Na primavera de 1968, a guerra do Vietnã pegou fogo, Martin Luther King foi assassinado, greves e protestos de estudantes em Paris fizeram o governo francês cair de joelhos. Quando os Beatles - que há tempos criticavam abertamente a guerra do Vietnã - entraram no estúdio para gravar The Beatles (álbum branco), no fim de maio, a primeira coisa que gravaram foi “Revolution”, que é também a primeira música explicitamente política do grupo. A primeira versão de “Revolution” que gravaram era um shuffle lento e blueseiro, que recebeu o nome de “Revolution 1”. Em 10 de julho, eles voltaram a “Revolution” para uma energética versão elétrica - a mais conhecida, lançada como o lado B de “Hey Jude”. Era a performance mais pesada dos Beatles até ali, da escaldante introdução de guitarra de Lennon ao uivo final.
Essa distorção de “Revolution” nunca tinha sido vista em nenhuma outra canção dos Beatles. Para conseguir tal efeito, foi adicionado um pedal de efeitos “fuzzer” direto entre o amplificador e a mesa de som do Abbey Road Studios e tocado com todos os ponteiros de captação no máximo e depois diminuídos na pós-produção. Em 11 de julho, foram adicionados o baixo e o piano elétrico tocado por Nicky Hopkins. A produção se seguiu pelos dias 12 e completadas na manhã do dia 13 de julho com mais linhas de baixo, e algumas guitarras tocadas por Lennon e McCartney
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