segunda-feira, 23 de março de 2026

Que fim levou? Tony Carey

 

Carey, Blackmore, Bain, Powell e Dio, a melhor versão do Rainbow
Tony Carey (nascido Anthony Lawrence Carey em 1953) nasceu em Watsonville/CA e começou a tocar teclados ainda na igreja muito jovem. Quando ele tinha 7 anos, sua família lhe presenteou um piano, aos 11 anos um violão e logo ele montou a primeira bandinha para tocar covers. Aos 14 anos, ganhou um órgão e aos 17 mudou-se para New Hampshire começando a banda "Blessings", que chegou a conseguir um contrato de gravações, mas que não completou nada por causa, segundo o próprio Carey, de garotas, uso de drogas e dificuldades com a gravadora. Entretanto, enquando o Blessings estava nos S.I.R. Rehearsal Studios, em Hollywood/CA, trabalhando no repertório do álbum que nunca saiu, o guitarrista Ritchie Blackmore estava noutro salão junto com o baixista Jimmy Bain testando músicos para o Rainbow. Acabou que Carey foi testado e isto resultou num convite para integrar o Rainbow, o qual ele aceitou. Carey gravou um único álbum com a banda, o aclamado "Rising", de mai/1976. Os teclados dele neste álbum foram marcantes (como na introdução para "Tarot Woman" ou num longo solo em "A Light In The Black"). Ele esteve em duas turnês mundiais com o Rainbow e ainda gravou partes de teclados para o álbum seguinte, "Long Live Rock'n'Roll", de abr/1978, as quais muitas foram incluídas na versão final lançada. Após deixar o Rainbow em 1977, Carey se mudou para a Alemanha em ago/78, onde ele começou uma carreira solo. Durante este período, ele passou dias inteiros dentro de um estúdio em Frankfurt, o que lhe permitiu gravar muita coisa e aprender também o ofício de engenheiro de som.
Em 81, ele lançou seu primeiro single solo, "Jamie", fortemente influenciado por Kraftwerk. "Yellow Power", de 82, foi um álbum instrumental de música eletrônica, junto com "In The Absence Of The Cat", primeiro com seus vocais. Na sequência, ele gravou três álbuns instrumentais ("Explorer", "No Human" e "Heaven", todos na linha ElectroSynth-popExperimental). "I Won't Be Home Tonight" teve um single, "West Coast Summer Nights" nas paradas, mas o selo quebrou logo depois.
Carey então assinou com a Geffen Records e lançou seu primeiro álbum sob o pseudônimo de "Planet P Project", que ele usaria durante todo o restante da carreira. Ele lançou seu segundo álbum solo, "Some Tough City", mas a Geffen não gostou das letras e Carey resolveu mudar para a MCA Records. Surgiu o álbum duplo "Pink World", do Planet P Project, uma Opera Rock para a qual Carey escreveu letras e música, fez todos os vocais e tocou quase todos os instrumentos. "Blue Highway" foi o último álbum para a MCA. Carey acabou ajuizando uma ação contra a gravadora e deixando Frankfurt. Ainda na Alemanha, agora em Tutzing, na Bavária, ele começou a produzir outros artistas, além de fazer participações. Ele gravou trilhas sonoras e só retornou à carreira solo em 1989 com "For You" (na praia do Pop Rock). Em nov/90, ele lançou "Storyville", outro esforço Pop Rock. Ele seguiu lançando álbuns ("The Long Road", de 92, "Cold War Kids", de 94 - seu último solo por uma grande gravadora) e produzindo e tocando para outros artistas. 
Carey, então, na virada do século, migrou para Mallorca, na Espanha, onde viveria os próximos seis anos. O álbum "Island and Deserts", de 2004, foi feito nesta época. O novo material veio com temas mais políticos e históricos. O Planet P Project retornou em dez/2003 com "(Go Out Dancing Part 1) 1931", vinte anos depois do álbum anterior. Foi o primeiro de uma trilogia de álbuns intitulados "Go Out Dancing" (G.O.D.). Os outros dois foram "Levittown (Go Out Dancing Part II)", lançado em mar/2008, e "Out In The Rain (Go Out Dancing Part III)", lançado em dez/2009. Em 2011, numa entrevista, ele afirmou: "Eu já escrevi mais de mil canções, para mim mesmo, outros artistas, filmes e produções de TV". Também foi diagnosticado com uma forma virulenta de câncer de bexiga. Depois de doze semanas no hospital e cinco cirurgias, ele se recuperou totalmente. Ronnie James Dio, ex-colega de Rainbow, morreu de câncer de estômago logo após a recuperação de Carey. Ele disse: "Estou muito triste com o falecimento dele, especialmente porque pegamos essencialmente a mesma doença, e eu a venci, e ele não". Em 2009, Carey e três outros ex-membros do Rainbow (Joe Lynn Turner, Bobby Rondinelli e Greg Smith) se juntaram a Jürgen Blackmore (filho de Ritchie) para formar o projeto "Over The Rainbow". Infelizmente, os citados problemas de saúde o afastaram do projeto após o show de estreia no Suécia. Carey ainda lançou "Christmas Hymns" contendo hinos de Natal que ele cantou enquanto garoto. Formou o grupo EBC ROXX (junto com Jürgen Blackmore e Ela, uma cantora alemã, nome artístico de Michaela Eichhorn) para criar música que embalasse a estreia de Michael Schumacher e Nico Rosberg naquela temporada no time da Mercedes na F1. Entre 2010-11, Carey lançou dois álbuns de covers, "Stanislaus County Kid Vol. 1 e 2". Em 2013, surgiu "Steeltown", sob o nome Tony Carey's Planet P Project, totalmente baseado na Noruega e sua história. A ideia veio após Carey excursionar pelo país, se encantar e resolver gravar um álbum com músicos praticamente todos noruegueses. Em decorrência disso, em 2015, ele iniciou uma série de shows como Tony Carey's Rainbow Project: The Dio Years junto com músicos noruegueses. Em 2019, ele lançou "Lucky Us", um álbum retornando ao básico e festejando a vida. Neste mesmo ano, surgiu "Operation: Paperclip, The Return of The Stanislaus County Kid", uma Opera Rock baseada em personagens criados por Carey em seus primeiros álbuns solo.  Carey ainda está na ativa, está com 70 anos, vive em Wiesbaden, na Alemanha com esposa e três filhas.




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