quinta-feira, 29 de maio de 2025

Parish Hall - Same

 



Uma banda de acid hard rock com trio poderoso e musicalidade excepcional, mas com material apenas mediano. O autointitulado "one and done" long play do Parish Hall tem aquela pegada acid rock do começo dos anos 70, então se você curte esse som, vai gostar desse long play.
Certamente não é uma obra-prima, mas Parrish Hall é uma boa audição mesmo assim, pelo menos ocasionalmente.

Um power trio da área da Baía de São Francisco, o Parish Hall é uma boa mistura de rock and roll com toques de blues dos anos 70. As comparações com Hendrix são um pouco exageradas, isso é menos psicodélico e mais rock dos anos 70. Confira "Skid Row Runner" e "My Eyes are Getting Heavy".

Salão Paroquial: O Balanço do Esquecimento

Hoje trago para vocês um álbum que quase foi esquecido na época, mas agora é cobiçado como um desses tesouros "raros" pelos colecionadores obstinados. Parish Hall foi uma dessas bandas que passou despercebida sem explodir, mas que deixou para trás um lançamento único com uma performance precisa e compacta, com mais alma do que marketing.

Este trabalho solitário consegue ser uma aquisição agradável. É direto, sem frescuras, cheio daquela vibração boa e honesta que se procura quando se mergulha nas catacumbas do rock dos anos setenta. Ele não reinventa a roda — nem precisa — porque o que é abundante aqui é o que importa: riffs bem plantados, uma seção rítmica afiada e uma dose de lisergia temperada com as melhores intenções do mundo. Ou seja, um álbum feito com personalidade, sem truques ou artifícios. E cuidado com isso: a vitalidade corre por seus sulcos.

O som do Parish Hall tem personalidade. Parece denso, pesado, mas ao mesmo tempo cheio de swing e dinamismo. A execução é precisa, dedicada, com referências óbvias à The Jimi Hendrix Experience, mas sem cair em plágio descarado. A fórmula é familiar, sim, mas Gary Wagner faz sua guitarra falar e cantar com um estilo que, sem ser revolucionário, se destaca e brilha. Há trechos em que o balanço das cordas assume o controle sem causar muito barulho, alcançando um clímax discreto, mas saboroso. Cada faixa se destaca, algumas pela força, outras pela qualidade instrumental, mas todas com a clara intenção de deixar uma marca. O trio entrega, e faz isso com atitude. Apesar de certas limitações técnicas, sua entrega é clara. Mas nem tudo é perfeito: as letras não se destacam exatamente pela criatividade, e há momentos em que a estrutura do álbum falha um pouco. Mas mesmo com esses tropeços, o álbum consegue manter sua graça, sua identidade, sua intenção. E isso é suficiente.

Não posso pedir mais. Com o que tinham, eles conseguiram construir algo digno. Na minha opinião, é um álbum com muita atitude, embora com uma faísca composicional um tanto tímida. O resultado? Uma obra de médio calibre, que poderia ter sido épica com um pouco mais de garra. Ainda assim, sem nenhuma má intenção ou postura forçada, este é um álbum que vale a pena ouvir. De minha parte, sempre achei isso calibrado, agradável e honesto. Até mais.

01. My Eyes Are Getting Heavy
02. Dynaflow
03. Ain't Feelin' Too Bad
04. Silver Ghost
05. Skid Row Runner
06. Lucanna
07. We're Gonna Burn Together
08. Somebody Got the Blues
09. How Can You Win?
10. Take Me with You When You Go
 
CODIGO: H.1-24





Sem comentários:

Enviar um comentário

Destaque

CAPAS DE DISCOS - 1970 Dedicated to Markos III - Nirvana

  L.P U.K - Pye International - NSPL 28132. Contracapa Disco, lado 1. Disco, lado 2. Etiquetas lados 1 y 2.