

Lista de faixas:
A1. Singularity (4:51)
A2. Squig 4:38)
A3. Diffractal 4:44)
A4. Turbulence (5:06)
A5. Dusts (3:22)
B1. Lacunar (4:00)
B2. Not-Yet-Time (15:47)
Músicos:
Bateria – Robert Previte, Charles K. Noyes (faixas: A2, A3) Guitarra, Voz, Intérprete, Composto por, Produtor – Elliott Sharp Intérprete [Pantar, Slab] – Katie O'Looney Intérprete [Slab] – Jim Mussen Serra – Charles K. Noyes Trombone – Ken Heer Trombone, Baixo Trombone – James Staley Fractal contém algumas das melhores músicas de Elliott Sharp, ou seja, brutais. "Singularity", que abre o álbum, praticamente resume a estética de Sharp: uma saraivada de percussão densa, quase bárbara, sobreposta à guitarra estilhaçada do líder, soando como se ricocheteasse nas paredes internas de um covil subterrâneo escuro e perigoso. O conjunto, com graves pesados — incluindo dois bateristas, dois trombonistas e dois músicos empunhando instrumentos de design próprio de Sharp (a pantar e a slab) — está bem sintonizado com esse curso primitivo, evitando insistentemente qualquer indício de virtuosismo ou superficialidade. E o restante do disco permanece nesse mesmo curso amargo, martelando implacavelmente ritmos toscos, retorcidos o suficiente para que as linhas solo de Sharp não os sobrepujem, mas os incrustem. Crucialmente, ele se recusa a respirar, conduzindo a banda pelos 15 minutos finais de "Not-Yet-Time" (uma trilha sonora dançante!), resolutamente áspera e sem curvas. Ao contrário de muitos álbuns subsequentes, nos quais Sharp se inclinava para uma ou outra direção musical (punk, Captain Beefheart, dub, etc.) ou exagerava em suas tendências matemáticas, aqui ele está em seu próprio mundo único, e Fractal, com a possível exceção do magnífico Larynx, se destaca como sua declaração mais poderosa e singular. Altamente recomendado.
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