terça-feira, 23 de setembro de 2025

ANIMA DOMINUM Symphonic Prog • Brazil

 

ANIMA DOMINUM

Symphonic Prog • Brazil

Biografia do Anima Dominum
Fundado no Rio de Janeiro, Brasil, em 1991 - Dissolvido em 2000,

o Anima Dominum é uma banda brasileira bastante eclética, sem fortes influências óbvias, o que faz sentido, já que os membros da banda afirmam que sua formação nasceu do desejo de se expressar musicalmente sem a restrição de nenhum gênero ou estilo específico. Os teclados da banda têm uma leve semelhança com o ELP anterior, mas o forte sotaque latino em sua guitarra e especialmente na percussão lhes dá um som próprio.

A banda foi formada no Rio de Janeiro em 1991 e, apesar de inúmeras mudanças de pessoal e curtos períodos de inatividade, ainda é uma banda ativa hoje. A banda retornou ao estúdio no outono de 2006 para gravar seu quarto lançamento.

A música da banda pode ser melhor descrita como ligeiramente gregária, com teclado intensivo e uma guitarra rítmica elétrica que consegue projetar uma inflexão espanhola que cria um som único e interessante ao lado da outra guitarra e baixo de rock mais tradicionais. O trabalho de estúdio da banda é ligeiramente prejudicado por mixagens em baixa resolução (provavelmente de 16 faixas), mas a energia demonstrada sugere claramente que é um prazer ouvi-la ao vivo.

O Anima Dominum continua em turnê e aparece em revistas especializadas e no rádio até hoje, tendo restaurado muitos membros da formação original.


O Anima Dominum merece um lugar nos Arquivos por seu uso claramente criativo e progressivo de teclados, composições complexas e multiculturais e passagens instrumentais expansivas em suas faixas estendidas, raras, mas bem pontuadas.


Singularities by ANIMA DOMINUMcapa do álbum


 O Anima Dominum parece ser uma dessas bandas que estão passando despercebidas no nosso gênero musical. Este também é o primeiro Anima Dominum que ouço. Mas é o segundo álbum deles.

Eu chamaria este álbum de "álbum melódico de prog sinfônico". Na verdade, a frase correta é Neo Prog. É disso que se trata a música aqui. Abel Ganz é uma ótima referência. Infelizmente, o som é muito plano e turvo. Mesmo mexendo no som no meu estúdio de som de mesa, não consigo obter um som bom e claro. A separação dos instrumentos é muito ruim. O que também é muito ruim para este álbum, porque, com um bom som, este álbum teria sido muito melhor.

Mas a lama não disfarça totalmente as boas músicas aqui. Não gosto dos vocais masculinos. Os vocais femininos são ótimos, no entanto. As músicas neoprog aqui são tocadas com longos solos de guitarra, coros e teclados. Isso sem contar o baixo e a bateria. A música é comum, mas ainda assim muito boa.

Um bom álbum de uma banda sobre a qual eu gostaria de saber mais.

Tempus Stetisse by ANIMA DOMINUMcapa do álbum
Tempus Stetisse
Anima Dominum Sinfônica Prog



 Infelizmente, o ANIMA merecia muito mais atenção do que desfrutou ao longo de sua carreira. A banda foi formada no Rio de Janeiro pelo baixista/vocalista Little David, o guitarrista Zé Lima e o baterista Fred Castro em 1991. Várias audições para a vaga de tecladista se seguiriam, com Flávio Araújo sendo o escolhido. A banda gravou uma demo de duas faixas, chamando a atenção do colecionador Jorge Alegrio, que financiou seu primeiro lançamento completo. Este seria lançado em 1992 sob o título ''Tempus Stetisse'' pela Jade Records.

Tentando capturar a verdadeira essência da música, o ANIMA recomenda uma abordagem doce ao Symphonic/Art Rock saturada em melodia e extensas passagens instrumentais. Com influências vindas de CAMEL e GENESIS de meados dos anos 70, bem como algumas dicas do território Neo Prog, ''Tempus Stetisse'' é um trabalho onde guitarras melódicas estilo HACKETT encontram linhas de baixo groovy, violões são misturados com teclados sinfônicos, enquanto as interações dramáticas e passagens atmosféricas cheias de sintetizadores também estão presentes e fortes. Embora não seja tão complicado, o álbum é realmente inspirado e bem executado com arranjos cativantes sem perder um único minuto de sua abordagem progressiva. Os vocais são em inglês e também são bem executados, sem traços evidentes de sotaque brasileiro. O ANIMA já tocava e se apresentava muito antes de bandas brasileiras famosas como TEMPUS FUGIT ou AETHER sequer aparecerem no horizonte e seu estilo pode ter sido uma grande influência para a cena posterior de rock sinfônico/art rock brasileiro. Altamente recomendado e definitivamente essencial!The Book Of Comedy

Capa do álbum The Book Of Comedy de ANIMA DOMINUM
The Book Of Comedy
Anima Dominum Symphonic Prog
 Esta é uma gravação de primeira linha para ser adicionada aos suspeitos brasileiros de sempre: Quaterna Requiem, Tempus Fugit e Aether. O disco inteiro está repleto de composições altamente interessantes, bem equilibradas e carregadas de atmosferas, giros estilísticos e solos vibrantes dos (irmãos?) Zé Lima na guitarra e Ricardo Lima no teclado. O verdadeiro "gênio" óbvio é o baixista Claudio Cepeda, que estabelece alguns ritmos elegantes ao longo do disco, muito no estilo Squire Rickenbacker, com muitos tons agudos e dedilhado hábil. Eu sempre ouço pelo menos uma vez todos os álbuns de prog, ouvindo exclusivamente o baixo, geralmente um ótimo barômetro da qualidade geral. As faixas 3 e 4 fornecem as peças épicas estendidas onde cada músico tem o palco para expressar sua arte, mas a faixa realmente matadora é a apropriadamente chamada "Leviathan", uma peça monstruosa que tem CLÁSSICO escrito por toda parte. Talvez o álbum seja um pouco clínico para alguns fãs de prog mais experimental, mas o prog tocado com tanto entusiasmo e delicadeza dissipa quaisquer impressões negativas, já que é bastante original, típico da atitude "mais solta" do brasileiro em relação à música, onde a técnica é sempre relegada à emoção (assim como no futebol, é claro!). Este álbum é altamente recomendado para fãs de prog sinfônico. 4 páginas para rir.

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