Adeus a um amigo
Mário Raínho / Casimiro Ramos *fado freira ou fado oliveira*
Repertório de Fernando MaurícioSó nós dois é que sabemos
Quantos fados acendemos
Nas noites desta cidade;
O vendaval já passou
Mas a tua voz ficou
Na memória da saudade
Tu foste o cantor latino
Que começou de menino
Quantos fados acendemos
Nas noites desta cidade;
O vendaval já passou
Mas a tua voz ficou
Na memória da saudade
Tu foste o cantor latino
Que começou de menino
A vaguear neste rio
Foste poema em renovo
Cantiga na voz dum povo
Foste poema em renovo
Cantiga na voz dum povo
E hoje és lugar vazio
Com um cântico na mão
Romântico, meu irmão
Com um cântico na mão
Romântico, meu irmão
Tu foste p'la vida fora
Foi hora de despedida
Fechou-se o palco da vida
Foi hora de despedida
Fechou-se o palco da vida
O destino marca a hora
Adeus Açores
Letra e música de Fernando Farinha
Repertório do autor
Adeus Açores
Ó minha terra natal
Tuas ilhas são as flores
Mais belas de Portugal
Adeus Açores
Linda terra onde eu nasci
Quanto mais longe te vejo
Mais pertinho estou de ti
Pátria bendita
Por Jesus abençoada
Motivo desta saudade
Que não te esquece por nada
Da Terceira a São Miguel
Corvo, São Jorge e Faial
Tudo em ti è um painel
De beleza sem igual
Santa Maria te abraça
Pico e Flores faz-te formosa
E para te dar mais graça
Tuas ilhas são as flores
Mais belas de Portugal
Adeus Açores
Linda terra onde eu nasci
Quanto mais longe te vejo
Mais pertinho estou de ti
Pátria bendita
Por Jesus abençoada
Motivo desta saudade
Que não te esquece por nada
Da Terceira a São Miguel
Corvo, São Jorge e Faial
Tudo em ti è um painel
De beleza sem igual
Santa Maria te abraça
Pico e Flores faz-te formosa
E para te dar mais graça
Até tens a Graciosa
Adeus adeus Mouraria
Artur Soares Pereira / Pedro Rodrigues
Repertório de Daniel Gouveia
A meia-noite soou
Está-me a apetecer cantar
Sinto em mim estranha alegria
Como peregrino vou
Com saudades, visitar
A velhinha Mouraria
Levo comigo um fadista
Desses que têm, no peito
Lugar reservado ao fado
Um fadista muito antigo
Mas que ainda canta a preceito
Quando recorda o passado
Por umas horas vou ter
Como companheiro e guia
Esse velho trovador
Com ele vou conhecer
Os locais onde batia
O fado a fina-flor
Quando chegámos, porém
A Moirama está deserta
Lembra Bela Adormecida
Nas ruas não há ninguém
Não há uma porta aberta
Um simples sinal de vida
Perante a realidade
Que ante o nosso olhar surgia
O pobre velho carpiu
Disse, a chorar, com saudade
Adeus, adeus, Mouraria
Quem te vê e quem te viu
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