Os Deolinda são para o século XXI o que os Madredeus foram para os anos 90. Uma das melhores bandas da Europa. Sem perder a ligação com o subúrbio, os Deolinda carimbam o passaporte e viajam, absorvendo sons e culturas naquele que é o seu álbum mais rico e gratificante. Um pequeno mundo de grande imaginação, resultado de muitas horas em aeroportos, autoestradas e cidades por todo o mundo.
O Portugal em que os Deolinda vivem está muito longe das casas de fado esfumaçadas e das ruas de calçada portuguesa que moldam o imaginário português aos olhos dos turistas. Os Deolinda trocaram essa saudade à moda antiga por uma série de canções alegres e sonhadoras que, de alguma forma, revelam as verdadeiras cores do Portugal quotidiano, embora não tenham medo de se inspirar em ritmos antigos de fado, na morna cabo-verdiana ou mesmo em cantores e compositores portugueses dos anos 70.
O seu primeiro álbum , Canção ao Lado (2008), foi certificado com Disco de Platina em Portugal e ganhou o prémio de "Artista Revelação" nos Songlines Music Awards de 2010 (em colaboração com a BBC). Dois Selos e um Carimbo (2010) ganhou o Prémio José Afonso de 2011 e foi um dos álbuns mais vendidos no seu país. O segredo do seu sucesso deve-se certamente à forma exuberante como se apresentam ao público nas suas interpretações, por vezes divertidas, suaves e doces. E para além das histórias que contam, sobre lisboetas que se apaixonam fugazmente no metro, as suas canções falam da vida no bairro, da precariedade dos tempos em que vivem. Aliás, a sua canção "Parva que sou" (Como sou tolo, 2011) tornou-se o hino da juventude indignada de Portugal: "Que mundo tolo, que para ser escravo é preciso estudar . "
track list :
01. Algo Novo
02. Concordância
03. Gente Torta
04. Há-de Passar
05. Medo de Mim
06. Musiquinha
07. Semáforo da João XXI
08. Seja Agora
09. Pois Foi
10. Balanço
11. Doidos
12. Não Ouviste Nada (com António Zambujo)


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