Tobias Sammet é um dos grandes gênios da música contemporânea.
Não aceitar isso é negar o óbvio.
Quando o Edguy começou sua carrreira, tinha um repertório focado no heavy metal melódico, flertando, por vezes, com o power metal tipicamente germânico (ou godo, já que eram troos). Além disso, o Avantasya (prjeto paralelo de Tobias) é uma espécie de ópera metal com diversos músicos a qual Sammet comanda com maestria ímpar.
O espírito inquieto do cara levou o Edguy a beber em diversas fontes, inclusive em um metal mais modernoso, em Tinitus Sanctus. Mas foi em Hellfire Club que a banda resolveu flertar descaradamente com o hard rock, e o fez de maneira espetacular, sem cair nas armadilhas típicas dos clichês do gênero. Claro que os clichês estão aqui, mas estão tão bem disfarçados que acabam soando com um certo frescor, com um ar de novidade. Exatamente por isso é o meu preferido dos caras.
Devo destacar também que Tobias Sammet não é um troo, e suas letras vêm recheadas de um senso de humor absolutamente fantástico. Tente não rir com um título como Lavatory Love Machine e ganhe seu atestado de rançoso. A letra fala de sexo no banheiro de um avião a caminho do Brasil (dá para ouvir o piloto falando Copacapána). Seria autobiográfica?
Sexto disco de estúdio, aqui o grupo começa a brincar de hard rock com classe, sempre apoiado pela Deutsches Filmorchester Babelsberg, uma orquestra sinfônica alemã que já gravou com Rammstein, Karat entre outras bandas de metal. O casamento com os fantásticos riffs de Jens Ludwig é perfeito. Aliás, um parêntese para o sempre maravilhoso trabalho do guitarrista, que parece não esgotar sua sacola de riffs jamais, co-autor de diversas canções com Sammet.
Os vocais de Tobias Sammet, principal compositor são excelentes, e a cozinha mostra que a banda já se encontrava com uma química típica de quem tem um extenso currículo. Mille Petrozza, do Kreator, foi o convidado especial nos backing vocais de Mysteria. Sob este aspecto, digo que o disco traz um astral altíssimo, um clima de camaradagem que reflete tanto nas composições como nas performances.
O power metal está presente em We Don’t Need a Hero, claramente inspirada em Helloween.
King of Fools tem um refrão pra todo mundo cantar junto, tornando-se de antemão um clássico do hard rock do Século XXI. Rise Of The Morning Glory começa com violões e orquestra, mas descamba em um metal ironmaideniano típico da era Powerslave/ Somwhere in Time. Excelente, pra dizer o mínimo. Confira abaixo.
Enfim, Hellfire Club é um daqueles discos que traz um diferencial. É tecnicamente perfeito e tem composições impecáveis. É uma imagem do metal desse século que está se apagando, ofuscada por bandas de um mesmo timbre de guitarras, mesmo timbre vocal, mesma cozinha... Ninguém mais precisa freqüentar aula de música, pois basta comprar um Guitar Hero e sair tocando.
Mas música, caro passageiro, é cultura em primeiro lugar. Videogame é passatempo. Ninguém consegue colocar talento em um software.
Aproveite o resto de talento que ainda existe na música.
Track List
1. "Mysteria"
2. "The Piper Never Dies"
3. "We Don't Need a Hero"
4. "Down to the Devil"
5. "King of Fools"
6. "Forever"
7. "Under the Moon"
8. "Lavatory Love Machine"
9. "Rise of the Morning Glory"
10. "Lucifer in Love"
11. "Navigator"
12. "The Spirit Will Remain"
13. "Children of Steel" (Bonus track)
14. "Mysteria" (Bonus track featuring Mille Petrozza of Kreator)
Tobias Sammet é um dos grandes gênios da música contemporânea.
Não aceitar isso é negar o óbvio.
