Miklos Rozsa - Ben Hur (Decca PFS4394, 1977).
O score majestoso de Ben-Hur captou a essência do filme, toda a sua pompa e esplendor, sempre complementando e acentuando o drama. Com a preocupação de ser o mais fiel possível ao estilo romano, Rózsa combinou elementos musicais gregos, judaicos e orientais.
Miklós Rózsa recebendo o "Oscar" em 1946, pela trilha de "Spellbound", das mãos da apresentadora Ginger Rogers.
Miklós Rózsa (ou Miklos Rozsa, 1907 /1995) foi um compositor húngaro.
Rozsa nasceu em Budapeste, em 18 de abril de 1907. Ainda jovem, compôs obras neoclássicas, além de “balllets” e sinfonias em Paris e Londres, antes de ser contratado pelo seu compatriota Alexander Korda, para o arranjo musical do seu primeiro filme, "Knight Without Armour", em 1937. Três anos depois, foi com Korda para Hollywood, onde desenvolveu um estilo que destacava impacto psicológico, fossem em suspenses ou policiais noir, muito em moda nos anos 40.
São "Pacto de Sangue"(1944), "Quando fala o Coração"(1945) e "Os Assassinos"(1946), as suas primeiras obras musicais para o cinema americano. Ganhou o seu primeiro Óscar como compositor em 1946, pela composição de "Spellbound" (ou "Quando fala o Coração", título brasileiro).
Em 1949, Miklos foi contratado pela Metro-Goldwyn-Mayer para ser um dos compositores daquele estúdio. Foram momentos altamente produtivos para o compositor húngaro. No ano seguinte, a sua primeira trilha/banda sonora para MGM, "Quo Vadis, marcou o início de uma nova fase para o músico e maestro, que saiu do estilo psicológico e noir dos filmes policiais dos anos 40, para o estilo épico e religioso, inspirado num estilo grego-romano clássico.
Rozsa ainda realizou outras trilhas sonoras para Metro, como Júlio César, "Todos os Irmãos eram Valentes"(1953), "O Veleiro Da Aventura"(1951), "Ivanhoé"(1953), "Os Cavaleiros da Távola Redonda"(1954), e "Tributo a um Homem Mau"(1958). Recebeu 17 indicações para o Oscar, tendo recebido na sua carreira apenas três: "Quando fala o Coração"/Spellbound(1945), A Double Life(1947), e "Ben-Hur"(1959).
Ben-Hur foi um marco memorável na sua carreira, no final da década de 50. Na década seguinte, com o Óscar conquistado por "Ben-Hur", e o contrato com a Metro, já em fase de expiração, ainda compôs as trilhas de mais dois épicos espectaculares: "Rei dos Reis"/ King of Kings (1961), ainda para a Metro, e o filme El Cid, para a Allied Artist ou Os Boinas Verdes, entre outros, firmando o compositor húngaro como um mestre definitivo do género épico. Possivelmente, Miklos Rozsa é mais recordado pelas composições em filmes épicos e religiosos do que pelas composições iniciais da sua carreira.
Miklos Rozsa é um ponto de referência para muitos compositores de trilhas para filmes que surgiram posteriormente, como Maurice Jarre e John Williams.
Vivendo aposentado nos Estados Unidos com a sua família, o grande compositor das trilhas épicas faleceu em Julho de 1995, aos 88 anos de idade. Uma vida certamente bem vivida, e o legado da sua obra para as telas grandes não pode passar despercebido.
Fonte: Wikipedia
Faixas/Tracklisting:
01 - Fanfare Prelude: Star Of Bethlehem, Adoration Of The Magi
02 - Friendship
03 - The Burning Desert
04 - Arrius Party
05 - Rowing Of The Gallery Salves
06 - Parade Of The Charioteers
07 - The Mother's Love
08 - Return To Judea
09 - Rnig For Freedom
10 - Lepers' Search For The Christ
11 - Procession To Calvary
12 - Miracle and Finale
Bonus:
13 - Prelude (bonus)
Intervenientes:
Compositor – Miklos Rozsa
Orquestra: The National Philharmonic Orchestra and Chorus




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