Há 44 anos, em 10 de novembro de 1981, o KISS lançava (Music From) The Elder, nono álbum de estúdio da banda americana. 
Conhecidos por seu hard rock enérgico e teatral, os membros do Kiss decidiram explorar uma direção musical inesperada com esse trabalho. Produzido por Bob Ezrin, que havia colaborado anteriormente com a banda no álbum Destroyer (1976), (Music From) The Elder teve sua gravação ocorrida principalmente nos estúdios Ace In The Hole, em Nova Iorque, e em Toronto, Canadá, levando alguns meses para ser concluída. Diferente do som típico da banda, The Elder é um álbum conceitual, inspirado pelo rock progressivo e pela música orquestrada, com temas líricos que giram em torno de uma narrativa de fantasia sobre um herói que precisa proteger o mundo do mal. Não houve um grande foco em singles, mas “A World Without Heroes” e “I” foram lançados para promover o álbum. As letras e sonoridade apresentam uma abordagem mais sombria e experimental para o Kiss, que incluiu até mesmo instrumentos de orquestra em algumas faixas. A capa é minimalista e mostra uma mão tocando uma porta, simbolizando o mistério e o tom épico da história.
Lançado pela gravadora Casablanca Records, The Elder teve uma recepção crítica mista e dividiu os fãs, muitos dos quais não esperavam essa mudança de estilo. Comercialmente, o álbum foi um fracasso, e sequer alcançou o top 40 nos Estados Unidos, sendo um dos álbuns menos vendidos da discografia do Kiss e levando a banda a abandonar a pretensão de conceitos e retornar à sonoridade pesada e agressiva em Creatures Of The Night (1982). Apesar disso, The Elder é visto como um trabalho de risco que inspirou a banda a experimentar novos estilos. Nos anos seguintes, o álbum ganhou um status cult entre alguns fãs e é reconhecido como um momento único e ousado na carreira do Kiss, influenciando algumas bandas a também explorarem temas e sonoridades conceituais.

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