quinta-feira, 24 de julho de 2025

Pholas Dactylus ‎– Hieros Gamos (2019, CD/LP, Italy)




Tracklist:
Part I
1. Hieros Gamos - 21:24
Parte II / Ognuno Da Lande Diverse
2. A Personal Gift - 3:46
3. Yellow And Blue - 3:14
4. I Don't Want... - 3:07
5. Ogni Volta Che Tocco Il Tuo Viso - 2:03
6. Ninna Nanna Per Gianluca - 2:31
7. Une Valse Pour Nous - 2:19
8. Ballata Di Un Mercante Di Sogni - 5:32

Musicians:
Paolo Carelli/ vocals
Tobias Winter/ guitars
Maurizio Pancotti/ piano, organ
Rinaldo Linati/ bass
Csaba Papp/ drums

De todos os recentes retornos do prog italiano, o retorno de Pholas Dactylus é certamente o mais inesperado. Exatamente, Pholas Dactylus, os autores da obra-prima inalcançável "Concerto das Mentes" (1973). Quarenta e cinco anos depois, "Hieros Gamos" ("casamento sagrado" em grego) marca um dos renascimentos mais retumbantes para uma banda que todos acreditavam estar perdida para sempre.

O álbum, dividido em duas partes – uma que leva o título do álbum e consiste em uma longa suíte, e uma segunda intitulada "Ognuno da lande diverse" (cada uma de uma terra diferente), composta por sete composições mais curtas – apresenta-se de forma belíssima, graças à maravilhosa arte do artista Tiziano Crisanti.

Nas palavras dos próprios músicos, "Hieros Gamos" é a tentativa de conjugar (casar) o passado com o presente, as velhas e as novas gerações, os diferentes estilos, os espíritos dos mortos e aqueles ainda encarnados em pessoas vivas, na consciência de que nada pode pulsar sem essa união de profunda empatia (sagrado). A faixa-título é uma suíte de 22 minutos composta pelo pianista Maurizio Pancotti que mais uma vez apresenta Paolo Carelli e sua icônica voz de declamador: aqui, as referências aos músicos originais ausentes são o ponto de partida para revitalizar mensagens musicais e não musicais, que Pholas Dactylus (mais concebido como uma força energética do que como um grupo de pessoas) não quer dispersar.

"Ognuno da lande diverse" é, na verdade, uma coletânea de curtas composições individuais, assinadas pelos três músicos originais ainda em atividade (Maurizio Pancotti, Paolo Carelli, Rinaldo Linati) que, desde a dissolução do grupo em 1973 até os dias atuais, seguiram caminhos completamente diferentes e isolados, sem qualquer contato profissional ou privado: uma tentativa de mostrar como itinerários díspares e heterogêneos contêm faíscas que podem eventualmente levar a conjunções inesperadas.

Mais um retorno surpreendente no mais puro espírito do prog italiano!

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