segunda-feira, 14 de julho de 2025

Råg i Ryggen - Same

 




Um dos melhores álbuns suecos dos anos 70. Ótimo hard rock progressivo com órgão. Algumas músicas são cantadas em inglês, outras em sueco. Também podemos ouvir um toque frio e malecólico, típico de algumas bandas escandinavas. Uma mistura de Deep Purple, Uriah Heep, Bodkin e Lucifer's Friend.

Toques de prog por meio de algum trabalho de sintetizador e estrutura, mas fãs de hard rock direto (guitarras duplas) vão gostar. Jan banan é a joia, enquanto You Know It Ain't Easy não fica muito atrás. Imagens de caras nórdicos de cabelo comprido passando um bong por aí certamente.

Mais um álbum excelente, meu caro. Eles tocam um prog pesado e enérgico no estilo de seus compatriotas, November. Os suecos são incríveis na arte de fazer música. Você já ouviu ASOKA? O único álbum homônimo deles, de 1971, é uma verdadeira joia.
Sérgio

Um álbum agradável e animado, embora por vezes um tanto simples e monótono em algumas faixas, como a folkie Spångaforsens Brus (faixa 3), onde o nível técnico (especialmente na bateria) deixa a desejar, e até dá a impressão de que o músico que toca no resto da gravação não é o mesmo. Ainda assim, é uma alegria ouvi-lo. Obrigado e cumprimentos.
 Moisés

Dois demônios, um pacto na noite e um álbum para a eternidade

Há discos que parecem ter sido criados para resistir ao teste do tempo, e outros que simplesmente se escondem em suas dobras, esperando para serem encontrados. Råg i Ryggen pertence a essa segunda categoria. Não é o álbum clássico que aparece em listas de referência, mas quando você o encontra por acaso — talvez entre vinis empoeirados em um brechó ou em uma conversa com um colecionador cult — você sabe que encontrou algo especial.

Suécia, década de 1970. Enquanto o rock progressivo já havia atingido seu auge no Reino Unido e o hard rock afiava suas presas para o que se tornaria o heavy metal no futuro, um grupo de jovens suecos pegou elementos de ambos os mundos para criar seu próprio amálgama sonoro. O resultado? Um único álbum, um lampejo fugaz de virtuosismo e crueza, que com o tempo se tornou uma joia escondida do underground escandinavo. Se algo define o Råg i Ryggen, é sua capacidade de equilibrar poder e sofisticação. Não há progressões excessivamente complexas ou estruturas intrincadas que percam o ouvinte, mas também não há uma abordagem puramente direta como no hard rock mais clássico. Este álbum parece uma encruzilhada entre dois mundos: de um lado, o poder e a agressividade britânicos de Uriah Heep e Deep Purple, e do outro, a sensibilidade progressiva italiana de PFM e Le Orme. Da primeira batida da bateria ao último acorde do órgão Hammond, este álbum é uma jornada sem parar. "Det Kan Väl Inte Vara Farligt" e "Sanningsserum" são os exemplos mais claros dessa fusão: riffs de guitarra cortantes, teclados estilizados que conferem um ar épico e mudanças de tempo que elevam a experiência sem perder o impacto. É um álbum que, apesar de soar familiar, tem identidade própria. Não é inovador no sentido mais estrito da palavra, mas sabe transitar facilmente entre o hard rock, o folk e o progressivo sem se perder em sua ambição. A energia é sempre alta, as melodias são bem trabalhadas e a qualidade instrumental é impecável.

01. Det Kan Väl Inte Vara Farligt
02. You Know It Ain't Easy
03. Spångaforsens Brus
04. Jan Banan
05. Naked Man
06. Queen of Darkness
07. Sanningsserum

CODIGO: H-27

MUSICA&SOM ☝




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