quinta-feira, 22 de maio de 2025

Egberto Gismonti - Em Família (1981)

 

Edepois desse passeio espetacular pela música brasileira, continuamos com a história musical de um dos extraterrestres da música atual, o grande Gismonti, em um de seus muitos álbuns. Desta vez em um dos álbuns que talvez tenha sido menos conhecido, mas que ao mesmo tempo lhe deu mais gratificação como ser humano. Musicalmente, este trabalho foca na emoção e no sentimento, deixando os aspectos técnicos em segundo plano, ao mesmo tempo em que exibe seu estilo inconfundível de música híbrida. Aqui está o último álbum de Gismonti desta semana 

Artista: Egberto Gismonti
Álbum: Em Família
Ano: 1981
Gênero: Jazz Fusion / Latin Jazz
Duração: 42:26
Nacionalidade: Brasil



Egberto, principalmente entre as décadas de 70 e 80, lançou diversas preciosidades musicais que fazem de sua obra uma das mais ricas em qualidade e experimentação. Em 1981, comemorando o nascimento de Alexandre, seu primeiro filho, Egberto lançou o álbum Em Família, que teve o diferencial de ser em vinil branco.

Meu álbum favorito: Em Família de Egberto Gismonti.
O compositor e baterista do grupo Congreso viaja de volta a 1981 para revisitar um dos álbuns do virtuoso instrumentista brasileiro, que combina a música popular de seu país com o jazz latino e a música progressiva. "Ouvir novamente foi como sentir meus irmãos e amigos músicos próximos novamente, sonhando com um futuro presente, assim como eles faziam naquela época", diz ele.
Tenho muitos álbuns favoritos de rock, folk e música clássica. Não foi fácil, mas quero compartilhar com vocês esta que me acompanhou durante o período de estudante, nos internatos, nas viagens e naquela escola de música da Universidade Católica. Também me traz o cheiro do inverno.
Este LP, Em família, de Egberto Gismonti, captura a intimidade, a doçura e a sutileza da música. Gostei de ouvi-lo novamente e sentir meus irmãos e amigos músicos próximos novamente, sonhando com um futuro presente, como eles faziam naquela época.

Sergio “Tilo” González

 
 
Após ganhar prêmios como o Grammy e a Coruja de Ouro, o músico explicou que este álbum, embora não seja um dos mais conhecidos ou reconhecidos de sua carreira, reflete a melhor experiência de sua vida: ser pai. Daí a escolha do título e da capa do álbum, em que Egberto aparece ao lado do filho, Alexandre, e da esposa, a atriz Rejane Medeiros. 

Meu papel também é combinar um pouco de música clássica com música popular. Não é nem para instrução. Não estou tentando discutir com ninguém ou ser contra nenhuma música, só quero deixar claro que existem outras músicas.
 
Egberto Gismonti
 

Acho que não há muito mais a acrescentar. Este é mais um álbum que mistura jazz contemporâneo com folclore e música brasileira, onde o maestro é acompanhado por excelentes músicos, como de costume. Vou ter que aproveitar a música dele, porque não sei mais o que dizer.


Aqui, um ótimo álbum, de um ótimo compositor, instrumentista e extraterrestre... Eu estava pensando que poderíamos montar um time dos sonhos de músicos latino-americanos: Gismonti no violão e piano, junto com Hermeto Pascoal para cuidar dos sopros, poderíamos trazer Hugo Fattoruso para que Gismonti pudesse se concentrar no violão (droga, não temos mais Piazzolla!)... e quem mais eles colocariam? Colocamos Malosetti ou Pedro Aznar no baixo? E a bateria? Poderíamos ter um debate, certo?
Uma obra que influenciou muitos grandes músicos e intérpretes, no vídeo a seguir você pode ver o Dreisam (banda formada por músicos da França, Brasil e Alemanha) tocando "Lôro", a primeira faixa deste álbum...

Mais uma obra da carreira fértil e prolífica de Gismonti, mais uma obra de gênio, bem, acho que não faz muito sentido falar sobre ela, então não vou escrever muito. Um álbum de um verdadeiro monstro musical. Mais um trabalho brilhante de Gismonti... sem mais comentários
Certa vez tive que entrar numa espécie de sebo e dar de cara com uns 15 álbuns de rosto que tinham acabado de ser negociados entre o dono da loja e um jovem, eu estava por perto, mas não consegui me dizer por muito tempo e logo perguntei ao dono (S.Fernando), quanto o senhor fazia o lote para mim. Não tenho valor, só sei que comprei todos e voltei para casa com os LPs Egberto Gismonti (1969), Sonho'70 (1970), Orfeu Novo (1971), Água & Vinho (1972), Arvore (1973), Academia De Danças (1974), Corações Futuristas (1976), Dança Das Cabeças (1977), com a percussionista Naná Vasconcelos, Carmo (1977), #Sol Do Meio-Dia (1978), com Jan Garbare, Collin Walcott e Ralph Towner, Nó Caipira (1978), Solo (1979), E. Gismonti, N. Vasconcelos e M. Smetak (1979), Mágico (1979), com Charlie Haden e Jan Garbarek, Canções Folclóricas (1979), com Charlie Haden e Jan Garbarek, Sanfona (1980), Circenso (1980) e esse que estou postando agora, alguns ainda estão lá, mas o estado da coleção voraz era impecável e o preço estava ótimo e não me importei com os pequenos detalhes, eram dois. Meus lps do Egberto vão estar quase prontos, rsrsrs!!! Este álbum traz algumas músicas lindas como "Dom Quixote", "Em Família" e "Branquinho". Altamente recomendado!!!
Márcia Tunes


E esta é a última obra do maestro desta semana. Na próxima semana, continuaremos a tarefa titânica de trazer para vocês quase todos os seus álbuns.
 
Você pode ouvi-lo no seu espaço Spotify:
https://open.spotify.com/intl-es/album/7LTyKcI23F9k9P4MQMBnxl
 
 
Lista de temas:
01. Papagaio
02. Dom Quixote
03. Em Família
04. Sanfona
05. Folia
06. Choro
07. Auto-retrato
08. Branquinho - Passarinho
09. 06-11-81

Formação:
- Egberto Gismonti / piano, guitarras, acordeão, vocal
- Mauro Senise / saxofones soprano e alto, flautas
- Zeca Assumpção / baixo elétrico e acústico
- Nené / bateria, percussão

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