Quando o Edguy começou sua carrreira, tinha um repertório focado no heavy metal melódico, flertando, por vezes, com o power metal tipicamente germânico (ou godo, já que eram troos). Além disso, o Avantasya (prjeto paralelo de Tobias) é uma espécie de ópera metal com diversos músicos a qual Sammet comanda com maestria ímpar.
O espírito inquieto do cara levou o Edguy a beber em diversas fontes, inclusive em um metal mais modernoso, em Tinitus Sanctus. Mas foi em Hellfire Club que a banda resolveu flertar descaradamente com o hard rock, e o fez de maneira espetacular, sem cair nas armadilhas típicas dos clichês do gênero. Claro que os clichês estão aqui, mas estão tão bem disfarçados que acabam soando com um certo frescor, com um ar de novidade. Exatamente por isso é o meu preferido dos caras.
Não aceitar isso é negar o óbvio.
Quando o Edguy começou sua carrreira, tinha um repertório focado no heavy metal melódico, flertando, por vezes, com o power metal tipicamente germânico (ou godo, já que eram troos). Além disso, o Avantasya (prjeto paralelo de Tobias) é uma espécie de ópera metal com diversos músicos a qual Sammet comanda com maestria ímpar.
O espírito inquieto do cara levou o Edguy a beber em diversas fontes, inclusive em um metal mais modernoso, em Tinitus Sanctus. Mas foi em Hellfire Club que a banda resolveu flertar descaradamente com o hard rock, e o fez de maneira espetacular, sem cair nas armadilhas típicas dos clichês do gênero. Claro que os clichês estão aqui, mas estão tão bem disfarçados que acabam soando com um certo frescor, com um ar de novidade. Exatamente por isso é o meu preferido dos caras.
Devo destacar também que Tobias Sammet não é um troo, e suas letras vêm recheadas de um senso de humor absolutamente fantástico. Tente não rir com um título como Lavatory Love Machine e ganhe seu atestado de rançoso. A letra fala de sexo no banheiro de um avião a caminho do Brasil (dá para ouvir o piloto falando Copacapána). Seria autobiográfica?
Sexto disco de estúdio, aqui o grupo começa a brincar de hard rock com classe, sempre apoiado pela Deutsches Filmorchester Babelsberg, uma orquestra sinfônica alemã que já gravou com Rammstein, Karat entre outras bandas de metal. O casamento com os fantásticos riffs de Jens Ludwig é perfeito. Aliás, um parêntese para o sempre maravilhoso trabalho do guitarrista, que parece não esgotar sua sacola de riffs jamais, co-autor de diversas canções com Sammet.
Os vocais de Tobias Sammet, principal compositor são excelentes, e a cozinha mostra que a banda já se encontrava com uma química típica de quem tem um extenso currículo. Mille Petrozza, do Kreator, foi o convidado especial nos backing vocais de Mysteria. Sob este aspecto, digo que o disco traz um astral altíssimo, um clima de camaradagem que reflete tanto nas composições como nas performances.
O power metal está presente em We Don’t Need a Hero, claramente inspirada em Helloween.
Os vocais de Tobias Sammet, principal compositor são excelentes, e a cozinha mostra que a banda já se encontrava com uma química típica de quem tem um extenso currículo. Mille Petrozza, do Kreator, foi o convidado especial nos backing vocais de Mysteria. Sob este aspecto, digo que o disco traz um astral altíssimo, um clima de camaradagem que reflete tanto nas composições como nas performances.
O power metal está presente em We Don’t Need a Hero, claramente inspirada em Helloween.
King of Fools tem um refrão pra todo mundo cantar junto, tornando-se de antemão um clássico do hard rock do Século XXI. Rise Of The Morning Glory começa com violões e orquestra, mas descamba em um metal ironmaideniano típico da era Powerslave/ Somwhere in Time. Excelente, pra dizer o mínimo. Confira abaixo.
Mas música, caro passageiro, é cultura em primeiro lugar. Videogame é passatempo. Ninguém consegue colocar talento em um software.
Aproveite o resto de talento que ainda existe na música.


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