Há 32 anos, em 10 de julho de 1993, os Titãs lançavam Titanomaquia, sétimo álbum de estúdio da banda paulista. 
O álbum foi concebido numa época em que parte da imprensa decretava o fim do rock brasileiro como se havia ouvido nos anos 80. A iniciativa de tê-lo produzido por Jack Endino partiu da própria banda, mais precisamente do baterista Charles Gavin. Por meio da gravadora WEA, eles enviaram o disco Õ Blésq Blom (1989) a Jack. A princípio, ele não entendeu por que a banda achou que ele seria adequado para esse tipo de som, mas depois eles enviaram faixas mais recentes, com guitarras pesadas e influências de hard rock, e então o produtor demonstrou interesse.
Os Titãs também apresentaram os álbuns Cabeça Dinossauro (1986) e Tudo Ao Mesmo Tempo Agora (1991) para Endino antes de começarem seu trabalho. O produtor disse considerar "muito interessante que eles estivessem dispostos a fazer o caminho inverso ao que normalmente se faz, que é ir do rock mais radical para o pop" -- influenciados pela ascensão internacional do Sepultura na cena de metal extremo.
Apesar da saída de Arnaldo Antunes, a banda ainda tinha sete integrantes, de modo que as sessões de gravação foram bastante produtivas. O primeiro título considerado para o álbum foi A Volta dos Mortos-Vivos, mas o grupo não conseguiu pagar pelos direitos sobre o nome, já utilizado em um filme de 1985.
Titanomaquia, enfim, foi produziu quatro singles promocionais: "Será É Isso Que Eu Necessito", "Nem Sempre Se Pode Ser Deus", "A Verdadeira Mary Poppins" e "Taxidermia". Os Titãs chegaram a gravar vocais em inglês para quase todas as faixas do álbum para um possível lançamento internacional do disco.

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