Com a possível exceção de sua canção, "Footprints", que se tornaria um clássico do jazz, Adam's Apple recebeu bem menos atenção em seu lançamento do que alguns dos álbuns anteriores do catálogo de Wayne Shorter. É uma pena, pois ele realmente se classifica entre os melhores de sua produção desse período incrivelmente fértil. Desde os primeiros momentos em que o sax de Shorter se destaca na faixa de abertura homônima, com seu calor, suavidade e potência, é difícil não gostar deste álbum. Pode não apresentar uma mudança tão brusca em termos de estilo quanto alguns de seus trabalhos anteriores, como Speak No Evil, mas seu impacto só é atenuado pelo fato de Shorter já ter atingido o auge de sua força. Isoladamente, este é um dos grandes trabalhos do jazz de meados dos anos 60, mas quando Shorter já alcançou um estilo de execução único, excelência composicional e um relacionamento perfeitamente equilibrado com seus músicos de apoio, é difícil ficar impressionado com o fato de ele conseguir continuar fazendo tudo isso álbum após álbum. Mas Shorter brilha aqui, ao mesmo tempo em que permite que músicos fortes como Herbie Hancock também tenham seu lugar ao sol. Duas músicas bastante distintas são especialmente hipnóticas: a balada "Teru" e o tributo de Shorter a John Coltrane, "Chief Crazy Horse", ambas dando a Hancock a chance de mostrar do que era capaz.
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