quinta-feira, 12 de junho de 2025

"Deep Purple Come Taste the Band"

 




Quando o Deep Purple lançou Come Taste the Band, em 1975, a banda já havia passado por diversas transformações, mas este álbum marcou uma mudança ainda mais radical: foi o único sem Ritchie Blackmore, que havia sido substituído por Tommy Bolin. Para muitos fãs, a ideia de um Deep Purple sem Blackmore era difícil de aceitar, mas a verdade é que este álbum, embora diferente, tem seu próprio charme.

Desde o início, com "Comin' Home", fica claro que Bolin trouxe um som mais funky e grooveado para a banda. Seu estilo é menos neoclássico e mais próximo do blues-rock soul, dando à música do Purple um toque de frescor. Glenn Hughes, cada vez mais proeminente, leva esse som funky ainda mais longe, enquanto David Coverdale demonstra por que foi uma das melhores vozes da época.

Músicas como "Gettin' Tighter" refletem perfeitamente essa fusão de hard rock e funk, enquanto "You Keep on Moving", com sua atmosfera melancólica e envolvente, é provavelmente a faixa mais memorável do álbum. Bolin brilha em "Owed to 'G'", um instrumental que demonstra sua sensibilidade como guitarrista, embora sem a agressividade característica de Blackmore.

O problema com Come Taste the Band não é a falta de qualidade, mas sim o fato de soar mais como uma banda nova do que como Deep Purple. Às vezes, você sente como se estivesse ouvindo um projeto paralelo de Coverdale, Hughes e Bolin, em vez dos criadores de Machine Head ou In Rock. Além disso, tensões internas e abuso de substâncias influenciaram, afetando a coesão do grupo.

Em retrospecto, este álbum é injustamente subestimado. Não é o som clássico do Purple, mas tem alguns momentos excelentes e uma energia distinta que merece ser apreciada. Não salvou a banda do colapso, mas deixou claro que, mesmo em sua fase final antes da separação, o Deep Purple ainda estava disposto a experimentar.
 





Tommy Bolin, o jovem guitarrista americano que se juntou ao Deep Purple em 1975, deixou uma marca indelével no álbum "Come Taste the Band". Sua chegada trouxe consigo uma onda de frescor e versatilidade que transformou o som característico da banda britânica.
Bolin era um turbilhão de criatividade e energia. Seu estilo, forjado em jam sessions de jazz e casas de show de hard rock, fundia elementos de funk e soul com o hard rock que definira o Deep Purple. Essa mistura explosiva resultou em um álbum que surpreendeu fãs e críticos.
No estúdio, Bolin era pura magia. Seus dedos voavam sobre as cordas, criando solos eletrizantes que pareciam desafiar a gravidade. Mas não era apenas técnica; cada nota era imbuída de emoção e espontaneidade. A banda foi contagiada por seu entusiasmo, e as sessões de gravação se tornaram momentos de pura alquimia musical.
No entanto, a história de Bolin com o Deep Purple não foi um conto de fadas. Sua luta contra as drogas adicionou um elemento de caos à dinâmica do grupo. No palco, ele podia ser brilhante em uma noite e instável na seguinte. Essa instabilidade, embora problemática, também trazia um elemento de imprevisibilidade e excitação às apresentações ao vivo.
Apesar dos desafios, "Come Taste the Band" continua sendo uma prova do talento e da visão musical de Bolin. Sua breve passagem pelo Deep Purple deixou uma marca indelével, provando que, às vezes, as mudanças mais ousadas podem produzir os resultados mais surpreendentes.

Assim como Stormbringer, Come Taste the Band ficou fora de catálogo por mais de vinte anos nos EUA, mas foi relançado em 31 de julho de 2007 neste país, junto com Made in Europe e Stormbringer.


Venha saborear a banda: edição de 35º aniversário       


As principais diferenças entre a versão original de "Come Taste The Band" e a edição de 35º aniversário são:

Remasterizado: A edição de 35º aniversário inclui uma versão remasterizada do álbum original, melhorando a qualidade do som.

Conteúdo bônus: a edição especial é um conjunto de dois discos, enquanto o original era um único álbum.

Faixas bônus:

Disco 1: Inclui a versão single de "You Keep On Moving" como faixa bônus.

Disco 2: Contém duas faixas bônus: "Same in LA" e "Bolin/Paice Jam".

Remixes: O segundo disco inclui remixes do álbum original interpretados por Kevin Sherley.

Material visual: a edição de 35º aniversário vem com um livreto de 24 páginas contendo a história completa da criação do álbum, fotos nunca antes vistas e reproduções de pôsteres e recordações.

Embalagem: A embalagem e a apresentação física do álbum provavelmente serão diferentes, refletindo seu status de edição especial.

Contexto histórico: A edição de 35º aniversário oferece uma perspectiva histórica do álbum, colocando-o no contexto da carreira do Deep Purple e sua importância na discografia da banda.

