quarta-feira, 28 de maio de 2025

Bloke - Demolición (1984)

 


 

Uma das bandas fundadoras do metal argentino na primeira metade dos anos oitenta. A carreira do Bloke, como a da maioria dos grupos que se formaram durante aqueles anos no país, foi curta. Eles gravaram este único álbum em 1984, sob o selo Umbral Discos, até sua dissolução alguns anos depois. Este é o testemunho em áudio que confirma a importância de Bloke na história do metal vernacular.

O Bloke foi formado em 1980, sob a iniciativa do guitarrista Marcelo Simoni e do baixista Daniel Parodi, e logo foi acompanhado pelo guitarrista Luis Escobar e pelo baterista Oscar Oropeza (RIP). Mas a parte mais difícil foi encontrar o cantor ideal para o projeto; depois de algumas mudanças, o escolhido foi José Luis García (também conhecido como "Billy"). Uma vez formado o Bloke, em 1984, apesar de tudo o que foi mencionado acima, surgiu o Demolición, com uma abordagem de metal muito particular, rápido e agressivo, com uma grande variedade de influências, que vão desde o NWOBHM do Judas Priest, Saxon, Tygers do Pan Tang e o hard rock do UFO, Scorpions e Van Halen. Tudo o que um metaleiro argentino tinha disponível para inspirá-lo naqueles anos, dada a disponibilidade limitada de material no meu país. Mas não se engane: Demolition é um álbum com identidade própria, nove músicas perfeitas, com um som incrivelmente artesanal, apesar das limitações técnicas, sem enchimentos e, melhor dizendo, devastador. Embora já existissem expoentes estrangeiros e locais praticando o estilo, naquela época era difícil encontrar uma proposta como a de Bloke na Argentina.

"Aqueles eram tempos difíceis em todos os sentidos. De um lado, a opressão militar, a falta de liberdade, a repressão, os desaparecidos, um clima de terror. Era difícil se expressar naqueles anos. Tempos duros e complicados", lembra Marcelo Simoni (guitarrista do Bloke), em tom desagradável ao fazer a evocação, mas é verdade que a combinação de todos esses sentimentos foi o que encorajou as bandas a pegar em armas (ou melhor, a usar seus instrumentos) e fazer do Metal não apenas um meio de expressão, mas também de protesto e denúncia: nascia o "metal argentino", aquilo que se diferencia do resto do Metal visto de fora. Ele também nos dá detalhes de como se portavam artisticamente naquela época: "Por outro lado, a falta de apoio na produção significava que tudo o que uma banda precisava não estava lá! Era preciso administrar absolutamente tudo... como se podia e com o que se tinha. Não sobrava nada. Era tudo muito bruto e as deficiências eram enormes. No equipamento, o panorama era o mesmo, tocava-se com o que havia... Do ponto de vista artístico, o metal era um gênero incipiente... quase inexistente. Nós, junto com um pequeno grupo de bandas, inovamos, abrimos caminho onde não havia pegada. A ideia era, em outras palavras, tocar, combinar música com mensagens de forte conteúdo social. E a música energética, dura, forte, era o veículo que dava origem às letras, à mensagem. Sem correr riscos, foi assim que seguimos. E o mais complicado ainda: o processo de gravação de Demolición, que eu entendi ter sido extremamente ruim. Até que ponto isso foi? Bem, é melhor deixarmos Simoni nos contar:Sim, para dizer o mínimo, foi assim. Condições péssimas, sem produção, apenas cerca de 130 horas de estúdio pagas e nada mais. A qualidade do estúdio foi desastrosa, havia coisas melhores. Os critérios de gravação eram inexistentes, o técnico de gravação não estava muito familiarizado com o estilo heavy metal, o som de uma banda de heavy metal. Foi tudo bastante caótico. Lembro-me de que minha discordância era permanente .


 
 

 

Membros:

Marcelo Simoni: Guitarras
Luis "Aladino" Escobar: Guitarras
Billy: Vozes
Daniel Parodi: Baixo
Oscar Oropeza: Bateria

Temas:
 
(Lado Heavy)
 
01- Demolición (Mental)
02- Antes del fin
03- Paraiso infernal
04- Listo a matar
05- Identidad real
 
(Lado Metal)
 
06- La fuerza del metal
07- No esperen por mi
08- Bajo el signo del terror
09- Alma de chacal
 
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