Quando Souad Asla sobe ao palco, os sons do Deserto do Saara ressoam ao seu redor. Sua música é uma fusão de sons ancestrais e modernos, e a atmosfera mágica de seus concertos, onde melodias, dança, canções e tambores africanos convergem, nos arrebata, transportando-nos para uma jornada além do tempo.
Originária de Béchar (no oeste da Argélia, na fronteira com o Saara), Souad Asla, uma herdeira digna da tradição Gnawa, cresceu sob a tutela do grande Hasna El Becharia, a quem considera seu mestre.
Souad perpetua uma música ancestral trazida da África subsaariana para o Magreb. Uma mulher com espírito nômade, pertencente à nova geração, ela presta homenagem aos ritmos tradicionais, incorporando sons contemporâneos e uma fusão de culturas.
Ela mesma descreve sua música: "Sinto uma profunda rebeldia dentro de mim. Não pretendo mudar o mundo, mas quero ilustrar essa grande injustiça que está acontecendo e contra a qual provavelmente não posso fazer nada, mas pelo menos a denuncio."
Minhas letras também possuem uma profunda espiritualidade que emana da minha cultura, onde os princípios fundamentais são o repouso da alma e a simplicidade. Minha espiritualidade abrange todos os deuses; sou muçulmana desde a infância, mas venho de uma família multiétnica onde cada um cultiva sua própria interpretação do Islã.
Para mim, religião significa, antes de tudo, Amor com A maiúsculo. Sei que é uma utopia, mas a defendo em minhas letras porque, na realidade, não é bem assim. Minha música é influenciada por diversas fontes: as do deserto, minhas raízes africanas, que reconheço com veemência. Os argelinos muitas vezes não são considerados africanos, mas basta olhar para o meu rosto para entender de onde venho!
Além disso, o som das minhas canções é permeado pelo Gnawa, mas também pelo reggae, ragha e blues — todas formas musicais que absorvi da minha família durante a infância.
Há também meus 18 anos de exílio, que me permitiram descobrir o mundo, ouvir outras formas musicais e me confrontar com a grande variedade de estilos musicais que coexistem em uma cidade como Paris.
São todas essas experiências que me inspiram. Quando crio uma melodia, o que faço é cantarolar minha cultura musical. Venho de um mundo onde a música é uma tradição oral e, na verdade, reconstruo tudo, desde a parte do baixo, a parte da guitarra, a parte do guembri, a parte do oud… sem esquecer a percussão…
A inspiração para uma canção pode vir de uma visão, um lugar, o silêncio do deserto, as paisagens que me pertencem, algumas tristes, outras felizes…” (Fonte: Il Canto di Lilith )
Lista de faixas :
01. Aicha
02. Zawali
03. Saharawia
04. Patera
05. Jabouna
06. Marchandize 07.
Chaillah 08.
Jawal
09. Moulana
10. Salamo
11. Wali
12. Patera (com Loy Elrich)


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