Há 30 anos, em 10 de outubro de 1995, o No Doubt lançava Tragic Kingdom, terceiro álbum de estúdio da banda americana. 
O Doubt lançou seu álbum de estreia auto-intitulado em 1992, apresentando um som pop que contrastava fortemente com a música grunge, um gênero que era muito popular na época nos Estados Unidos, com o disco vendendo somente 30 mil cópias. Como resultado, o segundo álbum da banda, The Beacon Street Collection (1995), no qual a banda começou a trabalhar ainda em 1993, teve forte intervenções da gravadora Interscope, com o tecladista Eric Stefani gradativamente abrindo mão do controle criativo do No Doubt e estimulando os outros integrantes a comporem também. O segundo álbum vendeu 100 mil cópias e garantiu à banda a gravação de um terceiro disco.
O novo álbum do No Doubt foi gravado em 11 estúdios em Los Angeles entre 1993 e 1995, e representou uma perceptível mudança de abordagem: a irmã de Eric Stefani, Gwen, vocalista da banda, assumiu a composição das letras, escrevendo sobre suas próprias experiências, incorporando-as ao ska, punk, pop e rock, gêneros mais proeminentes no trabalho. Eric deixou a banda após o fim das gravações do terceiro álbum da banda.
Intitulada como Tragic Kingdom, a obra foi lançada pela Interscope em outubro de 1995 (somente seis meses após o segundo álbum) e obteve aprovação da crítica, que destacou os novos elementos na sonoridade do No Doubt. Comercialmente, o álbum estreou em #175 na Billboard 200, nos Estados Unidos, até gradativamente conquistar o #1 em agosto de 1996, com 229 mil unidades vendidas. Tragic Kingdom ainda rendeu sete singles, sendo os principais deles "Just A Girl", que chegou ao #23 na Billboard Hot 100, e "Don't Speak", que não entrou na parada principal por não ter sido lançada como single em seu auge de execução, mas chegou ao #1 na Billboard Hot 100 Airplay.
O sucesso comercial de Tragic Kingdom levou as grandes gravadoras a assinarem com bandas de ska, bem como estimulou mais gravadoras independentes a lançarem discos e compilações de ska, além de promoverem tanto o No Doubt quanto a frontwoman Gwen Stefani como novos ídolos de uma geração.

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