Essas diferenças fazem da Edição de 35º Aniversário uma versão expandida e aprimorada do álbum original, oferecendo aos fãs e colecionadores uma experiência mais completa "Come Taste The Band".




                 Burn                         7:00

Love Child 4:42

You Keep On Moving 6:09

Wild Dogs 6:01

Lady Luck 3:07

Smoke On The Water 6:21

Soldier Of Fortune 2:22

Woman From Tokyo 3:59

Highway Star 6:46

1975 foi um ano de mudanças para o Deep Purple. Ritchie Blackmore, o mago das seis cordas, havia deixado a banda, e seu vazio parecia impossível de preencher. Mas a máquina não conseguia parar. Com a chegada de Tommy Bolin, um jovem guitarrista americano com um estilo mais funk e experimental, o Deep Purple embarcou em uma nova aventura: a turnê Come Taste the Band.

Do primeiro show em novembro de 1975 até o desastroso show final em março de 1976, a turnê foi uma montanha-russa de emoções, música incendiária e tensões internas. A banda estava em um momento crítico: David Coverdale e Glenn Hughes buscavam um som mais soul e funky, enquanto Jon Lord e Ian Paice tentavam manter a essência clássica do Purple. Tommy Bolin, por sua vez, trouxe uma lufada de ar fresco, mas também uma luta interna contra seus demônios.

Os shows eram uma mistura de momentos gloriosos e noites caóticas. Quando tudo dava certo, o Deep Purple soava mais dinâmico e poderoso do que nunca. Bolin entregava solos vibrantes e Coverdale comandava o palco como um verdadeiro frontman. Hughes, com sua energia e voz poderosa, adicionava uma nova dimensão aos shows. Mas em outras noites, especialmente quando as drogas estavam fazendo efeito, a banda fraquejava. Em certas datas, Bolin tinha dificuldades para tocar devido à deterioração de sua saúde, o que afetava o desempenho geral.

A gota d'água veio em 15 de março de 1976, em Liverpool. Foi um show marcado por exaustão e tensão. Depois daquela noite, Ian Paice, Jon Lord e Coverdale decidiram que já era o suficiente: o Deep Purple estava se desintegrando, e cada um seguiu seu próprio caminho.

A turnê Come Taste the Band permaneceu um capítulo agridoce na história da banda. Foi o último suspiro do Deep Purple na década de 1970 antes de sua dissolução e, embora o álbum e a turnê tenham sido criticados na época, foram vingados ao longo do tempo. Tommy Bolin, infelizmente, não viveria para ver esse reconhecimento; sua vida foi interrompida prematuramente em 1976.

Mas, além das sombras, aquela turnê deixou um legado: a prova de que o Deep Purple sempre foi maior que seus membros individualmente e que sua essência, mesmo que tenha sofrido mutações, continuou a bater forte em cada palco em que pisaram.

CONCERTOS

Deep Purple - Ao Vivo na Long Beach Arena 1976




Deep Purple na Long Beach Arena, 1976: Uma noite de fogo e virtuosismo

Em 27 de fevereiro de 1976, a Long Beach Arena, na Califórnia, tornou-se um santuário do hard rock. O Deep Purple, já consolidado como titã do gênero, proporcionou uma noite inesquecível com sua formação Mark IV, liderada pelo vocalista David Coverdale e pelo guitarrista Tommy Bolin. Foi um show eletrizante, cheio de energia e virtuosismo, que deixou uma marca indelével em todos os presentes.

Desde os primeiros acordes de "Burn", o público sabia que algo especial estava por vir. Coverdale, com sua presença de palco imponente e voz grave e rouca, incendiou a plateia desde o primeiro segundo. Ao seu lado, Bolin, que teve a difícil tarefa de substituir o lendário Ritchie Blackmore, provou ser um guitarrista com um estilo próprio e único: mais blues, mais improvisado, mas igualmente explosivo. Embora sua performance tenha tido alguns altos e baixos devido a problemas pessoais, seu talento brilhou em momentos-chave, como a majestosa interpretação de "Lady Luck".

Glenn Hughes, baixista e backing vocal, injetou uma dose extra de soul e funk no repertório, especialmente em "Gettin' Tighter", onde sua voz e a de Coverdale se entrelaçaram em um duelo feroz e apaixonado. Jon Lord, com seu Hammond em chamas, entregou solos cheios de drama e teatralidade, enquanto Ian Paice, sempre sólido e preciso, manteve o ritmo como um motor imparável.

O ponto alto do show veio com "Stormbringer" e "Smoke on the Water", que desencadearam euforia na arena. Milhares de vozes cantaram em uníssono, em um momento de pura comunhão entre banda e público. "Highway Star" deu o toque final com uma explosão de velocidade e adrenalina que deixou todos sem fôlego.

Mais do que um show, aquela noite na Long Beach Arena foi um reflexo de uma era de ouro do rock. Apesar das tensões e desafios internos que a banda enfrentou, o Deep Purple demonstrou por que seu legado perdura até hoje. Foi uma noite de fogo, paixão e, acima de tudo, música em sua forma mais pura.

