Danças Ocultas, projecto nascido em Águeda, é a aceitação mútua do desafio de explorar, imaginar e conceber novas linguagens musicais, transformando o mundo pelo som e desenvolvendo todas as possibilidades da máquina inventada no século XIX - o acordeão diatónico, em Portugal conhecido como concertina. Trata-se de um dos mais originais grupos portugueses, que encontrou na concertina o grande argumento da sua criatividade - construindo um repertório pensado para este instrumento. Procuravam recriar as micropaisagens do universo dos foles, ao mesmo tempo que respiravam as altitudes cósmicas da serra. Tiveram que criar inclusive um instrumento novo, a concertina baixo e reprimir as tentações do virtuosismo, de forma a criar uma sonoridade nova e atraente. Artur Fernandes, Filipe Ricardo, Filipe Cal e Francisco Miguel são músicos com formação erudita e o sentido com que pegam na concertina é a sua própria reinvenção, aproveitando o património dos seus usos antigos, mas nunca os mimetizando. Nos álbuns já lançados ouve-se tradição transformada, respirações clássicas (Erik Satie é muitas vezes apontado como influência) e repertório original, onde se explora a peculiaridade dos diálogos em quarteto de um instrumento normalmente tocado a solo.
DISCOGRAFIA

DANÇAS OCULTAS [CD, EMI-VC, 1996]

AR [CD, EMI-VC, 1998]

TRAVESSA DA ESPERA [CD, Empreinte Digitale, 2002]

PULSAR [CD, Magic Music, 2004]

TARAB [CD, Numérica, 2009]

ALENTO [CD, iPlay, 2011]

ARCO [CD, Uguru, 2014]
COMPILAÇÕES

MAIS VALEM 36 MÚSICAS NO SAPATINHO [2xCD, União Lisboa, 1996]

AR DE ROCK 20 ANOS DEPOIS [CD, EMI-VC, 2000]

EXPLORATORY MUSIC FROM PORTUGAL 01 [CD, Calouste Gulbenkian, 2001]

EXPLORATORY MUSIC FROM PORTUGAL 02 [CD, Calouste Gulbenkian, 2002]

EXPLORATORY MUSIC FROM PORTUGAL 04 [CD, Calouste Gulbenkian, 2004]

LISBOA [CD, Lisboa Records, 2007]
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