domingo, 11 de janeiro de 2026

Dark Angel ~ USA ~ Los Angeles, California

 

Time Does Not Heal (1991)

Dark Angel foi uma das muitas bandas de metal que perdi na época. Não sei por que não comprei pelo menos este álbum, visto que este era o único estilo de metal que eu ainda comprava naquela época: o thrash técnico. Cerca de 15 anos depois, comprei este CD usado (muito usado, aliás, e nem me lembro por que me dei ao trabalho de comprá-lo). Minha reação inicial não foi positiva, e escrevi as seguintes anotações: "Um álbum de thrash exaustivo e caótico com um zilhão de riffs". Uma década depois, o álbum me conquistou completamente. E aqui estamos nós novamente, mais uma década depois. Não consigo nem imaginar como o vocalista consegue se lembrar de todas as letras de Time Does Not Heal, são tantas! Nível genial, eu diria, embora a contrapartida seja que ele não canta de verdade, mas sim recita de forma monótona. Ele canta tanto quanto os dois guitarristas disparam riff após riff. O álbum é famoso justamente por isso, já que proclamava com bastante ousadia que havia 246 riffs ali. Seria algum tipo de recorde? Talvez, não faço ideia. Minha reação cínica inicial foi: "246 riffs e nenhuma melodia". E é verdade, o que não diminui em nada o meu prazer em ouvi-lo. Também não é exatamente progressivo, é mais uma constante mudança de riffs, não de música ou compassos. Thrash metal técnico é um prazer de se ouvir quando se está no clima certo. Especialmente se a produção e o som pesado da guitarra forem excelentes, como é o caso aqui. Você poderia pensar que algo como "Time Does Not Heal" seria difícil de suportar por 67 minutos. Mas não é bem assim – flui muito bem. E nunca – eu digo nunca – para de se movimentar. Acho, no entanto, que gravar uma ou duas músicas por sessão produziria resultados melhores. Esses caras eram incrivelmente talentosos. Principalmente o baterista Gene Hogland, considerado um músico de primeira linha, que participou de diversos coletivos, assim como no mundo do jazz. Curiosamente, apesar do enorme culto que a banda possui, este álbum não é considerado um dos seus melhores, nem mesmo pelos fãs mais dedicados. E tudo indicava que seria o fim do Dark Angel, até que, curiosamente, no mês passado (quem diria?), seu novo álbum foi recebido com severas críticas.



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