1-1 Intro 2:01

1-2 Burn

Written-By – David Coverdale, Ian Paice, Jon Lord, Ritchie Blackmore

7:37

1-3 Lady Luck

Written-By – David Coverdale, Ian Paice, Jeffrey Cook, Ritchie Blackmore, Tommy Bolin

3:06

1-4 Getting Tighter

Written-By – Glenn Hughes, Tommy Bolin

14:10

1-5 Love Child

Written-By – David Coverdale, Tommy Bolin

5:50

1-6 Smoke On The Water / Georgia On My Mind

Written-By [Georgia On My Mind] – Hoagy Carmichael, Stuart Gorrell

Written-By [Smoke On The Water] – Ian Gillan, Ian Paice, Jon Lord, Ritchie Blackmore, Roger Glover

8:58

1-7 Lazy

Written-By – Ian Gillan, Ian Paice, Jon Lord, Ritchie Blackmore, Roger Glover

16:43

1-8 Homeward Strut

Written-By – Tommy Bolin

5:56

2-1 This Time Around

Written-By – Glenn Hughes, Jon Lord, Tommy Bolin

4:25

2-2 Owed To G

Written-By – Glenn Hughes, Jon Lord, Tommy Bolin

2:53

2-3 Guitar Solo Tommy Bolin 10:33

2-4 Stormbringer

Written-By – David Coverdale, Ritchie Blackmore

11:37

2-5 Highway Star

Written-By – Ian Gillan, Ian Paice, Jon Lord, Ritchie Blackmore, Roger Glover

7:19

Bonus - Live In Springfield 1976

2-6 Smoke On The Water / Georgia On My Mind

Written-By [Georgia On My Mind] – Hoagy Carmichael, Stuart Gorrell

Written-By [Smoke On The Water] – Ian Gillan, Ian Paice, Jon Lord, Ritchie Blackmore, Roger Glover

9:41

2-7 Going Down

Written-By – Don Nix

7:44

2-8 Highway Star

Written-By – Ian Gillan, Ian Paice, Jon Lord, Ritchie Blackmore, Roger Glover

6:26

MUSICA&SOM ☝


Deep Purple - This Time Around, Live in Tokyo 1975



Era dezembro de 1975, e o lendário Budokan de Tóquio se preparava para receber uma das bandas mais influentes do rock: Deep Purple. Embora a formação clássica não estivesse mais completa — com David Coverdale nos vocais e Glenn Hughes no baixo e backing vocal substituindo Ian Gillan e Roger Glover —, a energia daquela noite estava em outro nível.

Desde o primeiro acorde, ficou claro que este não seria um show comum. Ritchie Blackmore, em uma de suas últimas apresentações com a banda antes de sua saída, entregou solos eletrizantes e furiosos, quase como se estivesse deixando uma última marca indelével na história do Deep Purple. Jon Lord, com seu majestoso teclado Hammond, teceu atmosferas únicas, enquanto Ian Paice manteve a máquina funcionando com sua bateria precisa e potente.

Um dos destaques foi a apresentação de Burn, que contagiou o público desde o primeiro segundo com seu riff arrebatador. Coverdale e Hughes compartilharam vocais com uma química palpável, destacando o contraste entre a voz grave e blueseira de Coverdale e os agudos quase estratosféricos de Hughes.

No entanto, a magia atingiu seu ápice com "Mistreated", um blues pesado e emocionalmente carregado, no qual Coverdale derramava sua alma em cada verso, enquanto Blackmore esculpia notas repletas de melancolia e fúria reprimida. A interação entre os músicos fez a música soar como um lamento cru e autêntico.

No meio do show, "This Time Around/Owed to 'G'" permitiu que Hughes brilhasse com sua virtuosidade vocal e seu piano comovente. Foi um momento de trégua antes que a tempestade retornasse com faixas como "Stormbringer", que encerrou a noite com uma explosão de adrenalina e pura energia do rock.

O público japonês, sempre conhecido por seu respeito e admiração pelos artistas, respondeu com uma ovação aparentemente interminável. O Deep Purple, apesar de passar por um período de transição e tensões internas, demonstrou que sua música era maior que qualquer conflito. Naquela noite em Tóquio, a banda deixou uma marca indelével na história do rock, e este álbum ao vivo é um testemunho de uma era que, embora turbulenta, nos proporcionou alguns dos momentos mais emocionantes do gênero.

Burn 8:08
Lady Luck 2:58
Love Child 4:29
Gettin' Tighter 16:02
Smoke On The Water 9:31
Wild Dogs 6:05
I Need Love 5:47
Soldier Of Fortune 1:47
Jon Lord Solo 9:43
Lazy 13:07
This Time Around 3:38
Owed To G 3:29
Tommy Bolin Guitar Solo 7:09
Drifter 4:55
You Keep On Moving 5:59
Stormbringer 8:51
Highway Star 7:30

MUSICA&SOM ☝







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