back para se despedir do planeta Terra. Também dignos de nota são a batida impetuosa da banda em "Sixteenth Century Green Sleeves" e a delicadamente bela "Catch the Rainbow", que apresenta uma interpretação sublime de Blackmore, inspirada em Hendrix. Assim como em "On Stage", "76" apresenta uma versão de "Mistreated", do Deep Purple. Dio não consegue igualar a angústia que David Coverdale captura em suas interpretações dessa música de blues de cortar o coração, mas o que falta em vulnerabilidade à voz de Dio, ela mais do que compensa em potência, igualando-se aos licks profundos e cortantes de Blackmore.
Não há como negar que Live in Germany 1976 é uma gravação colossal. Uma hora e meia de rock bombástico em arenas não é de forma alguma uma audição casual, e por isso é improvável que agrade ao fã casual. Para o fã fervoroso do Rainbow, no entanto, Live in Germany 1976 é uma oportunidade rara de se deliciar com os frutos da união fugaz de Dio e Blackmore, de ouvir esses titãs exercerem seu poder em seu verdadeiro elemento: no palco, onde lendas são criadas.
01. Kill The King (05:32)
02. Mistreated (15:41)
03. Sixteenth Century Greensleeves (08:07)
04. Catch The Rainbow (14:45)
01. Man On The Silver Mountain (13:35)
02. Stargazer (17:00)
03. Still I'm Sad (15:05)
04. Do You Close Your Eyes (10:08)
Gravadora: Connoisseur Collection (UK), DP VSOP CD 155
Estilo: Hard Rock
País: Londres e Los Angeles
Duração: 44:07, 55:49
O destaque de "Live in Germany 1976" é, claro, a versão de dezessete minutos de "Stargazer". A música começa com uma longa introdução de teclado – na qual Tony Carey introduz alguns licks de "Tarot Woman" –, mas assim que a música propriamente dita começa, a banda se mantém bastante fiel ao arranjo de estúdio até o solo de guitarra, momento em que Ritchie Blackmore usa seu slide e um eco slap-back para se despedir do planeta Terra. Também dignos de nota são a batida impetuosa da banda em "Sixteenth Century Green Sleeves" e a delicadamente bela "Catch the Rainbow", que apresenta uma interpretação sublime de Blackmore, inspirada em Hendrix. Assim como em "On Stage", "76" apresenta uma versão de "Mistreated", do Deep Purple. Dio não consegue igualar a angústia que David Coverdale captura em suas interpretações dessa música de blues de cortar o coração, mas o que falta em vulnerabilidade à voz de Dio, ela mais do que compensa em potência, igualando-se aos licks profundos e cortantes de Blackmore.
Não há como negar que Live in Germany 1976 é uma gravação colossal. Uma hora e meia de rock bombástico em arenas não é de forma alguma uma audição casual, e por isso é improvável que agrade ao fã casual. Para o fã fervoroso do Rainbow, no entanto, Live in Germany 1976 é uma oportunidade rara de se deliciar com os frutos da união fugaz de Dio e Blackmore, de ouvir esses titãs exercerem seu poder em seu verdadeiro elemento: no palco, onde lendas são criadas.
02. Mistreated (15:41)
03. Sixteenth Century Greensleeves (08:07)
04. Catch The Rainbow (14:45)
01. Man On The Silver Mountain (13:35)
02. Stargazer (17:00)
03. Still I'm Sad (15:05)
04. Do You Close Your Eyes (10:08)

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