
Econtinuamos com nosso festival de grandes músicas brasileiras, apresentando a extensa discografia do virtuoso Egberto Gismonti. Este excelente álbum foi concebido sob o conceito de "circo", algo que é ao mesmo tempo universal e regional. O álbum conta com performances de excelentes músicos brasileiros, além de uma orquestra de cordas, e também há uma homenagem a um violonista folk nômade e cego do nordeste, com participação apenas do violinista indiano Lakshminarayana Shankar e Gismonti em sua viola brasileira de dez cordas. Uma exibição de melodias apaixonadas e comoventes que progridem continuamente, criando outro clássico de Gismonti.
Artista: Egberto Gismonti
Álbum: Circense
Ano: 1980
Gênero: Latin Jazz / Jazz Fusion
Duração: 49:23
Nacionalidade: Brasil
Ano: 1980
Gênero: Latin Jazz / Jazz Fusion
Duração: 49:23
Nacionalidade: Brasil
A tradição circense existe em quase todos os lugares do mundo, mas é enriquecida por companhias menores que lutam para sobreviver em ambientes mais pobres, adicionando elementos regionais à mistura. Ela se encaixa perfeitamente na música de Gismonti, que também busca enriquecer a tradição musical brasileira com elementos de aquisições eruditas e populares internacionais.
Outro ótimo álbum e outro clássico, ou pelo menos deveria ser. Mas se eu escrever muito, não terei tempo de compartilhar tudo o que quero com vocês, então deixo um pouco da biografia desse gênio e um vídeo para vocês ouvirem esse álbum, com muita música circense, mas também próximo do rock e com sua mistura habitual de música popular, étnica, clássica, jazz e folclórica.
Talvez seja o trabalho mais recomendável de Gismonti para aqueles que não se deixam levar pela onda em que ele costuma se mover. Mais vital, mais enérgico, mais "étnico" e muito menos lânguido do que em outros álbuns, o talentoso multi-instrumentista presta uma homenagem sincera à alma circense-carnavalesca do Brasil e seus mitos fundadores.
Com um maravilhoso elenco de colaboradores e a participação de uma grande orquestra de cordas, Gismonti exibe uma variedade de registros e inspiração em sua composição. Mais tarde veio sua consagração mundial através da ECM e sua dedicação a projetos mais jazzísticos e menos digeríveis. Mas ainda há muitas reservas de frescor, sensualidade e alegria aqui.
Com um maravilhoso elenco de colaboradores e a participação de uma grande orquestra de cordas, Gismonti exibe uma variedade de registros e inspiração em sua composição. Mais tarde veio sua consagração mundial através da ECM e sua dedicação a projetos mais jazzísticos e menos digeríveis. Mas ainda há muitas reservas de frescor, sensualidade e alegria aqui.
Nada mais, ouça o álbum, uma beleza verdadeiramente inspirada.
Mais uma entrada onde percebo que tudo o que eu poderia dizer já disse antes, e por medo de me repetir prefiro que vocês mesmos completem o que falta dizer sobre este álbum...
Egberto Gismonti é um compositor e multi-instrumentista brasileiro. Ele nasceu em Carmo, estado do Rio de Janeiro, Brasil, em 5 de dezembro de 1947, filho de pai siciliano e mãe libanesa. Ele começou seu estudo formal de piano aos seis anos de idade. Após 15 anos de estudo, sua admiração por Astor Piazzolla o levou a viver em Paris, onde estudou com a compositora e maestrina Nadia Boulanger – também professora de Piazzolla – e com o compositor Jean Barraqué – aluno de Arnold Schönberg e Anton Webern.
Sua música tem influências diversas, como as ideias orquestrais de Maurice Ravel, a música erudita brasileira de Heitor Villa-Lobos, as batucadas, o choro, todos os tipos de ritmos e a música popular. Para tocar essa música, ele começou a estudar violão clássico de 6 e 8 cordas, passando depois para o violão de 10 cordas (que combina 6 cordas de violão com 4 cordas de contrabaixo). Durante dois anos, ele experimentou diferentes afinações e timbres (usando flautas indígenas brasileiras, kalimbas, sho, vozes, sinos, etc.). Ele é um ótimo guitarrista e pianista. Sua vasta obra, com mais de 50 álbuns, é emocionante e eclética, com influências de jazz, rock, trilhas sonoras de filmes, bossa nova, samba e música clássica, principalmente romantismo e modernidade.
Gismonti já gravou com artistas de todo o mundo, como: Jan Garbarek, Charlie Haden, Hermeto Pascoal, Naná Vasconcelos, Nando Carneiro, Jaques Morelenbaum, Zeca Assumpção, Colin Walcott e também a Orquestra Sinfônica da Lituânia.
Gismonti assimilou toda a música popular brasileira e a transformou de acordo com suas necessidades artísticas, fazendo revisões de ritmos folclóricos brasileiros, como o Frevo no álbum 'Nó Caipira' de 1978, o Forrobodó no álbum 'Zig Zag' de 1996 e o Maracatú no álbum 'Sanfona' de 1980.
Ele detém todos os direitos de suas composições e gravações e está trabalhando para tornar sua música livremente acessível, usando a internet como ferramenta. Gismonti diz:
“Após muitos anos de negociações com a EMI, que me obrigaram a aprender todo o sistema legal de gravação, comprei todos os direitos das minhas composições. Agora quero disponibilizar todo esse trabalho na internet para que qualquer pessoa que queira possa baixá-lo e usá-lo livremente. É o mínimo que
posso fazer. Estou onde estou graças a todos aqueles que vieram aos meus shows, que vieram me ver. Todo esse processo leva alguns anos, pois são obras inéditas. Tenho um site pronto, mas ainda não o coloquei online porque, no momento, seria ilegal . ”
E alguém poderia me dizer por que diabos o trabalho desse gênio é quase desconhecido do grande público?... Sim, sim, eu já sei a resposta... Felizmente, este blog existe para torná-lo conhecido.
Você pode ouvir aqui...
https://open.spotify.com/intl-es/album/7KWzNVLfngHSOR206prifK
https://open.spotify.com/intl-es/album/7KWzNVLfngHSOR206prifK
Lista de Tópicos:
1. Karatê
2. Cego Aderaldo
3. Mágico
4, Palhaço
5. Tá boa, Santa?
6. Equilibrista
7. Ciranda
8. Mais que Paixão
1. Karatê
2. Cego Aderaldo
3. Mágico
4, Palhaço
5. Tá boa, Santa?
6. Equilibrista
7. Ciranda
8. Mais que Paixão
Formação:
- Egberto Gismonti – Piano, Piano Elétrico, Órgão, Violão, Flauta, Voz
Mauro Senise – Saxofones (Soprano, Contralto), Flauta
Silvio Mehry – Piano
Piry Reis – Guitarra
Luiz Alves – Baixo
Roberto Silva – Percussão
Aleuda Malu – Percussão, Voz
Dulce Bressane – Voz
Pepe Castro Neves –
Orquestra de Voz de Cordas dirigida por Benito Juárez.
- Egberto Gismonti – Piano, Piano Elétrico, Órgão, Violão, Flauta, Voz
Mauro Senise – Saxofones (Soprano, Contralto), Flauta
Silvio Mehry – Piano
Piry Reis – Guitarra
Luiz Alves – Baixo
Roberto Silva – Percussão
Aleuda Malu – Percussão, Voz
Dulce Bressane – Voz
Pepe Castro Neves –
Orquestra de Voz de Cordas dirigida por Benito Juárez.



Sem comentários:
Enviar um comentário