quinta-feira, 22 de maio de 2025

Egberto Gismonti - Circense (1980)

 

Econtinuamos com nosso festival de grandes músicas brasileiras, apresentando a extensa discografia do virtuoso Egberto Gismonti. Este excelente álbum foi concebido sob o conceito de "circo", algo que é ao mesmo tempo universal e regional. O álbum conta com performances de excelentes músicos brasileiros, além de uma orquestra de cordas, e também há uma homenagem a um violonista folk nômade e cego do nordeste, com participação apenas do violinista indiano Lakshminarayana Shankar e Gismonti em sua viola brasileira de dez cordas. Uma exibição de melodias apaixonadas e comoventes que progridem continuamente, criando outro clássico de Gismonti.
 
Artista: Egberto Gismonti
Álbum: Circense
Ano: 1980
Gênero: Latin Jazz / Jazz Fusion
Duração: 49:23
Nacionalidade: Brasil



A tradição circense existe em quase todos os lugares do mundo, mas é enriquecida por companhias menores que lutam para sobreviver em ambientes mais pobres, adicionando elementos regionais à mistura. Ela se encaixa perfeitamente na música de Gismonti, que também busca enriquecer a tradição musical brasileira com elementos de aquisições eruditas e populares internacionais.

Outro ótimo álbum e outro clássico, ou pelo menos deveria ser. Mas se eu escrever muito, não terei tempo de compartilhar tudo o que quero com vocês, então deixo um pouco da biografia desse gênio e um vídeo para vocês ouvirem esse álbum, com muita música circense, mas também próximo do rock e com sua mistura habitual de música popular, étnica, clássica, jazz e folclórica.
 
Talvez seja o trabalho mais recomendável de Gismonti para aqueles que não se deixam levar pela onda em que ele costuma se mover. Mais vital, mais enérgico, mais "étnico" e muito menos lânguido do que em outros álbuns, o talentoso multi-instrumentista presta uma homenagem sincera à alma circense-carnavalesca do Brasil e seus mitos fundadores.
Com um maravilhoso elenco de colaboradores e a participação de uma grande orquestra de cordas, Gismonti exibe uma variedade de registros e inspiração em sua composição. Mais tarde veio sua consagração mundial através da ECM e sua dedicação a projetos mais jazzísticos e menos digeríveis. Mas ainda há muitas reservas de frescor, sensualidade e alegria aqui.
 
Nada mais, ouça o álbum, uma beleza verdadeiramente inspirada.
 

Mais uma entrada onde percebo que tudo o que eu poderia dizer já disse antes, e por medo de me repetir prefiro que vocês mesmos completem o que falta dizer sobre este álbum...

Egberto Gismonti é um compositor e multi-instrumentista brasileiro. Ele nasceu em Carmo, estado do Rio de Janeiro, Brasil, em 5 de dezembro de 1947, filho de pai siciliano e mãe libanesa. Ele começou seu estudo formal de piano aos seis anos de idade. Após 15 anos de estudo, sua admiração por Astor Piazzolla o levou a viver em Paris, onde estudou com a compositora e maestrina Nadia Boulanger – também professora de Piazzolla – e com o compositor Jean Barraqué – aluno de Arnold Schönberg e Anton Webern.
Sua música tem influências diversas, como as ideias orquestrais de Maurice Ravel, a música erudita brasileira de Heitor Villa-Lobos, as batucadas, o choro, todos os tipos de ritmos e a música popular. Para tocar essa música, ele começou a estudar violão clássico de 6 e 8 cordas, passando depois para o violão de 10 cordas (que combina 6 cordas de violão com 4 cordas de contrabaixo). Durante dois anos, ele experimentou diferentes afinações e timbres (usando flautas indígenas brasileiras, kalimbas, sho, vozes, sinos, etc.). Ele é um ótimo guitarrista e pianista. Sua vasta obra, com mais de 50 álbuns, é emocionante e eclética, com influências de jazz, rock, trilhas sonoras de filmes, bossa nova, samba e música clássica, principalmente romantismo e modernidade.
Gismonti já gravou com artistas de todo o mundo, como: Jan Garbarek, Charlie Haden, Hermeto Pascoal, Naná Vasconcelos, Nando Carneiro, Jaques Morelenbaum, Zeca Assumpção, Colin Walcott e também a Orquestra Sinfônica da Lituânia.
Gismonti assimilou toda a música popular brasileira e a transformou de acordo com suas necessidades artísticas, fazendo revisões de ritmos folclóricos brasileiros, como o Frevo no álbum 'Nó Caipira' de 1978, o Forrobodó no álbum 'Zig Zag' de 1996 e o ​​Maracatú no álbum 'Sanfona' de 1980.
Ele detém todos os direitos de suas composições e gravações e está trabalhando para tornar sua música livremente acessível, usando a internet como ferramenta. Gismonti diz:
“Após muitos anos de negociações com a EMI, que me obrigaram a aprender todo o sistema legal de gravação, comprei todos os direitos das minhas composições. Agora quero disponibilizar todo esse trabalho na internet para que qualquer pessoa que queira possa baixá-lo e usá-lo livremente. É o mínimo que
posso fazer. Estou onde estou graças a todos aqueles que vieram aos meus shows, que vieram me ver. Todo esse processo leva alguns anos, pois são obras inéditas. Tenho um site pronto, mas ainda não o coloquei online porque, no momento, seria ilegal
 . ”

E alguém poderia me dizer por que diabos o trabalho desse gênio é quase desconhecido do grande público?... Sim, sim, eu já sei a resposta... Felizmente, este blog existe para torná-lo conhecido.
 
 
 
Lista de Tópicos:
1. Karatê
2. Cego Aderaldo
3. Mágico
4, Palhaço
5. Tá boa, Santa?
6. Equilibrista
7. Ciranda
8. Mais que Paixão

Formação:
- Egberto Gismonti – Piano, Piano Elétrico, Órgão, Violão, Flauta, Voz
Mauro Senise – Saxofones (Soprano, Contralto), Flauta
Silvio Mehry – Piano
Piry Reis – Guitarra
Luiz Alves – Baixo
Roberto Silva – Percussão
Aleuda Malu – Percussão, Voz
Dulce Bressane – Voz
Pepe Castro Neves –
Orquestra de Voz de Cordas dirigida por Benito Juárez.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Destaque

Ted Nugent ● Free-for-All ● 1976

  Artista: Ted Nugent País: Estados Unidos Gênero: Hard Rock Álbum: Free-For-All Ano: 1976 Lançamento: setembro Gravadora: Epic Records Dur...